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De Indisciplinar
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v. 7 n. 2 (2021): Revista Indisciplinar

A Indisciplinar número 13 traz como tema “Outros mundos: novas subjetividades, novos métodos” e pretende reunir e apresentar propostas de novas metodologias para os desafios contemporâneos. Devido ao alto número de artigos recebidos para o último número, e também pela qualidade dos mesmos, optamos por fazer dois números com o mesmo tema. Na edição da revista Indisciplinar, v.7 n.2, apresentamos nove artigos, três ensaios, uma entrevista e um ensaio gráfico.

No primeiro bloco desta edição, trazemos variadas reflexões sobre o processo recente de urbanização chinês e o destaque do país como referência para um outro modelo de desenvolvimento territorial muito importante para o campo do planejamento urbano, abrindo horizontes para a transformação da economia mundial contemporânea via propostas de relações internacionais Sul-Sul como a iniciativa “Um Cinturão, Uma Rota”. A China é apresentada como um outro mundo, real e possível pelo ensaio gráfico de Marcelo Maia, pela entrevista com Elias Jabbour sobre seu novo livro “China: o socialismo do século XXI”, pela palestra transcrita do Ministro Conselheiro da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Qu Yuhui, e pelo ensaio de Tiago Schultz, diversas perspectivas acerca da história recente do país asiático são apresentadas.

Nos textos em formato acadêmico, observamos análises inovadoras para a teoria e a prática da arquitetura na contemporaneidade. Dentre o grupo de ensaios e artigos que se dedicam à análise e proposição de metodologias, destacamos o trabalho de João Diniz na proposição da transArquitetura como uma (in)disciplina. A consideração do afeto como elemento fundamental para o campo fundamenta seu trabalho e é compartilhada por Ana Clara Araújo na apresentação do bordado como alegoria para a prática da arquitetura no espaço público. As autoras de “Indisciplina epistemológica: viradas metodológicas para o campo da Arquitetura e do Urbanismo” também analisam novas propostas para o ensino da arquitetura à luz das teorias feministas, interseccionais e decoloniais. Da mesma forma, Antonio Aparecido Fabiano Junior reflete sobre o uso do projeto como instrumento na garantia do direito à vida no artigo “Traçar caminhos que confluam para algum sentido: movimento e ato de form(ação)”. Maria Cristina Alves Pereira e Adriana Nascimento propõem um diálogo da arquitetura com outras linguagens no artigo “A imagem como ferramenta de instrumento social”, no qual avaliam o papel das fotografias urbanas na construção do imaginário sobre as cidades. Finalmente, o artigo “Mapping urban history”, de Patricia Capanema, avalia as possibilidades no uso de métodos cartográficos a partir de uma análise histórica dos vetores de desenvolvimento territorial de Belo Horizonte.

Junto a esses trabalhos, apresentamos uma série de artigos que abordam situações práticas na garantia do direito à cidade. Em “Idealização do mundo e leitura do lugar nos espaços de religiosidade: entrevistas realizadas nos territórios populares de Belo Horizonte”, os autores divulgam os resultados obtidos pela pesquisa qualitativa que mapeia mecanismos de construção de espaços religiosos em ocupações urbanas de Belo Horizonte. “Relato de uma deriva: uso e apropriação do espaço público cotidiano em Callao, Lima – Peru”, parte da análise das imagens disponibilizadas no Google Earth, para analisar a prática sistemática de convivência comunitária performada pelos moradores de El Callao com o uso e instalação de piscinas de plástico portáteis nas ruas e calçadas da região. De forma semelhante, o artigo “Outra cidade possível: experimentações LGBT+ no carnaval de rua” apresenta narrativas contra hegemônicas sobre a vivência urbana através da cartografia de experiências de pessoas LGBT+ no contexto espaço-temporal do Carnaval de Rua de Belo Horizonte. Contrapondo-se a esses trabalhos, o texto “A dimensão [i]material da arquitetura industrial de fortaleza: um estudo sobre as “Oficinas do Urubu” traz uma análise de um antigo conjunto fabril em Fortaleza, Ceará e que parece invisível em meio a trama urbana, mesmo com suas proporções gigantescas. Interessa aos autores identificar os impactos do distanciamento desses edifícios históricos apartados da sociedade e refletir sobre o risco de espaços apartados do cotidiano e incapazes de garantir sentido às práticas da cidade.

A amplitude do escopo das duas edições da Revista Indisciplinar no ano de 2021 evidencia a relevância do tema e a necessidade de refletirmos sobre novas estratégias metodológicas para a construção de universidades e de cidades capazes de lidar com os desafios socioambientais da contemporaneidade, sem abandonarmos as lutas históricas por acesso à moradia, aos direitos trabalhistas e ao lazer. Esperamos que a revista estimule novos debates e mobilize estratégias propositivas para a transformação do conhecimento acadêmico e para a articulação dos diversos saberes que circulam no espaço público.

Ensaio Gráfico

...deslocalizar-se para uma nova substância urbana

Entrevistas

GeoDebate entrevista Elias Jabbour sobre o seu novo livro “China: o socialismo do século XXI

Ensaios

Palestra “Geopolítica e Desenvolvimento Territorial Chinês” proferida pelo Ministro Conselheiro da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Qu Yuhui
Relatos de uma não-deriva por uma ex-cidade fantasma chinesa
transArquitetura

Artigos

Partilha de afetos
Idealização do mundo e leitura do lugar nos espaços de religiosidade
A imagem como ferramenta de instrumento social
Mapeando Histórias Urbanas
Traçar caminhos que confluam para algum sentido
Indisciplina Epistemológica
Relato de uma deriva
Outra cidade possível
A dimensão (i)material da arquitetura industrial de fortaleza
Afetos, brasilidade e urbanidade: uma aproximação
Texto-trajeto: caminhar entre cenas, tempos e espaços no Poço da Draga (CE)

Download da revista completa

v. 7 n. 2 (2021): Revista Indisciplinar