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	<title>Indisciplinar - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<updated>2015-05-17T22:05:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:Indisciplinar.png]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Saiba mais sobre o [[Indisciplinar:Sobre | Indisciplinar]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<updated>2015-05-17T22:04:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Frentes de copesquisa cartográfica indisciplinares */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de copesquisa cartográfica indisciplinares=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum:&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias:&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura:&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs:&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui:&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum:&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico:&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais:&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos:&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frentes de atuação detalhadas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum:&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias:&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura:&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs:&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui:&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum:&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico:&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos:&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método da Copesquisa Cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=968</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2015-05-17T22:03:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* sobre o INDISCIPLINAR */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de copesquisa cartográfica indisciplinares=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frentes de atuação detalhadas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método da Copesquisa Cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=967</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=967"/>
		<updated>2015-05-17T22:01:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Índice das frentes de copesquisa cartográfica */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de copesquisa cartográfica indisciplinares=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frentes de atuação detalhadas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método da Copesquisa Cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=966</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=966"/>
		<updated>2015-05-17T22:01:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Frentes de atuação detalhadas */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Índice das frentes de copesquisa cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frentes de atuação detalhadas&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método da Copesquisa Cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=965</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=965"/>
		<updated>2015-05-17T22:01:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Método da Copesquisa Cartográfica */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Índice das frentes de copesquisa cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de atuação detalhadas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Método da Copesquisa Cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=964</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2015-05-17T21:49:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Índice das frentes de copesquisa cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de atuação detalhadas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Método da Copesquisa Cartográfica==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Processo da copesquisa cartográfica&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=963</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=963"/>
		<updated>2015-05-17T21:48:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Em caso de dúvidas ou qualquer outra questão relacionada a  essa wiki, escreva para: indisciplinar@indisciplinar.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Índice das frentes de copesquisa cartográfica=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Frentes de atuação detalhadas=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Método da Copesquisa Cartográfica==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Processo da copesquisa cartográfica=&lt;br /&gt;
Base do método (ou anti-método) da copesquisa cartográfica com relação ao processo específico de preparação para o mapeamento territorial georreferenciado que é apenas um dos modos (dispositivos, conjunto de atividades tecnopolíticas) de realização da cartografia tomando como exemplo uma etapa da disciplina Cartografias Emergentes que realiza uma cartografia em Izidora (ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão): &lt;br /&gt;
1. Leitura de textos e debates sobre o tema a ser tratado, nesta caso, a cultura e suas especificidades no sentido político do ativismo (o que queremos ressaltar deste território, tendências da narrativa) + características singulares de modos de vida nas ocupações (sincretismo religioso, culturas híbridas, inteligências coletivas, gambiarras como táticas e inventos, brincadeiras, outras espacialidades do comum  + &lt;br /&gt;
2. Preparação de informação com mapas e dados + discussão com alunos, bolsistas, pesquisadores, parceiros + redefinição de algumas categorias iniciais (porque ao longo do processo outras categorias surgirão e serão incorporadas no mapa base do trabalho); divisão da turma em 3 grupos heterogêneos;&lt;br /&gt;
3. Mobilização nas comunidades e contato de agendamento com grupos envolvidos; &lt;br /&gt;
4. Visita ao território, conversas com atores da comunidade, derivas conduzidas por mapas impressos (canetinhas com legenda para o que vai ser mapeado); registros diversos com câmeras de vídeo e de fotografia; desenhos; etc. Preparar para todo tipo de imprevisto, imaginar que o processo é tão importante quanto alguns objetivos iniciais;&lt;br /&gt;
5. Transferência dos dados coletados no mapeamento físico e coletivo, realizado nos territórios das comunidades e dos grupos envolvidos no programa para o crowdmapa (mapa territorial georreferenciado) criando um mapa em plataforma digital. OBS: também pode ser agendado com a comunidade do território mapeado um workshop para que todos possam aprender a utilizar os dispositivos e apps de georreferenciamento através de workshops no laboratórios da própria escola de Arquitetura (neste caso funciona como transferência de conhecimento técnico - tecnologia social - para que os parceiros possam aprender a desenvolver mapas dentro de seus outros interesses, compreendendo que ensinar a ocupar os mapas é também empoderar as comunidades e grupos parceiros; &lt;br /&gt;
6. Produção de peças gráficas que contenham infográficos e diagramas (conjuntos de mapas, desenhos, textos, fotos, etc) que sintetizem todo o processo e produzam um material como resultado que possa ser distribuído tanto na comunidade acadêmica quanto nas comunidades e nos grupos parceiros, assim como possam ser utilizados em peças de representação jurídica.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=962</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=962"/>
		<updated>2015-05-17T21:38:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Arquivo:indisciplinar.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem vindo ao Wiki do Grupo de Pesquisa [[Indisciplinar]]. No menu ao lado sugerimos alguns artigos recentes ou páginas relacionadas aos últimos eventos e publicações do Grupo. O conteúdo desta Wiki não se limita ao menu, então, experimente pesquisar algo aqui.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
==sobre o INDISCIPLINAR==&lt;br /&gt;
Indisciplinar geral&lt;br /&gt;
Este grupo de pesquisa tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada a centralidade do espaço nos processos de globalização – os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes –, e os processos constitutivos do espaço social, toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades e diferença, e sendo assim, a dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas.  As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão, ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. &lt;br /&gt;
Blog: http://blog.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/Indisciplinar/425668724191296?fref=ts&lt;br /&gt;
Vídeos: https://www.youtube.com/channel/UC9amRlylRYfPccrvY5nPWHQ&lt;br /&gt;
Streamings: http://bambuser.com/channel/INDLAB&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Índice das frentes de copesquisa cartográfica:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
http://blog.indisciplinar.com/eventos-2/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Frentes de atuação detalhadas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapeando o comum&lt;br /&gt;
No mundo atual, o conceito recorrente de commons discorre sobre a ideia de que a produção da riqueza e a vida social são fortemente dependentes de comunicação, de cooperação, de afeto e da criatividade coletiva. O “comum” seria, então, os meios de recursos compartilhados, gerados pela participação de muitos e múltiplos, que constituem o tecido produtivo essencial da metrópole do século 21. Ao fazer a conexão entre comum e produção, seria necessário pensar em economia política: poder, renda e conflitos.&lt;br /&gt;
O comum pode ser definido por ser compartilhado por todos, sem tornar-se privado para qualquer ator individual ou instituição. Comum (ou bens comuns) inclui recursos naturais, espaços públicos urbanos, obras criativas e os conhecimentos que estão isentos de direitos autorais. Em Atenas, em Istambul ou no Rio de Janeiro, como em muitas cidades globais, as discussões em torno do bem comum têm sido relevantes, especialmente com a crescente pressão da privatização e do controle dos governos sobre os recursos compartilhados pela comunidade.&lt;br /&gt;
As perguntas, então, seriam: pode o bem comum nos fornecer conceitos e táticas alternativas ao poder dominante, para uma sociedade mais democrática, tolerante e heterogênea, que permita maior participação e coletividade? É possível expandir as diferentes definições de comum (ou de bem comum)? Existem diferentes formas de compreender e de discutir o bem comum, através de várias práticas? Devido à tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, os bens comuns ainda são difíceis de ver para os olhos de final do século 20.&lt;br /&gt;
Propõe-se, portanto, uma busca pelo bem comum, uma pesquisa que toma a forma de um processo de mapeamento. Entende-se mapeamento, como proposto por Deleuze e Guattari, e como artistas e ativistas sociais têm vindo a utilizar durante a última década: como uma performance que pode tornar-se uma reflexão, uma obra de arte, uma ação social.&lt;br /&gt;
Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da metrópole contemporânea e como ela pode ser localizada? Como o comum está sendo protegido das privatizações e das parcerias público-privadas do neoliberalismo? Que novas práticas de “fazer comum” surgiram no ciclo de lutas que começou em junho no Brasil, nas revoltas pelo passe livre? Quais são as vantagens e os riscos da produção desta cartografia em tempos de crise e de rebeliões?&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em Belo Horizonte&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/belo-horizonte/&lt;br /&gt;
Mapeando o Comum em SP&lt;br /&gt;
http://mappingthecommons.net/pt/sao-paulo/&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Mapeando_o_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Atlas das Insurgências Multitudinárias&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Atlas_das_insurgências&lt;br /&gt;
Notícias: http://blog.indisciplinar.com/?s=atlas+das+insurgências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Cartografias da Cultura&lt;br /&gt;
A pesquisa Cartografias Emergentes da Cultura realizada pelo grupo de pesquisa Indisciplinar da UFMG  tem como objeto o estudo sistematizado da distribuição territorial das iniciativas culturais. Produz-se uma série de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos participativos, localizem, no território da cidade, as atividades culturais existentes. Ao longo dos dois últimos anos gerou-se um panorama territorial complexo que nos auxilia na constituição de uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade. Buscou-se, para tanto, considerar os setores da cultura a partir de uma perspectiva ampla e assim, foram incluídas nas cartografias tanto atividades que ocorrem em equipamentos culturais, quanto atividades itinerantes e independentes, promovidas por micro produtores e grupos minoritários ligados aos movimentos sociais multitudinários na escala local. O mapeamento territorial destas ações culturais alternativas mostra-se fundamental para uma compreensão ampla da atividade cultural da cidade, que abarque a complexidade de suas dinâmicas e possibilite que estas ocorram de maneira sustentável, inclusiva e descentralizada, em toda a sua diversidade.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorializado Cultura BH: https://culturabh.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografias_da_cultura&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.  Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
O Natureza Urbana é um projeto de pesquisa associado ao Programa Extensionista Ind.Lab - Laboratório Nômade do Comum que faz parte das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar-UFMG.&lt;br /&gt;
Em fevereiro de 2013, o grupo de Pesquisa Indisciplinar inicia sua participação efetiva na teia formada ao redor do movimento Fica Ficus. Desde então, muitas conexões com outros grupos e movimentos em defesa da qualidade de vida urbana aconteceram. Entre 2013 e 2015, com a intensificação dos movimentos multitudinários contra os processos de urbanização neoliberal no Brasil, constituiu-se uma rede de apoio mútuo compartilhando experiências ativistas e aos poucos, agregando movimentos sociais, culturais e ambientais, tanto da Região Metropolitana de Belo Horizonte quanto de outras regiões do país como o Parque Augusta de São Paulo ou o Ocupe Estelita de Recife. Em 2014 o grupo decidiu desenvolver uma coleção de posters/cartilhas que resumissem suas ações e uma delas foi o Natureza Urbana que resumia todo o processo realizado junto ao Fica Ficus até aquele momento.&lt;br /&gt;
Como parte do processo cartográfico, a produção do conhecimento de todas as pesquisas extensionistas do grupo Indisciplinar têm como objetivo principal gerar tecnologia social. Neste sentido, toda a metodologia e os processos de investigação partem do encontro cotidiano entre universidade, movimentos sociais, culturais e ambientais envolvidos nas lutas territoriais e desdobram-se em múltiplos campos de ação compartilhados em rede: participação em reuniões, representações em Ministério Público, qualificação do debate para audiências públicas, produção de monografias, dissertações de mestrado, teses de doutorado, TCCs, projetos de pesquisa e extensão, disciplinas que participam do cruzamento destes projetos com os movimentos, produção de artigos científicos, eventos e ocupações culturais. O grupo vem atuando diretamente no design, desenvolvimento e manutenção de wikis, blogs, fanpages, mapas georreferenciados, projetos gráficos, infográficos, fanzines, cartilhas, dentre outros. Assim, nos instrumentalizamos do potencial das tecnologias de informação e comunicação (TICs) para discutir, numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento e autonomia de ações coletivas que enriquecem a vida urbana contrapondo processos de alienação cidadã. Deste modo, construímos tecnopolíticas por meio de processos de democratização que garantem a neutralidade das conexões dadas no sistema urbano. Percorrendo processos de politização das informações do urbano, que são de direito público, fomentamos questões e processos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. Nossas ações buscam sempre criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. Esta metodologia sistêmica de trabalho sempre busca eleger práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares. A Rede Verde, uma teia de lutas pela preservação do ambiente natural em nossas cidades, é um movimento do qual fazemos parte num processo de copesquisa, ação de investigação engajada, ou seja, na qual não separamos teoria da prática. Este processo não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem.&lt;br /&gt;
4. Natureza Urbana: &lt;br /&gt;
Fanpage do projeto:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Natureza-Urbana/1499953156920901?fref=ts&lt;br /&gt;
Mapa territorial georreferenciado Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
https://naturezaurbana.crowdmap.com/?hc_location=ufi&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Natureza_Urbana&lt;br /&gt;
Rede Verde &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/RedeVerde/1536646969929195?ref=br_rs&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.  Lutas Territoriais: &lt;br /&gt;
Este projeto pretende cruzar informações de topologia de rede com topografia territorial das lutas territoriais utilizando como base os dados das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) e cruzando estes com os territórios em disputa. Para isto temos duas plataformas digitais sendo construídas paralelamente. Além da fanpage https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,  através da qual nós “curtimos” mais de 900 outas territoriais no Brasil para com isto gerarmos topologias (redes de contato) temos também um crowdmap identificando e caracterizando os seus território: https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Constituição de um conjunto de dispositivos tecnopolíticos para as lutas locais também faz parte deste projeto. Em 2015 criou-se uma nova frente articulada de movimentos sociais e universidades envolvendo as ocupações urbanas, movimentos sociais e organizações de apoio às ocupações como as Brigadas Populares da RMBH para envolvimento tanto em debates jurídicos para mesa de negociação com o Estado, quanto na produção de plataformas de comunicação em rede. Neste sentido de organizar as lutas foi criada a &lt;br /&gt;
Fanpage: &lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284?fref=ts,&lt;br /&gt;
Mapa territorializado&lt;br /&gt;
https://cartografiadaslutasterritoriais.crowdmap.com/&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
O Indisciplinar vem desenvolvendo uma ampla investigação sobre o tema e monitorando diversos processos de OUCs, principalmente a que pretende ser realizada em 7% do território municipal e que já teve o nome de Operação Urbana Consorciada Nova BH e agora tem o nome Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste. Os modos de copesquisar esta operação incluem  além do acompanhamento sistemático das ações da Prefeitura, também artigos científicos, encontros periódicos com o Ministério Público, chamadas para Audiências Públicas e representações (denúncias) de improbidade administrativa e afins, assim como alimenta também um blog de observação de todo o processo (http://oucbh.indisciplinar.com) numa ação tecnopolítica disponibilizando informações importantes para toda a sociedade, incluindo atuação forte nas redes sociais 6. OUCs e PPPs&lt;br /&gt;
Blog: http://oucbh.indisciplinar.com&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/pages/OUC-ACLO-_-Nova-Bh/1587393064840548?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=OUC&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Vazios _ Em Breve Aqui&lt;br /&gt;
O EmBreveAqui busca identificar vazios na Região Metropolitana de Belo Horizonte - RMBH (lotes, terrenos, áreas residuais de infraestrutura urbana, imóveis desocupados, etc.) e ocupá-los com idéias. Esta base operacional se conecta com disciplinas de graduação para receber propostas e idéias que ocupem, não apenas com projetos arquitetônicos e paisagísticos, mas principalmente, com políticas públicas focadas em três áreas: agricultura urbana/natureza urbana; moradia/habitação de interesse social; lazer e cultura.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://embreveaqui.crowdmap.com&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/embreveaqui?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Em_Breve_Aqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. Artesanias do Comum&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada.&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural. A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos: 1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada. 2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades. 3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos 4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. 5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto. Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
Fanpage:&lt;br /&gt;
https://www.facebook.com/artesaniasdocomum?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Urbanismo Biopolítico&lt;br /&gt;
A arquitetura e o urbanismo foram dispositivos importantes para o avanço do neoliberalismo na Espanha através da construção de grandes obras de infraestrutura, de projetos de parcerias público-privadas que trouxeram equipamentos culturais como a ponta da gentrificação de áreas estratégicas para o avanço do mercado imobiliário e, também, através do incentivo radical à aquisição da casa própria, causando um grande e profundo cenário de endividamento tanto do Estado quanto dos cidadãos. Para isso, utilizaremos uma vasta coleta de dados que serão sintetizados em diagramas, tabelas e infográficos. As informações coletadas também através de entrevistas e textos científicos (baseados em dados econômicos e sociais de institutos oficiais espanhóis) auxiliarão na demonstração de que esse percurso de avanço do Estado-capital sobre o território teve início nos anos 1980, com seu auge nos anos 1990, adotando uma lógica de expansão da urbanização na qual construir grandes obras de infraestrutura e ampliar as regiões metropolitanas, via projetos de parceria público-privada, eram fundamentais para o capitalismo rentista envolvendo bancos e empreiteiras. Para o Brasil, é importante demonstrar, tendo a Espanha como exemplo, como a conexão de grandes projetos urbanísticos e arquitetônicos se relacionam diretamente com o endividamento de um país, tanto do Estado quanto dos cidadãos, que são levados biopoliticamente a participar desse sistema neoliberal de produção do espaço.&lt;br /&gt;
Esse eixo de investigação incluirá uma revisão bibliográfica englobando o surgimento do neoliberalismo (de maneira geral) ao final dos anos 1970 e início dos 1980, assim como sua expansão para o território metropolitano. Autores como David Harvey, Neil Smith, Michael Hardt, Antonio Negri e Maurizio Lazzarato serão de extrema importância na constituição de um arcabouço teórico que denominamos urbanismo neoliberal e sua consequente produção social e ontológica de espaço em tempos de capitalismo imaterial (ou pós-fordista). Acredita-se que esse processo de neoliberalização do urbanismo faz parte de uma lógica global de expansão capitalista que nos últimos anos chegou ao Brasil e ainda está em seu estágio inicial. O que justifica fortemente este trabalho é a importância de se realizar uma pesquisa que demonstre como esses processos de urbanização foram destrutivos para a economia da Espanha, assim como para o bem-estar social do cidadão, e não deve se repetir no Brasil, apesar de já iniciado.&lt;br /&gt;
Mapa territorializado:&lt;br /&gt;
https://urbanismobiopolitico.crowdmap.com &lt;br /&gt;
Wiki:&lt;br /&gt;
http://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Urbanismo_Biopol%C3%ADtico&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. rede TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais&lt;br /&gt;
Voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. A ideia tem sido produzir e sistematizar conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, foram inauguradas uma série de atividades coletivas no sentido de investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.  Propõe-se então que esta rede reforce o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (p2p, entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo.  Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
Relembrando que muitos movimentos insurgentes populares que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013 no Brasil, atualmente articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação tanto do grupo de pesquisa Indisciplinar, quanto desta rede de tecnopolíticas apresentada anteriormente, reunindo pesquisadores e ativistas imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Este estágio pós-doutoral, participa deste processo de ampliação do debate tecnopolítico sobre as resistências urbanas aos processos neoliberalizantes e pretende amplia-la junto a diversos grupos de arquitetos, urbanistas, pesquisadores e ativistas, envolvendo coletivos de arquitetura ibero-americanos dentre outros. Seria bom ressaltar que o grupo Redes, Movimentos e Tecnopolítica espanhol que faz parte do IN3, coordenado por Castells e que conta com a participação do parceiro de pesquisa Javier Toret (http://tecnopolitica.net) será um grande aliado nesta investigação aqui proposta. &lt;br /&gt;
Observa-se também que, a partir dessa produção tecnopolítica, pretende-se auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. &lt;br /&gt;
Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros muitos grupos e coletivos que atuam neste sentido na Espanha. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço.  Acredita-se que ampliando esta rede e aprofundando a colaboração entre grupos e pesquisadores num contexto de debate tecnopolítico, esta proposta de estágio doutoral oferece um trabalho tanto de fôlego acadêmico quanto de pesquisa aprofundada sobre estes processos que estão em fase de constituição avançada na Espanha.&lt;br /&gt;
Mesmo compreendendo que as realidades dos dois países (Brasil, Espanha) são totalmente diferentes e que as condições históricas, econômicas e sociais sejam díspares e singulares, acredita-se que há um processo global de neoliberalização que atua em todos os territórios do planeta, em alguns mais do que em outros, mas de alguma maneira, procedimentos e lógicas se repetem. Assim como se repetem também os discursos e as narrativas em campos distintos, como é o caso da Arquitetura e do Urbanismo oficiais e atrelados ao estado-mercado que vem ampliando o marketing sobre a importância de se pensar as cidades como empresas e as políticas urbanas  a partir de modelos de negócios via Parcerias Público-Privadas. Neste sentido, temos a Espanha contendo um leque enorme de referências negativas e nocivas ao bem-estar-social, já que o país entrou em crise exatamente por seu alto nível de endividamento. Compreender o que se passa na Europa e dar visibilidade a estes processos neoliberais e às suas consequências em toda a sociedade faz parte dos objetivos e da justificativa desta proposta. Assim como, dar visibilidade a processos de resistência positiva que acontecem na Espanha por toda parte, também faz parte da estratégia deste investigação.&lt;br /&gt;
Fanpage: https://www.facebook.com/tecnopoliticasVAC2015?fref=ts&lt;br /&gt;
Wiki: http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Página_principal&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11. Eventos&lt;br /&gt;
Além das copesquisas cartográficas que realizamos em nosso cotidiano em Belo Horizonte (junto a diversos grupos e movimentos sociais), nos últimos anos também temos realizado ou participado de vários eventos abertos junto a grupos e coletivos de toda ibero-américa, o que tem nos auxiliado na constituição de diretrizes de constituição do comum envolvendo novos modos de se fazer cidade. Alguns destes eventos são: &lt;br /&gt;
1. Design e Política (maio de 2011): Foi um evento envolvendo seminário e workshop, do qual fui curadora, que reuniu pensadores, artistas e ativistas de diversos países e áreas como: Saskia Sassen (EUA), Christian Ullmann (Brasil), Peter Pàl Pelbart (Brasil), Ana Paolo Araújo (Brasil- Inglaterra), Eduardo de Jesus (Brasil), Nelson Brissac (Brasil), Javier Barilaro (Argentina), Alejandro Araque (Colômbia), Lucas Bambozzi (Brasil), Giselle Beiguelman (Brasil), Antonio Yemail (Brasil), Camillo Martinez e Gabriel Zea (Colômbia) , dentre outros grupos de arte e de pesquisa como Jaca e ASAS. (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2011/seminario-internacional-design-e-politica-2011/) Este evento gerou um livro publicado posteriormente (http://blog.indisciplinar.com/pre-lancamento-design-e-politica/).&lt;br /&gt;
2. Ativismo Urbano (agosto de 2012): Foi um evento dentro do Cidade Eletronika, do qual fui curadora juntamente com Lucas Bambozzi, que reuniu pesquisadores, arquitetos, ativistas e pensadores também ibero-americanos  como Giuseppe Cocco (Brasil), Alejandro Haiek (Venezuela), Antonio Yemail (Colômbia), Todo por la Praxis (Espanha), Arquitectura Expandida (Colômbia), assim como brasileiros Simone Tostes, Samy Lansky, Eduardo Moreira, Simone Cortezão, Juliana Torres, Marcela Brandão, Adriano Mattos, Marcelo Maia, Lucas Bambozzi, para debatermos o tema da política como mote pra pensar/construir a cidade avançando em direção do ativismo e portanto, realizou uma série de workshops de ocupação do centro da cidade junto a grupos e ongs locais (http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/);&lt;br /&gt;
3.   O direito à cidade, o que temos em comum (janeiro de 2013): Foi um seminário (da qual fui curadora) que discutiu com pensadores e ativistas novas formas de resistir e ocupar a cidade durante 3 dias em Belo Horizonte (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.513556928735808.1073741838.425668724191296&amp;amp;type=3).&lt;br /&gt;
4. Cartografias Biopotentes (fevereiro 2014): Consistiu em um conjunto de eventos (seminário + 4 workshops + palestra + lançamento de livro), do qual fui curadora,  que pretendeu aglutinar formas de cartografar criticamente a cidade e suas dinâmicas biopolíticas territoriais. Dentro deste evento realizamos o primeiro workshop junto com Pablo de Soto, Mapeando o Comum em BH, que abriu um espaço para a realização de diversas parcerias com os pesquisadores envolvidos neste projeto (incluindo José Perez de Lama, que pretende ser supervisor deste estágio pós-doutoral). Muitos mapeamentos foram realizados coletivamente e neste caso em Belo Horizonte, atuamos especificamente nas áreas atingidas pela Operação Urbana Consorciada Nova BH naquele momento em curso, que propunha modificar radicalmente a estrutura urbana de 7% do território da cidade via PPP. Também realizamos outros workshops como o “Entre Muros” ou o “Cartografia Afetiva _ Vila Dias” (com Ana Ortega do Arquitectura Expandida + Desejaca) e o workshop “Fazer – Trabalhar” (com o pesquisador colombiano Gabriel Zea).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.589684464456387.1073741841.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
5. Marco Civil e Tecnopolíticas (junho de 2014): Seminário realizado com a presença do pesquisador, ativista e parceiro da nossa rede Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais, Javier Toret, pesquisador do 15M, do Instituto IN3 coordenado por Castells e atual articulador político do Guanemos Barcelona. Este evento contou também com a participação de um dos principais atores da construção do Marco Civil da Internet no Brasil, o pesquisador Sérgio Amadeu. (http://blog.indisciplinar.com/776/)&lt;br /&gt;
6. Flock Society (dezembro de 2014 ): Participação na Cumbre Internacional do Flok Society com mais de 200 pesquisadores e ativistas de todo o mundo na área de tecnopolítica que aconteceu com intuito de criar uma rodada de trabalhos colaborativos para estabelecer diretrizes para políticas públicas envolvendo o conhecimento livre em todas as áreas produtivas dos ministérios do Equador; Posteriormente houve nossa participação em um seminário organizado pela Casa Civil do governo brasileiro que ocorreu em São Paulo (http://floksociety.org/2014/06/18/2601/) com a expectativa de gerar um grupo de trabalho que pudesse criar um Flok Brasil (ainda em processo);&lt;br /&gt;
7. Multitude (junho, julho, agosto de 2014): Evento realizado pelo Sesc Pompéia do qual fiz parte junto da equipe curatorial: Lucas Bambozzi, Andrea Saturnino, Peter Pàl Pelbart, Lúcio Agra, dentre outros. Este evento envolveu exposição e uma série de debates, incluindo a presença de pensadores importantes como Lazzarato e Antônio Negri, importante referência para nossas copesquisas. Neste evento realizei a mediação da mesa na qual Antonio Negri discute o conceito de Multidão (http://www.sescsp.org.br/multitude/);&lt;br /&gt;
8. Cartografias do Comum (julho-agosto 2014): Evento resultado da articulação entre o Espaço do Conhecimento UFMG e o grupo de pesquisa Indisciplinar que articulou uma mostra agregando uma série de atividades como debates, oficinas, filmes, seminários e a exposição. Este evento foi totalmente realizado com a participação horizontal de grupos, coletivos e movimentos sociais de Belo Horizonte que pesquisam e atuam na construção do comum. (http://www.espacodoconhecimento.org.br/?p=8813) (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955338262632.1073741847.425668724191296&amp;amp;type=3) &lt;br /&gt;
9. Multiplicidades (agosto de 2014): Seminário que inaugurou o debate sobre a construção de uma rede entre universidades e movimentos sociais e coletivos culturais já citada anteriormente “Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais”. (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.684955938262572.1073741848.425668724191296&amp;amp;type=3) e contou com a presença de diversos pesquisadores do Indisciplinar (Natacha Rena, Marcelo Maia, Alemar Rena, Joviano Mayer, Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi, Simone Tostes, Marcela Silviano, Priscila Musa, João Tonucci, Luciana Bizzoto, Janaína Marx) e com pesquisadores de diversas universidades e coletivos brasileiros e internacionais como Fábio Gouveia (Labic_UFES), Fernanda Bruno, Pablo de Soto, Tatiana Roque (Media Lab _ UFRJ), Clara Luiza Miranda (UFES) e Basurama (Brasil-Espanha). &lt;br /&gt;
(http://wiki.tecnopoliticas.com/index.php?title=Tecnopol%C3%ADticas:Territórios_Urbanos_e_Redes_Digitais)&lt;br /&gt;
10. Escuela de Garaje (Común) (setembro de 2014): Coordenação de um curso de duas semanas em Bogotá, organizado pelo coletivo Laagencia e pelo Idartes/ Ministério da Cultura da Colômbia, para produtores culturais, arquitetos, urbanistas, artistas e ativistas envolvendo leitura de textos, escrita coletiva de artigos (que acabam de ser publicados em um livro) (http://escueladegaraje.com/v_comun/);&lt;br /&gt;
11. Noites Brancas (novembro de 2014): Participação em um workshop ofertado pelos Iconoclasistas  dentro do evento Noites Brancas. Investigamos a Operação Urbana Consorciada trabalhando territorialmente um mapeamento vasto que resultou também em algumas ações ativistas  para dar visibilidade a este processo de urbanização neoliberal no centro da cidade. Todo o processo descrito aqui no blog da dupla Iconoclasistas, http://www.iconoclasistas.net/post/taller-de-mapeo-colectivo-en-la-noite-branca-belo-horizonte-brasil/ , ou no blog do Indisciplinar http://blog.indisciplinar.com/iconoclasistas-em-novabh/ .&lt;br /&gt;
12. Tecnopolíticas, democracia e urbanismo tático (fevereiro 2015): Evento envolvendo seminário e workshop que reuniu um grupo de profissionais e pesquisadores interessados na investigação e na a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Contou com a participação de diversos atores e grupos da rede “Tecnopolíticas: território urbano e redes digitais” como:  Natacha Rena (NPGAU/ EA UFMG), Marcelo Maia (EA UFMG), Paula Bruzzi (NPGAU/ EA UFMG), Fernanda Bruno e Pablo de Soto (MediaLab_Comunicação/UFRJ), Fábio Malini (Comunicação_LABIC_UFES), Coletivo Micrópolis (Arquitetura/UFMG), Ana Isabel de Sá, Paula Bruzzi e Fernanda Mourão (Indisciplinar_Arquitetura/UFMG), Ricardo Fabrino (Democracia Digital_Ciências Políticas/UFMG), Domenico di Siena (Urbano Humano_Itália), Giselle Beiguelman (Design/USP), Tatiana Roque (Matemática/UFRJ), Alemar Rena (Indisciplinar_Letras/UFMG), Monique Sanchez + Maurício Leonard (Arquitetura/UFOP), Ana Clara Mourão (LabGeo_Arquitetura /UFMG), Denise Morado (Praxis_Arquitetura/UFMG).&lt;br /&gt;
(https://www.facebook.com/media/set/?set=a.782621678495997.1073741853.425668724191296&amp;amp;type=3)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Método da Copesquisa Cartográfica&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
É interessante observar que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. O rizoma é o processo de conhecimento da realidade sob forma não arborescente ⎯ busca das raízes profundas que fundamentam os fatos. O rizoma, ao contrário da árvore, dá-se desordenadamente, faz-se num crescimento horizontal e na superfície, proporcionando uma entrada na realidade sem portas preestabelecidas. O rizoma não admite normas regulares e desenvolve-se de nó a nó, de tema a tema, de conceito a conceito, aleatoriamente. Traçar um percurso rizomático seria estar sempre entre e, assim, destituir o fundamento, a ontologia, anular o começo e o fim, desenvolver pensamentos como ervas na superfície, livres, adquirindo velocidade, conformando espaços lisos, não arborescentes. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico, no sentido deleuzeano do termo, possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. &lt;br /&gt;
Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. &lt;br /&gt;
É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica, entre sujeito pesquisador e objeto pesquisado, e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Dessa maneira, poderíamos compreender que os dispositivos de ativismo cartográfico fazem parte do leque de possibilidades de pesquisa multitudinária já que a multidão, enquanto organização biopotente, é o que pode construir uma resistência positiva, criativa e inovadora, produzindo e sendo produzida pelo desejo do comum.&lt;br /&gt;
Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. Também iremos utilizar os dispositivos que envolvem a produção de mapas territorializados que se desdobram em mobilização de atores envolvidos nas lutas e disputas territoriais, já que parte deles farão parte de workshops com atores envolvidos ao longo do processo. Acredita-se que elaborar um mapa territorializado coletivamente implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Cartografias da cultura</title>
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		<updated>2015-05-17T20:45:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: Criou página com &amp;#039;Cartografias da cultura&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Cartografias da cultura&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Mapeando o comum</title>
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		<updated>2015-05-17T20:44:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: Criou página com &amp;#039;Mapeando o comum&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Mapeando o comum&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Artesanias_do_comum&amp;diff=958</id>
		<title>Artesanias do comum</title>
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		<updated>2015-05-17T20:40:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: Criou página com &amp;#039;Artesanias do comum.&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Artesanias do comum.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=896</id>
		<title>ProEXT 2016 - IND.lab</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=896"/>
		<updated>2015-04-26T23:54:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Descrição da Ação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
==Identificação da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título: IndLab_Laboratório Nômade do Comum &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Coordenador: Natacha Rena / Outro &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tipo da Ação: Programa &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ações Vinculadas: não existem ações vinculadas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Edital: Edital PROEXT 2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Instituição: UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Início Previsto: 01/01/2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Término Previsto: 31/12/2017 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recurso Financeiro: R$ 295.830,00 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Órgão Financeiro: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Gestor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Detalhes da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carga Horária Total da Ação: 10191 horas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Justificativa da Carga Horária:&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Periodicidade: Anual &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
A Ação é Curricular?: Sim&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Abrangência: Municipal &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem Limite de Vagas?: Não &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Local de Realização: Escola de Arquitetura da UFMG, ocupações urbanas e comunidades de BH e RMBH. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Período de Realização: 01/01/2016 a 01/01/2018 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem inscrição?: Não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Público-Alvo==&lt;br /&gt;
===Tipo/Descrição do Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
O público alvo desse projeto é composto por grupos muito diversos dentro de características muito singulares e são: 1.  Moradores das favelas, aglomerados e ocupações comunitárias dentro do projeto Artesanias do Comum; 2.  Grupos de artistas alternativos, performances, desenhistas, artistas que produzem de forma alternativa seus trabalhos dentro do projeto Mapeando o comum; 3. Movimentos sociais, culturais e ambientalistas novos que surgem nos últimos anos para resistir aos processos neoliberalizantes da gestão pública que junto do mercado imobiliário avança sobre territórios comuns da cidade como praças e parques. Todo este público alvo é muito abrangente e podem atingir grupos, movimentos e comunidades de toda região metropolitana de Belo Horizonte. No caso do projeto Artesanias do Comum, conforme já constatado nos trabalhos realizados nessas comunidades elas são integradas, majoritariamente por jovens, negros, grande presença de mulheres e idosos, além de pessoas com deficiência motora ou psíquica e que encontram uma série de obstacúlos para a concessão de seus direitos fundamentais, devido à sua condição de moradia precária e a opressão encarada cotidianamente. Destacamos que nesse projeto contamos com a participação dos beneficiários em todas suas etapas, seja na articulação, organização e execução, de forma que o projeto será construído de forma ativa e participativa pela comunidade. Contaremos com mobilizadores sociais que residam nesses espaços para desenvolvermos um trabalho em consonância com a realidade das comunidades e de forma a propiciar seu maior envolvimento, por meio de visitas-convite, diálogos e intervenções prévias. A construção dessas comunidades foram frutos da luta das famílias pelo acesso à direitos fundamentais, notadamente o da moradia, de forma que a luta social e o envolvimento político em conjunto com os movimentos sociais de Belo Horizonte já faz parte do histórico de vivências dessas comunidades. Ao reinvindicar o direito à moradia e exigir o respeito a uma vida digna, por meio de sua mobilização e do apoio de movimentos sociais, ONGS, Universidades, artistas e autônomos tem conseguido o avanço de uma mesa de negociação junto ao judiciário visando a solução pacífica do conflito. Assim, essas comunidades já se encontram envolvidas com a dinâmica dos apoios que recebem de diferentes setores, existe, inclusive a Av. dos Estudantes em diversas ocupações, homenagem ao apoio oferecido por muitos discentes, especialmente da UFMG. Destacam-se os projetos ‘Formação da Rede de Apoio à Criança e Adolescência da ocupação Guarani Kaiowa’, aprovado pela Fundação Luterana Diaconal e o Resiste Isidoro, junto às ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória desenvolvido pelo integrantes dos movimentos sociais que fazem parte desse projeto, além do próprio grupo de pesquisa Indisciplinar que protagonizará essa execução Algumas das pessoas envolvidas nesse trabalho acompanham as ocupações há alguns anos, desenvolvendo forte relação política e lações de confiança junto às famílias e principalmente junto às mulheres que se destacam como coordenadoras comunitárias. Assim estimulamos a solidariedade, a sororidade, atividades sustentáveis, enfim, os laços comunitários. Destaca-se que esse projeto é desenvolvido junto à famílias em comunidades que encontram, diuturnamente, seus direitos humanos fundamentais ameaçados e violados. Além de conviverem com a ameaça do despejo e abusos de autoridade por parte da Polícia Militar, as famílias das ocupações urbanas tem acesso precário desde à rede de esgoto e até para conseguir um emprego formal. Isso sem falar nas violações ao acesso à educação e saúde, deparando-se com a negativa de atendimento médico e matrícula escolar na região, tendo, assim, precarizado à acesso à direitos fundamentais para o consecução da dignidade da pessoa humana. Por desenvolvemos o projeto em conjunto com esse público em uma perspectiva de empoderamento, responsabilização e trabalho-cooperado, potencializa não só o desenvolvimento de autonomia e consciência crítica mas é exercício impressindível à formação acadêmica integral. E o mais importante, não iremos importar uma cultura em uma realidade que desconhecemos mas daremos as ferramentas e os meios necessários para a manifestação legítima dessas ocupações urbanas. A necessidade do acesso à informação e do desenvolvimento dos mecanismos de cultura e mídia livre popular foi que deram inicio a esse projeto totalmente inovador que busca semear um solo fértil para que a juventude da comunidade tenha instrumentos para florescer seu potencial e expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades; expor seu posicionamento e fazer valer seus direitos. No caso do projeto Mapeando o comum, já tivemos experiências similares em diversas ações de workshops envolvendo diversos militantes de causas pelo comum urbano como ciclativistas, artistas, movimento negro, feministas, produtores de agricultura urbana, e ativistas urbanos de toda espécie. Portanto, a proposta da cartografia cultural vai envolver estes grupos que fazem parte de um tipo de produção de arte e cultura que não pertencem ao leque de interesse do mercado ou das políticas culturais do Estado divulga-los e coloca-los nos mapas culturais já que não se encaixam nos padrões turísticos dentro da lógica da economia criativa, já que são ativistas e contrários a qualquer forma de mercantilização da produção cultural. No caso do projeto Compartilhamento e distribuição do comum, dá-se o mesmo, teremos como público alvo pessoas que defendem os bens comuns urbanos e fazem parte de movimentos sociais, culturais e ambientais à margem da lógica produtiva oficial da cidade que é governada pelo Estado-capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Número Estimado de Público:=== &lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Número Estimado de Público: 8092&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Discriminar Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;A&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;B&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;C&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;D&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;E&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Total&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Público Interno da Universidade/Instituto||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Federais||2||11||8||0||1||22&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Estaduais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Municipais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações de Iniciativa Privada||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Movimentos Sociais||0||0||0||0||80||80&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Não Governamentais (ONGs/OSCIPs)||0||0||0||0||10||10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Sindicais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Grupos Comunitários||0||0||0||0||20||20&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Outros||0||0||0||0||8.000||8.000&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Total||2||11||8||0||8.071||8.092&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Legenda:&lt;br /&gt;
(A) Docente&lt;br /&gt;
(B) Discentes de Graduação&lt;br /&gt;
(C) Discentes de Pós-Graduação&lt;br /&gt;
(D) Técnico Administrativo&lt;br /&gt;
(E) Outro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parcerias==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Nome&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Sigla&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Parceria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Tipo de Instituição/IPES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Espaço Comum Luiz Estrela||ECLE||Externa à IES||Outros||Artistas e produtores culturais engajados com as causas das manifestações políticas e luta por direitos, fornecendo apoio estratégico e técnico. Além disso, o espaço físico será utilizado e...&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Centro de Cooperação Comunitária e Popular - ...||Casa Palmares||Interna à IES||Associação||x&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Brigadas Populares||BPs||Externa à IES||Movimento Social||Articulação e mobilização Comunitária, elaboração de tecnologias sociais visando o desenvolvimento humano junto à famílias em áreas de extrema marginalização social, &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Caracterização da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Área de Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquitetura e Urbanismo; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Linha Temática: Linha 17: Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Subtema 1: 4.17.5 Tecnologias Sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Descrição da Ação==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Resumo da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é associado ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR cujas ações são focadas na produção do espaço urbano. Ele desenvolve cartografias colaborativas envolvendo comunidades em estado de vulnerabilidade social como Vilas e Favelas, Ocupações e regiões alvos de processos gentrificatórios, assim como atua junto a movimentos sociais, culturais e ambientais. A dimensão do Comum é a ideia norteadora de suas práticas, bem como elemento articulador de sua composição e atuação. Atualmente, integra a rede Tecnopolíticas: territórios Urbanos e Redes Digitais, que conecta pesquisadores de todo o mundo e investiga a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano, produzindo conhecimento e explorando tecnologias sociais que promovem a interseção entre esses dois universos. As atividades do IND. LAB compreendem, indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão e experiências diversas, em uma abordagem transversal e indisciplinar, buscando uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na copesquisa cartográfica como método de investigação engajado e militante, suas estratégias de ação propõem a geração de tecnologia social como publicações, cartografias críticas e ativismo urbano, participando de vários movimentos da sociedade civil organizada e de Conselhos, Fóruns, Comissões junto ao poder público, reuniões em comunidades, movimentos de resistência, produção cultural, representações em Ministério Público, qualificação para debate em audiências públicas e formação de redes colaborativas de pesquisas. Os projetos que compõem este programa são: MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES; COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM; ARTESANIAS DO COMUM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Palavras-Chave:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
*comum &lt;br /&gt;
*cartografia&lt;br /&gt;
*tecnologia&lt;br /&gt;
*inclusão social&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Informações Relevantes para Avaliação da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Informações Relevantes para Avaliação da Proposta: &lt;br /&gt;
Este programa IND.LAB  faz parte da rede “TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais” que é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social criada associada aos parceiros que já vêem desenvolvendo pesquisas e ações acadêmicas com o grupo de pesquisa Indisciplinar.  Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. Sendo assim, este Programa Ind.Lab_Laboratório nômade do Comum, como parte desta rede, propõe o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovam o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina. Grupos de pesquisadores que pertencem a esta rede vêm investindo fortemente na produção de tecnologia social afim de ampliar a democracia real nas metrópoles e promover a inclusão social e uma maior autonomia da sociedade, são eles: P2P Foundation (coordenado por Michael Bawens), IN3 (Coordenado por Castells e ligado ao 15M); Urbano Humano (coordenado pelo arquiteto Domenico de Siena, pesquisador do urbanismo tático); Labic da Ufes, especialistas em topologia de rede; MediaLab da UFRJ, que trabalham com cartografias das controversas..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Justificativa===&lt;br /&gt;
Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte, e notadamente nos territórios em que vamos desenvolver as atividades, surgem problemas que passam pela ineficiência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança e educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o capitalismo, até a década de 1970, teria um caráter industrial, no qual a exploração da vida se dava na fábrica, a partir deste momento, com a expansão capitalista em sua formação global, ele avança sobre todo o globo num ciclo contínuo. Enquanto a fábrica era o território primordial para a exploração da mais-valia, atualmente este lugar é toda a metrópole. &#039;A metrópole é para a multidão o que a indústria era para a classe trabalhadora.&#039;(Hardt &amp;amp; Negri, 2009, p. 250). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da lógica do capitalismo contemporâneo, próprio das metrópoles, detém-se biopoliticamente cada vez mais o poder sobre a vida. Contudo, a esta visão da biopolítica, pode-se contrapor a noção da biopolítica como um contra-poder. Hardt e Negri (2005) o denominam multidão: um poder contra o Império, o qual Pelbart identifica como biopolítica da multidão, ou biopotência (Pelbart, 2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível enxergar no poder político da multidão (corpo biopolítico coletivo, heterogêneo e multidirecional) uma biopotência que produz e é produzida pelas fontes de energia e de valor capitalizadas pelos modos de produção globalizados. Diante do poder virtual inerente à multidão, vislumbram-se novas possibilidades de se subverter o Império e superá-lo, tirando partido do caldo biopolítico que ele próprio incentiva, através de processos de produção e de trabalho realizados por subjetividades coletivas, como as tecnologias propostas a por meio deste projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
O crescimento vertiginoso dos territórios urbanos – que devem abrigar mais de dois terços da população mundial até 2050 (ONU, 2014) – coloca a vida nas metrópoles no centro das questões pertinentes às sociedades contemporâneas.Paralelamente, vivencia-se a crescente expansão das tecnologias digitais de comunicação e sua consequente integração ao cotidiano das cidades, como elementos codependentes e indissociáveis da dimensão físico-territorial. A incorporação de recursos computacionais ao ambiente urbano acontece de maneira ampla, abrangendo desde softwares voltados prioritariamente ao objeto arquitetônico e urbanístico, às chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), que exploram a informática em busca de maior eficiência energética, de sustentabilidade e de concorrência no mercado global. Sua infiltração gradativa transforma as maneiras pelas quais o espaço é experimentado, modificado e representado, fazendo com que, nas grandes cidades, o universo físico e o informacional se associem tão profundamente que não faça mais sentido analisá-los isoladamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se por um lado a associação entre desenvolvimento tecnológico, produção cultural e dinâmica territorial resulta, muitas vezes, na perpetuação de processos orientados pelo consumo e pelo espetáculo, pode se observar, em contrapartida, oportunidades para a aplicação desses recursos em iniciativas de mobilização cidadã, de cooperação intelectual e de livre disseminação do conhecimento, que revelam seu potencial democratizante quando articulados de novas maneiras. Enquanto os mecanismos biopolíticos permitem que o trabalho em rede invada todos os momentos da vida – borrando os limites com o tempo de lazer e se infiltrando ao cotidiano de maneira difusa –, por outro lado, segundo Pelbart, são esses mesmos instrumentos que possibilitam “novas modalidades de insubmissão, de rede, de contágio, de inteligência coletiva”: a Biopotência (PELBART, 2011, p. 84). O autor sugere que a força desterritorializante que subsume a sociedade ao capital, ao invés de tudo dominar, cria, paradoxalmente, um meio não domesticável de pluralidade e de singularização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os inúmeros exemplos de ferramentas desenvolvidas como iniciativas de urbanismo entre pares, ou open source, são de particular interesse para essa pesquisa aquelas que possam ser agrupadas na categoria de cartografias colaborativas. Ou seja, propostas que têm como base a produção coletiva de mapas compartilhados em rede, a partir do uso das tecnologias de georreferenciamento. A consolidação desses instrumentos resultou na criação de uma série de plataformas que permitem aos habitantes das cidades mapear acontecimentos, recursos e localidades urbanas das mais variadas naturezas: bicicletários e ciclovias; banheiros públicos; casas sob ameaça de despejo; festas; equipamentos culturais; locais de assaltos; manifestações políticas, ou qualquer outro tipo de situação imaginável. Esses mapas fornecem informações úteis e constantemente atualizadas sobre o contexto urbano. Muitas vezes, as interfaces possuem mecanismos interativos que conectam usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, como será demonstrado em exemplos a seguir. Conforme defendido por Sassen (2013), ao se abrirem para a colaboração, sistemas de gerenciamento das cidades, usualmente centralizados e hierárquicos, passam a ser afetados por novas camadas de informação às quais costumam ser impermeáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, compreende-se a potência dessas iniciativas para muito além de suas propriedades funcionais, uma vez que se parte do pressuposto de que a cartografia é dispositivo fundamental para a representação das relações de conhecimento e de poder, usada historicamente para legitimar políticas e ações de grupos dominantes e para influenciar a apropriação e a percepção territorial. Trata-se de ferramenta capaz de agenciar grandes quantidades de informação gráfica a partir da espacialização dos dados advindos da observação ou da ação na realidade, e de sua concretização em diversos níveis. A abertura dessa produção aos múltiplos atores que compõem o cotidiano das metrópoles configura um processo democrático de construção colaborativa das narrativas espaciais, tornando-se dispositivos que “vazam” sabedoria local e cotidiana, desestabilizando estruturas verticalizadas e originando relações novas e surpreendentes, pautadas por instituições mais porosas à colaboração cidadã (Sassen: op. cit.). Recupera-se a noção de Certeau sobre mapas que se assemelham mais a “livros de história” do que a “sistemas de lugares geográficos” (1994, p. 17). A cartografia não é vista apenas como meio de representação, mas como método constituinte de territórios, tática que dá forma ao desejo coletivo em relação à cidade e insere no espaço novas camadas da sua experiência. Portanto, mapear os comuns urbanos envolvendo movimentos sociais e culturais, vem sendo uma importante metodologia de organização das lutas contra os avanços do neoliberalismo. Participa-se do projeto do espanhol Pablo de Soto denominado Mapping the common e tem-se desenvolvido diversas ações que derivaram do workshop organizado em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem sido de grande importância a Cartografia da Cultura multitudinária que faz surgir no mapa, movimentos sociais e culturais que normalmente estão invisívels nos mapas turísticos e tradicionais. Dar visibildade a projetos que possuem caráter político e transformador da sociedade promovendo inclusão social e uma sociedade mais justa, tem sido objetivo desta pesquisa extensionista que o Indisciplinar desenvolve. Justifica-se também que é preciso ocupar os mapas! Para maior informação sobre este projeto que será desdobrado neste Programa: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Compreendendo que a tecnologia conforma atualmente parte indissociavel da experiencia e organização das metrópoles e partindo da observação de que não existe uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades que fortaleça o diálogo entre os os habitantes da cidade e o poder público, faz-se necessário a investigação e produção de tecnologia social aplicada à políticas públicas de modo que haja uma aproximação dessas duas instancias em diversos níveis como mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia,etc.,desenvolvendo colaborativamente teconologia social aberta e reaplicável, disseminando a informação produzida por todo o teritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Fundamentação Teórica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Neoliberalismo e a Metrópole====&lt;br /&gt;
As políticas públicas neoliberais, impostas pelo Estado-capital sobre o território urbano, configuram evidências claras de como a cidade vem se tornando um palco de disputa territorial. Se a fábrica configurava o campo de exploração do trabalho até os anos 70, atualmente o Estado-capital extrai a mais-valia em todo o espaço. Em tempos de capitalismo cognitivo, no qual a tendência da produção cotidiana no mercado vem construindo redes de trabalho voltadas para setores criativos e sociais, as biopolíticas implementadas vão consolidando uma dinâmica de produção do espaço complexa, realizando processos de exclusão social em diversos níveis. Compreender estas as novas estratégias de políticas territoriais é fundamental para mapearmos os campos de luta mais importantes nas nossas cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Hardt e Negri, num texto intitulado Metrópoles, a metrópole é para a multidão o que a fábrica era para a classe operária industrial, o que poderia nos induzir a pensar nas metrópoles como territórios conectados nos quais as ações biopolíticas e de controle dos corpos e das espécies se dão com maior intensidade. Ao mesmo tempo, poderíamos pensá-las como o lugar no qual a biopolítica das resistências primeiras são também potentes, possibilitando encontros que, apesar de todas as estratégias para evitá-los, se dão com maior ênfase em processos constantes de contaminação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. O tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial que referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas atualmente ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação, tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt e Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O comum como projeto constituinte da multidão====&lt;br /&gt;
A multidão seria então, um ator social ativo, uma multiplicidade que age; seria também o conceito de uma potência que desconfia da representação e em contraste com de povo, porque é uma multiplicidade singular, um universal concreto. O povo constituía um corpo social; a multidão, não, porque ela é a carne da vida e, ao contrário da pura espontaneidade, é como algo organizado num corpo sem órgãos, fora da organização do Aparelho de Estado, ou seja, é um ator ativo de auto-organização, nos introduzindo num mundo completamente novo, dentro de uma revolução que já está acontecendo. A multidão é para o autor, ao mesmo tempo, sujeito e produto da praxis coletiva, assim, como também, cada corpo é multitudinário, ou pode tornar-se uma multidão, formando redes e potencializando contaminações que desejam liberdade na coletividade. A multidão é um monstro híbrido, uma legião, e um projeto que se faz cruzando-se multidão com multidão, misturando corpos operando a mestiçagem e a hibridação, já que o próprio corpo é trabalho vivo e recusa, maquinicamente, a organização constante operada pelo sistema capitalista, portanto, expressão e cooperação, enfim, o poder constituinte da multidão é algo diferente, não é apenas uma exceção política, mas uma exceção histórica, é um produto de uma descontinuidade temporal, radical, metamorfose ontológica, ou seja, a multidão é um nome ontológico de produção de resistências ativas contra sobrevivência parasitárias que constituem a engrenagem da máquina capitalista contemporânea (NEGRI, 2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma construção em tempos táticos e estratégicos de resistências mundiais contra o urbanismo neoliberal, que se configura performaticamente nas ruas e nas redes, utilizando ao mesmo tempo processos destituintes (via ação direta, manifestações, ações judiciais) e constituintes (via ocupas e acampadas, produção de cultura, arte, textos, vídeos, imagens e novos modos de vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante observar que desde 2011, os movimentos multitudinários (em todo o mundo) ocupam praças e ruas, reforçando a luta contra projetos neoliberalizantes de privatização do espaço público e, nestes processos de ocupas, apesar dos curtos espaços de tempo, surgem múltiplos processos constituintes de uma outra sociedade que pode se organizar independente da lógica Estado-capital da democracia representativa, formando novas redes afetivas e novas formas democráticas, novas modos de vida baseados na produção do comum (em defesa dos bens comuns e em processos constituintes de modos de organização em-comum). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses movimentos multitudinários globais, a política é uma ontologia plural: o pluralismo das lutas, que emergem das tradições divergentes e expressam objetivos diferentes, combina-se com a lógica cooperativa e federativa da assembleia para criar um modelo de democracia constituinte, em que essas diferenças são capazes de interagir e se conectar umas com as outras, formando uma composição compartilhada. Esta pluralidade de movimentos contra o capital global, contra a ditadura das finanças, contra os biopoderes que destroem o planeta, surgem em busca do acesso livre e compartilhado do comum e de sua autogestão; discutir, aprender, ensinar, estudar, comunicar-se e participar das ações: essas são algumas das formas de ativismo, constituindo o eixo central da produção de subjetividade numa ontologia plural da política que é colocada em prática por meio do encontro e da composição de subjetividades militantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É no território metropolitano que estas lutas multitudinárias geram um contorno plural, singular e coletivo de forma espacial, ganhando visibilidade e forçando o Estado a repensar as formas burocráticas e pouco participativas que vêm imperando na construção dos planos via parcerias público-privadas. Ou seja, a produção do comum é o que já acontece no trabalho biopolítico imaterial do cotidiano, a metrópole é onde esta biopotência ativa da multidão ganha intensidade e dimensão, e portanto, a constituição do comum nos processos insurgentes contra o Estado-capital fazem crescer novas formas de vida que vão tornando-se desejo de uma ampla gama de jovens e minorias até então excluídas dos processos democráticos, tanto no Brasil quanto no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a este caldo biopolítico da multidão, vemos também o cruzamento de grupos e sujeitos antes isolados e marginais ao processo das lutas urbanas organizadas, como: pixadores, funkeiros, rapeiros, prostitutas, pop de rua, skatistas, vendedores ambulantes, estudantes. Esta mistura maluca, híbrida, biopolítica, também vem assumindo formas inusitadas, que fogem ao simples ato de marchar enfileirados nas ruas guiados pelos carros de sons dos sindicatos e partidos, mas se envolvem cada vez mais numa estratégia tática afetiva gerando heterotopias através de festas, carnavais, atos artísticos, intervenções nas redes de forma ubíqua, fazendo cruzar o espaço topológico das redes com o espaço físico das ruas. Também surgem novas formas de construção de novas subjetividades políticas que passam pelas assembleias populares em praças e parques, ou ocupas que vão ocupar tanto o espaço público (do Estado) quanto o espaço privado (do Mercado) através de ações diretas de diversas ordens, gerando situações territoriais autônomas (temporárias ou não). Mas não é somente através de atos curtos e de instantes de lutas que se vê crescer as resistências positivas, diversas ações que envolvem o aparato jurídico e político oficial estão sendo construídas cotidianamente e surgem das conexões multitudinárias redes-ruas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atitudes antidemocráticas envolvendo a expropriação do comum, que até 2013 eram decisões políticas tomadas somente pelo poder público, agora vêm sendo sistematicamente denunciadas ao Ministério Público. Mecanismos de participação popular, até então abandonados pela sociedade de maneira geral como os espaços das Câmaras do Legislativo, têm sido diariamente ocupadas por movimentos sociais que trazem debates fundamentais para a construção da cidade, envolvendo principalmente o tema do transporte público via movimento Tarifa Zero, ou a Reforma Urbana e a luta pela moradia via movimentos organizados e em expansão como MLB, Brigadas Populares, grupos de pesquisa das universidades e ativistas de diversos setores. Este conjunto destituinte dos poderes tradicionais se soma ao conjunto de ações constituintes que vêm tomando forma e dimensão como é o caso do Espaço Comum Luiz Estrela , espaço colaborativo e autogestionado de criação e compartilhamento de ideias e ações artísticas, políticas e culturais que tem sido referência para diversos grupos minoritários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A democracia representativa já não mais representa o cidadão comum e vem deixando de lado os interesses de todos para garantir o interesse do mercado que financia o Estado e suas campanhas políticas que garantem a permanência de grupos no poder. Contudo, a sociedade se rebela. O espírito de multidão que encara o Império de frente e exige democracia real e, em muitos casos, o direito de ter os seus bens comuns administrados autonomamente, faz parte destas novas organizações ativistas que trazem a frescura da coleção subjetiva das diferenças e a pauta ampliada das lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria também interessante notar que estes movimentos são horizontais, sem lideranças definidas, e possuem uma dinâmica de articulação, que, por ser rizomática, é impossível de cooptar. Vemos o Estado-capital na tentativa desesperada de se aproximar destes movimentos para capturar a sua dinâmica que se recusa a pertencer à lógica do Aparelho de Estado, pois são máquinas de guerra configuradas por maltas híbridos. A autonomia e a autogestão é tudo o que o Estado-capital não pode suportar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora da lógica dos movimentos viciados da esquerda clássica, que acredita na ideia unitária de povo, e fora da lógica do mercado, que só pensa nos cidadãos como massa, a multidão é plural e atua no trabalho vivo e imaterial produzido em rede coletivamente e criativamente. Portanto, estancar a força motriz que move estes movimentos não vai ser tarefa fácil para o Estado-capital, já que o que os movem é o amor e o afeto e o próprio sentido ativo da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Sistema urbano, cibernética e tecnopolítica====&lt;br /&gt;
O compartilhamento de espaços, objetos e práticas cotidianas, entendido como recursos urbanos, tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa para a operacionalização do sistema urbano no século XXI que tem como desafio, retroceder na emancipação da natureza para tornar-se viável globalmente. Podemos enumerar uma série de experiências práticas e soluções já implementadas e em funcionamento (MAIA, 2013)  que sugerem uma nova prática de planejamento e gestão urbanos unindo tecnologias de informação e comunicação (TICs), urbanismo e arquitetura num objeto híbrido que é comercializado frequentemente com o rótulo:&amp;quot;soluções&amp;quot;. Esta nova prática sugere uma tendência para entender a cidade como uma espécie de arquitetura da arquitetura, uma solução a nível de metadesign (VASSÃO, 2010) que agencia indivíduos e coisas: edifícios, infraestrutura pública, sistemas de transporte, informação, conhecimento, cultura, saberes populares, consumo, etc. Esse design a nível meta, conectando indivíduos entre si, indivíduos a coisas e coisas com coisas, numa relação sistêmica e dinâmica própria do ambiente urbano vivo é um design sistêmico. Gordon Pask (PASK, 1969) foi quem precisamente identificou e descreveu este processo ao aproximar a arquitetura da cibernética. A cibernética presupõe autonomia e abertura total nos processos que se retroagem e se retroalimentam sob demanda e necessidades específicas de um determinado instante. Compartilhar é uma ação generosa que abre o recurso e o torna disponível a outro. A distribuição é feita por uma infraestrutura que potencializa o que é compartilhado. A ação generosa de compartilhar é dada por uma cultura cotidiana, a infraestrutura, a distribuição do recurso é uma política - neste caso espeçifico uma tecnopolítica. Esta infraestrutura, para ser livre e democrática precisa ser neutra. O Marco Civil da internet brasileira é um exemplo de tecnopolítica que garante a neutralidade da rede na distribuição da informação. Por outro lado, sem infraestrutura e política de distribuição de recursos, não há otimização ou até mesmo uso do que é ou pode ser compartilhado. Logo distribuição e compartilhamento interagem de modo sistêmico e interdependente. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Yona Friedman, influenciado pela aproximação da prática profissional com a cibernética, discute o lugar do arquiteto e urbanista e elabora uma proposta inserido-o num processo que ele desenha e entende como democratizante (FRIEDMAN, 1975). Friedman analisa a metodologia predominante e prática de intermediação profissional no que ele chama de relação usuário e hardware. Para Friedman, arquitetura consiste numa série de operações simples que se inicia com o futuro usuário (ou cliente) do produto arquitetônico. Este cliente possui necessidades específicas que precisam ser traduzidas sensivelmente num hardware que supostamente atenderá todas as suas necessidades. O arquiteto e urbanista é uma interface essencial de comunicação enquanto não houver um idioma comum entre usuário, construtor, gestor público, empreiteiro, etc. Na prática, o desenvolvimento de um projeto para atender um cliente pode levar um longo tempo, meses, para que todas as necessidades possam ser compreendidas e incorporadas ao hardware projetado. Mas se há uma demanda grande de clientes, algo como 10.000 (dez mil), como é possível atender em menos de 5.000 anos? Logo, a profissão arrumou uma solução: a generalização da demanda. Ou seja, a redução, ou quase que a eliminação da coleta de informação do cliente no processo de construção do hardware. Arquitetos e urbanistas assumem desde então que é impossível encontrar soluções para cada usuário específico, logo, buscaram encontrar uma solução média para os futuros usuários. Friedman reconhece o empenho de arquitetos, urbanista e cientistas sociais que criaram técnicas para reconhecer e calcular necessidades médias individuais em um determinado lugar e/ou contexto social. Em outras palavras, necessidades específicas para um futuro usuário padrão. É fato que este processo que reduz o diálogo entre o usuário e o hadware causa ruídos na comunicação, que até então era o principal papel do arquiteto e urbanista. Deste modo, a insatisfação do usuário com o hardware é inevitável. Essa insatisfação é compreendida quando percebemos que o cliente médio (padrão) não existe. Logo, ao invés de satifazer um cliente que existe, satifazemos um que não existe.&lt;br /&gt;
Partindo desta hipótese, Friedman elabora o que ele chama de &amp;quot;processamento da informação: circuitos entre usuário e planejador&amp;quot; (FRIEDMAN, 1975, pg.34). Neste cenário ele insere o arquiteto e urbanista num sistema de comunicação que permite a aproximação usuário-hardware e o que ele vem a considerar como democratização do processo de planejamento. Este sistema tem como premissas: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
#autonomia do usuário;&lt;br /&gt;
#co-responsabilização do usuário no processo;&lt;br /&gt;
#formas de retroação do processo a qualquer momento;&lt;br /&gt;
#o arquiteto e urbanista deixa de ser o centro na relação usuário-hardware. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na proposta de Friedman, o futuro usuário encontra um repertório de arranjos (soluções possíveis) que seu modo de vida requer. O repertório, que é necessariamente limitado, deve ser apresentado de modo que ele possa entender. Para cada item do repertório temos um &amp;quot;alerta&amp;quot; que comunica de forma clara e compreensiva ao futuro usuário as vantagens e desvantagens da alternativa escolhida. Este sistema em loop e não em funil, que trabalha com retroação (feedback), num primeiro momento informa ao próprio indivíduo, mas num segundo momento, o loop pode se complexificar e informar a um grupo de indivíduos. Assim o feedback das alternativas escolhidas leva em consideração o todo de usuários e as vantagens e desvantagens são percebidas pelo todo.&lt;br /&gt;
Friedman destaca que neste processo o intérprete já não se faz mais necessário. Os usuários já tem autonomia o suficiente para dialogar diretamente com o processo construtivo do hardware. O arquiteto e urbanista que a séculos sempre teve este papel foi eliminado do processo. O canal de comunicação passa a ser o próprio repertório, ou mais precisamente, o MAPEAMENTO utilizado no repertório. &#039;&#039;&#039;Este MAPEAMENTO precisa ser compreendido por todos os usuários, assim como o artesão que contrói o edifício. Friedman alerta que o arquiteto urbanista não foi excluído do processo, mas sim, o seu papel tradicional. Seu papel, seu novo lugar neste novo sistema é como construtor do repertório, um cartógrafo de repertórios informacionais.&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os principais mecanismos de planejamento urbano vigentes no Brasil atual advogam em defesa da “participação popular” na elaboração de políticas públicas urbanas– prevista no Estatuto da Cidade como diretriz obrigatória à gestão democrática. Vários autores, no entanto, apontam para um desgaste da participação existente, demonstrando como ela raramente resulta em instâncias decisórias efetivas, atuando, ao contrário, de maneira heterônoma. ￼Perpetua-se um modelo que valoriza excessivamente leis e normas em detrimento dos processos em colaboração com a sociedade (SOUZA: 2013). Silke Kapp denuncia a natureza consultiva dos dispositivos participativos em vigor, que configurariam mais uma etapa a ser cumprida no percurso burocrático de um plano do que um objetivo real. Segundo a autora, o termo participação “sugere outra instância, não composta pelos próprios ‘participantes’, que determina e coordena o processo” (KAPP: 2013, 467-468). &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vários projetos vêm sendo desenvolvidos, atualmente, visando promover a interação in situ, intensificar o intercâmbio com o contexto urbano e ativar processos colaborativos. Especialmente com a consolidação da web 2.0 e das ferramentas de georreferenciamento – que permitem sobrepor, em tempo real, o universo digital ao físico, criando o que se identifica por realidade aumentada –, a internet vem fazendo emergir um laboratório de práticas colaborativas de experiência da cidade e da vida pública: &amp;quot;Hoje, a plataforma com maior influência para a criação de encontros ao vivo e para o aperfeiçoamento dos espaços públicos talvez seja, de maneira interessante e paradoxal, a web: um sistema horizontal com forte potencial para a rápida disseminação de ideias e de informações ao qual todos têm acesso e no qual podem atuar como indivíduos&amp;quot; (BATTISTELA: 2013). Se por um lado a formação de redes sociais é há muito utilizada como estratégia eficaz para promover transformações no espaço urbano e para viabilizar iniciativas de mobilização cidadã – antecedendo a comunição digital –, por outro, a ampliação sem precedentes das condições de conectividade da internet lança a um novo patamar as possibilidades de articular processos colaborativos de produção do espaço. &lt;br /&gt;
Um aspecto fundamental dessas ferramentas é sua capacidade de reunir atores de diferentes origens, escalas e naturezas: cidadãos isolados, poder público, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil organizada e empresas privadas, dentre outros. Em geral, quanto maior a complexidade e a diversidade das redes formadas, maior seu alcance, sua capacidade de atuação e sua resiliência, como propõe o conceito de redes multiescalares de Rainier Hehl (in ROSA: 2011). A possibilidade de apropriação e de adaptação a múltiplos contextos é também relevante, consolidando iniciativas que possam ser adequadas e reproduzidas em novas localidades. O uso crescente de telefones celulares conectados à internet proporciona às redes de comunicação um potencial de mobilidade até então inédito, expandindo suas oportunidades de aplicação na esfera territorial:“a internet móvel e o georreferenciamento, juntos, permitem algo antes impensável: a associação, em tempo real, da identidade digital com um espaço físico particular. Isso significa dar a essa identidade que era, até o momento, ubíqua, uma dimensão espacial” (DI SIENA: 2012). O Brasil vem demonstrando interesse em estar na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, a partir de ações como a aprovação do Marco Civil da internet e a criação do portal Participa.Br (http://www.participa.br/). &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Grandes empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs) como a CISCO, Siemens, IBM, etc. juntamente com a governança pública tem desenvolvido e implementado soluções que se auto elegem eficientes ou inteligentes. São soluções aplicadas à arquitetura e ao urbanismo que sugerem ambientes inteligentes, condicionados pelas TICs, reativos instantaneamente à uma demanda do ambiente, agenciando recursos e equilibrando o sistema urbano. Em uma breve síntese, o que estas empresas fazem, é abrir uma canal de comunicação onde a informação compartilhada pelos atores envolvidos no processo é distribuída numa interface cibernética que retroalimenta o canal de comunicação criando matrizes de agenciamento bastante complexas. A informação agenciada afeta diretamente o meio ambiente podendo-se se concluir, também, no compartilhamento e distribuição de recursos materiais do ambiente urbano. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O Smart+Connected Personalized Spaces é um exemplo de objeto híbrido, comercializado sob o rótulo &amp;quot;solução&amp;quot; pela CISCO. A flexibilização do espaço e do tempo do trabalho nos últimos anos condicionou escritórios em casa (home office), como conseqüência, surge a demanda por um espaço de suporte para encontros: reuniões, workshops, palestras, etc. A solução da CISCO consiste no agenciamento de espaços de escritórios (arquitetura) que podem ser compartilhados entre diversas empresas e profissionais autônomos. Deste modo, consegue-se uma otimização na localização e disponibilidade de escritórios (urbanismo) resultando numa economia de recursos materiais e energéticos. Estes escritórios compartilhados estão distribuídos em lugares e momentos diversos. Com um aplicativo que pode ser utilizado de um computador ou celular, é possível agendar uma sala, especificando todas as características necessárias: mobiliário, equipamentos, tamanho/número de pessoas, etc. em qualquer bairro, região, cidade ou país. A CISCO ainda fornece uma conexão direta do espaço físico com os servidores da empresa. Desta forma, os projetos que estão sendo desenvolvidos (aplicativos, arquivos, dados, etc.), estarão todos disponíveis para o funcionário na sala agendada, não importando a localização desta sala. Deste modo, a CISCO trabalha uma conexão direta indivíduo/funcionário - material de trabalho - espaço físico, que pode ser ajustado instantaneamente a qualquer lugar, a qualquer momento.&lt;br /&gt;
Posto as “soluções inteligentes”, arriscamos a sugerir que uma cidade pode ser tanto o cliente quanto o produto destas soluções. Esta hibridização produto+cliente cria uma relação complexa que anula sutilmente o processo de democratização da arquitetura e do urbanismo tal como posto por Friedman (1975), já que tudo tende a ser um produto ou um bem (não comum) do proprietário do sistema agenciador. Do ponto de vista polítco, percebe-se que as iniciativas empresariais, identificadas, mesmo quando vinculadas ao poder público, visam à reprodução de bens privados e a otimização de recursos em prol do aumento de lucros. Ainda que com motivações ecosustentáveis em pano de fundo, a privatização de bens comuns tal como apontado por Hardt &amp;amp; Negri (2009) é intensificada pelas TICs e revestidas de euforia tecnológica apresentadas como única saída sustentável para o futuro do planeta nas “smart cities&amp;quot;.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebe-se claramente que a expropriação do comum é potencializada neste processo francamente reconhecido como inovador que aliena o cidadão. Um exemplo cotidiano do que estamos falando é o Facebook que vende dados e estatísticas de monitoramento constante da vida, dos hábitos, dos costumes, dos lugares visitados e dos desejos de cada um dos seus usuário. Isso é devolvido para os próprios usuários em forma de produtos convenientemente elaborados num processo persuasivo de captura das subjetividades individuais, e elaboração de produtos cada vez mais vitais. Logo os usuários, ao compartilhar suas vidas, tornam-se produtos a serem distribuídos para retroalimentar um ciclo produtivo cada vez mais sofisticado e sedutor.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebemos, num processo semelhante em escala urbana, que os bens comuns compartilhados pela multidão são capturados e convertidos em propriedades privadas e distribuídos em forma de soluções-produto inteligentes para cidades. Ao identificar esta tendência de atuação prática de grandes empresas que convergem seu conhecimento e se dispõe à apresentar “soluções para as cidades”, nos inserimos criticamente e ativamente nesta prática propondo soluções abertas, livres e democráticas suficientemente para que não se confunda a cidade com um produto-solução a ser comercializado. Deste modo, nos instrumentalizamos ativamente do potencial das TIC para discutir numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento de práticas comunitárias, coletivas e cidadãs que livremente enriquecem o bem comum contrapondo os recorrentes processos de alienação cidadã. Nesta linha construímos tecnopolíticas, em ações alinhadas com o Marco Civil da Internet, valorizando processos de democratização no meta design do sistema urbano.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
====Utilização dos mapas georreferenciados e plataformas digitais para conectar redes e produzir tecnopolítica====&lt;br /&gt;
Esse eixo volta-se a investigar a aplicação das tecnologias digitais de mapeamento aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. &lt;br /&gt;
Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O desenvolvimento cartográfico aliado a instrumentos colaborativos constitui uma importante metodologia a se explorar. A consolidação das técnicas de georreferenciamento, dentro do que ￼é identificado como Geodesign, amplia as condições de compreensão da realidade territorial e pode se vincular a interfaces interativas para expandir as possibilidades de participação cidadã. Mapas produzidos coletivamente fornecem informações úteis, constantemente atualizadas, sobre o contexto urbano podendo ter mecanismos que conectam os usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, promovendo o estreitamento das pontes entre instituições e cidadãos e permitindo maior transparência. Exemplos: Whatif?Cities &amp;lt;http:// whatif.es/&amp;gt;; Fix My Street &amp;lt;https://www.fixmystreet.com/&amp;gt;; Mappe &amp;lt;http://mapeo.la-mesa.org/ iniciativas/&amp;gt;; Mapa da Cultura de Fortaleza &amp;lt;http://mapeamentofortaleza.org.br/&amp;gt;; Green Map &amp;lt;http://www.greenmap.org/&amp;gt;; Mapeando o Comum &amp;lt;http://mappingthecommons.net/&amp;gt;; dentre outros. A busca por melhores condições de entendimento da realidade territorial pode ser expandida para a exploração em rede das ferramentas de desenho computadorizado (CAD - computer aided design) criando modelos digitais de lugares ou de situações urbanas específicas que possam ser submetidos a teste e modificados por seus usuários, a partir de parâmetros preestabelecidos. Interfaces intuitivas fazem com que ferramentas de projeto – cujo domínio costuma se restringir a profissionais especializados – tornem-se mais abertas ao público em geral, ampliando suas possibilidades de atuação no exercício da produção do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Compreende-se que a representação arquitetônica tradicional, sobretudo o desenho técnico configura, geralmente, uma linguagem inacessível à maior parte da população. A superação desse limite torna-se fundamental para constituir mecanismos de decisão coletiva voltados à transformação da cidade. Possibilita-se a visualização de múltiplos cenários, a comparação dos impactos de diferentes propostas em ambientes específicos e a construção conjunta de novas soluções, auxiliando as práticas de colaboração cidadã a ultrapassarem o modelo de participação eletiva que atualmente predomina. Referências: streetmix &amp;lt;http://streetmix.net/&amp;gt;; city kit &amp;lt;http://www.world-architects.com/en/pages/hybrid-space-lab&amp;gt;; etc. &lt;br /&gt;
Propõe-se criar ferramentas que viabilizem o compartilhamento de bens e de recursos urbanos, o qual acontece quando se criam estruturas em rede que possibilitem o uso conjunto de serviços ou de objetos diversos. Trata-se de infraestruturas e equipamentos, mantidos pela administração pública ou pelo setor privado, disponibilizados ao público para o uso compartilhado, como carros (car sharing), bicicletas (bikesharing) e até mesmo espaço de trabalho (co-working). A tendência ao compartilhamento sinaliza uma transformação dos padrões tradicionais de consumo, apontando para uma lógica a partir da qual ter acesso a serviços e a equipamentos específicos se torna mais importante do que possuí-los. As práticas desenvolvidas nessa categoria se conectam ao incentivo da economia solidária e à busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável. Exemplos: car2go &amp;lt;https://www.car2go.com&amp;gt;; bikebh &amp;lt;http://goo.gl/dwS9Gj&amp;gt;; fluid meeting spaces &amp;lt;http://www.fluidmeetingspaces.com/&amp;gt;; couchsurfing &amp;lt;https://www.couchsurfing.org/&amp;gt;; gnammo &amp;lt;http://gnammo.com/&amp;gt;; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Fazer artesanal enquanto resistência e produção de processos constituintes====&lt;br /&gt;
Abre-se aqui uma defesa tanto das ações de extensão, quanto do processo de criação e produção artesanal enquanto formas de resistência à produção mecanizada, alienada e em série industrial. Defende-se o aprender fazendo, aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente. Defende-se uma arte, um design, uma arquitetura que se elabore sem assinatura, sem a forma em evidência, sem o jogo do poder que envolve a sua autoria. Incentiva-se o processo como foco do trabalho, conhecimento na troca desierarquizada, fazer arte, design e arquitetura como se faz política, fazer política e criar espaços livres.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando se trata de desenvolvimento de tecnologias sociais que potencializem a relação desierarquizada entre as ongs e universidades e as pessoas envolvidas nos projetos, que moram no território presente nas práticas extensionistas, surge uma grande questão que envolve a criação de objetos, metodologias e ações cotidianas que precisam surgir no encontro entre o fazer-pensar erudito da academia e o fazer-pensar cotidiano experimental das localidades. E é aí que, para a arte, a arquitetura e o design, adquirem potência para ativar formas de fazer que não sejam apenas estratégicas e planejadas, mas que incorporem o fazer tático, próprio de quem não possuí condições financeiras para consumir no mercado. Portanto, não somente os processos de criação colaborativas precisam ser a mola propulsora das ações, destituindo do artista, do arquiteto e do designer a sua tão demandada e necessária produção autoral.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Richard Sennet, “fazer é pensar (...) o artífice representa uma condição humana especial: a do engajamento.” (SENNET, 2008: 30) Entende-se que, na Universidade, o lugar mais apropriado para “pensar fazendo” é na extensão. Fazer pensando e vice-versa elege ao primeiro plano das ações de transformação e invenção a tática, ao invés da estratégia. Se, para CERTEAU (2003), a estratégia postula um lugar como próprio e constrói uma base para gestão de suas relações com a exterioridade, a tática só tem por lugar o do outro. Ela insinua, fragmentariamente, sem apreendê-lo por inteiro, sem poder retê-lo à distância. Não dispõe de base para capitalizar os seus proveitos. Pelo fato de seu não-lugar, a tática depende do tempo, vigília à espera da oportunidade. Na tática, a arte de dar o golpe é o senso da ocasião. A tática é a arte do fraco e este pode tirar partido de forças que lhe são estranhas. Espera de momentos oportunos onde combina elementos heterogêneos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seguindo a trilha deixada por Michel Foucault, CERTEAU vê nos dispositivos inventados uma vampirização das instituições que reorganizam clandestinamente o funcionamento do poder, ou seja, uma atuação microfísica do poder. O autor detecta, já nos anos 60, a importância de pesquisas destes outros modos de utilizar produtos consumidos de forma subversiva e curto-circuitam as encenações institucionais.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
A uma produção racionalizada, expansionista além de centralizada, barulhenta e espetacular, corresponde outra produção qualificada de ‘consumo’: esta é austuciosa, é dispersa, mas ao mesmo tempo ela se insinua ubiquamente, silenciosa e quase invisível, pois não se faz notar com produtos impostos por uma ordem econômica dominante. (CERTEAU, 2003: 39)&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acreditamos que qualquer alternativa à concepção de desenvolvimento dominante só pode acontecer a partir da ação do cidadão, da mudança de seu habitus, no espaço da vida cotidiana. É necessário entender que o trabalho envolvendo realidades sociais díspares deve estabelecer um ambiente de troca de experiências de vida e de conhecimento. A questão principal é a transformação dos saberes e de todos os indivíduos envolvidos no processo em direção a sociedades mais justa, menos desigual via uma atuação mais política e engajada por parte da universidade (professores e estudantes) e dos profissionais tão seduzidos pelos projetos autorais (arquitetos, artistas e designers). Aprender com o outro numa troca desierarquizada e desenvolver tecnologia social que possa ser reaplicada como construção de uma máquina de guerra contra o Império é nosso principal objetivo. Construir uma pequena multidão em cada projeto e programa que nos envolvemos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, reafirma-se aqui que a extensão universitária possibilita a realização de ações que alimentam o pensamento e assim num ciclo contínuo, surgem teorias que aprimoram e reinventam as práticas. A extensão não deve ser pensada como simplesmente transferência de conhecimento, ela deve construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante, incluindo o ensino e a pesquisa. Entende-se que a pesquisa acadêmica precisa funcionar, servir pra alguma coisa que realmente transforme a vida das pessoas ou melhore as condições de habitabilidade no mundo, e, portanto sua relação com a extensão é fundamental: “É isso, uma teoria é exatamente como uma caixa de ferramentas. Nada tem a ver com o significante. É preciso que sirva, é preciso que funcione.” (DELEUZE, 2006: 267)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Objetivos===&lt;br /&gt;
====A. MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto “Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária cartografias Emergentes” surgiu a partir da pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC e desenvolvida em 2014. Como produto, o projeto apresentou a plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com). Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo como objetivo localizar, no território da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana de Belo Horizonte, as atividades culturais existentes e as suas características (categorias, financiamento, organização, etc), o projeto procura gerar um panorama territorial complexo que constitua uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após essa primeira etapa do projeto, com a criação da plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com) e a elaboração de sua metodologia, a segunda etapa do projeto pretende expandir a cartografia proposta para outras áreas da Cultura e, além disso, cartografar as ações que estão presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando as potencias aqui encontradas, notadamente aquelas pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social, as quais, não raro tem as mais genuínas manifestações culturais expressas, razão pela qual, busca-se com a implementação desse projeto o aprofundamento do olhar da Univerisdade para as manifestações culturais multitudinárias presentes ao nosso redor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Produzir conhecimento de forma desierarquizada e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano, expropriando o comum;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Confeccionar mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumentos de pressão política e de denúncia; d) ter um caráter educativo, gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos específicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapear municípios, dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que possuam ações e iniciativas culturais com as características propostas no projeto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Produzir oficinas nos municípios mapeados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para expandir a cartografia proposta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mapear setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. Alguns setores já foram identificadas: audiovisual, publicações independentes, saberes populares, saúde mental, superficies urbanas, performances e coletivos de artes cênicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Realizar oficinas e propor parcerias a fim de cartografar setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Promover a capacitação tecnológica dos envolvidos nas oficinas, difundindo conhecimento sobre a produção de mapas digitais colaborativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Auxiliar no empoderamento desses atores a partir da formacão de redes e de parcerias com outros grupos envolvidos em atividades similares, e oferecer condições para que dêem maior visibilidade à sua produção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A quantidade de oficinas e locais será mensurada a partir do mapeamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções para compartilhamento e distribuição de informações do sistema urbano utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a tecnologia móvel, tendo a dimensão fundamental o Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2012). Deste modo, temos como objetvo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
implementar juntamente com os parceiros, processos formativos que possam politizar a informação fomentando questões e procesos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difundir práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É objetivo específico da ação de extensão priorizar temáticas de planejamento metropolitano estratégicos para a promoção do Comum, são elas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- agricultura urbana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- moradia/habitação de interesse social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- cultura e lazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, buscamos de modo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. observar e analisar criticamente com que grau de engajamento é possível compartilhar e distribuir o Comum considerando limitações políticas, técnicas, econômicas e culturais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
identificar e mapear uma riqueza Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2009) essencial à vida do sistema urbano no que tange a agricultura urbana, a moradia e a cultura e lazer; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. territorializar/espacializar idéias e ações coletivas na RMBH fomentando processos de discussão e elaboração de políticas urbanas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
promover processos educativos junto à população, comunidades organizadas e movimentos sociais para capacitação no uso e domínio das tecnologias de conexão garantindo a autonomia dos indivíduos no desenvolvimento e gestão das ferramentas digitais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. fomentar e discutir tecnopolíticas no meta design das cidades sugerindo um Marco Civil da Cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando as 3 ações de desenvolvimento do projeto, apresentamos objetivos específicos para cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar movimentos sociais e associações comunitárias locais em torno da defesa das áreas verdes na RMBH e o compartilhamento público destas áreas com a população;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar em parceria com a Rede Verde e o Movimento Fica Ficus de Belo Horizonte na elaboração, publicação e distribuição de jornal informativo da Rede Verde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gerenciar e alimentar mapa colaborativo da Natureza Urbana na RMBH cartografando ações comunitárias entorno da defesa das áreas vérdes, das práticas de agricultura urbana e dos áreas de interesse paisagístico/ambiental;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomentar com informações, projetos e planos urbanísticos, políticas de preservação e ampliação de áreas verdes, agricultura urbana e parques aberto ao público na RMBH. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutas Territoriais Urbanas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar uma topologia das lutas a partir das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear as lutas na plataforma Crowdmap identificando e caracterizando o território das lutas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar os movimentos de lutas da America Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#EmBreveAqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear na plataforma Crowdmap áreas não edificadas, áreas edificadas, patrimônio histórico, áreas residuals e superfícies vazias, que estejam vagas/sem uso, da RMBH e propor interveções/ocupações destinadas ao lazer, cultura, agricultura urbana e moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coletar propostas de projetos desenvolvidos nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo e divulgá-los/publicá-los no mapeamento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas e workshops com associações de bairros, comunidades e movimentos sociais que possam tanto denunciar áreas e superfícies de interesse coletivo quanto discutir propostas de ocupações para essas áreas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas, concursos e workshops que poderão propor ocupações para as áreas mapeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo desse projeto é fomentar a cultura e seus mecanismos de expressão bem como estimular o acesso e o intercâmbio de informação entre Ocupações Comunitárias e UFMG. Por meio do desenvolvimento de diversas oficinas (estamparia, tecelagem, mobiliários) e através da Unidade Nômade do Comum - dispositivo móvel que circulará pelas ocupações promovendo a criação de uma mídia comunitária independente capacitando, artística e profissionalmente voltada aos jovens das ocupações - pretende-se construir um espaço autogestionado de referência no desenvolvimento e difusão da cultura popular, estimulando a construção democrática e a experiência profissional colaborativa, apresentando outras perspectivas à jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social enquanto potencializa o potencial da universidade de receber e dialogar com agentes historicamente excluídos do ensino superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos específicos desse projeto abrangem: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.A realização de um cartografia cultural nas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.A compra dos equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades, planejamento, projeção e construção da Unidade Nômade do Comum, um veículo móvel de mídia e cultura popular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.A articulação e formação de uma rede, inclusive virtual, de comunicação entre os jovens de diferentes comunidades periféricas e entre as principais redes de cultura da cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.A ampliação das oportunidades de trabalho e renda para os beneficiários associados em situação de risco pessoal e social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.A Melhoria da auto-­estima e da qualidade de vida dos beneficiários e de seus familiares; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.A capacitação dos beneficiários na produção de objetos de design, buscando com eles aprimorar as técnicas produtivas e a didática das oficinas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Tornar os beneficiários multiplicadores do conhecimento, buscando garantir a sustentabilidade dos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Promover a cultura da colaboração e cooperação estimulando a criação e fortalecimento de associações e cooperativas, além da criação de outras redes produtivas integradas na própria comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Promover inclusão mercadológica da rede produtiva; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver coletivamente uma tecnologia social para ser aplicada nos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Desenvolver produtos que sejam baseados no equilíbrio da tríade social-­‐ambiental-‐econômico; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Capacitar os beneficiários em processos de autogestão e planejamentos integrados, coletivos e colaborativos de redes produtivas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fomentar discussões sobre cidadania e protagonismo comunitário, buscando o empoderamento real da comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13.Dar visibilidade à população local, seu cotidiano, sua experiência estética e sua produção cultural à partir de estratégias de divulgação do programa; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14.Intervir, através de produtos produzidos pelas oficinas, nos espaços coletivos das comunidades de maneira a melhorar a infraestrutura e qualidade ambiental local .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15.Contribuir para a interdisciplinaridade, articulando arquitetura e urbanismo com outras áreas do conhecimento, principalmente comunicação, design, geografia, economia, psicologia e engenharia; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17.Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal e de design; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.Desenvolver uma cartilha para propagação do conhecimento artesanal técnico, que seja compreensível para pessoas de qualquer nível de instrução, baseada no processo de aprendizagem durante as oficinas, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19.Disponibilizar informações sobre a utilização e reutilização racional dos recursos naturais, buscando processos produtivos mais sustentáveis; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20.Realizar eventos de encerramento nas ocupações e um festival de Cultura Popular na UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21.Elaborar livro indexado compilando relatos das experiências e artigos, inclusive com moradores das próprias ocupações como em co-autoria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Metodologia e Avaliação===&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A copesquisa cartográfica pretende uma positividade que é ação coletiva e potência em ato, fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, as microrrevoluções, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. A ideia central deste processo é envolver a investigação teórica e a conceitual de forma indissociada das necessidades do mundo real. Os conceitos e as teorias são importantes em tempo real. A pesquisa vai sendo aprofundada conforme a necessidade, e o tempo do trabalho é o tempo do aqui/agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente, a prática participativa e de ação junto à sociedade acontece também no movimento da construção de novos conceitos e de novas formas de abordagem e de pensamento sobre o real. Artigos, textos, manifestos, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. O cronograma das atividades se dá de maneira rizomática entrelaçando o pensamento com a prática, acompanhando os acontecimentos cotidianos da cidade e o momento em que se vê necessária uma intervenção. Em cada ação de produção de mapas territorializados coletivamente ou em laboratórios, diversas teorias, autores de referência, projetos similares, serão levantados, discutidos, debatidos e transformados em informação para fundamentar a ação. A prática e a experimentação via cartografias críticas realizadas coletivamente, em grupos parceiros e em comunidades em estado de vulnerabilidade social, integram-se ao processo como mecanismos fundamentais para que se atinjam os objetivos desejados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entende-se que é possível considerar o mapa como uma interpretação do território atravessado por distintas dimensões de análises e que, portanto, pode ser aplicado de diversas maneiras. A riqueza de um mapa cartográfico criativo estará dada na medida em que permitir uma construção social marcada pela singularidade, que contribua para a formação de resistências às formas tradicionais de mapeamentos das cartografias hegemônicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborar um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama. Um mapa, decalque, quando atravessado pelo processo de copesquisa cartográfico, pode também ser dinâmico e flexível para conseguir abarcar a complexidade socioespacial com toda sua potência de multiplicidade, heterogeneidade, interconexão e mobilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo-se que a subjetividade é intrínseca à construção de um mapa e declarando-se tal advertência, o leitor consciente estará apto a usar os mapas como uma entre outras tantas ferramentas disponíveis para analisar a realidade a partir, inclusive, da experiência coletiva que se engendra em um lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A. METODOLOGIA MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
As cartografias que se propõe desenvolver nesse projeto constituem a continuidade do projeto de pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC, desenvolvido no ano de 2014, no qual se investigou o papel e a distribuição da cultura nos processos de transformação do espaço urbano, na cidade de Belo Horizonte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal produto da pesquisa em questão foi o mapaculturabh, disponível no endereço , uma plataforma de mapeamento colaborativo online voltada a cartografar equipamentos e eventos culturais no território da cidade. Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa antecedente lançou as bases teóricas, produziu e disponibilizou um banco de dados inicial, e aprofundou as ferramentas metodológicas para o desenvolvimento de mapeamentos coletivos com comunidades e grupos sociais diversos. No entanto, compreende-se a produção cultural como um objeto demasiado extenso e dinâmico para que seja possível constituir um panorama satisfatório em um período de trabalho tão curto. Ademais, o próprio exercício desenvolvido ao longo deste último ano apontou setores junto aos quais a atuação mais específica traria uma grande contribuição para a cartografia já iniciada, principalmente por terem se apresentado como categorias-chave para a emergência do que definimos como “cultura multtudinária”, ou por termos identificado que uma compreensão mais abrangente das suas manifestaçoes requer uma aproximação maior dos atores diretamente envolvidos na sua produção. É justamente nesses recortes que se pretende concentrar os esforços nessa nova etapa do projeto, ou, como já apontado nos objetivos, voltando-se aos temas/grupos ligados à performance, às publicações e mídias impressas, à apropriação de superfícies urbanas e à saúde mental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se, sobretudo, que muito mais do que desenvolver uma representação da distribuição espacial de tais manifestações, a prática cartográfica colaborativa ajude a promover o empoderamento dos atores sociais relacionados à cultura multitudinária que se propõe cartografar, consolidando redes, proporcionando capacitação tecnológica e produzindo conjuntamente ferramentas e táticas para uma inserção mais potente de tais práticas no território da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da pesquisa antecedente desenvolveu-se uma metodologia de mapeamento colaborativo testada em diversas oficinas no ano de 2014, que se utilizou sobretudo de mapas físicos informados coletivamente. Tomou-se como uma das principais referências o trabalho do coletivo argentino Iconoclasistas, com vasta experiência em cartografias críticas coletivas. A metodologia se mostrou extremamente relevante não somente para a coleta de dados, mas, sobretudo, para a discussão das categorias e dos parâmetros de análise a serem adotados, que receberam uma grande contribuição desses encontros. As oficinas realizadas previamente, no entanto, não contavam ainda com a plataforma digital, que estava também em processo de desenvolvimento. Nesse momento, pretende-se adaptar a metodologia utilizada para combinar os mapeamentos físicos à utilização da plataforma digital, expandindo as possibilidades da cartografia e explorando mais profundamente o seu potencial de treinamento e de capacitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretende-se também concentrar esforços na elaboração de vídeo-tutoriais online, nos moldes do que foi desenvolvido para ensinar como utilizar a plataforma produzida (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X2f5GTd_oos), para produzir também um material que ensine aos envolvidos não somente como usar, mas também como criar mapas digitais colaborativos, ampliando o aprendizado adquirido com o envolvimento no projeto para além de seus limites imediatos, e oferecendo maiores incentivos para a particpação e o engajamento dos diversos grupos que pretendemos atingir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Partindo de experiências já consolidadas do grupo de pesquisa Indisciplinar em mapeamentos digitais colaborativos feitos em diversos momentos e contextos, utilizaremos como material as plataformas de mapeamento colaborativo do CrowdMap, plataforma de código livre, desenvolvido pelo USHAHIDI e o Mapa de Vista desenvolvido pelo HackLab. Os mapeamentos colaborativos são utilizados para criar uma interface intuitiva e sensível de uma base de dados sobre o Comum a ser compartilhado e distribuído na RMBH. É muito importante entender a metodologia de sensibilização de dados como uma maneira de inserir o indivíduo na informação. Quando isso ocorre, provoca-se imediatamente uma reação e consequente diálogo. Deste modo, é necessário também que junto dos mapeamentos sejam elaboradas bases que sensibilizem a informação. Estas bases podem ser por exemplo; vídeos, animações, infográficos, ensaios fotográficos, diagramas e mapas interativos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aplicação prática das tecnologias de conexão desenvolvidas, são promovidos pequenos cursos de capacitação com comunidades e movimentos sociais para que possam utilizar da melhor forma possível os recursos de mapeamento colaborativo e de conexão digital em aplicações web e aplicações móveis. Deste modo, pretende-se que as comunidades sejam autônomas tanto no processo de uso quanto na gestão das ferramentas. Em um segundo momento, como desdobramento do projeto, deslumbra-se formação em comunidades e movimentos sociais tendo como foco a juventude, que poderá se capacitar em programação e design de ferramentas digitais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o projeto terá como material de trabalho e produção processual:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos em plataforma web; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos integrados a plataforma web por meio de aplicações móveis para Android e IOS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*vídeos e animações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*infográficos e diagramas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*ensaios fotográficos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este material será utilizado nos seguintes processos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conexão de indivíduos, grupos, comunidades e movimentos sociais em oficinas de capacitação em conexão digital; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*sensibilização dos cidadãos nas questões políticas abordado nas 3 bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*intensificação e potencialização das trocas de experiências entre diversos atores interessados em discutir e construir propostas que emergem nas conexões feitas pelas bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conectar cidadãos afim de potencializar ações que levem à autônomia e solidariedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Relação Ensino, Pesquisa e Extensão===&lt;br /&gt;
As atividades do IND. LAB compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa), ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na COPESQUISA e na CARTOGRAFIA como métodos de pesquisa engajado e militante, possuímos diversas estratégias de ação envolvendo a GERAÇÃO DE TECNOLOGIA SOCIAL (compartilhar e re-aplicar o conhecimento produzido coletivamente e produção de metodologias que possam ser multiplicadas). Tem como pressuposto central a ideia de que o conhecimentoque se difunde e se produz nas ações extensionistas se constrói no encontro entre o universo acadêmico e do saber popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EM BUSCA DA INDISCIPLINA====&lt;br /&gt;
Trazendo a discussão da disciplina, dispositivo do bipoder e do controle da vida e do conhecimento nas sociedades disciplinares a partir do século XVII, que legitimou e organizou as instituições acadêmicas ampliando radicalmente o número de escolas e universidades ao longo do século XIX, para o questionamento do ambiente acadêmico atual no Brasil e em quase todos os países do mundo, podemos perceber que este enquadramento do saber em disciplinas, que, diferente do português, em espanhol significa assignatura, gera um leque de problemas de conduta cotidiana na vida de professores e educadores, que impedem o agenciamento de novas formas pedagógicas e educativas. Há uma exigência nacional que controla as formas de trocar o conhecimento. Necessita-se um enquadramento do conhecimento em disciplinas para que se gerem as grades e matrizes curriculares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contraditoriamente, nossas agências de fomento à produção acadêmica que financiamento de pesquisa e extensão no Brasil, via de regra incluem em seus indicadores de avaliação dos Projetos e Programas em editais o indicador da interdisciplinaridade gerando uma esquizofrenia entre os sistemas que compõem o sistema geral do ensino nas universidades brasileiras: relação indissociada entre ensino, pesquisa e extensão. Como os currículos dos cursos, em sua maioria nas universidades brasileiras é organizado em disciplinas estanques, inventa-se formas de relacionar pesquisa e extensão furando o sistema tradicional que é pensado disciplinarmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí surgem algumas questões de ordem conceitual e política que envolvem projetos de ensino em todas as áreas de conhecimento: Como e para que é importante um saber isolado, íntegro e total? A quem interessa esta divisão do conhecimento em setor, grades, matrizes e categorias? A quem interessa a produção de um conhecimento estanque dentro das escolas e das universidades? A quem interessa um conhecimento taxonômico do mundo e das coisas? A quem interessa a separação entre as disciplinas? E poder-se-ia divagar um pouco mais: Entre natureza e artifício? Entre sujeito e objeto? Entre centro e periferia? Entre espaço mental e espaço vivido? Entre global e local? Entre arte e design? Entre arquitetura e urbanismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que estas dicotomias nos levam a um grande equívoco próprio do conhecimento acadêmico atual e que é incompatível com a idéia tão difundida da interdisciplinaridade. Pensando nesta situação, sugerimos aqui a Extensão Universitária como o lugar da liberdade e da desierarquização do conhecimento envolvendo o ensino e a pesquisa. Trata-se de pensar estas disciplinas de forma indisciplinar que age simultaneamente dentro e fora dos centros produtores de conhecimento, e que pode adotar um pensamento-ação crítico e de resistência. Isto tudo tem a ver com conhecimento, com potência criativa, com invenção, com política cultural, com política acadêmica, com política pública, com urbanismo, com o direito à cidade. Tudo isto tem relação direta com indignação, com possibilidade do uso livre do mundo. Tudo isto deveria interessar aos artistas, designers, arquitetos e urbanistas. Mais do que difundir a técnica, seria preciso incitar os alunos, técnicos e professores os envolvidos um posicionamento crítico frente ao mundo. Acredita-se que realizar uma atuação militante dentro da universidade exige que se faça um movimento de cruzamento: entre os saberes populares e eruditos, entre os modos de vida da periferia e dos seus técnicos, alunos e professores. Cruzar as fronteiras, territoriais e espaciais, mas também, e principalmente, sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repensando o ensino que envolve a cultura, a arte, o design, a arquitetura e o urbanismo, teríamos que compreender que são disciplinas indisciplinares que envolvem a vida como um todo e produzem espaços e que estes são políticos e nunca neutros. Entende-se que atualmente tudo é urbano. Entende-se que a produção do espaço urbano é cultural, social, política, econômica, e portanto, indisciplinar por sua natureza híbrida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TECNOLOGIA SOCIAL====&lt;br /&gt;
Acredita-se que dentro das universidades brasileiras e latino-americanas, a extensão é o ponto de resistência! Segundo o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nós, educadores, pensando no ensino e na produção da arte, do design e da arquitetura, é necessária uma introdução de outras formas para lidar com os processos de criação, que possibilitem novos parâmetros produtivos, que promovam a consolidação de um campo expandido para estas disciplinas, para além do tecnicismo e do mercado de produção em massa (tanto da arquitetura quanto do design industrial), para além da geração de obras (de arte autorais para serem legitimadas por instituições via bienais, etc e, consequentemente, comercializadas em galerias de luxo). É muito importante incentivar um desenvolvimento cultural contaminado pelo cotidiano, e que possa existir de uma maneira mais social e política, criando um ambiente para a existência de ações mais engajadas e militantes. Projetos e ações menos estéticas e mais éticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do conhecimento, via extensão, se faria na troca de saberes sistematizados entre o acadêmico e o popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade. Neste sentido nos deparamos com a idéia de geração de tecnologia social, que surgiria através deste confronto desierarquizado de saberes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que a extensão não deve transferir conhecimento da universidade para uma comunidade, mas sim, construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante. O objetivo essencial do trabalho extensionista é, ou deveria ser, o de estabelecer uma rede de trocas desierarquizada e compreender que todos aprendem e ampliam os seus horizontes ao longo destas experiências. Nestes projetos de extensão que irei apresentar em seguida, a consciência da atuação política é evocada a todo momento para que a construção das tecnologias sociais não aconteça de forma consciente apenas no nível técnico e burocrático, o que é um risco evidente dentro das estruturas acadêmicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo que a pesquisa seja o movimento acadêmico mais valorizado por todos os órgãos de fomento no Brasil e no mundo, a extensão é o lugar da geração de tecnologia social, conceito que surge claramente no sentido de equilibrar, ou iniciar um equilíbrio, entre os incentivos de financiamento de pesquisas científicas (que interessam ao mercado, às indústrias e, portanto, explicitamente, ao capital) e projetos de extensão, que estão interessados em fomentar a produção do conhecimento entre universidade e comunidades em estado de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Lassance e Pedreira (2004: 66), tecnologias sociais reaplicáveis podem ser definidas como um “conjunto de técnicas e procedimentos, associados às formas de organização coletiva, que representam soluções para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.” No mesmo sentido, Boaventura de Souza Santos defende a extensão como fundamental:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje ditas de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino.&#039;(SANTOS apud SOBRINHO, 2000: 50)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos devem ganhar neste processo de troca universidade-comunidade-parceiros, que engloba a generosidade e a solidariedade humana, dentro de um movimento de tradução, invenção e formulação de tecnologia social. Desenvolvendo projetos de extensão, aliados à pesquisas que desloquem e aprimorem constantemente o fazer, é possível gerar, através do encontro de instituições, profissionais e pessoas de realidades sociais e culturais diversas, atos que se dão como biopotência, que resistem aos mecanismos do biopoder estabelecidos pelas relações perversas do capital contemporâneo. Propõem-se aqui ações de extensão como catalizadoras do poder da Multidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é importante resssaltar que as pesquisas e os projetos de extensão do Ind.Lab são trabalhados dentro de algumas disciplinas, mas principalmente na UNI 009 Cartografias Emergentes da Cultura que é aberta para toda universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
====Pelo Público====&lt;br /&gt;
Este projeto prevê indicadores de avaliação que serão articulados com os objetivos específicos e com as ações que garantam o cumprimento das metas. Está previsto que durante todo o desenvolvimento dos projetos, inclusive anterior e posteriormente, por meio do alinhamento de expectativas e da retomada das questões enfrentadas quando da síntese do projeto e das ações paralelas (como eventos e publicações), será realizado trimestralmente um relatório contendo o Plano de Ação que contém os indicadores de avaliação, sempre a partir do marco zero, para que se possa compreender como as ações garantem o cumprimento dos objetivos e se estes encontram-­‐se dentro dos prazos previstos pelo cronograma. Para a avaliação contínua das ações do Programa, elencam-­se alguns indicadores que serão verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas e documentação audiovisual a serem efetuadas pela equipe, parceiros e professores convidados: _Em relação aos beneficiários diretos, deverá ser considerado seu empoderamento, incremento de renda, melhoria da qualidade de vida, a qual envolve trabalho, saúde e educação, capacidade de gerir e empreender próprios negócios, aprimoramento das suas habilidades profissionais, apropriação de novas práticas, tecnologias e métodos de comercialização, como meios de distribuição e comunicação, melhoria na infra estrutura para a produção e a melhoria na produtividade, observando a ampliação efetiva do seu repertório cultural; _A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas; Em relação à comunidade local, deverá ser considerado o fortalecimento de uma identidade cultural,a apropriação das práticas e tecnologias por parte da comunidade, a mudança de hábitos, que implicam no consumo de produtos fruto das atividades do projeto, a ampliação da consciência socioambiental e melhorias ambientais no bairro; _Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; _A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas; _Avaliação qualitativa e quantitativa. Número de público frequentando os eventos (acadêmicos e culturais) e também entrevistas com os participantes diretos como palestrantes, artistas, etc;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Pela Equipe====&lt;br /&gt;
Em relação à comunidade acadêmica, deverá ser verificado o grau de comprometimento da universidade com o projeto, sua contribuição para o aprimoramento da pesquisa e ensino, a influência do projeto afim de envolver a comunidade acadêmica em outros projetos e iniciativas sociais, a construção da identidade profissional e a formação do universitário, a ampliação de parceiros e a possibilidade de continuidade e ampliação do projeto. _Em relação aos bolsistas participantes do programa, para a verificação e avaliação da influencia do projeto na sua formação profissional será considerado o comprometimento e participação do estudante em todas as atividades, a avaliação da produção e sistematização de conhecimentos, o que envolve publicações, produções de artigos e portfólio e o envolvimento dos bolsistas com um grupo multidisciplinar. Deve-­‐se ressaltar que à atividade de extensão, serão atribuídos créditos para integralização curricular. Para isso, a participação neste projeto deverá ser registrada nos Colegiados de origem dos estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências Bibliográficas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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*Tactical Urbanism. P2P foundation, 04 ago. 2014. Disponível em: . Acesso em: 23 ago 2014. &lt;br /&gt;
*SOJA, Edward. Thirdspace. Journeys to Los Angeles and other real/and/imagined places. Oxford: Blackwell, 1996.&lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo L. Urbanização e desenvolvimento no Brasil atual. São Paulo: Ática, 1996.&lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. &lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo Lopes de. O desafio metropolitano: um estudo sobre a problemática socioespacial nas metrópoles brasileiras.Rio de Janeiro:Bertrand Brasil, 2000&lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,2002.&lt;br /&gt;
*TACHIZAWA,Takshy. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Corporativa: Estratégia de negócios focadas na realidade brasileira,4o edição: revisada e ampliada.São Paulo: Atlas,2004.&lt;br /&gt;
*VASSÃO, Caio Adorno. Metadesign: Ferramentas, Estratégias e Ética para a Complexidade. São Paulo: Blucher, 2010.&lt;br /&gt;
*WALKER, John. Design history and the history of design. London: Pluto Press,1989.&lt;br /&gt;
*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (I). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/I), A+U, no. 377, fevereiro de 2002.&lt;br /&gt;
*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (II). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/II), A+U, no.379,abril de 2002.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=895</id>
		<title>ProEXT 2016 - IND.lab</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=895"/>
		<updated>2015-04-26T23:53:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Descrição da Ação */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
==Identificação da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título: IndLab_Laboratório Nômade do Comum &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Coordenador: Natacha Rena / Outro &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tipo da Ação: Programa &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ações Vinculadas: não existem ações vinculadas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Edital: Edital PROEXT 2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Instituição: UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Início Previsto: 01/01/2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Término Previsto: 31/12/2017 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recurso Financeiro: R$ 295.830,00 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Órgão Financeiro: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Gestor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Detalhes da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carga Horária Total da Ação: 10191 horas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Justificativa da Carga Horária:&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Periodicidade: Anual &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
A Ação é Curricular?: Sim&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Abrangência: Municipal &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem Limite de Vagas?: Não &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Local de Realização: Escola de Arquitetura da UFMG, ocupações urbanas e comunidades de BH e RMBH. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Período de Realização: 01/01/2016 a 01/01/2018 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem inscrição?: Não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Público-Alvo==&lt;br /&gt;
===Tipo/Descrição do Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
O público alvo desse projeto é composto por grupos muito diversos dentro de características muito singulares e são: 1.  Moradores das favelas, aglomerados e ocupações comunitárias dentro do projeto Artesanias do Comum; 2.  Grupos de artistas alternativos, performances, desenhistas, artistas que produzem de forma alternativa seus trabalhos dentro do projeto Mapeando o comum; 3. Movimentos sociais, culturais e ambientalistas novos que surgem nos últimos anos para resistir aos processos neoliberalizantes da gestão pública que junto do mercado imobiliário avança sobre territórios comuns da cidade como praças e parques. Todo este público alvo é muito abrangente e podem atingir grupos, movimentos e comunidades de toda região metropolitana de Belo Horizonte. No caso do projeto Artesanias do Comum, conforme já constatado nos trabalhos realizados nessas comunidades elas são integradas, majoritariamente por jovens, negros, grande presença de mulheres e idosos, além de pessoas com deficiência motora ou psíquica e que encontram uma série de obstacúlos para a concessão de seus direitos fundamentais, devido à sua condição de moradia precária e a opressão encarada cotidianamente. Destacamos que nesse projeto contamos com a participação dos beneficiários em todas suas etapas, seja na articulação, organização e execução, de forma que o projeto será construído de forma ativa e participativa pela comunidade. Contaremos com mobilizadores sociais que residam nesses espaços para desenvolvermos um trabalho em consonância com a realidade das comunidades e de forma a propiciar seu maior envolvimento, por meio de visitas-convite, diálogos e intervenções prévias. A construção dessas comunidades foram frutos da luta das famílias pelo acesso à direitos fundamentais, notadamente o da moradia, de forma que a luta social e o envolvimento político em conjunto com os movimentos sociais de Belo Horizonte já faz parte do histórico de vivências dessas comunidades. Ao reinvindicar o direito à moradia e exigir o respeito a uma vida digna, por meio de sua mobilização e do apoio de movimentos sociais, ONGS, Universidades, artistas e autônomos tem conseguido o avanço de uma mesa de negociação junto ao judiciário visando a solução pacífica do conflito. Assim, essas comunidades já se encontram envolvidas com a dinâmica dos apoios que recebem de diferentes setores, existe, inclusive a Av. dos Estudantes em diversas ocupações, homenagem ao apoio oferecido por muitos discentes, especialmente da UFMG. Destacam-se os projetos ‘Formação da Rede de Apoio à Criança e Adolescência da ocupação Guarani Kaiowa’, aprovado pela Fundação Luterana Diaconal e o Resiste Isidoro, junto às ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória desenvolvido pelo integrantes dos movimentos sociais que fazem parte desse projeto, além do próprio grupo de pesquisa Indisciplinar que protagonizará essa execução Algumas das pessoas envolvidas nesse trabalho acompanham as ocupações há alguns anos, desenvolvendo forte relação política e lações de confiança junto às famílias e principalmente junto às mulheres que se destacam como coordenadoras comunitárias. Assim estimulamos a solidariedade, a sororidade, atividades sustentáveis, enfim, os laços comunitários. Destaca-se que esse projeto é desenvolvido junto à famílias em comunidades que encontram, diuturnamente, seus direitos humanos fundamentais ameaçados e violados. Além de conviverem com a ameaça do despejo e abusos de autoridade por parte da Polícia Militar, as famílias das ocupações urbanas tem acesso precário desde à rede de esgoto e até para conseguir um emprego formal. Isso sem falar nas violações ao acesso à educação e saúde, deparando-se com a negativa de atendimento médico e matrícula escolar na região, tendo, assim, precarizado à acesso à direitos fundamentais para o consecução da dignidade da pessoa humana. Por desenvolvemos o projeto em conjunto com esse público em uma perspectiva de empoderamento, responsabilização e trabalho-cooperado, potencializa não só o desenvolvimento de autonomia e consciência crítica mas é exercício impressindível à formação acadêmica integral. E o mais importante, não iremos importar uma cultura em uma realidade que desconhecemos mas daremos as ferramentas e os meios necessários para a manifestação legítima dessas ocupações urbanas. A necessidade do acesso à informação e do desenvolvimento dos mecanismos de cultura e mídia livre popular foi que deram inicio a esse projeto totalmente inovador que busca semear um solo fértil para que a juventude da comunidade tenha instrumentos para florescer seu potencial e expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades; expor seu posicionamento e fazer valer seus direitos. No caso do projeto Mapeando o comum, já tivemos experiências similares em diversas ações de workshops envolvendo diversos militantes de causas pelo comum urbano como ciclativistas, artistas, movimento negro, feministas, produtores de agricultura urbana, e ativistas urbanos de toda espécie. Portanto, a proposta da cartografia cultural vai envolver estes grupos que fazem parte de um tipo de produção de arte e cultura que não pertencem ao leque de interesse do mercado ou das políticas culturais do Estado divulga-los e coloca-los nos mapas culturais já que não se encaixam nos padrões turísticos dentro da lógica da economia criativa, já que são ativistas e contrários a qualquer forma de mercantilização da produção cultural. No caso do projeto Compartilhamento e distribuição do comum, dá-se o mesmo, teremos como público alvo pessoas que defendem os bens comuns urbanos e fazem parte de movimentos sociais, culturais e ambientais à margem da lógica produtiva oficial da cidade que é governada pelo Estado-capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Número Estimado de Público:=== &lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Número Estimado de Público: 8092&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Discriminar Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;A&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;B&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;C&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;D&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;E&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Total&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Público Interno da Universidade/Instituto||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Federais||2||11||8||0||1||22&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Estaduais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Municipais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações de Iniciativa Privada||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Movimentos Sociais||0||0||0||0||80||80&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Não Governamentais (ONGs/OSCIPs)||0||0||0||0||10||10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Sindicais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Grupos Comunitários||0||0||0||0||20||20&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Outros||0||0||0||0||8.000||8.000&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Total||2||11||8||0||8.071||8.092&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Legenda:&lt;br /&gt;
(A) Docente&lt;br /&gt;
(B) Discentes de Graduação&lt;br /&gt;
(C) Discentes de Pós-Graduação&lt;br /&gt;
(D) Técnico Administrativo&lt;br /&gt;
(E) Outro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parcerias==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Nome&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Sigla&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Parceria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Tipo de Instituição/IPES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Espaço Comum Luiz Estrela||ECLE||Externa à IES||Outros||Artistas e produtores culturais engajados com as causas das manifestações políticas e luta por direitos, fornecendo apoio estratégico e técnico. Além disso, o espaço físico será utilizado e...&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Centro de Cooperação Comunitária e Popular - ...||Casa Palmares||Interna à IES||Associação||x&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Brigadas Populares||BPs||Externa à IES||Movimento Social||Articulação e mobilização Comunitária, elaboração de tecnologias sociais visando o desenvolvimento humano junto à famílias em áreas de extrema marginalização social, &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Caracterização da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Área de Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquitetura e Urbanismo; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Linha Temática: Linha 17: Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Subtema 1: 4.17.5 Tecnologias Sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Descrição da Ação==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Resumo da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é associado ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR cujas ações são focadas na produção do espaço urbano. Ele desenvolve cartografias colaborativas envolvendo comunidades em estado de vulnerabilidade social como Vilas e Favelas, Ocupações e regiões alvos de processos gentrificatórios, assim como atua junto a movimentos sociais, culturais e ambientais. A dimensão do Comum é a ideia norteadora de suas práticas, bem como elemento articulador de sua composição e atuação. Atualmente, integra a rede Tecnopolíticas: territórios Urbanos e Redes Digitais, que conecta pesquisadores de todo o mundo e investiga a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano, produzindo conhecimento e explorando tecnologias sociais que promovem a interseção entre esses dois universos. As atividades do IND. LAB compreendem, indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão e experiências diversas, em uma abordagem transversal e indisciplinar, buscando uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na copesquisa cartográfica como método de investigação engajado e militante, suas estratégias de ação propõem a geração de tecnologia social como publicações, cartografias críticas e ativismo urbano, participando de vários movimentos da sociedade civil organizada e de Conselhos, Fóruns, Comissões junto ao poder público, reuniões em comunidades, movimentos de resistência, produção cultural, representações em Ministério Público, qualificação para debate em audiências públicas e formação de redes colaborativas de pesquisas. Os projetos que compõem este programa são: MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES; COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM; ARTESANIAS DO COMUM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Palavras-Chave:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
*comum &lt;br /&gt;
*cartografia&lt;br /&gt;
*tecnologia&lt;br /&gt;
*inclusão social&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Informações Relevantes para Avaliação da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Informações Relevantes para Avaliação da Proposta: &lt;br /&gt;
TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social criada associada aos parceiros que já vêem desenvolvendo pesquisas e ações acadêmicas com o grupo de pesquisa Indisciplinar. Esta rede é voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. Sendo assim, este Programa Ind.Lab_Laboratório nômade do Comum, como parte desta rede, propõe o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovam o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina. Grupos de pesquisadores que pertencem a esta rede vêm investindo fortemente na produção de tecnologia social afim de ampliar a democracia real nas metrópoles e promover a inclusão social e uma maior autonomia da sociedade, são eles: P2P Foundation (coordenado por Michael Bawens), IN3 (Coordenado por Castells e ligado ao 15M); Urbano Humano (coordenado pelo arquiteto Domenico de Siena, pesquisador do urbanismo tático); Labic da Ufes, especialistas em topologia de rede; MediaLab da UFRJ, que trabalham com cartografias das controversas..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Justificativa===&lt;br /&gt;
Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte, e notadamente nos territórios em que vamos desenvolver as atividades, surgem problemas que passam pela ineficiência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança e educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o capitalismo, até a década de 1970, teria um caráter industrial, no qual a exploração da vida se dava na fábrica, a partir deste momento, com a expansão capitalista em sua formação global, ele avança sobre todo o globo num ciclo contínuo. Enquanto a fábrica era o território primordial para a exploração da mais-valia, atualmente este lugar é toda a metrópole. &#039;A metrópole é para a multidão o que a indústria era para a classe trabalhadora.&#039;(Hardt &amp;amp; Negri, 2009, p. 250). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da lógica do capitalismo contemporâneo, próprio das metrópoles, detém-se biopoliticamente cada vez mais o poder sobre a vida. Contudo, a esta visão da biopolítica, pode-se contrapor a noção da biopolítica como um contra-poder. Hardt e Negri (2005) o denominam multidão: um poder contra o Império, o qual Pelbart identifica como biopolítica da multidão, ou biopotência (Pelbart, 2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível enxergar no poder político da multidão (corpo biopolítico coletivo, heterogêneo e multidirecional) uma biopotência que produz e é produzida pelas fontes de energia e de valor capitalizadas pelos modos de produção globalizados. Diante do poder virtual inerente à multidão, vislumbram-se novas possibilidades de se subverter o Império e superá-lo, tirando partido do caldo biopolítico que ele próprio incentiva, através de processos de produção e de trabalho realizados por subjetividades coletivas, como as tecnologias propostas a por meio deste projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
O crescimento vertiginoso dos territórios urbanos – que devem abrigar mais de dois terços da população mundial até 2050 (ONU, 2014) – coloca a vida nas metrópoles no centro das questões pertinentes às sociedades contemporâneas.Paralelamente, vivencia-se a crescente expansão das tecnologias digitais de comunicação e sua consequente integração ao cotidiano das cidades, como elementos codependentes e indissociáveis da dimensão físico-territorial. A incorporação de recursos computacionais ao ambiente urbano acontece de maneira ampla, abrangendo desde softwares voltados prioritariamente ao objeto arquitetônico e urbanístico, às chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), que exploram a informática em busca de maior eficiência energética, de sustentabilidade e de concorrência no mercado global. Sua infiltração gradativa transforma as maneiras pelas quais o espaço é experimentado, modificado e representado, fazendo com que, nas grandes cidades, o universo físico e o informacional se associem tão profundamente que não faça mais sentido analisá-los isoladamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se por um lado a associação entre desenvolvimento tecnológico, produção cultural e dinâmica territorial resulta, muitas vezes, na perpetuação de processos orientados pelo consumo e pelo espetáculo, pode se observar, em contrapartida, oportunidades para a aplicação desses recursos em iniciativas de mobilização cidadã, de cooperação intelectual e de livre disseminação do conhecimento, que revelam seu potencial democratizante quando articulados de novas maneiras. Enquanto os mecanismos biopolíticos permitem que o trabalho em rede invada todos os momentos da vida – borrando os limites com o tempo de lazer e se infiltrando ao cotidiano de maneira difusa –, por outro lado, segundo Pelbart, são esses mesmos instrumentos que possibilitam “novas modalidades de insubmissão, de rede, de contágio, de inteligência coletiva”: a Biopotência (PELBART, 2011, p. 84). O autor sugere que a força desterritorializante que subsume a sociedade ao capital, ao invés de tudo dominar, cria, paradoxalmente, um meio não domesticável de pluralidade e de singularização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os inúmeros exemplos de ferramentas desenvolvidas como iniciativas de urbanismo entre pares, ou open source, são de particular interesse para essa pesquisa aquelas que possam ser agrupadas na categoria de cartografias colaborativas. Ou seja, propostas que têm como base a produção coletiva de mapas compartilhados em rede, a partir do uso das tecnologias de georreferenciamento. A consolidação desses instrumentos resultou na criação de uma série de plataformas que permitem aos habitantes das cidades mapear acontecimentos, recursos e localidades urbanas das mais variadas naturezas: bicicletários e ciclovias; banheiros públicos; casas sob ameaça de despejo; festas; equipamentos culturais; locais de assaltos; manifestações políticas, ou qualquer outro tipo de situação imaginável. Esses mapas fornecem informações úteis e constantemente atualizadas sobre o contexto urbano. Muitas vezes, as interfaces possuem mecanismos interativos que conectam usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, como será demonstrado em exemplos a seguir. Conforme defendido por Sassen (2013), ao se abrirem para a colaboração, sistemas de gerenciamento das cidades, usualmente centralizados e hierárquicos, passam a ser afetados por novas camadas de informação às quais costumam ser impermeáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, compreende-se a potência dessas iniciativas para muito além de suas propriedades funcionais, uma vez que se parte do pressuposto de que a cartografia é dispositivo fundamental para a representação das relações de conhecimento e de poder, usada historicamente para legitimar políticas e ações de grupos dominantes e para influenciar a apropriação e a percepção territorial. Trata-se de ferramenta capaz de agenciar grandes quantidades de informação gráfica a partir da espacialização dos dados advindos da observação ou da ação na realidade, e de sua concretização em diversos níveis. A abertura dessa produção aos múltiplos atores que compõem o cotidiano das metrópoles configura um processo democrático de construção colaborativa das narrativas espaciais, tornando-se dispositivos que “vazam” sabedoria local e cotidiana, desestabilizando estruturas verticalizadas e originando relações novas e surpreendentes, pautadas por instituições mais porosas à colaboração cidadã (Sassen: op. cit.). Recupera-se a noção de Certeau sobre mapas que se assemelham mais a “livros de história” do que a “sistemas de lugares geográficos” (1994, p. 17). A cartografia não é vista apenas como meio de representação, mas como método constituinte de territórios, tática que dá forma ao desejo coletivo em relação à cidade e insere no espaço novas camadas da sua experiência. Portanto, mapear os comuns urbanos envolvendo movimentos sociais e culturais, vem sendo uma importante metodologia de organização das lutas contra os avanços do neoliberalismo. Participa-se do projeto do espanhol Pablo de Soto denominado Mapping the common e tem-se desenvolvido diversas ações que derivaram do workshop organizado em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem sido de grande importância a Cartografia da Cultura multitudinária que faz surgir no mapa, movimentos sociais e culturais que normalmente estão invisívels nos mapas turísticos e tradicionais. Dar visibildade a projetos que possuem caráter político e transformador da sociedade promovendo inclusão social e uma sociedade mais justa, tem sido objetivo desta pesquisa extensionista que o Indisciplinar desenvolve. Justifica-se também que é preciso ocupar os mapas! Para maior informação sobre este projeto que será desdobrado neste Programa: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Compreendendo que a tecnologia conforma atualmente parte indissociavel da experiencia e organização das metrópoles e partindo da observação de que não existe uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades que fortaleça o diálogo entre os os habitantes da cidade e o poder público, faz-se necessário a investigação e produção de tecnologia social aplicada à políticas públicas de modo que haja uma aproximação dessas duas instancias em diversos níveis como mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia,etc.,desenvolvendo colaborativamente teconologia social aberta e reaplicável, disseminando a informação produzida por todo o teritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Fundamentação Teórica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Neoliberalismo e a Metrópole====&lt;br /&gt;
As políticas públicas neoliberais, impostas pelo Estado-capital sobre o território urbano, configuram evidências claras de como a cidade vem se tornando um palco de disputa territorial. Se a fábrica configurava o campo de exploração do trabalho até os anos 70, atualmente o Estado-capital extrai a mais-valia em todo o espaço. Em tempos de capitalismo cognitivo, no qual a tendência da produção cotidiana no mercado vem construindo redes de trabalho voltadas para setores criativos e sociais, as biopolíticas implementadas vão consolidando uma dinâmica de produção do espaço complexa, realizando processos de exclusão social em diversos níveis. Compreender estas as novas estratégias de políticas territoriais é fundamental para mapearmos os campos de luta mais importantes nas nossas cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Hardt e Negri, num texto intitulado Metrópoles, a metrópole é para a multidão o que a fábrica era para a classe operária industrial, o que poderia nos induzir a pensar nas metrópoles como territórios conectados nos quais as ações biopolíticas e de controle dos corpos e das espécies se dão com maior intensidade. Ao mesmo tempo, poderíamos pensá-las como o lugar no qual a biopolítica das resistências primeiras são também potentes, possibilitando encontros que, apesar de todas as estratégias para evitá-los, se dão com maior ênfase em processos constantes de contaminação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. O tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial que referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas atualmente ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação, tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt e Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O comum como projeto constituinte da multidão====&lt;br /&gt;
A multidão seria então, um ator social ativo, uma multiplicidade que age; seria também o conceito de uma potência que desconfia da representação e em contraste com de povo, porque é uma multiplicidade singular, um universal concreto. O povo constituía um corpo social; a multidão, não, porque ela é a carne da vida e, ao contrário da pura espontaneidade, é como algo organizado num corpo sem órgãos, fora da organização do Aparelho de Estado, ou seja, é um ator ativo de auto-organização, nos introduzindo num mundo completamente novo, dentro de uma revolução que já está acontecendo. A multidão é para o autor, ao mesmo tempo, sujeito e produto da praxis coletiva, assim, como também, cada corpo é multitudinário, ou pode tornar-se uma multidão, formando redes e potencializando contaminações que desejam liberdade na coletividade. A multidão é um monstro híbrido, uma legião, e um projeto que se faz cruzando-se multidão com multidão, misturando corpos operando a mestiçagem e a hibridação, já que o próprio corpo é trabalho vivo e recusa, maquinicamente, a organização constante operada pelo sistema capitalista, portanto, expressão e cooperação, enfim, o poder constituinte da multidão é algo diferente, não é apenas uma exceção política, mas uma exceção histórica, é um produto de uma descontinuidade temporal, radical, metamorfose ontológica, ou seja, a multidão é um nome ontológico de produção de resistências ativas contra sobrevivência parasitárias que constituem a engrenagem da máquina capitalista contemporânea (NEGRI, 2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma construção em tempos táticos e estratégicos de resistências mundiais contra o urbanismo neoliberal, que se configura performaticamente nas ruas e nas redes, utilizando ao mesmo tempo processos destituintes (via ação direta, manifestações, ações judiciais) e constituintes (via ocupas e acampadas, produção de cultura, arte, textos, vídeos, imagens e novos modos de vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante observar que desde 2011, os movimentos multitudinários (em todo o mundo) ocupam praças e ruas, reforçando a luta contra projetos neoliberalizantes de privatização do espaço público e, nestes processos de ocupas, apesar dos curtos espaços de tempo, surgem múltiplos processos constituintes de uma outra sociedade que pode se organizar independente da lógica Estado-capital da democracia representativa, formando novas redes afetivas e novas formas democráticas, novas modos de vida baseados na produção do comum (em defesa dos bens comuns e em processos constituintes de modos de organização em-comum). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses movimentos multitudinários globais, a política é uma ontologia plural: o pluralismo das lutas, que emergem das tradições divergentes e expressam objetivos diferentes, combina-se com a lógica cooperativa e federativa da assembleia para criar um modelo de democracia constituinte, em que essas diferenças são capazes de interagir e se conectar umas com as outras, formando uma composição compartilhada. Esta pluralidade de movimentos contra o capital global, contra a ditadura das finanças, contra os biopoderes que destroem o planeta, surgem em busca do acesso livre e compartilhado do comum e de sua autogestão; discutir, aprender, ensinar, estudar, comunicar-se e participar das ações: essas são algumas das formas de ativismo, constituindo o eixo central da produção de subjetividade numa ontologia plural da política que é colocada em prática por meio do encontro e da composição de subjetividades militantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É no território metropolitano que estas lutas multitudinárias geram um contorno plural, singular e coletivo de forma espacial, ganhando visibilidade e forçando o Estado a repensar as formas burocráticas e pouco participativas que vêm imperando na construção dos planos via parcerias público-privadas. Ou seja, a produção do comum é o que já acontece no trabalho biopolítico imaterial do cotidiano, a metrópole é onde esta biopotência ativa da multidão ganha intensidade e dimensão, e portanto, a constituição do comum nos processos insurgentes contra o Estado-capital fazem crescer novas formas de vida que vão tornando-se desejo de uma ampla gama de jovens e minorias até então excluídas dos processos democráticos, tanto no Brasil quanto no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a este caldo biopolítico da multidão, vemos também o cruzamento de grupos e sujeitos antes isolados e marginais ao processo das lutas urbanas organizadas, como: pixadores, funkeiros, rapeiros, prostitutas, pop de rua, skatistas, vendedores ambulantes, estudantes. Esta mistura maluca, híbrida, biopolítica, também vem assumindo formas inusitadas, que fogem ao simples ato de marchar enfileirados nas ruas guiados pelos carros de sons dos sindicatos e partidos, mas se envolvem cada vez mais numa estratégia tática afetiva gerando heterotopias através de festas, carnavais, atos artísticos, intervenções nas redes de forma ubíqua, fazendo cruzar o espaço topológico das redes com o espaço físico das ruas. Também surgem novas formas de construção de novas subjetividades políticas que passam pelas assembleias populares em praças e parques, ou ocupas que vão ocupar tanto o espaço público (do Estado) quanto o espaço privado (do Mercado) através de ações diretas de diversas ordens, gerando situações territoriais autônomas (temporárias ou não). Mas não é somente através de atos curtos e de instantes de lutas que se vê crescer as resistências positivas, diversas ações que envolvem o aparato jurídico e político oficial estão sendo construídas cotidianamente e surgem das conexões multitudinárias redes-ruas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atitudes antidemocráticas envolvendo a expropriação do comum, que até 2013 eram decisões políticas tomadas somente pelo poder público, agora vêm sendo sistematicamente denunciadas ao Ministério Público. Mecanismos de participação popular, até então abandonados pela sociedade de maneira geral como os espaços das Câmaras do Legislativo, têm sido diariamente ocupadas por movimentos sociais que trazem debates fundamentais para a construção da cidade, envolvendo principalmente o tema do transporte público via movimento Tarifa Zero, ou a Reforma Urbana e a luta pela moradia via movimentos organizados e em expansão como MLB, Brigadas Populares, grupos de pesquisa das universidades e ativistas de diversos setores. Este conjunto destituinte dos poderes tradicionais se soma ao conjunto de ações constituintes que vêm tomando forma e dimensão como é o caso do Espaço Comum Luiz Estrela , espaço colaborativo e autogestionado de criação e compartilhamento de ideias e ações artísticas, políticas e culturais que tem sido referência para diversos grupos minoritários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A democracia representativa já não mais representa o cidadão comum e vem deixando de lado os interesses de todos para garantir o interesse do mercado que financia o Estado e suas campanhas políticas que garantem a permanência de grupos no poder. Contudo, a sociedade se rebela. O espírito de multidão que encara o Império de frente e exige democracia real e, em muitos casos, o direito de ter os seus bens comuns administrados autonomamente, faz parte destas novas organizações ativistas que trazem a frescura da coleção subjetiva das diferenças e a pauta ampliada das lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria também interessante notar que estes movimentos são horizontais, sem lideranças definidas, e possuem uma dinâmica de articulação, que, por ser rizomática, é impossível de cooptar. Vemos o Estado-capital na tentativa desesperada de se aproximar destes movimentos para capturar a sua dinâmica que se recusa a pertencer à lógica do Aparelho de Estado, pois são máquinas de guerra configuradas por maltas híbridos. A autonomia e a autogestão é tudo o que o Estado-capital não pode suportar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora da lógica dos movimentos viciados da esquerda clássica, que acredita na ideia unitária de povo, e fora da lógica do mercado, que só pensa nos cidadãos como massa, a multidão é plural e atua no trabalho vivo e imaterial produzido em rede coletivamente e criativamente. Portanto, estancar a força motriz que move estes movimentos não vai ser tarefa fácil para o Estado-capital, já que o que os movem é o amor e o afeto e o próprio sentido ativo da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Sistema urbano, cibernética e tecnopolítica====&lt;br /&gt;
O compartilhamento de espaços, objetos e práticas cotidianas, entendido como recursos urbanos, tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa para a operacionalização do sistema urbano no século XXI que tem como desafio, retroceder na emancipação da natureza para tornar-se viável globalmente. Podemos enumerar uma série de experiências práticas e soluções já implementadas e em funcionamento (MAIA, 2013)  que sugerem uma nova prática de planejamento e gestão urbanos unindo tecnologias de informação e comunicação (TICs), urbanismo e arquitetura num objeto híbrido que é comercializado frequentemente com o rótulo:&amp;quot;soluções&amp;quot;. Esta nova prática sugere uma tendência para entender a cidade como uma espécie de arquitetura da arquitetura, uma solução a nível de metadesign (VASSÃO, 2010) que agencia indivíduos e coisas: edifícios, infraestrutura pública, sistemas de transporte, informação, conhecimento, cultura, saberes populares, consumo, etc. Esse design a nível meta, conectando indivíduos entre si, indivíduos a coisas e coisas com coisas, numa relação sistêmica e dinâmica própria do ambiente urbano vivo é um design sistêmico. Gordon Pask (PASK, 1969) foi quem precisamente identificou e descreveu este processo ao aproximar a arquitetura da cibernética. A cibernética presupõe autonomia e abertura total nos processos que se retroagem e se retroalimentam sob demanda e necessidades específicas de um determinado instante. Compartilhar é uma ação generosa que abre o recurso e o torna disponível a outro. A distribuição é feita por uma infraestrutura que potencializa o que é compartilhado. A ação generosa de compartilhar é dada por uma cultura cotidiana, a infraestrutura, a distribuição do recurso é uma política - neste caso espeçifico uma tecnopolítica. Esta infraestrutura, para ser livre e democrática precisa ser neutra. O Marco Civil da internet brasileira é um exemplo de tecnopolítica que garante a neutralidade da rede na distribuição da informação. Por outro lado, sem infraestrutura e política de distribuição de recursos, não há otimização ou até mesmo uso do que é ou pode ser compartilhado. Logo distribuição e compartilhamento interagem de modo sistêmico e interdependente. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Yona Friedman, influenciado pela aproximação da prática profissional com a cibernética, discute o lugar do arquiteto e urbanista e elabora uma proposta inserido-o num processo que ele desenha e entende como democratizante (FRIEDMAN, 1975). Friedman analisa a metodologia predominante e prática de intermediação profissional no que ele chama de relação usuário e hardware. Para Friedman, arquitetura consiste numa série de operações simples que se inicia com o futuro usuário (ou cliente) do produto arquitetônico. Este cliente possui necessidades específicas que precisam ser traduzidas sensivelmente num hardware que supostamente atenderá todas as suas necessidades. O arquiteto e urbanista é uma interface essencial de comunicação enquanto não houver um idioma comum entre usuário, construtor, gestor público, empreiteiro, etc. Na prática, o desenvolvimento de um projeto para atender um cliente pode levar um longo tempo, meses, para que todas as necessidades possam ser compreendidas e incorporadas ao hardware projetado. Mas se há uma demanda grande de clientes, algo como 10.000 (dez mil), como é possível atender em menos de 5.000 anos? Logo, a profissão arrumou uma solução: a generalização da demanda. Ou seja, a redução, ou quase que a eliminação da coleta de informação do cliente no processo de construção do hardware. Arquitetos e urbanistas assumem desde então que é impossível encontrar soluções para cada usuário específico, logo, buscaram encontrar uma solução média para os futuros usuários. Friedman reconhece o empenho de arquitetos, urbanista e cientistas sociais que criaram técnicas para reconhecer e calcular necessidades médias individuais em um determinado lugar e/ou contexto social. Em outras palavras, necessidades específicas para um futuro usuário padrão. É fato que este processo que reduz o diálogo entre o usuário e o hadware causa ruídos na comunicação, que até então era o principal papel do arquiteto e urbanista. Deste modo, a insatisfação do usuário com o hardware é inevitável. Essa insatisfação é compreendida quando percebemos que o cliente médio (padrão) não existe. Logo, ao invés de satifazer um cliente que existe, satifazemos um que não existe.&lt;br /&gt;
Partindo desta hipótese, Friedman elabora o que ele chama de &amp;quot;processamento da informação: circuitos entre usuário e planejador&amp;quot; (FRIEDMAN, 1975, pg.34). Neste cenário ele insere o arquiteto e urbanista num sistema de comunicação que permite a aproximação usuário-hardware e o que ele vem a considerar como democratização do processo de planejamento. Este sistema tem como premissas: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
#autonomia do usuário;&lt;br /&gt;
#co-responsabilização do usuário no processo;&lt;br /&gt;
#formas de retroação do processo a qualquer momento;&lt;br /&gt;
#o arquiteto e urbanista deixa de ser o centro na relação usuário-hardware. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na proposta de Friedman, o futuro usuário encontra um repertório de arranjos (soluções possíveis) que seu modo de vida requer. O repertório, que é necessariamente limitado, deve ser apresentado de modo que ele possa entender. Para cada item do repertório temos um &amp;quot;alerta&amp;quot; que comunica de forma clara e compreensiva ao futuro usuário as vantagens e desvantagens da alternativa escolhida. Este sistema em loop e não em funil, que trabalha com retroação (feedback), num primeiro momento informa ao próprio indivíduo, mas num segundo momento, o loop pode se complexificar e informar a um grupo de indivíduos. Assim o feedback das alternativas escolhidas leva em consideração o todo de usuários e as vantagens e desvantagens são percebidas pelo todo.&lt;br /&gt;
Friedman destaca que neste processo o intérprete já não se faz mais necessário. Os usuários já tem autonomia o suficiente para dialogar diretamente com o processo construtivo do hardware. O arquiteto e urbanista que a séculos sempre teve este papel foi eliminado do processo. O canal de comunicação passa a ser o próprio repertório, ou mais precisamente, o MAPEAMENTO utilizado no repertório. &#039;&#039;&#039;Este MAPEAMENTO precisa ser compreendido por todos os usuários, assim como o artesão que contrói o edifício. Friedman alerta que o arquiteto urbanista não foi excluído do processo, mas sim, o seu papel tradicional. Seu papel, seu novo lugar neste novo sistema é como construtor do repertório, um cartógrafo de repertórios informacionais.&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os principais mecanismos de planejamento urbano vigentes no Brasil atual advogam em defesa da “participação popular” na elaboração de políticas públicas urbanas– prevista no Estatuto da Cidade como diretriz obrigatória à gestão democrática. Vários autores, no entanto, apontam para um desgaste da participação existente, demonstrando como ela raramente resulta em instâncias decisórias efetivas, atuando, ao contrário, de maneira heterônoma. ￼Perpetua-se um modelo que valoriza excessivamente leis e normas em detrimento dos processos em colaboração com a sociedade (SOUZA: 2013). Silke Kapp denuncia a natureza consultiva dos dispositivos participativos em vigor, que configurariam mais uma etapa a ser cumprida no percurso burocrático de um plano do que um objetivo real. Segundo a autora, o termo participação “sugere outra instância, não composta pelos próprios ‘participantes’, que determina e coordena o processo” (KAPP: 2013, 467-468). &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vários projetos vêm sendo desenvolvidos, atualmente, visando promover a interação in situ, intensificar o intercâmbio com o contexto urbano e ativar processos colaborativos. Especialmente com a consolidação da web 2.0 e das ferramentas de georreferenciamento – que permitem sobrepor, em tempo real, o universo digital ao físico, criando o que se identifica por realidade aumentada –, a internet vem fazendo emergir um laboratório de práticas colaborativas de experiência da cidade e da vida pública: &amp;quot;Hoje, a plataforma com maior influência para a criação de encontros ao vivo e para o aperfeiçoamento dos espaços públicos talvez seja, de maneira interessante e paradoxal, a web: um sistema horizontal com forte potencial para a rápida disseminação de ideias e de informações ao qual todos têm acesso e no qual podem atuar como indivíduos&amp;quot; (BATTISTELA: 2013). Se por um lado a formação de redes sociais é há muito utilizada como estratégia eficaz para promover transformações no espaço urbano e para viabilizar iniciativas de mobilização cidadã – antecedendo a comunição digital –, por outro, a ampliação sem precedentes das condições de conectividade da internet lança a um novo patamar as possibilidades de articular processos colaborativos de produção do espaço. &lt;br /&gt;
Um aspecto fundamental dessas ferramentas é sua capacidade de reunir atores de diferentes origens, escalas e naturezas: cidadãos isolados, poder público, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil organizada e empresas privadas, dentre outros. Em geral, quanto maior a complexidade e a diversidade das redes formadas, maior seu alcance, sua capacidade de atuação e sua resiliência, como propõe o conceito de redes multiescalares de Rainier Hehl (in ROSA: 2011). A possibilidade de apropriação e de adaptação a múltiplos contextos é também relevante, consolidando iniciativas que possam ser adequadas e reproduzidas em novas localidades. O uso crescente de telefones celulares conectados à internet proporciona às redes de comunicação um potencial de mobilidade até então inédito, expandindo suas oportunidades de aplicação na esfera territorial:“a internet móvel e o georreferenciamento, juntos, permitem algo antes impensável: a associação, em tempo real, da identidade digital com um espaço físico particular. Isso significa dar a essa identidade que era, até o momento, ubíqua, uma dimensão espacial” (DI SIENA: 2012). O Brasil vem demonstrando interesse em estar na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, a partir de ações como a aprovação do Marco Civil da internet e a criação do portal Participa.Br (http://www.participa.br/). &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Grandes empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs) como a CISCO, Siemens, IBM, etc. juntamente com a governança pública tem desenvolvido e implementado soluções que se auto elegem eficientes ou inteligentes. São soluções aplicadas à arquitetura e ao urbanismo que sugerem ambientes inteligentes, condicionados pelas TICs, reativos instantaneamente à uma demanda do ambiente, agenciando recursos e equilibrando o sistema urbano. Em uma breve síntese, o que estas empresas fazem, é abrir uma canal de comunicação onde a informação compartilhada pelos atores envolvidos no processo é distribuída numa interface cibernética que retroalimenta o canal de comunicação criando matrizes de agenciamento bastante complexas. A informação agenciada afeta diretamente o meio ambiente podendo-se se concluir, também, no compartilhamento e distribuição de recursos materiais do ambiente urbano. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O Smart+Connected Personalized Spaces é um exemplo de objeto híbrido, comercializado sob o rótulo &amp;quot;solução&amp;quot; pela CISCO. A flexibilização do espaço e do tempo do trabalho nos últimos anos condicionou escritórios em casa (home office), como conseqüência, surge a demanda por um espaço de suporte para encontros: reuniões, workshops, palestras, etc. A solução da CISCO consiste no agenciamento de espaços de escritórios (arquitetura) que podem ser compartilhados entre diversas empresas e profissionais autônomos. Deste modo, consegue-se uma otimização na localização e disponibilidade de escritórios (urbanismo) resultando numa economia de recursos materiais e energéticos. Estes escritórios compartilhados estão distribuídos em lugares e momentos diversos. Com um aplicativo que pode ser utilizado de um computador ou celular, é possível agendar uma sala, especificando todas as características necessárias: mobiliário, equipamentos, tamanho/número de pessoas, etc. em qualquer bairro, região, cidade ou país. A CISCO ainda fornece uma conexão direta do espaço físico com os servidores da empresa. Desta forma, os projetos que estão sendo desenvolvidos (aplicativos, arquivos, dados, etc.), estarão todos disponíveis para o funcionário na sala agendada, não importando a localização desta sala. Deste modo, a CISCO trabalha uma conexão direta indivíduo/funcionário - material de trabalho - espaço físico, que pode ser ajustado instantaneamente a qualquer lugar, a qualquer momento.&lt;br /&gt;
Posto as “soluções inteligentes”, arriscamos a sugerir que uma cidade pode ser tanto o cliente quanto o produto destas soluções. Esta hibridização produto+cliente cria uma relação complexa que anula sutilmente o processo de democratização da arquitetura e do urbanismo tal como posto por Friedman (1975), já que tudo tende a ser um produto ou um bem (não comum) do proprietário do sistema agenciador. Do ponto de vista polítco, percebe-se que as iniciativas empresariais, identificadas, mesmo quando vinculadas ao poder público, visam à reprodução de bens privados e a otimização de recursos em prol do aumento de lucros. Ainda que com motivações ecosustentáveis em pano de fundo, a privatização de bens comuns tal como apontado por Hardt &amp;amp; Negri (2009) é intensificada pelas TICs e revestidas de euforia tecnológica apresentadas como única saída sustentável para o futuro do planeta nas “smart cities&amp;quot;.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebe-se claramente que a expropriação do comum é potencializada neste processo francamente reconhecido como inovador que aliena o cidadão. Um exemplo cotidiano do que estamos falando é o Facebook que vende dados e estatísticas de monitoramento constante da vida, dos hábitos, dos costumes, dos lugares visitados e dos desejos de cada um dos seus usuário. Isso é devolvido para os próprios usuários em forma de produtos convenientemente elaborados num processo persuasivo de captura das subjetividades individuais, e elaboração de produtos cada vez mais vitais. Logo os usuários, ao compartilhar suas vidas, tornam-se produtos a serem distribuídos para retroalimentar um ciclo produtivo cada vez mais sofisticado e sedutor.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebemos, num processo semelhante em escala urbana, que os bens comuns compartilhados pela multidão são capturados e convertidos em propriedades privadas e distribuídos em forma de soluções-produto inteligentes para cidades. Ao identificar esta tendência de atuação prática de grandes empresas que convergem seu conhecimento e se dispõe à apresentar “soluções para as cidades”, nos inserimos criticamente e ativamente nesta prática propondo soluções abertas, livres e democráticas suficientemente para que não se confunda a cidade com um produto-solução a ser comercializado. Deste modo, nos instrumentalizamos ativamente do potencial das TIC para discutir numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento de práticas comunitárias, coletivas e cidadãs que livremente enriquecem o bem comum contrapondo os recorrentes processos de alienação cidadã. Nesta linha construímos tecnopolíticas, em ações alinhadas com o Marco Civil da Internet, valorizando processos de democratização no meta design do sistema urbano.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
====Utilização dos mapas georreferenciados e plataformas digitais para conectar redes e produzir tecnopolítica====&lt;br /&gt;
Esse eixo volta-se a investigar a aplicação das tecnologias digitais de mapeamento aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. &lt;br /&gt;
Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O desenvolvimento cartográfico aliado a instrumentos colaborativos constitui uma importante metodologia a se explorar. A consolidação das técnicas de georreferenciamento, dentro do que ￼é identificado como Geodesign, amplia as condições de compreensão da realidade territorial e pode se vincular a interfaces interativas para expandir as possibilidades de participação cidadã. Mapas produzidos coletivamente fornecem informações úteis, constantemente atualizadas, sobre o contexto urbano podendo ter mecanismos que conectam os usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, promovendo o estreitamento das pontes entre instituições e cidadãos e permitindo maior transparência. Exemplos: Whatif?Cities &amp;lt;http:// whatif.es/&amp;gt;; Fix My Street &amp;lt;https://www.fixmystreet.com/&amp;gt;; Mappe &amp;lt;http://mapeo.la-mesa.org/ iniciativas/&amp;gt;; Mapa da Cultura de Fortaleza &amp;lt;http://mapeamentofortaleza.org.br/&amp;gt;; Green Map &amp;lt;http://www.greenmap.org/&amp;gt;; Mapeando o Comum &amp;lt;http://mappingthecommons.net/&amp;gt;; dentre outros. A busca por melhores condições de entendimento da realidade territorial pode ser expandida para a exploração em rede das ferramentas de desenho computadorizado (CAD - computer aided design) criando modelos digitais de lugares ou de situações urbanas específicas que possam ser submetidos a teste e modificados por seus usuários, a partir de parâmetros preestabelecidos. Interfaces intuitivas fazem com que ferramentas de projeto – cujo domínio costuma se restringir a profissionais especializados – tornem-se mais abertas ao público em geral, ampliando suas possibilidades de atuação no exercício da produção do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Compreende-se que a representação arquitetônica tradicional, sobretudo o desenho técnico configura, geralmente, uma linguagem inacessível à maior parte da população. A superação desse limite torna-se fundamental para constituir mecanismos de decisão coletiva voltados à transformação da cidade. Possibilita-se a visualização de múltiplos cenários, a comparação dos impactos de diferentes propostas em ambientes específicos e a construção conjunta de novas soluções, auxiliando as práticas de colaboração cidadã a ultrapassarem o modelo de participação eletiva que atualmente predomina. Referências: streetmix &amp;lt;http://streetmix.net/&amp;gt;; city kit &amp;lt;http://www.world-architects.com/en/pages/hybrid-space-lab&amp;gt;; etc. &lt;br /&gt;
Propõe-se criar ferramentas que viabilizem o compartilhamento de bens e de recursos urbanos, o qual acontece quando se criam estruturas em rede que possibilitem o uso conjunto de serviços ou de objetos diversos. Trata-se de infraestruturas e equipamentos, mantidos pela administração pública ou pelo setor privado, disponibilizados ao público para o uso compartilhado, como carros (car sharing), bicicletas (bikesharing) e até mesmo espaço de trabalho (co-working). A tendência ao compartilhamento sinaliza uma transformação dos padrões tradicionais de consumo, apontando para uma lógica a partir da qual ter acesso a serviços e a equipamentos específicos se torna mais importante do que possuí-los. As práticas desenvolvidas nessa categoria se conectam ao incentivo da economia solidária e à busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável. Exemplos: car2go &amp;lt;https://www.car2go.com&amp;gt;; bikebh &amp;lt;http://goo.gl/dwS9Gj&amp;gt;; fluid meeting spaces &amp;lt;http://www.fluidmeetingspaces.com/&amp;gt;; couchsurfing &amp;lt;https://www.couchsurfing.org/&amp;gt;; gnammo &amp;lt;http://gnammo.com/&amp;gt;; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Fazer artesanal enquanto resistência e produção de processos constituintes====&lt;br /&gt;
Abre-se aqui uma defesa tanto das ações de extensão, quanto do processo de criação e produção artesanal enquanto formas de resistência à produção mecanizada, alienada e em série industrial. Defende-se o aprender fazendo, aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente. Defende-se uma arte, um design, uma arquitetura que se elabore sem assinatura, sem a forma em evidência, sem o jogo do poder que envolve a sua autoria. Incentiva-se o processo como foco do trabalho, conhecimento na troca desierarquizada, fazer arte, design e arquitetura como se faz política, fazer política e criar espaços livres.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando se trata de desenvolvimento de tecnologias sociais que potencializem a relação desierarquizada entre as ongs e universidades e as pessoas envolvidas nos projetos, que moram no território presente nas práticas extensionistas, surge uma grande questão que envolve a criação de objetos, metodologias e ações cotidianas que precisam surgir no encontro entre o fazer-pensar erudito da academia e o fazer-pensar cotidiano experimental das localidades. E é aí que, para a arte, a arquitetura e o design, adquirem potência para ativar formas de fazer que não sejam apenas estratégicas e planejadas, mas que incorporem o fazer tático, próprio de quem não possuí condições financeiras para consumir no mercado. Portanto, não somente os processos de criação colaborativas precisam ser a mola propulsora das ações, destituindo do artista, do arquiteto e do designer a sua tão demandada e necessária produção autoral.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Richard Sennet, “fazer é pensar (...) o artífice representa uma condição humana especial: a do engajamento.” (SENNET, 2008: 30) Entende-se que, na Universidade, o lugar mais apropriado para “pensar fazendo” é na extensão. Fazer pensando e vice-versa elege ao primeiro plano das ações de transformação e invenção a tática, ao invés da estratégia. Se, para CERTEAU (2003), a estratégia postula um lugar como próprio e constrói uma base para gestão de suas relações com a exterioridade, a tática só tem por lugar o do outro. Ela insinua, fragmentariamente, sem apreendê-lo por inteiro, sem poder retê-lo à distância. Não dispõe de base para capitalizar os seus proveitos. Pelo fato de seu não-lugar, a tática depende do tempo, vigília à espera da oportunidade. Na tática, a arte de dar o golpe é o senso da ocasião. A tática é a arte do fraco e este pode tirar partido de forças que lhe são estranhas. Espera de momentos oportunos onde combina elementos heterogêneos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seguindo a trilha deixada por Michel Foucault, CERTEAU vê nos dispositivos inventados uma vampirização das instituições que reorganizam clandestinamente o funcionamento do poder, ou seja, uma atuação microfísica do poder. O autor detecta, já nos anos 60, a importância de pesquisas destes outros modos de utilizar produtos consumidos de forma subversiva e curto-circuitam as encenações institucionais.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
A uma produção racionalizada, expansionista além de centralizada, barulhenta e espetacular, corresponde outra produção qualificada de ‘consumo’: esta é austuciosa, é dispersa, mas ao mesmo tempo ela se insinua ubiquamente, silenciosa e quase invisível, pois não se faz notar com produtos impostos por uma ordem econômica dominante. (CERTEAU, 2003: 39)&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acreditamos que qualquer alternativa à concepção de desenvolvimento dominante só pode acontecer a partir da ação do cidadão, da mudança de seu habitus, no espaço da vida cotidiana. É necessário entender que o trabalho envolvendo realidades sociais díspares deve estabelecer um ambiente de troca de experiências de vida e de conhecimento. A questão principal é a transformação dos saberes e de todos os indivíduos envolvidos no processo em direção a sociedades mais justa, menos desigual via uma atuação mais política e engajada por parte da universidade (professores e estudantes) e dos profissionais tão seduzidos pelos projetos autorais (arquitetos, artistas e designers). Aprender com o outro numa troca desierarquizada e desenvolver tecnologia social que possa ser reaplicada como construção de uma máquina de guerra contra o Império é nosso principal objetivo. Construir uma pequena multidão em cada projeto e programa que nos envolvemos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, reafirma-se aqui que a extensão universitária possibilita a realização de ações que alimentam o pensamento e assim num ciclo contínuo, surgem teorias que aprimoram e reinventam as práticas. A extensão não deve ser pensada como simplesmente transferência de conhecimento, ela deve construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante, incluindo o ensino e a pesquisa. Entende-se que a pesquisa acadêmica precisa funcionar, servir pra alguma coisa que realmente transforme a vida das pessoas ou melhore as condições de habitabilidade no mundo, e, portanto sua relação com a extensão é fundamental: “É isso, uma teoria é exatamente como uma caixa de ferramentas. Nada tem a ver com o significante. É preciso que sirva, é preciso que funcione.” (DELEUZE, 2006: 267)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Objetivos===&lt;br /&gt;
====A. MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto “Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária cartografias Emergentes” surgiu a partir da pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC e desenvolvida em 2014. Como produto, o projeto apresentou a plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com). Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo como objetivo localizar, no território da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana de Belo Horizonte, as atividades culturais existentes e as suas características (categorias, financiamento, organização, etc), o projeto procura gerar um panorama territorial complexo que constitua uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após essa primeira etapa do projeto, com a criação da plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com) e a elaboração de sua metodologia, a segunda etapa do projeto pretende expandir a cartografia proposta para outras áreas da Cultura e, além disso, cartografar as ações que estão presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando as potencias aqui encontradas, notadamente aquelas pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social, as quais, não raro tem as mais genuínas manifestações culturais expressas, razão pela qual, busca-se com a implementação desse projeto o aprofundamento do olhar da Univerisdade para as manifestações culturais multitudinárias presentes ao nosso redor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Produzir conhecimento de forma desierarquizada e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano, expropriando o comum;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Confeccionar mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumentos de pressão política e de denúncia; d) ter um caráter educativo, gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos específicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapear municípios, dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que possuam ações e iniciativas culturais com as características propostas no projeto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Produzir oficinas nos municípios mapeados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para expandir a cartografia proposta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mapear setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. Alguns setores já foram identificadas: audiovisual, publicações independentes, saberes populares, saúde mental, superficies urbanas, performances e coletivos de artes cênicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Realizar oficinas e propor parcerias a fim de cartografar setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Promover a capacitação tecnológica dos envolvidos nas oficinas, difundindo conhecimento sobre a produção de mapas digitais colaborativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Auxiliar no empoderamento desses atores a partir da formacão de redes e de parcerias com outros grupos envolvidos em atividades similares, e oferecer condições para que dêem maior visibilidade à sua produção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A quantidade de oficinas e locais será mensurada a partir do mapeamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções para compartilhamento e distribuição de informações do sistema urbano utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a tecnologia móvel, tendo a dimensão fundamental o Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2012). Deste modo, temos como objetvo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
implementar juntamente com os parceiros, processos formativos que possam politizar a informação fomentando questões e procesos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difundir práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É objetivo específico da ação de extensão priorizar temáticas de planejamento metropolitano estratégicos para a promoção do Comum, são elas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- agricultura urbana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- moradia/habitação de interesse social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- cultura e lazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, buscamos de modo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. observar e analisar criticamente com que grau de engajamento é possível compartilhar e distribuir o Comum considerando limitações políticas, técnicas, econômicas e culturais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
identificar e mapear uma riqueza Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2009) essencial à vida do sistema urbano no que tange a agricultura urbana, a moradia e a cultura e lazer; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. territorializar/espacializar idéias e ações coletivas na RMBH fomentando processos de discussão e elaboração de políticas urbanas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
promover processos educativos junto à população, comunidades organizadas e movimentos sociais para capacitação no uso e domínio das tecnologias de conexão garantindo a autonomia dos indivíduos no desenvolvimento e gestão das ferramentas digitais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. fomentar e discutir tecnopolíticas no meta design das cidades sugerindo um Marco Civil da Cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando as 3 ações de desenvolvimento do projeto, apresentamos objetivos específicos para cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar movimentos sociais e associações comunitárias locais em torno da defesa das áreas verdes na RMBH e o compartilhamento público destas áreas com a população;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar em parceria com a Rede Verde e o Movimento Fica Ficus de Belo Horizonte na elaboração, publicação e distribuição de jornal informativo da Rede Verde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gerenciar e alimentar mapa colaborativo da Natureza Urbana na RMBH cartografando ações comunitárias entorno da defesa das áreas vérdes, das práticas de agricultura urbana e dos áreas de interesse paisagístico/ambiental;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomentar com informações, projetos e planos urbanísticos, políticas de preservação e ampliação de áreas verdes, agricultura urbana e parques aberto ao público na RMBH. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutas Territoriais Urbanas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar uma topologia das lutas a partir das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear as lutas na plataforma Crowdmap identificando e caracterizando o território das lutas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar os movimentos de lutas da America Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#EmBreveAqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear na plataforma Crowdmap áreas não edificadas, áreas edificadas, patrimônio histórico, áreas residuals e superfícies vazias, que estejam vagas/sem uso, da RMBH e propor interveções/ocupações destinadas ao lazer, cultura, agricultura urbana e moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coletar propostas de projetos desenvolvidos nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo e divulgá-los/publicá-los no mapeamento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas e workshops com associações de bairros, comunidades e movimentos sociais que possam tanto denunciar áreas e superfícies de interesse coletivo quanto discutir propostas de ocupações para essas áreas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas, concursos e workshops que poderão propor ocupações para as áreas mapeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo desse projeto é fomentar a cultura e seus mecanismos de expressão bem como estimular o acesso e o intercâmbio de informação entre Ocupações Comunitárias e UFMG. Por meio do desenvolvimento de diversas oficinas (estamparia, tecelagem, mobiliários) e através da Unidade Nômade do Comum - dispositivo móvel que circulará pelas ocupações promovendo a criação de uma mídia comunitária independente capacitando, artística e profissionalmente voltada aos jovens das ocupações - pretende-se construir um espaço autogestionado de referência no desenvolvimento e difusão da cultura popular, estimulando a construção democrática e a experiência profissional colaborativa, apresentando outras perspectivas à jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social enquanto potencializa o potencial da universidade de receber e dialogar com agentes historicamente excluídos do ensino superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos específicos desse projeto abrangem: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.A realização de um cartografia cultural nas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.A compra dos equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades, planejamento, projeção e construção da Unidade Nômade do Comum, um veículo móvel de mídia e cultura popular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.A articulação e formação de uma rede, inclusive virtual, de comunicação entre os jovens de diferentes comunidades periféricas e entre as principais redes de cultura da cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.A ampliação das oportunidades de trabalho e renda para os beneficiários associados em situação de risco pessoal e social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.A Melhoria da auto-­estima e da qualidade de vida dos beneficiários e de seus familiares; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.A capacitação dos beneficiários na produção de objetos de design, buscando com eles aprimorar as técnicas produtivas e a didática das oficinas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Tornar os beneficiários multiplicadores do conhecimento, buscando garantir a sustentabilidade dos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Promover a cultura da colaboração e cooperação estimulando a criação e fortalecimento de associações e cooperativas, além da criação de outras redes produtivas integradas na própria comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Promover inclusão mercadológica da rede produtiva; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver coletivamente uma tecnologia social para ser aplicada nos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Desenvolver produtos que sejam baseados no equilíbrio da tríade social-­‐ambiental-‐econômico; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Capacitar os beneficiários em processos de autogestão e planejamentos integrados, coletivos e colaborativos de redes produtivas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fomentar discussões sobre cidadania e protagonismo comunitário, buscando o empoderamento real da comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13.Dar visibilidade à população local, seu cotidiano, sua experiência estética e sua produção cultural à partir de estratégias de divulgação do programa; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14.Intervir, através de produtos produzidos pelas oficinas, nos espaços coletivos das comunidades de maneira a melhorar a infraestrutura e qualidade ambiental local .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15.Contribuir para a interdisciplinaridade, articulando arquitetura e urbanismo com outras áreas do conhecimento, principalmente comunicação, design, geografia, economia, psicologia e engenharia; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17.Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal e de design; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.Desenvolver uma cartilha para propagação do conhecimento artesanal técnico, que seja compreensível para pessoas de qualquer nível de instrução, baseada no processo de aprendizagem durante as oficinas, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19.Disponibilizar informações sobre a utilização e reutilização racional dos recursos naturais, buscando processos produtivos mais sustentáveis; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20.Realizar eventos de encerramento nas ocupações e um festival de Cultura Popular na UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21.Elaborar livro indexado compilando relatos das experiências e artigos, inclusive com moradores das próprias ocupações como em co-autoria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Metodologia e Avaliação===&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A copesquisa cartográfica pretende uma positividade que é ação coletiva e potência em ato, fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, as microrrevoluções, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. A ideia central deste processo é envolver a investigação teórica e a conceitual de forma indissociada das necessidades do mundo real. Os conceitos e as teorias são importantes em tempo real. A pesquisa vai sendo aprofundada conforme a necessidade, e o tempo do trabalho é o tempo do aqui/agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente, a prática participativa e de ação junto à sociedade acontece também no movimento da construção de novos conceitos e de novas formas de abordagem e de pensamento sobre o real. Artigos, textos, manifestos, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. O cronograma das atividades se dá de maneira rizomática entrelaçando o pensamento com a prática, acompanhando os acontecimentos cotidianos da cidade e o momento em que se vê necessária uma intervenção. Em cada ação de produção de mapas territorializados coletivamente ou em laboratórios, diversas teorias, autores de referência, projetos similares, serão levantados, discutidos, debatidos e transformados em informação para fundamentar a ação. A prática e a experimentação via cartografias críticas realizadas coletivamente, em grupos parceiros e em comunidades em estado de vulnerabilidade social, integram-se ao processo como mecanismos fundamentais para que se atinjam os objetivos desejados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entende-se que é possível considerar o mapa como uma interpretação do território atravessado por distintas dimensões de análises e que, portanto, pode ser aplicado de diversas maneiras. A riqueza de um mapa cartográfico criativo estará dada na medida em que permitir uma construção social marcada pela singularidade, que contribua para a formação de resistências às formas tradicionais de mapeamentos das cartografias hegemônicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborar um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama. Um mapa, decalque, quando atravessado pelo processo de copesquisa cartográfico, pode também ser dinâmico e flexível para conseguir abarcar a complexidade socioespacial com toda sua potência de multiplicidade, heterogeneidade, interconexão e mobilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo-se que a subjetividade é intrínseca à construção de um mapa e declarando-se tal advertência, o leitor consciente estará apto a usar os mapas como uma entre outras tantas ferramentas disponíveis para analisar a realidade a partir, inclusive, da experiência coletiva que se engendra em um lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A. METODOLOGIA MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
As cartografias que se propõe desenvolver nesse projeto constituem a continuidade do projeto de pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC, desenvolvido no ano de 2014, no qual se investigou o papel e a distribuição da cultura nos processos de transformação do espaço urbano, na cidade de Belo Horizonte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal produto da pesquisa em questão foi o mapaculturabh, disponível no endereço , uma plataforma de mapeamento colaborativo online voltada a cartografar equipamentos e eventos culturais no território da cidade. Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa antecedente lançou as bases teóricas, produziu e disponibilizou um banco de dados inicial, e aprofundou as ferramentas metodológicas para o desenvolvimento de mapeamentos coletivos com comunidades e grupos sociais diversos. No entanto, compreende-se a produção cultural como um objeto demasiado extenso e dinâmico para que seja possível constituir um panorama satisfatório em um período de trabalho tão curto. Ademais, o próprio exercício desenvolvido ao longo deste último ano apontou setores junto aos quais a atuação mais específica traria uma grande contribuição para a cartografia já iniciada, principalmente por terem se apresentado como categorias-chave para a emergência do que definimos como “cultura multtudinária”, ou por termos identificado que uma compreensão mais abrangente das suas manifestaçoes requer uma aproximação maior dos atores diretamente envolvidos na sua produção. É justamente nesses recortes que se pretende concentrar os esforços nessa nova etapa do projeto, ou, como já apontado nos objetivos, voltando-se aos temas/grupos ligados à performance, às publicações e mídias impressas, à apropriação de superfícies urbanas e à saúde mental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se, sobretudo, que muito mais do que desenvolver uma representação da distribuição espacial de tais manifestações, a prática cartográfica colaborativa ajude a promover o empoderamento dos atores sociais relacionados à cultura multitudinária que se propõe cartografar, consolidando redes, proporcionando capacitação tecnológica e produzindo conjuntamente ferramentas e táticas para uma inserção mais potente de tais práticas no território da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da pesquisa antecedente desenvolveu-se uma metodologia de mapeamento colaborativo testada em diversas oficinas no ano de 2014, que se utilizou sobretudo de mapas físicos informados coletivamente. Tomou-se como uma das principais referências o trabalho do coletivo argentino Iconoclasistas, com vasta experiência em cartografias críticas coletivas. A metodologia se mostrou extremamente relevante não somente para a coleta de dados, mas, sobretudo, para a discussão das categorias e dos parâmetros de análise a serem adotados, que receberam uma grande contribuição desses encontros. As oficinas realizadas previamente, no entanto, não contavam ainda com a plataforma digital, que estava também em processo de desenvolvimento. Nesse momento, pretende-se adaptar a metodologia utilizada para combinar os mapeamentos físicos à utilização da plataforma digital, expandindo as possibilidades da cartografia e explorando mais profundamente o seu potencial de treinamento e de capacitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretende-se também concentrar esforços na elaboração de vídeo-tutoriais online, nos moldes do que foi desenvolvido para ensinar como utilizar a plataforma produzida (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X2f5GTd_oos), para produzir também um material que ensine aos envolvidos não somente como usar, mas também como criar mapas digitais colaborativos, ampliando o aprendizado adquirido com o envolvimento no projeto para além de seus limites imediatos, e oferecendo maiores incentivos para a particpação e o engajamento dos diversos grupos que pretendemos atingir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Partindo de experiências já consolidadas do grupo de pesquisa Indisciplinar em mapeamentos digitais colaborativos feitos em diversos momentos e contextos, utilizaremos como material as plataformas de mapeamento colaborativo do CrowdMap, plataforma de código livre, desenvolvido pelo USHAHIDI e o Mapa de Vista desenvolvido pelo HackLab. Os mapeamentos colaborativos são utilizados para criar uma interface intuitiva e sensível de uma base de dados sobre o Comum a ser compartilhado e distribuído na RMBH. É muito importante entender a metodologia de sensibilização de dados como uma maneira de inserir o indivíduo na informação. Quando isso ocorre, provoca-se imediatamente uma reação e consequente diálogo. Deste modo, é necessário também que junto dos mapeamentos sejam elaboradas bases que sensibilizem a informação. Estas bases podem ser por exemplo; vídeos, animações, infográficos, ensaios fotográficos, diagramas e mapas interativos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aplicação prática das tecnologias de conexão desenvolvidas, são promovidos pequenos cursos de capacitação com comunidades e movimentos sociais para que possam utilizar da melhor forma possível os recursos de mapeamento colaborativo e de conexão digital em aplicações web e aplicações móveis. Deste modo, pretende-se que as comunidades sejam autônomas tanto no processo de uso quanto na gestão das ferramentas. Em um segundo momento, como desdobramento do projeto, deslumbra-se formação em comunidades e movimentos sociais tendo como foco a juventude, que poderá se capacitar em programação e design de ferramentas digitais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o projeto terá como material de trabalho e produção processual:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos em plataforma web; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos integrados a plataforma web por meio de aplicações móveis para Android e IOS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*vídeos e animações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*infográficos e diagramas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*ensaios fotográficos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este material será utilizado nos seguintes processos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conexão de indivíduos, grupos, comunidades e movimentos sociais em oficinas de capacitação em conexão digital; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*sensibilização dos cidadãos nas questões políticas abordado nas 3 bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*intensificação e potencialização das trocas de experiências entre diversos atores interessados em discutir e construir propostas que emergem nas conexões feitas pelas bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conectar cidadãos afim de potencializar ações que levem à autônomia e solidariedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Relação Ensino, Pesquisa e Extensão===&lt;br /&gt;
As atividades do IND. LAB compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa), ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na COPESQUISA e na CARTOGRAFIA como métodos de pesquisa engajado e militante, possuímos diversas estratégias de ação envolvendo a GERAÇÃO DE TECNOLOGIA SOCIAL (compartilhar e re-aplicar o conhecimento produzido coletivamente e produção de metodologias que possam ser multiplicadas). Tem como pressuposto central a ideia de que o conhecimentoque se difunde e se produz nas ações extensionistas se constrói no encontro entre o universo acadêmico e do saber popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EM BUSCA DA INDISCIPLINA====&lt;br /&gt;
Trazendo a discussão da disciplina, dispositivo do bipoder e do controle da vida e do conhecimento nas sociedades disciplinares a partir do século XVII, que legitimou e organizou as instituições acadêmicas ampliando radicalmente o número de escolas e universidades ao longo do século XIX, para o questionamento do ambiente acadêmico atual no Brasil e em quase todos os países do mundo, podemos perceber que este enquadramento do saber em disciplinas, que, diferente do português, em espanhol significa assignatura, gera um leque de problemas de conduta cotidiana na vida de professores e educadores, que impedem o agenciamento de novas formas pedagógicas e educativas. Há uma exigência nacional que controla as formas de trocar o conhecimento. Necessita-se um enquadramento do conhecimento em disciplinas para que se gerem as grades e matrizes curriculares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contraditoriamente, nossas agências de fomento à produção acadêmica que financiamento de pesquisa e extensão no Brasil, via de regra incluem em seus indicadores de avaliação dos Projetos e Programas em editais o indicador da interdisciplinaridade gerando uma esquizofrenia entre os sistemas que compõem o sistema geral do ensino nas universidades brasileiras: relação indissociada entre ensino, pesquisa e extensão. Como os currículos dos cursos, em sua maioria nas universidades brasileiras é organizado em disciplinas estanques, inventa-se formas de relacionar pesquisa e extensão furando o sistema tradicional que é pensado disciplinarmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí surgem algumas questões de ordem conceitual e política que envolvem projetos de ensino em todas as áreas de conhecimento: Como e para que é importante um saber isolado, íntegro e total? A quem interessa esta divisão do conhecimento em setor, grades, matrizes e categorias? A quem interessa a produção de um conhecimento estanque dentro das escolas e das universidades? A quem interessa um conhecimento taxonômico do mundo e das coisas? A quem interessa a separação entre as disciplinas? E poder-se-ia divagar um pouco mais: Entre natureza e artifício? Entre sujeito e objeto? Entre centro e periferia? Entre espaço mental e espaço vivido? Entre global e local? Entre arte e design? Entre arquitetura e urbanismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que estas dicotomias nos levam a um grande equívoco próprio do conhecimento acadêmico atual e que é incompatível com a idéia tão difundida da interdisciplinaridade. Pensando nesta situação, sugerimos aqui a Extensão Universitária como o lugar da liberdade e da desierarquização do conhecimento envolvendo o ensino e a pesquisa. Trata-se de pensar estas disciplinas de forma indisciplinar que age simultaneamente dentro e fora dos centros produtores de conhecimento, e que pode adotar um pensamento-ação crítico e de resistência. Isto tudo tem a ver com conhecimento, com potência criativa, com invenção, com política cultural, com política acadêmica, com política pública, com urbanismo, com o direito à cidade. Tudo isto tem relação direta com indignação, com possibilidade do uso livre do mundo. Tudo isto deveria interessar aos artistas, designers, arquitetos e urbanistas. Mais do que difundir a técnica, seria preciso incitar os alunos, técnicos e professores os envolvidos um posicionamento crítico frente ao mundo. Acredita-se que realizar uma atuação militante dentro da universidade exige que se faça um movimento de cruzamento: entre os saberes populares e eruditos, entre os modos de vida da periferia e dos seus técnicos, alunos e professores. Cruzar as fronteiras, territoriais e espaciais, mas também, e principalmente, sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repensando o ensino que envolve a cultura, a arte, o design, a arquitetura e o urbanismo, teríamos que compreender que são disciplinas indisciplinares que envolvem a vida como um todo e produzem espaços e que estes são políticos e nunca neutros. Entende-se que atualmente tudo é urbano. Entende-se que a produção do espaço urbano é cultural, social, política, econômica, e portanto, indisciplinar por sua natureza híbrida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TECNOLOGIA SOCIAL====&lt;br /&gt;
Acredita-se que dentro das universidades brasileiras e latino-americanas, a extensão é o ponto de resistência! Segundo o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nós, educadores, pensando no ensino e na produção da arte, do design e da arquitetura, é necessária uma introdução de outras formas para lidar com os processos de criação, que possibilitem novos parâmetros produtivos, que promovam a consolidação de um campo expandido para estas disciplinas, para além do tecnicismo e do mercado de produção em massa (tanto da arquitetura quanto do design industrial), para além da geração de obras (de arte autorais para serem legitimadas por instituições via bienais, etc e, consequentemente, comercializadas em galerias de luxo). É muito importante incentivar um desenvolvimento cultural contaminado pelo cotidiano, e que possa existir de uma maneira mais social e política, criando um ambiente para a existência de ações mais engajadas e militantes. Projetos e ações menos estéticas e mais éticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do conhecimento, via extensão, se faria na troca de saberes sistematizados entre o acadêmico e o popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade. Neste sentido nos deparamos com a idéia de geração de tecnologia social, que surgiria através deste confronto desierarquizado de saberes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que a extensão não deve transferir conhecimento da universidade para uma comunidade, mas sim, construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante. O objetivo essencial do trabalho extensionista é, ou deveria ser, o de estabelecer uma rede de trocas desierarquizada e compreender que todos aprendem e ampliam os seus horizontes ao longo destas experiências. Nestes projetos de extensão que irei apresentar em seguida, a consciência da atuação política é evocada a todo momento para que a construção das tecnologias sociais não aconteça de forma consciente apenas no nível técnico e burocrático, o que é um risco evidente dentro das estruturas acadêmicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo que a pesquisa seja o movimento acadêmico mais valorizado por todos os órgãos de fomento no Brasil e no mundo, a extensão é o lugar da geração de tecnologia social, conceito que surge claramente no sentido de equilibrar, ou iniciar um equilíbrio, entre os incentivos de financiamento de pesquisas científicas (que interessam ao mercado, às indústrias e, portanto, explicitamente, ao capital) e projetos de extensão, que estão interessados em fomentar a produção do conhecimento entre universidade e comunidades em estado de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Lassance e Pedreira (2004: 66), tecnologias sociais reaplicáveis podem ser definidas como um “conjunto de técnicas e procedimentos, associados às formas de organização coletiva, que representam soluções para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.” No mesmo sentido, Boaventura de Souza Santos defende a extensão como fundamental:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje ditas de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino.&#039;(SANTOS apud SOBRINHO, 2000: 50)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos devem ganhar neste processo de troca universidade-comunidade-parceiros, que engloba a generosidade e a solidariedade humana, dentro de um movimento de tradução, invenção e formulação de tecnologia social. Desenvolvendo projetos de extensão, aliados à pesquisas que desloquem e aprimorem constantemente o fazer, é possível gerar, através do encontro de instituições, profissionais e pessoas de realidades sociais e culturais diversas, atos que se dão como biopotência, que resistem aos mecanismos do biopoder estabelecidos pelas relações perversas do capital contemporâneo. Propõem-se aqui ações de extensão como catalizadoras do poder da Multidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é importante resssaltar que as pesquisas e os projetos de extensão do Ind.Lab são trabalhados dentro de algumas disciplinas, mas principalmente na UNI 009 Cartografias Emergentes da Cultura que é aberta para toda universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
====Pelo Público====&lt;br /&gt;
Este projeto prevê indicadores de avaliação que serão articulados com os objetivos específicos e com as ações que garantam o cumprimento das metas. Está previsto que durante todo o desenvolvimento dos projetos, inclusive anterior e posteriormente, por meio do alinhamento de expectativas e da retomada das questões enfrentadas quando da síntese do projeto e das ações paralelas (como eventos e publicações), será realizado trimestralmente um relatório contendo o Plano de Ação que contém os indicadores de avaliação, sempre a partir do marco zero, para que se possa compreender como as ações garantem o cumprimento dos objetivos e se estes encontram-­‐se dentro dos prazos previstos pelo cronograma. Para a avaliação contínua das ações do Programa, elencam-­se alguns indicadores que serão verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas e documentação audiovisual a serem efetuadas pela equipe, parceiros e professores convidados: _Em relação aos beneficiários diretos, deverá ser considerado seu empoderamento, incremento de renda, melhoria da qualidade de vida, a qual envolve trabalho, saúde e educação, capacidade de gerir e empreender próprios negócios, aprimoramento das suas habilidades profissionais, apropriação de novas práticas, tecnologias e métodos de comercialização, como meios de distribuição e comunicação, melhoria na infra estrutura para a produção e a melhoria na produtividade, observando a ampliação efetiva do seu repertório cultural; _A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas; Em relação à comunidade local, deverá ser considerado o fortalecimento de uma identidade cultural,a apropriação das práticas e tecnologias por parte da comunidade, a mudança de hábitos, que implicam no consumo de produtos fruto das atividades do projeto, a ampliação da consciência socioambiental e melhorias ambientais no bairro; _Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; _A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas; _Avaliação qualitativa e quantitativa. Número de público frequentando os eventos (acadêmicos e culturais) e também entrevistas com os participantes diretos como palestrantes, artistas, etc;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Pela Equipe====&lt;br /&gt;
Em relação à comunidade acadêmica, deverá ser verificado o grau de comprometimento da universidade com o projeto, sua contribuição para o aprimoramento da pesquisa e ensino, a influência do projeto afim de envolver a comunidade acadêmica em outros projetos e iniciativas sociais, a construção da identidade profissional e a formação do universitário, a ampliação de parceiros e a possibilidade de continuidade e ampliação do projeto. _Em relação aos bolsistas participantes do programa, para a verificação e avaliação da influencia do projeto na sua formação profissional será considerado o comprometimento e participação do estudante em todas as atividades, a avaliação da produção e sistematização de conhecimentos, o que envolve publicações, produções de artigos e portfólio e o envolvimento dos bolsistas com um grupo multidisciplinar. Deve-­‐se ressaltar que à atividade de extensão, serão atribuídos créditos para integralização curricular. Para isso, a participação neste projeto deverá ser registrada nos Colegiados de origem dos estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências Bibliográficas===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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*SANTOS, M.C.L. A urbanização desigual: a especificidade do fenômeno urbano em países subdesenvolvidos. Petrópolis: Vozes,1980.&lt;br /&gt;
*SANTOS, M.C.L. O meio técnico/científico e a urbanização no Brasil. Espaço e Debates:Revista de Estudos Regionais e Urbanos,São Paulo,v.8, n. 25, p. 58/62,1988.&lt;br /&gt;
*SANTOS, M.C.L. A urbanização brasileira. São Paulo: Hucitec,1993.&lt;br /&gt;
*SANTOS, M.C.L. A natureza do espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2002.&lt;br /&gt;
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*SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013. &lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo Lopes de. O desafio metropolitano: um estudo sobre a problemática socioespacial nas metrópoles brasileiras.Rio de Janeiro:Bertrand Brasil, 2000&lt;br /&gt;
*SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,2002.&lt;br /&gt;
*TACHIZAWA,Takshy. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Corporativa: Estratégia de negócios focadas na realidade brasileira,4o edição: revisada e ampliada.São Paulo: Atlas,2004.&lt;br /&gt;
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*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (I). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/I), A+U, no. 377, fevereiro de 2002.&lt;br /&gt;
*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (II). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/II), A+U, no.379,abril de 2002.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=894</id>
		<title>ProEXT 2016 - IND.lab</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=894"/>
		<updated>2015-04-26T23:45:56Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Tipo/Descrição do Público-Alvo: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
==Identificação da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título: IndLab_Laboratório Nômade do Comum &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Coordenador: Natacha Rena / Outro &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tipo da Ação: Programa &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ações Vinculadas: não existem ações vinculadas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Edital: Edital PROEXT 2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Instituição: UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Início Previsto: 01/01/2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Término Previsto: 31/12/2017 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recurso Financeiro: R$ 295.830,00 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Órgão Financeiro: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Gestor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Detalhes da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carga Horária Total da Ação: 10191 horas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Justificativa da Carga Horária:&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Periodicidade: Anual &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
A Ação é Curricular?: Sim&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Abrangência: Municipal &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem Limite de Vagas?: Não &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Local de Realização: Escola de Arquitetura da UFMG, ocupações urbanas e comunidades de BH e RMBH. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Período de Realização: 01/01/2016 a 01/01/2018 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem inscrição?: Não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Público-Alvo==&lt;br /&gt;
===Tipo/Descrição do Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
O público alvo desse projeto é composto por grupos muito diversos dentro de características muito singulares e são: 1.  Moradores das favelas, aglomerados e ocupações comunitárias dentro do projeto Artesanias do Comum; 2.  Grupos de artistas alternativos, performances, desenhistas, artistas que produzem de forma alternativa seus trabalhos dentro do projeto Mapeando o comum; 3. Movimentos sociais, culturais e ambientalistas novos que surgem nos últimos anos para resistir aos processos neoliberalizantes da gestão pública que junto do mercado imobiliário avança sobre territórios comuns da cidade como praças e parques. Todo este público alvo é muito abrangente e podem atingir grupos, movimentos e comunidades de toda região metropolitana de Belo Horizonte. No caso do projeto Artesanias do Comum, conforme já constatado nos trabalhos realizados nessas comunidades elas são integradas, majoritariamente por jovens, negros, grande presença de mulheres e idosos, além de pessoas com deficiência motora ou psíquica e que encontram uma série de obstacúlos para a concessão de seus direitos fundamentais, devido à sua condição de moradia precária e a opressão encarada cotidianamente. Destacamos que nesse projeto contamos com a participação dos beneficiários em todas suas etapas, seja na articulação, organização e execução, de forma que o projeto será construído de forma ativa e participativa pela comunidade. Contaremos com mobilizadores sociais que residam nesses espaços para desenvolvermos um trabalho em consonância com a realidade das comunidades e de forma a propiciar seu maior envolvimento, por meio de visitas-convite, diálogos e intervenções prévias. A construção dessas comunidades foram frutos da luta das famílias pelo acesso à direitos fundamentais, notadamente o da moradia, de forma que a luta social e o envolvimento político em conjunto com os movimentos sociais de Belo Horizonte já faz parte do histórico de vivências dessas comunidades. Ao reinvindicar o direito à moradia e exigir o respeito a uma vida digna, por meio de sua mobilização e do apoio de movimentos sociais, ONGS, Universidades, artistas e autônomos tem conseguido o avanço de uma mesa de negociação junto ao judiciário visando a solução pacífica do conflito. Assim, essas comunidades já se encontram envolvidas com a dinâmica dos apoios que recebem de diferentes setores, existe, inclusive a Av. dos Estudantes em diversas ocupações, homenagem ao apoio oferecido por muitos discentes, especialmente da UFMG. Destacam-se os projetos ‘Formação da Rede de Apoio à Criança e Adolescência da ocupação Guarani Kaiowa’, aprovado pela Fundação Luterana Diaconal e o Resiste Isidoro, junto às ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória desenvolvido pelo integrantes dos movimentos sociais que fazem parte desse projeto, além do próprio grupo de pesquisa Indisciplinar que protagonizará essa execução Algumas das pessoas envolvidas nesse trabalho acompanham as ocupações há alguns anos, desenvolvendo forte relação política e lações de confiança junto às famílias e principalmente junto às mulheres que se destacam como coordenadoras comunitárias. Assim estimulamos a solidariedade, a sororidade, atividades sustentáveis, enfim, os laços comunitários. Destaca-se que esse projeto é desenvolvido junto à famílias em comunidades que encontram, diuturnamente, seus direitos humanos fundamentais ameaçados e violados. Além de conviverem com a ameaça do despejo e abusos de autoridade por parte da Polícia Militar, as famílias das ocupações urbanas tem acesso precário desde à rede de esgoto e até para conseguir um emprego formal. Isso sem falar nas violações ao acesso à educação e saúde, deparando-se com a negativa de atendimento médico e matrícula escolar na região, tendo, assim, precarizado à acesso à direitos fundamentais para o consecução da dignidade da pessoa humana. Por desenvolvemos o projeto em conjunto com esse público em uma perspectiva de empoderamento, responsabilização e trabalho-cooperado, potencializa não só o desenvolvimento de autonomia e consciência crítica mas é exercício impressindível à formação acadêmica integral. E o mais importante, não iremos importar uma cultura em uma realidade que desconhecemos mas daremos as ferramentas e os meios necessários para a manifestação legítima dessas ocupações urbanas. A necessidade do acesso à informação e do desenvolvimento dos mecanismos de cultura e mídia livre popular foi que deram inicio a esse projeto totalmente inovador que busca semear um solo fértil para que a juventude da comunidade tenha instrumentos para florescer seu potencial e expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades; expor seu posicionamento e fazer valer seus direitos. No caso do projeto Mapeando o comum, já tivemos experiências similares em diversas ações de workshops envolvendo diversos militantes de causas pelo comum urbano como ciclativistas, artistas, movimento negro, feministas, produtores de agricultura urbana, e ativistas urbanos de toda espécie. Portanto, a proposta da cartografia cultural vai envolver estes grupos que fazem parte de um tipo de produção de arte e cultura que não pertencem ao leque de interesse do mercado ou das políticas culturais do Estado divulga-los e coloca-los nos mapas culturais já que não se encaixam nos padrões turísticos dentro da lógica da economia criativa, já que são ativistas e contrários a qualquer forma de mercantilização da produção cultural. No caso do projeto Compartilhamento e distribuição do comum, dá-se o mesmo, teremos como público alvo pessoas que defendem os bens comuns urbanos e fazem parte de movimentos sociais, culturais e ambientais à margem da lógica produtiva oficial da cidade que é governada pelo Estado-capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Número Estimado de Público:=== &lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Número Estimado de Público: 8092&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Discriminar Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;A&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;B&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;C&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;D&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;E&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Total&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Público Interno da Universidade/Instituto||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Federais||2||11||8||0||1||22&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Estaduais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Municipais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações de Iniciativa Privada||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Movimentos Sociais||0||0||0||0||80||80&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Não Governamentais (ONGs/OSCIPs)||0||0||0||0||10||10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Sindicais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Grupos Comunitários||0||0||0||0||20||20&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Outros||0||0||0||0||8.000||8.000&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Total||2||11||8||0||8.071||8.092&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Legenda:&lt;br /&gt;
(A) Docente&lt;br /&gt;
(B) Discentes de Graduação&lt;br /&gt;
(C) Discentes de Pós-Graduação&lt;br /&gt;
(D) Técnico Administrativo&lt;br /&gt;
(E) Outro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parcerias==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Nome&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Sigla&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Parceria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Tipo de Instituição/IPES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Espaço Comum Luiz Estrela||ECLE||Externa à IES||Outros||Artistas e produtores culturais engajados com as causas das manifestações políticas e luta por direitos, fornecendo apoio estratégico e técnico. Além disso, o espaço físico será utilizado e...&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Centro de Cooperação Comunitária e Popular - ...||Casa Palmares||Interna à IES||Associação||x&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Brigadas Populares||BPs||Externa à IES||Movimento Social||Articulação e mobilização Comunitária, elaboração de tecnologias sociais visando o desenvolvimento humano junto à famílias em áreas de extrema marginalização social, &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Caracterização da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Área de Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquitetura e Urbanismo; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Linha Temática: Linha 17: Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Subtema 1: 4.17.5 Tecnologias Sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Descrição da Ação==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Resumo da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é associado ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR cujas ações são focadas na produção do espaço urbano. Ele desenvolve cartografias colaborativas envolvendo comunidades em estado de vulnerabilidade social como Vilas e Favelas, Ocupações e regiões alvos de processos gentrificatórios, assim como atua junto a movimentos sociais, culturais e ambientais. A dimensão do Comum é a ideia norteadora de suas práticas, bem como elemento articulador de sua composição e atuação. Atualmente, integra a rede Tecnopolíticas: territórios Urbanos e Redes Digitais, que conecta pesquisadores de todo o mundo e investiga a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano, produzindo conhecimento e explorando tecnologias sociais que promovem a interseção entre esses dois universos. As atividades do IND. LAB compreendem, indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão e experiências diversas, em uma abordagem transversal e indisciplinar, buscando uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na copesquisa cartográfica como método de investigação engajado e militante, suas estratégias de ação propõem a geração de tecnologia social como publicações, cartografias críticas e ativismo urbano, participando de vários movimentos da sociedade civil organizada e de Conselhos, Fóruns, Comissões junto ao poder público, reuniões em comunidades, movimentos de resistência, produção cultural, representações em Ministério Público, qualificação para debate em audiências públicas e formação de redes colaborativas de pesquisas. Os projetos que compõem este programa são: MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES; COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM; ARTESANIAS DO COMUM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Palavras-Chave:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
*comum &lt;br /&gt;
*cartografia&lt;br /&gt;
*tecnologia&lt;br /&gt;
*inclusão social&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Informações Relevantes para Avaliação da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. Sendo assim, este Programa Ind.Lab_ Laboratório nômade do Comum propõe o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina. Grupos de pesquisadores que pertencem a esta rede vêm investindo fortemente na produção de tecnologia social afim de ampliar a democracia real nas metrópoles e promover a inclusão social e uma maior autonomia da sociedade, são eles: P2P Foundation (coordenado por Michael Bawens), IN3 (Coordenado por Castells e ligado ao 15M); Urbano Humano (coordenado pelo arquiteto Domenico de Siena, pesquisador do urbanismo tático); Labic da Ufes, especialistas em topologia de rede; MediaLab da UFRJ, que trabalham com cartografias das controversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Justificativa===&lt;br /&gt;
Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte, e notadamente nos territórios em que vamos desenvolver as atividades, surgem problemas que passam pela ineficiência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança e educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o capitalismo, até a década de 1970, teria um caráter industrial, no qual a exploração da vida se dava na fábrica, a partir deste momento, com a expansão capitalista em sua formação global, ele avança sobre todo o globo num ciclo contínuo. Enquanto a fábrica era o território primordial para a exploração da mais-valia, atualmente este lugar é toda a metrópole. &#039;A metrópole é para a multidão o que a indústria era para a classe trabalhadora.&#039;(Hardt &amp;amp; Negri, 2009, p. 250). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da lógica do capitalismo contemporâneo, próprio das metrópoles, detém-se biopoliticamente cada vez mais o poder sobre a vida. Contudo, a esta visão da biopolítica, pode-se contrapor a noção da biopolítica como um contra-poder. Hardt e Negri (2005) o denominam multidão: um poder contra o Império, o qual Pelbart identifica como biopolítica da multidão, ou biopotência (Pelbart, 2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível enxergar no poder político da multidão (corpo biopolítico coletivo, heterogêneo e multidirecional) uma biopotência que produz e é produzida pelas fontes de energia e de valor capitalizadas pelos modos de produção globalizados. Diante do poder virtual inerente à multidão, vislumbram-se novas possibilidades de se subverter o Império e superá-lo, tirando partido do caldo biopolítico que ele próprio incentiva, através de processos de produção e de trabalho realizados por subjetividades coletivas, como as tecnologias propostas a por meio deste projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
O crescimento vertiginoso dos territórios urbanos – que devem abrigar mais de dois terços da população mundial até 2050 (ONU, 2014) – coloca a vida nas metrópoles no centro das questões pertinentes às sociedades contemporâneas.Paralelamente, vivencia-se a crescente expansão das tecnologias digitais de comunicação e sua consequente integração ao cotidiano das cidades, como elementos codependentes e indissociáveis da dimensão físico-territorial. A incorporação de recursos computacionais ao ambiente urbano acontece de maneira ampla, abrangendo desde softwares voltados prioritariamente ao objeto arquitetônico e urbanístico, às chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), que exploram a informática em busca de maior eficiência energética, de sustentabilidade e de concorrência no mercado global. Sua infiltração gradativa transforma as maneiras pelas quais o espaço é experimentado, modificado e representado, fazendo com que, nas grandes cidades, o universo físico e o informacional se associem tão profundamente que não faça mais sentido analisá-los isoladamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se por um lado a associação entre desenvolvimento tecnológico, produção cultural e dinâmica territorial resulta, muitas vezes, na perpetuação de processos orientados pelo consumo e pelo espetáculo, pode se observar, em contrapartida, oportunidades para a aplicação desses recursos em iniciativas de mobilização cidadã, de cooperação intelectual e de livre disseminação do conhecimento, que revelam seu potencial democratizante quando articulados de novas maneiras. Enquanto os mecanismos biopolíticos permitem que o trabalho em rede invada todos os momentos da vida – borrando os limites com o tempo de lazer e se infiltrando ao cotidiano de maneira difusa –, por outro lado, segundo Pelbart, são esses mesmos instrumentos que possibilitam “novas modalidades de insubmissão, de rede, de contágio, de inteligência coletiva”: a Biopotência (PELBART, 2011, p. 84). O autor sugere que a força desterritorializante que subsume a sociedade ao capital, ao invés de tudo dominar, cria, paradoxalmente, um meio não domesticável de pluralidade e de singularização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os inúmeros exemplos de ferramentas desenvolvidas como iniciativas de urbanismo entre pares, ou open source, são de particular interesse para essa pesquisa aquelas que possam ser agrupadas na categoria de cartografias colaborativas. Ou seja, propostas que têm como base a produção coletiva de mapas compartilhados em rede, a partir do uso das tecnologias de georreferenciamento. A consolidação desses instrumentos resultou na criação de uma série de plataformas que permitem aos habitantes das cidades mapear acontecimentos, recursos e localidades urbanas das mais variadas naturezas: bicicletários e ciclovias; banheiros públicos; casas sob ameaça de despejo; festas; equipamentos culturais; locais de assaltos; manifestações políticas, ou qualquer outro tipo de situação imaginável. Esses mapas fornecem informações úteis e constantemente atualizadas sobre o contexto urbano. Muitas vezes, as interfaces possuem mecanismos interativos que conectam usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, como será demonstrado em exemplos a seguir. Conforme defendido por Sassen (2013), ao se abrirem para a colaboração, sistemas de gerenciamento das cidades, usualmente centralizados e hierárquicos, passam a ser afetados por novas camadas de informação às quais costumam ser impermeáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, compreende-se a potência dessas iniciativas para muito além de suas propriedades funcionais, uma vez que se parte do pressuposto de que a cartografia é dispositivo fundamental para a representação das relações de conhecimento e de poder, usada historicamente para legitimar políticas e ações de grupos dominantes e para influenciar a apropriação e a percepção territorial. Trata-se de ferramenta capaz de agenciar grandes quantidades de informação gráfica a partir da espacialização dos dados advindos da observação ou da ação na realidade, e de sua concretização em diversos níveis. A abertura dessa produção aos múltiplos atores que compõem o cotidiano das metrópoles configura um processo democrático de construção colaborativa das narrativas espaciais, tornando-se dispositivos que “vazam” sabedoria local e cotidiana, desestabilizando estruturas verticalizadas e originando relações novas e surpreendentes, pautadas por instituições mais porosas à colaboração cidadã (Sassen: op. cit.). Recupera-se a noção de Certeau sobre mapas que se assemelham mais a “livros de história” do que a “sistemas de lugares geográficos” (1994, p. 17). A cartografia não é vista apenas como meio de representação, mas como método constituinte de territórios, tática que dá forma ao desejo coletivo em relação à cidade e insere no espaço novas camadas da sua experiência. Portanto, mapear os comuns urbanos envolvendo movimentos sociais e culturais, vem sendo uma importante metodologia de organização das lutas contra os avanços do neoliberalismo. Participa-se do projeto do espanhol Pablo de Soto denominado Mapping the common e tem-se desenvolvido diversas ações que derivaram do workshop organizado em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem sido de grande importância a Cartografia da Cultura multitudinária que faz surgir no mapa, movimentos sociais e culturais que normalmente estão invisívels nos mapas turísticos e tradicionais. Dar visibildade a projetos que possuem caráter político e transformador da sociedade promovendo inclusão social e uma sociedade mais justa, tem sido objetivo desta pesquisa extensionista que o Indisciplinar desenvolve. Justifica-se também que é preciso ocupar os mapas! Para maior informação sobre este projeto que será desdobrado neste Programa: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Compreendendo que a tecnologia conforma atualmente parte indissociavel da experiencia e organização das metrópoles e partindo da observação de que não existe uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades que fortaleça o diálogo entre os os habitantes da cidade e o poder público, faz-se necessário a investigação e produção de tecnologia social aplicada à políticas públicas de modo que haja uma aproximação dessas duas instancias em diversos níveis como mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia,etc.,desenvolvendo colaborativamente teconologia social aberta e reaplicável, disseminando a informação produzida por todo o teritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Fundamentação Teórica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Neoliberalismo e a Metrópole====&lt;br /&gt;
As políticas públicas neoliberais, impostas pelo Estado-capital sobre o território urbano, configuram evidências claras de como a cidade vem se tornando um palco de disputa territorial. Se a fábrica configurava o campo de exploração do trabalho até os anos 70, atualmente o Estado-capital extrai a mais-valia em todo o espaço. Em tempos de capitalismo cognitivo, no qual a tendência da produção cotidiana no mercado vem construindo redes de trabalho voltadas para setores criativos e sociais, as biopolíticas implementadas vão consolidando uma dinâmica de produção do espaço complexa, realizando processos de exclusão social em diversos níveis. Compreender estas as novas estratégias de políticas territoriais é fundamental para mapearmos os campos de luta mais importantes nas nossas cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Hardt e Negri, num texto intitulado Metrópoles, a metrópole é para a multidão o que a fábrica era para a classe operária industrial, o que poderia nos induzir a pensar nas metrópoles como territórios conectados nos quais as ações biopolíticas e de controle dos corpos e das espécies se dão com maior intensidade. Ao mesmo tempo, poderíamos pensá-las como o lugar no qual a biopolítica das resistências primeiras são também potentes, possibilitando encontros que, apesar de todas as estratégias para evitá-los, se dão com maior ênfase em processos constantes de contaminação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. O tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial que referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas atualmente ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação, tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt e Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O comum como projeto constituinte da multidão====&lt;br /&gt;
A multidão seria então, um ator social ativo, uma multiplicidade que age; seria também o conceito de uma potência que desconfia da representação e em contraste com de povo, porque é uma multiplicidade singular, um universal concreto. O povo constituía um corpo social; a multidão, não, porque ela é a carne da vida e, ao contrário da pura espontaneidade, é como algo organizado num corpo sem órgãos, fora da organização do Aparelho de Estado, ou seja, é um ator ativo de auto-organização, nos introduzindo num mundo completamente novo, dentro de uma revolução que já está acontecendo. A multidão é para o autor, ao mesmo tempo, sujeito e produto da praxis coletiva, assim, como também, cada corpo é multitudinário, ou pode tornar-se uma multidão, formando redes e potencializando contaminações que desejam liberdade na coletividade. A multidão é um monstro híbrido, uma legião, e um projeto que se faz cruzando-se multidão com multidão, misturando corpos operando a mestiçagem e a hibridação, já que o próprio corpo é trabalho vivo e recusa, maquinicamente, a organização constante operada pelo sistema capitalista, portanto, expressão e cooperação, enfim, o poder constituinte da multidão é algo diferente, não é apenas uma exceção política, mas uma exceção histórica, é um produto de uma descontinuidade temporal, radical, metamorfose ontológica, ou seja, a multidão é um nome ontológico de produção de resistências ativas contra sobrevivência parasitárias que constituem a engrenagem da máquina capitalista contemporânea (NEGRI, 2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma construção em tempos táticos e estratégicos de resistências mundiais contra o urbanismo neoliberal, que se configura performaticamente nas ruas e nas redes, utilizando ao mesmo tempo processos destituintes (via ação direta, manifestações, ações judiciais) e constituintes (via ocupas e acampadas, produção de cultura, arte, textos, vídeos, imagens e novos modos de vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante observar que desde 2011, os movimentos multitudinários (em todo o mundo) ocupam praças e ruas, reforçando a luta contra projetos neoliberalizantes de privatização do espaço público e, nestes processos de ocupas, apesar dos curtos espaços de tempo, surgem múltiplos processos constituintes de uma outra sociedade que pode se organizar independente da lógica Estado-capital da democracia representativa, formando novas redes afetivas e novas formas democráticas, novas modos de vida baseados na produção do comum (em defesa dos bens comuns e em processos constituintes de modos de organização em-comum). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses movimentos multitudinários globais, a política é uma ontologia plural: o pluralismo das lutas, que emergem das tradições divergentes e expressam objetivos diferentes, combina-se com a lógica cooperativa e federativa da assembleia para criar um modelo de democracia constituinte, em que essas diferenças são capazes de interagir e se conectar umas com as outras, formando uma composição compartilhada. Esta pluralidade de movimentos contra o capital global, contra a ditadura das finanças, contra os biopoderes que destroem o planeta, surgem em busca do acesso livre e compartilhado do comum e de sua autogestão; discutir, aprender, ensinar, estudar, comunicar-se e participar das ações: essas são algumas das formas de ativismo, constituindo o eixo central da produção de subjetividade numa ontologia plural da política que é colocada em prática por meio do encontro e da composição de subjetividades militantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É no território metropolitano que estas lutas multitudinárias geram um contorno plural, singular e coletivo de forma espacial, ganhando visibilidade e forçando o Estado a repensar as formas burocráticas e pouco participativas que vêm imperando na construção dos planos via parcerias público-privadas. Ou seja, a produção do comum é o que já acontece no trabalho biopolítico imaterial do cotidiano, a metrópole é onde esta biopotência ativa da multidão ganha intensidade e dimensão, e portanto, a constituição do comum nos processos insurgentes contra o Estado-capital fazem crescer novas formas de vida que vão tornando-se desejo de uma ampla gama de jovens e minorias até então excluídas dos processos democráticos, tanto no Brasil quanto no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a este caldo biopolítico da multidão, vemos também o cruzamento de grupos e sujeitos antes isolados e marginais ao processo das lutas urbanas organizadas, como: pixadores, funkeiros, rapeiros, prostitutas, pop de rua, skatistas, vendedores ambulantes, estudantes. Esta mistura maluca, híbrida, biopolítica, também vem assumindo formas inusitadas, que fogem ao simples ato de marchar enfileirados nas ruas guiados pelos carros de sons dos sindicatos e partidos, mas se envolvem cada vez mais numa estratégia tática afetiva gerando heterotopias através de festas, carnavais, atos artísticos, intervenções nas redes de forma ubíqua, fazendo cruzar o espaço topológico das redes com o espaço físico das ruas. Também surgem novas formas de construção de novas subjetividades políticas que passam pelas assembleias populares em praças e parques, ou ocupas que vão ocupar tanto o espaço público (do Estado) quanto o espaço privado (do Mercado) através de ações diretas de diversas ordens, gerando situações territoriais autônomas (temporárias ou não). Mas não é somente através de atos curtos e de instantes de lutas que se vê crescer as resistências positivas, diversas ações que envolvem o aparato jurídico e político oficial estão sendo construídas cotidianamente e surgem das conexões multitudinárias redes-ruas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atitudes antidemocráticas envolvendo a expropriação do comum, que até 2013 eram decisões políticas tomadas somente pelo poder público, agora vêm sendo sistematicamente denunciadas ao Ministério Público. Mecanismos de participação popular, até então abandonados pela sociedade de maneira geral como os espaços das Câmaras do Legislativo, têm sido diariamente ocupadas por movimentos sociais que trazem debates fundamentais para a construção da cidade, envolvendo principalmente o tema do transporte público via movimento Tarifa Zero, ou a Reforma Urbana e a luta pela moradia via movimentos organizados e em expansão como MLB, Brigadas Populares, grupos de pesquisa das universidades e ativistas de diversos setores. Este conjunto destituinte dos poderes tradicionais se soma ao conjunto de ações constituintes que vêm tomando forma e dimensão como é o caso do Espaço Comum Luiz Estrela , espaço colaborativo e autogestionado de criação e compartilhamento de ideias e ações artísticas, políticas e culturais que tem sido referência para diversos grupos minoritários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A democracia representativa já não mais representa o cidadão comum e vem deixando de lado os interesses de todos para garantir o interesse do mercado que financia o Estado e suas campanhas políticas que garantem a permanência de grupos no poder. Contudo, a sociedade se rebela. O espírito de multidão que encara o Império de frente e exige democracia real e, em muitos casos, o direito de ter os seus bens comuns administrados autonomamente, faz parte destas novas organizações ativistas que trazem a frescura da coleção subjetiva das diferenças e a pauta ampliada das lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria também interessante notar que estes movimentos são horizontais, sem lideranças definidas, e possuem uma dinâmica de articulação, que, por ser rizomática, é impossível de cooptar. Vemos o Estado-capital na tentativa desesperada de se aproximar destes movimentos para capturar a sua dinâmica que se recusa a pertencer à lógica do Aparelho de Estado, pois são máquinas de guerra configuradas por maltas híbridos. A autonomia e a autogestão é tudo o que o Estado-capital não pode suportar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora da lógica dos movimentos viciados da esquerda clássica, que acredita na ideia unitária de povo, e fora da lógica do mercado, que só pensa nos cidadãos como massa, a multidão é plural e atua no trabalho vivo e imaterial produzido em rede coletivamente e criativamente. Portanto, estancar a força motriz que move estes movimentos não vai ser tarefa fácil para o Estado-capital, já que o que os movem é o amor e o afeto e o próprio sentido ativo da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Sistema urbano, cibernética e tecnopolítica====&lt;br /&gt;
O compartilhamento de espaços, objetos e práticas cotidianas, entendido como recursos urbanos, tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa para a operacionalização do sistema urbano no século XXI que tem como desafio, retroceder na emancipação da natureza para tornar-se viável globalmente. Podemos enumerar uma série de experiências práticas e soluções já implementadas e em funcionamento (MAIA, 2013)  que sugerem uma nova prática de planejamento e gestão urbanos unindo tecnologias de informação e comunicação (TICs), urbanismo e arquitetura num objeto híbrido que é comercializado frequentemente com o rótulo:&amp;quot;soluções&amp;quot;. Esta nova prática sugere uma tendência para entender a cidade como uma espécie de arquitetura da arquitetura, uma solução a nível de metadesign (VASSÃO, 2010) que agencia indivíduos e coisas: edifícios, infraestrutura pública, sistemas de transporte, informação, conhecimento, cultura, saberes populares, consumo, etc. Esse design a nível meta, conectando indivíduos entre si, indivíduos a coisas e coisas com coisas, numa relação sistêmica e dinâmica própria do ambiente urbano vivo é um design sistêmico. Gordon Pask (PASK, 1969) foi quem precisamente identificou e descreveu este processo ao aproximar a arquitetura da cibernética. A cibernética presupõe autonomia e abertura total nos processos que se retroagem e se retroalimentam sob demanda e necessidades específicas de um determinado instante. Compartilhar é uma ação generosa que abre o recurso e o torna disponível a outro. A distribuição é feita por uma infraestrutura que potencializa o que é compartilhado. A ação generosa de compartilhar é dada por uma cultura cotidiana, a infraestrutura, a distribuição do recurso é uma política - neste caso espeçifico uma tecnopolítica. Esta infraestrutura, para ser livre e democrática precisa ser neutra. O Marco Civil da internet brasileira é um exemplo de tecnopolítica que garante a neutralidade da rede na distribuição da informação. Por outro lado, sem infraestrutura e política de distribuição de recursos, não há otimização ou até mesmo uso do que é ou pode ser compartilhado. Logo distribuição e compartilhamento interagem de modo sistêmico e interdependente. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Yona Friedman, influenciado pela aproximação da prática profissional com a cibernética, discute o lugar do arquiteto e urbanista e elabora uma proposta inserido-o num processo que ele desenha e entende como democratizante (FRIEDMAN, 1975). Friedman analisa a metodologia predominante e prática de intermediação profissional no que ele chama de relação usuário e hardware. Para Friedman, arquitetura consiste numa série de operações simples que se inicia com o futuro usuário (ou cliente) do produto arquitetônico. Este cliente possui necessidades específicas que precisam ser traduzidas sensivelmente num hardware que supostamente atenderá todas as suas necessidades. O arquiteto e urbanista é uma interface essencial de comunicação enquanto não houver um idioma comum entre usuário, construtor, gestor público, empreiteiro, etc. Na prática, o desenvolvimento de um projeto para atender um cliente pode levar um longo tempo, meses, para que todas as necessidades possam ser compreendidas e incorporadas ao hardware projetado. Mas se há uma demanda grande de clientes, algo como 10.000 (dez mil), como é possível atender em menos de 5.000 anos? Logo, a profissão arrumou uma solução: a generalização da demanda. Ou seja, a redução, ou quase que a eliminação da coleta de informação do cliente no processo de construção do hardware. Arquitetos e urbanistas assumem desde então que é impossível encontrar soluções para cada usuário específico, logo, buscaram encontrar uma solução média para os futuros usuários. Friedman reconhece o empenho de arquitetos, urbanista e cientistas sociais que criaram técnicas para reconhecer e calcular necessidades médias individuais em um determinado lugar e/ou contexto social. Em outras palavras, necessidades específicas para um futuro usuário padrão. É fato que este processo que reduz o diálogo entre o usuário e o hadware causa ruídos na comunicação, que até então era o principal papel do arquiteto e urbanista. Deste modo, a insatisfação do usuário com o hardware é inevitável. Essa insatisfação é compreendida quando percebemos que o cliente médio (padrão) não existe. Logo, ao invés de satifazer um cliente que existe, satifazemos um que não existe.&lt;br /&gt;
Partindo desta hipótese, Friedman elabora o que ele chama de &amp;quot;processamento da informação: circuitos entre usuário e planejador&amp;quot; (FRIEDMAN, 1975, pg.34). Neste cenário ele insere o arquiteto e urbanista num sistema de comunicação que permite a aproximação usuário-hardware e o que ele vem a considerar como democratização do processo de planejamento. Este sistema tem como premissas: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
#autonomia do usuário;&lt;br /&gt;
#co-responsabilização do usuário no processo;&lt;br /&gt;
#formas de retroação do processo a qualquer momento;&lt;br /&gt;
#o arquiteto e urbanista deixa de ser o centro na relação usuário-hardware. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na proposta de Friedman, o futuro usuário encontra um repertório de arranjos (soluções possíveis) que seu modo de vida requer. O repertório, que é necessariamente limitado, deve ser apresentado de modo que ele possa entender. Para cada item do repertório temos um &amp;quot;alerta&amp;quot; que comunica de forma clara e compreensiva ao futuro usuário as vantagens e desvantagens da alternativa escolhida. Este sistema em loop e não em funil, que trabalha com retroação (feedback), num primeiro momento informa ao próprio indivíduo, mas num segundo momento, o loop pode se complexificar e informar a um grupo de indivíduos. Assim o feedback das alternativas escolhidas leva em consideração o todo de usuários e as vantagens e desvantagens são percebidas pelo todo.&lt;br /&gt;
Friedman destaca que neste processo o intérprete já não se faz mais necessário. Os usuários já tem autonomia o suficiente para dialogar diretamente com o processo construtivo do hardware. O arquiteto e urbanista que a séculos sempre teve este papel foi eliminado do processo. O canal de comunicação passa a ser o próprio repertório, ou mais precisamente, o MAPEAMENTO utilizado no repertório. &#039;&#039;&#039;Este MAPEAMENTO precisa ser compreendido por todos os usuários, assim como o artesão que contrói o edifício. Friedman alerta que o arquiteto urbanista não foi excluído do processo, mas sim, o seu papel tradicional. Seu papel, seu novo lugar neste novo sistema é como construtor do repertório, um cartógrafo de repertórios informacionais.&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os principais mecanismos de planejamento urbano vigentes no Brasil atual advogam em defesa da “participação popular” na elaboração de políticas públicas urbanas– prevista no Estatuto da Cidade como diretriz obrigatória à gestão democrática. Vários autores, no entanto, apontam para um desgaste da participação existente, demonstrando como ela raramente resulta em instâncias decisórias efetivas, atuando, ao contrário, de maneira heterônoma. ￼Perpetua-se um modelo que valoriza excessivamente leis e normas em detrimento dos processos em colaboração com a sociedade (SOUZA: 2013). Silke Kapp denuncia a natureza consultiva dos dispositivos participativos em vigor, que configurariam mais uma etapa a ser cumprida no percurso burocrático de um plano do que um objetivo real. Segundo a autora, o termo participação “sugere outra instância, não composta pelos próprios ‘participantes’, que determina e coordena o processo” (KAPP: 2013, 467-468). &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vários projetos vêm sendo desenvolvidos, atualmente, visando promover a interação in situ, intensificar o intercâmbio com o contexto urbano e ativar processos colaborativos. Especialmente com a consolidação da web 2.0 e das ferramentas de georreferenciamento – que permitem sobrepor, em tempo real, o universo digital ao físico, criando o que se identifica por realidade aumentada –, a internet vem fazendo emergir um laboratório de práticas colaborativas de experiência da cidade e da vida pública: &amp;quot;Hoje, a plataforma com maior influência para a criação de encontros ao vivo e para o aperfeiçoamento dos espaços públicos talvez seja, de maneira interessante e paradoxal, a web: um sistema horizontal com forte potencial para a rápida disseminação de ideias e de informações ao qual todos têm acesso e no qual podem atuar como indivíduos&amp;quot; (BATTISTELA: 2013). Se por um lado a formação de redes sociais é há muito utilizada como estratégia eficaz para promover transformações no espaço urbano e para viabilizar iniciativas de mobilização cidadã – antecedendo a comunição digital –, por outro, a ampliação sem precedentes das condições de conectividade da internet lança a um novo patamar as possibilidades de articular processos colaborativos de produção do espaço. &lt;br /&gt;
Um aspecto fundamental dessas ferramentas é sua capacidade de reunir atores de diferentes origens, escalas e naturezas: cidadãos isolados, poder público, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil organizada e empresas privadas, dentre outros. Em geral, quanto maior a complexidade e a diversidade das redes formadas, maior seu alcance, sua capacidade de atuação e sua resiliência, como propõe o conceito de redes multiescalares de Rainier Hehl (in ROSA: 2011). A possibilidade de apropriação e de adaptação a múltiplos contextos é também relevante, consolidando iniciativas que possam ser adequadas e reproduzidas em novas localidades. O uso crescente de telefones celulares conectados à internet proporciona às redes de comunicação um potencial de mobilidade até então inédito, expandindo suas oportunidades de aplicação na esfera territorial:“a internet móvel e o georreferenciamento, juntos, permitem algo antes impensável: a associação, em tempo real, da identidade digital com um espaço físico particular. Isso significa dar a essa identidade que era, até o momento, ubíqua, uma dimensão espacial” (DI SIENA: 2012). O Brasil vem demonstrando interesse em estar na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, a partir de ações como a aprovação do Marco Civil da internet e a criação do portal Participa.Br (http://www.participa.br/). &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Grandes empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs) como a CISCO, Siemens, IBM, etc. juntamente com a governança pública tem desenvolvido e implementado soluções que se auto elegem eficientes ou inteligentes. São soluções aplicadas à arquitetura e ao urbanismo que sugerem ambientes inteligentes, condicionados pelas TICs, reativos instantaneamente à uma demanda do ambiente, agenciando recursos e equilibrando o sistema urbano. Em uma breve síntese, o que estas empresas fazem, é abrir uma canal de comunicação onde a informação compartilhada pelos atores envolvidos no processo é distribuída numa interface cibernética que retroalimenta o canal de comunicação criando matrizes de agenciamento bastante complexas. A informação agenciada afeta diretamente o meio ambiente podendo-se se concluir, também, no compartilhamento e distribuição de recursos materiais do ambiente urbano. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O Smart+Connected Personalized Spaces é um exemplo de objeto híbrido, comercializado sob o rótulo &amp;quot;solução&amp;quot; pela CISCO. A flexibilização do espaço e do tempo do trabalho nos últimos anos condicionou escritórios em casa (home office), como conseqüência, surge a demanda por um espaço de suporte para encontros: reuniões, workshops, palestras, etc. A solução da CISCO consiste no agenciamento de espaços de escritórios (arquitetura) que podem ser compartilhados entre diversas empresas e profissionais autônomos. Deste modo, consegue-se uma otimização na localização e disponibilidade de escritórios (urbanismo) resultando numa economia de recursos materiais e energéticos. Estes escritórios compartilhados estão distribuídos em lugares e momentos diversos. Com um aplicativo que pode ser utilizado de um computador ou celular, é possível agendar uma sala, especificando todas as características necessárias: mobiliário, equipamentos, tamanho/número de pessoas, etc. em qualquer bairro, região, cidade ou país. A CISCO ainda fornece uma conexão direta do espaço físico com os servidores da empresa. Desta forma, os projetos que estão sendo desenvolvidos (aplicativos, arquivos, dados, etc.), estarão todos disponíveis para o funcionário na sala agendada, não importando a localização desta sala. Deste modo, a CISCO trabalha uma conexão direta indivíduo/funcionário - material de trabalho - espaço físico, que pode ser ajustado instantaneamente a qualquer lugar, a qualquer momento.&lt;br /&gt;
Posto as “soluções inteligentes”, arriscamos a sugerir que uma cidade pode ser tanto o cliente quanto o produto destas soluções. Esta hibridização produto+cliente cria uma relação complexa que anula sutilmente o processo de democratização da arquitetura e do urbanismo tal como posto por Friedman (1975), já que tudo tende a ser um produto ou um bem (não comum) do proprietário do sistema agenciador. Do ponto de vista polítco, percebe-se que as iniciativas empresariais, identificadas, mesmo quando vinculadas ao poder público, visam à reprodução de bens privados e a otimização de recursos em prol do aumento de lucros. Ainda que com motivações ecosustentáveis em pano de fundo, a privatização de bens comuns tal como apontado por Hardt &amp;amp; Negri (2009) é intensificada pelas TICs e revestidas de euforia tecnológica apresentadas como única saída sustentável para o futuro do planeta nas “smart cities&amp;quot;.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebe-se claramente que a expropriação do comum é potencializada neste processo francamente reconhecido como inovador que aliena o cidadão. Um exemplo cotidiano do que estamos falando é o Facebook que vende dados e estatísticas de monitoramento constante da vida, dos hábitos, dos costumes, dos lugares visitados e dos desejos de cada um dos seus usuário. Isso é devolvido para os próprios usuários em forma de produtos convenientemente elaborados num processo persuasivo de captura das subjetividades individuais, e elaboração de produtos cada vez mais vitais. Logo os usuários, ao compartilhar suas vidas, tornam-se produtos a serem distribuídos para retroalimentar um ciclo produtivo cada vez mais sofisticado e sedutor.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebemos, num processo semelhante em escala urbana, que os bens comuns compartilhados pela multidão são capturados e convertidos em propriedades privadas e distribuídos em forma de soluções-produto inteligentes para cidades. Ao identificar esta tendência de atuação prática de grandes empresas que convergem seu conhecimento e se dispõe à apresentar “soluções para as cidades”, nos inserimos criticamente e ativamente nesta prática propondo soluções abertas, livres e democráticas suficientemente para que não se confunda a cidade com um produto-solução a ser comercializado. Deste modo, nos instrumentalizamos ativamente do potencial das TIC para discutir numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento de práticas comunitárias, coletivas e cidadãs que livremente enriquecem o bem comum contrapondo os recorrentes processos de alienação cidadã. Nesta linha construímos tecnopolíticas, em ações alinhadas com o Marco Civil da Internet, valorizando processos de democratização no meta design do sistema urbano.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
====Utilização dos mapas georreferenciados e plataformas digitais para conectar redes e produzir tecnopolítica====&lt;br /&gt;
Esse eixo volta-se a investigar a aplicação das tecnologias digitais de mapeamento aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. &lt;br /&gt;
Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O desenvolvimento cartográfico aliado a instrumentos colaborativos constitui uma importante metodologia a se explorar. A consolidação das técnicas de georreferenciamento, dentro do que ￼é identificado como Geodesign, amplia as condições de compreensão da realidade territorial e pode se vincular a interfaces interativas para expandir as possibilidades de participação cidadã. Mapas produzidos coletivamente fornecem informações úteis, constantemente atualizadas, sobre o contexto urbano podendo ter mecanismos que conectam os usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, promovendo o estreitamento das pontes entre instituições e cidadãos e permitindo maior transparência. Exemplos: Whatif?Cities &amp;lt;http:// whatif.es/&amp;gt;; Fix My Street &amp;lt;https://www.fixmystreet.com/&amp;gt;; Mappe &amp;lt;http://mapeo.la-mesa.org/ iniciativas/&amp;gt;; Mapa da Cultura de Fortaleza &amp;lt;http://mapeamentofortaleza.org.br/&amp;gt;; Green Map &amp;lt;http://www.greenmap.org/&amp;gt;; Mapeando o Comum &amp;lt;http://mappingthecommons.net/&amp;gt;; dentre outros. A busca por melhores condições de entendimento da realidade territorial pode ser expandida para a exploração em rede das ferramentas de desenho computadorizado (CAD - computer aided design) criando modelos digitais de lugares ou de situações urbanas específicas que possam ser submetidos a teste e modificados por seus usuários, a partir de parâmetros preestabelecidos. Interfaces intuitivas fazem com que ferramentas de projeto – cujo domínio costuma se restringir a profissionais especializados – tornem-se mais abertas ao público em geral, ampliando suas possibilidades de atuação no exercício da produção do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Compreende-se que a representação arquitetônica tradicional, sobretudo o desenho técnico configura, geralmente, uma linguagem inacessível à maior parte da população. A superação desse limite torna-se fundamental para constituir mecanismos de decisão coletiva voltados à transformação da cidade. Possibilita-se a visualização de múltiplos cenários, a comparação dos impactos de diferentes propostas em ambientes específicos e a construção conjunta de novas soluções, auxiliando as práticas de colaboração cidadã a ultrapassarem o modelo de participação eletiva que atualmente predomina. Referências: streetmix &amp;lt;http://streetmix.net/&amp;gt;; city kit &amp;lt;http://www.world-architects.com/en/pages/hybrid-space-lab&amp;gt;; etc. &lt;br /&gt;
Propõe-se criar ferramentas que viabilizem o compartilhamento de bens e de recursos urbanos, o qual acontece quando se criam estruturas em rede que possibilitem o uso conjunto de serviços ou de objetos diversos. Trata-se de infraestruturas e equipamentos, mantidos pela administração pública ou pelo setor privado, disponibilizados ao público para o uso compartilhado, como carros (car sharing), bicicletas (bikesharing) e até mesmo espaço de trabalho (co-working). A tendência ao compartilhamento sinaliza uma transformação dos padrões tradicionais de consumo, apontando para uma lógica a partir da qual ter acesso a serviços e a equipamentos específicos se torna mais importante do que possuí-los. As práticas desenvolvidas nessa categoria se conectam ao incentivo da economia solidária e à busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável. Exemplos: car2go &amp;lt;https://www.car2go.com&amp;gt;; bikebh &amp;lt;http://goo.gl/dwS9Gj&amp;gt;; fluid meeting spaces &amp;lt;http://www.fluidmeetingspaces.com/&amp;gt;; couchsurfing &amp;lt;https://www.couchsurfing.org/&amp;gt;; gnammo &amp;lt;http://gnammo.com/&amp;gt;; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Fazer artesanal enquanto resistência e produção de processos constituintes====&lt;br /&gt;
Abre-se aqui uma defesa tanto das ações de extensão, quanto do processo de criação e produção artesanal enquanto formas de resistência à produção mecanizada, alienada e em série industrial. Defende-se o aprender fazendo, aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente. Defende-se uma arte, um design, uma arquitetura que se elabore sem assinatura, sem a forma em evidência, sem o jogo do poder que envolve a sua autoria. Incentiva-se o processo como foco do trabalho, conhecimento na troca desierarquizada, fazer arte, design e arquitetura como se faz política, fazer política e criar espaços livres.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando se trata de desenvolvimento de tecnologias sociais que potencializem a relação desierarquizada entre as ongs e universidades e as pessoas envolvidas nos projetos, que moram no território presente nas práticas extensionistas, surge uma grande questão que envolve a criação de objetos, metodologias e ações cotidianas que precisam surgir no encontro entre o fazer-pensar erudito da academia e o fazer-pensar cotidiano experimental das localidades. E é aí que, para a arte, a arquitetura e o design, adquirem potência para ativar formas de fazer que não sejam apenas estratégicas e planejadas, mas que incorporem o fazer tático, próprio de quem não possuí condições financeiras para consumir no mercado. Portanto, não somente os processos de criação colaborativas precisam ser a mola propulsora das ações, destituindo do artista, do arquiteto e do designer a sua tão demandada e necessária produção autoral.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Richard Sennet, “fazer é pensar (...) o artífice representa uma condição humana especial: a do engajamento.” (SENNET, 2008: 30) Entende-se que, na Universidade, o lugar mais apropriado para “pensar fazendo” é na extensão. Fazer pensando e vice-versa elege ao primeiro plano das ações de transformação e invenção a tática, ao invés da estratégia. Se, para CERTEAU (2003), a estratégia postula um lugar como próprio e constrói uma base para gestão de suas relações com a exterioridade, a tática só tem por lugar o do outro. Ela insinua, fragmentariamente, sem apreendê-lo por inteiro, sem poder retê-lo à distância. Não dispõe de base para capitalizar os seus proveitos. Pelo fato de seu não-lugar, a tática depende do tempo, vigília à espera da oportunidade. Na tática, a arte de dar o golpe é o senso da ocasião. A tática é a arte do fraco e este pode tirar partido de forças que lhe são estranhas. Espera de momentos oportunos onde combina elementos heterogêneos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seguindo a trilha deixada por Michel Foucault, CERTEAU vê nos dispositivos inventados uma vampirização das instituições que reorganizam clandestinamente o funcionamento do poder, ou seja, uma atuação microfísica do poder. O autor detecta, já nos anos 60, a importância de pesquisas destes outros modos de utilizar produtos consumidos de forma subversiva e curto-circuitam as encenações institucionais.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
A uma produção racionalizada, expansionista além de centralizada, barulhenta e espetacular, corresponde outra produção qualificada de ‘consumo’: esta é austuciosa, é dispersa, mas ao mesmo tempo ela se insinua ubiquamente, silenciosa e quase invisível, pois não se faz notar com produtos impostos por uma ordem econômica dominante. (CERTEAU, 2003: 39)&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acreditamos que qualquer alternativa à concepção de desenvolvimento dominante só pode acontecer a partir da ação do cidadão, da mudança de seu habitus, no espaço da vida cotidiana. É necessário entender que o trabalho envolvendo realidades sociais díspares deve estabelecer um ambiente de troca de experiências de vida e de conhecimento. A questão principal é a transformação dos saberes e de todos os indivíduos envolvidos no processo em direção a sociedades mais justa, menos desigual via uma atuação mais política e engajada por parte da universidade (professores e estudantes) e dos profissionais tão seduzidos pelos projetos autorais (arquitetos, artistas e designers). Aprender com o outro numa troca desierarquizada e desenvolver tecnologia social que possa ser reaplicada como construção de uma máquina de guerra contra o Império é nosso principal objetivo. Construir uma pequena multidão em cada projeto e programa que nos envolvemos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, reafirma-se aqui que a extensão universitária possibilita a realização de ações que alimentam o pensamento e assim num ciclo contínuo, surgem teorias que aprimoram e reinventam as práticas. A extensão não deve ser pensada como simplesmente transferência de conhecimento, ela deve construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante, incluindo o ensino e a pesquisa. Entende-se que a pesquisa acadêmica precisa funcionar, servir pra alguma coisa que realmente transforme a vida das pessoas ou melhore as condições de habitabilidade no mundo, e, portanto sua relação com a extensão é fundamental: “É isso, uma teoria é exatamente como uma caixa de ferramentas. Nada tem a ver com o significante. É preciso que sirva, é preciso que funcione.” (DELEUZE, 2006: 267)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Objetivos===&lt;br /&gt;
====A. MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto “Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária cartografias Emergentes” surgiu a partir da pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC e desenvolvida em 2014. Como produto, o projeto apresentou a plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com). Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo como objetivo localizar, no território da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana de Belo Horizonte, as atividades culturais existentes e as suas características (categorias, financiamento, organização, etc), o projeto procura gerar um panorama territorial complexo que constitua uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após essa primeira etapa do projeto, com a criação da plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com) e a elaboração de sua metodologia, a segunda etapa do projeto pretende expandir a cartografia proposta para outras áreas da Cultura e, além disso, cartografar as ações que estão presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando as potencias aqui encontradas, notadamente aquelas pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social, as quais, não raro tem as mais genuínas manifestações culturais expressas, razão pela qual, busca-se com a implementação desse projeto o aprofundamento do olhar da Univerisdade para as manifestações culturais multitudinárias presentes ao nosso redor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Produzir conhecimento de forma desierarquizada e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano, expropriando o comum;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Confeccionar mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumentos de pressão política e de denúncia; d) ter um caráter educativo, gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos específicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapear municípios, dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que possuam ações e iniciativas culturais com as características propostas no projeto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Produzir oficinas nos municípios mapeados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para expandir a cartografia proposta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mapear setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. Alguns setores já foram identificadas: audiovisual, publicações independentes, saberes populares, saúde mental, superficies urbanas, performances e coletivos de artes cênicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Realizar oficinas e propor parcerias a fim de cartografar setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Promover a capacitação tecnológica dos envolvidos nas oficinas, difundindo conhecimento sobre a produção de mapas digitais colaborativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Auxiliar no empoderamento desses atores a partir da formacão de redes e de parcerias com outros grupos envolvidos em atividades similares, e oferecer condições para que dêem maior visibilidade à sua produção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A quantidade de oficinas e locais será mensurada a partir do mapeamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções para compartilhamento e distribuição de informações do sistema urbano utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a tecnologia móvel, tendo a dimensão fundamental o Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2012). Deste modo, temos como objetvo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
implementar juntamente com os parceiros, processos formativos que possam politizar a informação fomentando questões e procesos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difundir práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É objetivo específico da ação de extensão priorizar temáticas de planejamento metropolitano estratégicos para a promoção do Comum, são elas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- agricultura urbana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- moradia/habitação de interesse social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- cultura e lazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, buscamos de modo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. observar e analisar criticamente com que grau de engajamento é possível compartilhar e distribuir o Comum considerando limitações políticas, técnicas, econômicas e culturais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
identificar e mapear uma riqueza Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2009) essencial à vida do sistema urbano no que tange a agricultura urbana, a moradia e a cultura e lazer; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. territorializar/espacializar idéias e ações coletivas na RMBH fomentando processos de discussão e elaboração de políticas urbanas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
promover processos educativos junto à população, comunidades organizadas e movimentos sociais para capacitação no uso e domínio das tecnologias de conexão garantindo a autonomia dos indivíduos no desenvolvimento e gestão das ferramentas digitais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. fomentar e discutir tecnopolíticas no meta design das cidades sugerindo um Marco Civil da Cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando as 3 ações de desenvolvimento do projeto, apresentamos objetivos específicos para cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar movimentos sociais e associações comunitárias locais em torno da defesa das áreas verdes na RMBH e o compartilhamento público destas áreas com a população;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar em parceria com a Rede Verde e o Movimento Fica Ficus de Belo Horizonte na elaboração, publicação e distribuição de jornal informativo da Rede Verde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gerenciar e alimentar mapa colaborativo da Natureza Urbana na RMBH cartografando ações comunitárias entorno da defesa das áreas vérdes, das práticas de agricultura urbana e dos áreas de interesse paisagístico/ambiental;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomentar com informações, projetos e planos urbanísticos, políticas de preservação e ampliação de áreas verdes, agricultura urbana e parques aberto ao público na RMBH. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutas Territoriais Urbanas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar uma topologia das lutas a partir das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear as lutas na plataforma Crowdmap identificando e caracterizando o território das lutas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar os movimentos de lutas da America Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#EmBreveAqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear na plataforma Crowdmap áreas não edificadas, áreas edificadas, patrimônio histórico, áreas residuals e superfícies vazias, que estejam vagas/sem uso, da RMBH e propor interveções/ocupações destinadas ao lazer, cultura, agricultura urbana e moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coletar propostas de projetos desenvolvidos nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo e divulgá-los/publicá-los no mapeamento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas e workshops com associações de bairros, comunidades e movimentos sociais que possam tanto denunciar áreas e superfícies de interesse coletivo quanto discutir propostas de ocupações para essas áreas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas, concursos e workshops que poderão propor ocupações para as áreas mapeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo desse projeto é fomentar a cultura e seus mecanismos de expressão bem como estimular o acesso e o intercâmbio de informação entre Ocupações Comunitárias e UFMG. Por meio do desenvolvimento de diversas oficinas (estamparia, tecelagem, mobiliários) e através da Unidade Nômade do Comum - dispositivo móvel que circulará pelas ocupações promovendo a criação de uma mídia comunitária independente capacitando, artística e profissionalmente voltada aos jovens das ocupações - pretende-se construir um espaço autogestionado de referência no desenvolvimento e difusão da cultura popular, estimulando a construção democrática e a experiência profissional colaborativa, apresentando outras perspectivas à jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social enquanto potencializa o potencial da universidade de receber e dialogar com agentes historicamente excluídos do ensino superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos específicos desse projeto abrangem: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.A realização de um cartografia cultural nas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.A compra dos equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades, planejamento, projeção e construção da Unidade Nômade do Comum, um veículo móvel de mídia e cultura popular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.A articulação e formação de uma rede, inclusive virtual, de comunicação entre os jovens de diferentes comunidades periféricas e entre as principais redes de cultura da cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.A ampliação das oportunidades de trabalho e renda para os beneficiários associados em situação de risco pessoal e social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.A Melhoria da auto-­estima e da qualidade de vida dos beneficiários e de seus familiares; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.A capacitação dos beneficiários na produção de objetos de design, buscando com eles aprimorar as técnicas produtivas e a didática das oficinas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Tornar os beneficiários multiplicadores do conhecimento, buscando garantir a sustentabilidade dos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Promover a cultura da colaboração e cooperação estimulando a criação e fortalecimento de associações e cooperativas, além da criação de outras redes produtivas integradas na própria comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Promover inclusão mercadológica da rede produtiva; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver coletivamente uma tecnologia social para ser aplicada nos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Desenvolver produtos que sejam baseados no equilíbrio da tríade social-­‐ambiental-‐econômico; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Capacitar os beneficiários em processos de autogestão e planejamentos integrados, coletivos e colaborativos de redes produtivas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fomentar discussões sobre cidadania e protagonismo comunitário, buscando o empoderamento real da comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13.Dar visibilidade à população local, seu cotidiano, sua experiência estética e sua produção cultural à partir de estratégias de divulgação do programa; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14.Intervir, através de produtos produzidos pelas oficinas, nos espaços coletivos das comunidades de maneira a melhorar a infraestrutura e qualidade ambiental local .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15.Contribuir para a interdisciplinaridade, articulando arquitetura e urbanismo com outras áreas do conhecimento, principalmente comunicação, design, geografia, economia, psicologia e engenharia; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17.Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal e de design; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.Desenvolver uma cartilha para propagação do conhecimento artesanal técnico, que seja compreensível para pessoas de qualquer nível de instrução, baseada no processo de aprendizagem durante as oficinas, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19.Disponibilizar informações sobre a utilização e reutilização racional dos recursos naturais, buscando processos produtivos mais sustentáveis; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20.Realizar eventos de encerramento nas ocupações e um festival de Cultura Popular na UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21.Elaborar livro indexado compilando relatos das experiências e artigos, inclusive com moradores das próprias ocupações como em co-autoria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Metodologia e Avaliação===&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A copesquisa cartográfica pretende uma positividade que é ação coletiva e potência em ato, fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, as microrrevoluções, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. A ideia central deste processo é envolver a investigação teórica e a conceitual de forma indissociada das necessidades do mundo real. Os conceitos e as teorias são importantes em tempo real. A pesquisa vai sendo aprofundada conforme a necessidade, e o tempo do trabalho é o tempo do aqui/agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente, a prática participativa e de ação junto à sociedade acontece também no movimento da construção de novos conceitos e de novas formas de abordagem e de pensamento sobre o real. Artigos, textos, manifestos, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. O cronograma das atividades se dá de maneira rizomática entrelaçando o pensamento com a prática, acompanhando os acontecimentos cotidianos da cidade e o momento em que se vê necessária uma intervenção. Em cada ação de produção de mapas territorializados coletivamente ou em laboratórios, diversas teorias, autores de referência, projetos similares, serão levantados, discutidos, debatidos e transformados em informação para fundamentar a ação. A prática e a experimentação via cartografias críticas realizadas coletivamente, em grupos parceiros e em comunidades em estado de vulnerabilidade social, integram-se ao processo como mecanismos fundamentais para que se atinjam os objetivos desejados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entende-se que é possível considerar o mapa como uma interpretação do território atravessado por distintas dimensões de análises e que, portanto, pode ser aplicado de diversas maneiras. A riqueza de um mapa cartográfico criativo estará dada na medida em que permitir uma construção social marcada pela singularidade, que contribua para a formação de resistências às formas tradicionais de mapeamentos das cartografias hegemônicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborar um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama. Um mapa, decalque, quando atravessado pelo processo de copesquisa cartográfico, pode também ser dinâmico e flexível para conseguir abarcar a complexidade socioespacial com toda sua potência de multiplicidade, heterogeneidade, interconexão e mobilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo-se que a subjetividade é intrínseca à construção de um mapa e declarando-se tal advertência, o leitor consciente estará apto a usar os mapas como uma entre outras tantas ferramentas disponíveis para analisar a realidade a partir, inclusive, da experiência coletiva que se engendra em um lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A. METODOLOGIA MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
As cartografias que se propõe desenvolver nesse projeto constituem a continuidade do projeto de pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC, desenvolvido no ano de 2014, no qual se investigou o papel e a distribuição da cultura nos processos de transformação do espaço urbano, na cidade de Belo Horizonte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal produto da pesquisa em questão foi o mapaculturabh, disponível no endereço , uma plataforma de mapeamento colaborativo online voltada a cartografar equipamentos e eventos culturais no território da cidade. Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa antecedente lançou as bases teóricas, produziu e disponibilizou um banco de dados inicial, e aprofundou as ferramentas metodológicas para o desenvolvimento de mapeamentos coletivos com comunidades e grupos sociais diversos. No entanto, compreende-se a produção cultural como um objeto demasiado extenso e dinâmico para que seja possível constituir um panorama satisfatório em um período de trabalho tão curto. Ademais, o próprio exercício desenvolvido ao longo deste último ano apontou setores junto aos quais a atuação mais específica traria uma grande contribuição para a cartografia já iniciada, principalmente por terem se apresentado como categorias-chave para a emergência do que definimos como “cultura multtudinária”, ou por termos identificado que uma compreensão mais abrangente das suas manifestaçoes requer uma aproximação maior dos atores diretamente envolvidos na sua produção. É justamente nesses recortes que se pretende concentrar os esforços nessa nova etapa do projeto, ou, como já apontado nos objetivos, voltando-se aos temas/grupos ligados à performance, às publicações e mídias impressas, à apropriação de superfícies urbanas e à saúde mental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se, sobretudo, que muito mais do que desenvolver uma representação da distribuição espacial de tais manifestações, a prática cartográfica colaborativa ajude a promover o empoderamento dos atores sociais relacionados à cultura multitudinária que se propõe cartografar, consolidando redes, proporcionando capacitação tecnológica e produzindo conjuntamente ferramentas e táticas para uma inserção mais potente de tais práticas no território da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da pesquisa antecedente desenvolveu-se uma metodologia de mapeamento colaborativo testada em diversas oficinas no ano de 2014, que se utilizou sobretudo de mapas físicos informados coletivamente. Tomou-se como uma das principais referências o trabalho do coletivo argentino Iconoclasistas, com vasta experiência em cartografias críticas coletivas. A metodologia se mostrou extremamente relevante não somente para a coleta de dados, mas, sobretudo, para a discussão das categorias e dos parâmetros de análise a serem adotados, que receberam uma grande contribuição desses encontros. As oficinas realizadas previamente, no entanto, não contavam ainda com a plataforma digital, que estava também em processo de desenvolvimento. Nesse momento, pretende-se adaptar a metodologia utilizada para combinar os mapeamentos físicos à utilização da plataforma digital, expandindo as possibilidades da cartografia e explorando mais profundamente o seu potencial de treinamento e de capacitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretende-se também concentrar esforços na elaboração de vídeo-tutoriais online, nos moldes do que foi desenvolvido para ensinar como utilizar a plataforma produzida (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X2f5GTd_oos), para produzir também um material que ensine aos envolvidos não somente como usar, mas também como criar mapas digitais colaborativos, ampliando o aprendizado adquirido com o envolvimento no projeto para além de seus limites imediatos, e oferecendo maiores incentivos para a particpação e o engajamento dos diversos grupos que pretendemos atingir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Partindo de experiências já consolidadas do grupo de pesquisa Indisciplinar em mapeamentos digitais colaborativos feitos em diversos momentos e contextos, utilizaremos como material as plataformas de mapeamento colaborativo do CrowdMap, plataforma de código livre, desenvolvido pelo USHAHIDI e o Mapa de Vista desenvolvido pelo HackLab. Os mapeamentos colaborativos são utilizados para criar uma interface intuitiva e sensível de uma base de dados sobre o Comum a ser compartilhado e distribuído na RMBH. É muito importante entender a metodologia de sensibilização de dados como uma maneira de inserir o indivíduo na informação. Quando isso ocorre, provoca-se imediatamente uma reação e consequente diálogo. Deste modo, é necessário também que junto dos mapeamentos sejam elaboradas bases que sensibilizem a informação. Estas bases podem ser por exemplo; vídeos, animações, infográficos, ensaios fotográficos, diagramas e mapas interativos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aplicação prática das tecnologias de conexão desenvolvidas, são promovidos pequenos cursos de capacitação com comunidades e movimentos sociais para que possam utilizar da melhor forma possível os recursos de mapeamento colaborativo e de conexão digital em aplicações web e aplicações móveis. Deste modo, pretende-se que as comunidades sejam autônomas tanto no processo de uso quanto na gestão das ferramentas. Em um segundo momento, como desdobramento do projeto, deslumbra-se formação em comunidades e movimentos sociais tendo como foco a juventude, que poderá se capacitar em programação e design de ferramentas digitais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o projeto terá como material de trabalho e produção processual:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos em plataforma web; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos integrados a plataforma web por meio de aplicações móveis para Android e IOS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*vídeos e animações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*infográficos e diagramas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*ensaios fotográficos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este material será utilizado nos seguintes processos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conexão de indivíduos, grupos, comunidades e movimentos sociais em oficinas de capacitação em conexão digital; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*sensibilização dos cidadãos nas questões políticas abordado nas 3 bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*intensificação e potencialização das trocas de experiências entre diversos atores interessados em discutir e construir propostas que emergem nas conexões feitas pelas bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conectar cidadãos afim de potencializar ações que levem à autônomia e solidariedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Relação Ensino, Pesquisa e Extensão===&lt;br /&gt;
As atividades do IND. LAB compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa), ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na COPESQUISA e na CARTOGRAFIA como métodos de pesquisa engajado e militante, possuímos diversas estratégias de ação envolvendo a GERAÇÃO DE TECNOLOGIA SOCIAL (compartilhar e re-aplicar o conhecimento produzido coletivamente e produção de metodologias que possam ser multiplicadas). Tem como pressuposto central a ideia de que o conhecimentoque se difunde e se produz nas ações extensionistas se constrói no encontro entre o universo acadêmico e do saber popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EM BUSCA DA INDISCIPLINA====&lt;br /&gt;
Trazendo a discussão da disciplina, dispositivo do bipoder e do controle da vida e do conhecimento nas sociedades disciplinares a partir do século XVII, que legitimou e organizou as instituições acadêmicas ampliando radicalmente o número de escolas e universidades ao longo do século XIX, para o questionamento do ambiente acadêmico atual no Brasil e em quase todos os países do mundo, podemos perceber que este enquadramento do saber em disciplinas, que, diferente do português, em espanhol significa assignatura, gera um leque de problemas de conduta cotidiana na vida de professores e educadores, que impedem o agenciamento de novas formas pedagógicas e educativas. Há uma exigência nacional que controla as formas de trocar o conhecimento. Necessita-se um enquadramento do conhecimento em disciplinas para que se gerem as grades e matrizes curriculares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contraditoriamente, nossas agências de fomento à produção acadêmica que financiamento de pesquisa e extensão no Brasil, via de regra incluem em seus indicadores de avaliação dos Projetos e Programas em editais o indicador da interdisciplinaridade gerando uma esquizofrenia entre os sistemas que compõem o sistema geral do ensino nas universidades brasileiras: relação indissociada entre ensino, pesquisa e extensão. Como os currículos dos cursos, em sua maioria nas universidades brasileiras é organizado em disciplinas estanques, inventa-se formas de relacionar pesquisa e extensão furando o sistema tradicional que é pensado disciplinarmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí surgem algumas questões de ordem conceitual e política que envolvem projetos de ensino em todas as áreas de conhecimento: Como e para que é importante um saber isolado, íntegro e total? A quem interessa esta divisão do conhecimento em setor, grades, matrizes e categorias? A quem interessa a produção de um conhecimento estanque dentro das escolas e das universidades? A quem interessa um conhecimento taxonômico do mundo e das coisas? A quem interessa a separação entre as disciplinas? E poder-se-ia divagar um pouco mais: Entre natureza e artifício? Entre sujeito e objeto? Entre centro e periferia? Entre espaço mental e espaço vivido? Entre global e local? Entre arte e design? Entre arquitetura e urbanismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que estas dicotomias nos levam a um grande equívoco próprio do conhecimento acadêmico atual e que é incompatível com a idéia tão difundida da interdisciplinaridade. Pensando nesta situação, sugerimos aqui a Extensão Universitária como o lugar da liberdade e da desierarquização do conhecimento envolvendo o ensino e a pesquisa. Trata-se de pensar estas disciplinas de forma indisciplinar que age simultaneamente dentro e fora dos centros produtores de conhecimento, e que pode adotar um pensamento-ação crítico e de resistência. Isto tudo tem a ver com conhecimento, com potência criativa, com invenção, com política cultural, com política acadêmica, com política pública, com urbanismo, com o direito à cidade. Tudo isto tem relação direta com indignação, com possibilidade do uso livre do mundo. Tudo isto deveria interessar aos artistas, designers, arquitetos e urbanistas. Mais do que difundir a técnica, seria preciso incitar os alunos, técnicos e professores os envolvidos um posicionamento crítico frente ao mundo. Acredita-se que realizar uma atuação militante dentro da universidade exige que se faça um movimento de cruzamento: entre os saberes populares e eruditos, entre os modos de vida da periferia e dos seus técnicos, alunos e professores. Cruzar as fronteiras, territoriais e espaciais, mas também, e principalmente, sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repensando o ensino que envolve a cultura, a arte, o design, a arquitetura e o urbanismo, teríamos que compreender que são disciplinas indisciplinares que envolvem a vida como um todo e produzem espaços e que estes são políticos e nunca neutros. Entende-se que atualmente tudo é urbano. Entende-se que a produção do espaço urbano é cultural, social, política, econômica, e portanto, indisciplinar por sua natureza híbrida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TECNOLOGIA SOCIAL====&lt;br /&gt;
Acredita-se que dentro das universidades brasileiras e latino-americanas, a extensão é o ponto de resistência! Segundo o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nós, educadores, pensando no ensino e na produção da arte, do design e da arquitetura, é necessária uma introdução de outras formas para lidar com os processos de criação, que possibilitem novos parâmetros produtivos, que promovam a consolidação de um campo expandido para estas disciplinas, para além do tecnicismo e do mercado de produção em massa (tanto da arquitetura quanto do design industrial), para além da geração de obras (de arte autorais para serem legitimadas por instituições via bienais, etc e, consequentemente, comercializadas em galerias de luxo). É muito importante incentivar um desenvolvimento cultural contaminado pelo cotidiano, e que possa existir de uma maneira mais social e política, criando um ambiente para a existência de ações mais engajadas e militantes. Projetos e ações menos estéticas e mais éticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do conhecimento, via extensão, se faria na troca de saberes sistematizados entre o acadêmico e o popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade. Neste sentido nos deparamos com a idéia de geração de tecnologia social, que surgiria através deste confronto desierarquizado de saberes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que a extensão não deve transferir conhecimento da universidade para uma comunidade, mas sim, construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante. O objetivo essencial do trabalho extensionista é, ou deveria ser, o de estabelecer uma rede de trocas desierarquizada e compreender que todos aprendem e ampliam os seus horizontes ao longo destas experiências. Nestes projetos de extensão que irei apresentar em seguida, a consciência da atuação política é evocada a todo momento para que a construção das tecnologias sociais não aconteça de forma consciente apenas no nível técnico e burocrático, o que é um risco evidente dentro das estruturas acadêmicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo que a pesquisa seja o movimento acadêmico mais valorizado por todos os órgãos de fomento no Brasil e no mundo, a extensão é o lugar da geração de tecnologia social, conceito que surge claramente no sentido de equilibrar, ou iniciar um equilíbrio, entre os incentivos de financiamento de pesquisas científicas (que interessam ao mercado, às indústrias e, portanto, explicitamente, ao capital) e projetos de extensão, que estão interessados em fomentar a produção do conhecimento entre universidade e comunidades em estado de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Lassance e Pedreira (2004: 66), tecnologias sociais reaplicáveis podem ser definidas como um “conjunto de técnicas e procedimentos, associados às formas de organização coletiva, que representam soluções para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.” No mesmo sentido, Boaventura de Souza Santos defende a extensão como fundamental:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje ditas de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino.&#039;(SANTOS apud SOBRINHO, 2000: 50)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos devem ganhar neste processo de troca universidade-comunidade-parceiros, que engloba a generosidade e a solidariedade humana, dentro de um movimento de tradução, invenção e formulação de tecnologia social. Desenvolvendo projetos de extensão, aliados à pesquisas que desloquem e aprimorem constantemente o fazer, é possível gerar, através do encontro de instituições, profissionais e pessoas de realidades sociais e culturais diversas, atos que se dão como biopotência, que resistem aos mecanismos do biopoder estabelecidos pelas relações perversas do capital contemporâneo. Propõem-se aqui ações de extensão como catalizadoras do poder da Multidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é importante resssaltar que as pesquisas e os projetos de extensão do Ind.Lab são trabalhados dentro de algumas disciplinas, mas principalmente na UNI 009 Cartografias Emergentes da Cultura que é aberta para toda universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
====Pelo Público====&lt;br /&gt;
Este projeto prevê indicadores de avaliação que serão articulados com os objetivos específicos e com as ações que garantam o cumprimento das metas. Está previsto que durante todo o desenvolvimento dos projetos, inclusive anterior e posteriormente, por meio do alinhamento de expectativas e da retomada das questões enfrentadas quando da síntese do projeto e das ações paralelas (como eventos e publicações), será realizado trimestralmente um relatório contendo o Plano de Ação que contém os indicadores de avaliação, sempre a partir do marco zero, para que se possa compreender como as ações garantem o cumprimento dos objetivos e se estes encontram-­‐se dentro dos prazos previstos pelo cronograma. Para a avaliação contínua das ações do Programa, elencam-­se alguns indicadores que serão verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas e documentação audiovisual a serem efetuadas pela equipe, parceiros e professores convidados: _Em relação aos beneficiários diretos, deverá ser considerado seu empoderamento, incremento de renda, melhoria da qualidade de vida, a qual envolve trabalho, saúde e educação, capacidade de gerir e empreender próprios negócios, aprimoramento das suas habilidades profissionais, apropriação de novas práticas, tecnologias e métodos de comercialização, como meios de distribuição e comunicação, melhoria na infra estrutura para a produção e a melhoria na produtividade, observando a ampliação efetiva do seu repertório cultural; _A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas; Em relação à comunidade local, deverá ser considerado o fortalecimento de uma identidade cultural,a apropriação das práticas e tecnologias por parte da comunidade, a mudança de hábitos, que implicam no consumo de produtos fruto das atividades do projeto, a ampliação da consciência socioambiental e melhorias ambientais no bairro; _Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; _A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas; _Avaliação qualitativa e quantitativa. Número de público frequentando os eventos (acadêmicos e culturais) e também entrevistas com os participantes diretos como palestrantes, artistas, etc;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Pela Equipe====&lt;br /&gt;
Em relação à comunidade acadêmica, deverá ser verificado o grau de comprometimento da universidade com o projeto, sua contribuição para o aprimoramento da pesquisa e ensino, a influência do projeto afim de envolver a comunidade acadêmica em outros projetos e iniciativas sociais, a construção da identidade profissional e a formação do universitário, a ampliação de parceiros e a possibilidade de continuidade e ampliação do projeto. _Em relação aos bolsistas participantes do programa, para a verificação e avaliação da influencia do projeto na sua formação profissional será considerado o comprometimento e participação do estudante em todas as atividades, a avaliação da produção e sistematização de conhecimentos, o que envolve publicações, produções de artigos e portfólio e o envolvimento dos bolsistas com um grupo multidisciplinar. Deve-­‐se ressaltar que à atividade de extensão, serão atribuídos créditos para integralização curricular. Para isso, a participação neste projeto deverá ser registrada nos Colegiados de origem dos estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (II). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/II), A+U, no.379,abril de 2002.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=893</id>
		<title>ProEXT 2016 - IND.lab</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=893"/>
		<updated>2015-04-26T23:43:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Discriminar Público-Alvo: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
==Identificação da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título: IndLab_Laboratório Nômade do Comum &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Coordenador: Natacha Rena / Outro &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tipo da Ação: Programa &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ações Vinculadas: não existem ações vinculadas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Edital: Edital PROEXT 2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Instituição: UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Início Previsto: 01/01/2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Término Previsto: 31/12/2017 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recurso Financeiro: R$ 295.830,00 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Órgão Financeiro: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Gestor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Detalhes da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carga Horária Total da Ação: 10191 horas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Justificativa da Carga Horária:&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Periodicidade: Anual &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
A Ação é Curricular?: Sim&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Abrangência: Municipal &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem Limite de Vagas?: Não &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Local de Realização: Escola de Arquitetura da UFMG, ocupações urbanas e comunidades de BH e RMBH. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Período de Realização: 01/01/2016 a 01/01/2018 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem inscrição?: Não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Público-Alvo==&lt;br /&gt;
===Tipo/Descrição do Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
Das nossas maiores motivações é a oportunidade de trabalhar com o público alvo desse projeto, que são os moradores das favelas, aglomerados e ocupações comunitárias  dentro do projeto Artesanias do Comum, assim como grupos de artistas alternativos, performances, desenhistas, artistas que produzem de forma alternativa seus trabalhos dentro do projeto Mapeando o comum, assim como trabalhar junto a movimentos sociais, culturais e ambientalistas novos que surgem nos últimos anos para resistir aos processos neoliberalizantes da gestão pública que junto do mercado imobiliário avança sobre territórios comuns da cidade como praças e parques. Todo este público alvo é muito abrangente e podem atingir grupos, movimentos e comunidades de toda região metropolitana de Belo Horizonte. No caso do projeto Artesanias do Comum, conforme já constatado nos trabalhos realizados nessas comunidades elas são integradas, majoritariamente por jovens, negros, grande presença de mulheres e idosos, além de pessoas com deficiência motora ou psíquica e que encontram uma série de obstacúlos para a concessão de seus direitos fundamentais, devido à sua condição de moradia precária e a opressão encarada cotidianamente. Destacamos que nesse projeto contamos com a participação dos beneficiários em todas suas etapas, seja na articulação, organização e execução, de forma que o projeto será construído de forma ativa e participativa pela comunidade. Contaremos com mobilizadores sociais que residam nesses espaços para desenvolvermos um trabalho em consonância com a realidade das comunidades e de forma a propiciar seu maior envolvimento, por meio de visitas-convite, diálogos e intervenções prévias. A construção dessas comunidades foram frutos da luta das famílias pelo acesso à direitos fundamentais, notadamente o da moradia, de forma que a luta social e o envolvimento político em conjunto com os movimentos sociais de Belo Horizonte já faz parte do histórico de vivências dessas comunidades. Ao reinvindicar o direito à moradia e exigir o respeito a uma vida digna, por meio de sua mobilização e do apoio de movimentos sociais, ONGS, Universidades, artistas e autônomos tem conseguido o avanço de uma mesa de negociação junto ao judiciário visando a solução pacífica do conflito. Assim, essas comunidades já se encontram envolvidas com a dinâmica dos apoios que recebem de diferentes setores, existe, inclusive a Av. dos Estudantes em diversas ocupações, homenagem ao apoio oferecido por muitos discentes, especialmente da UFMG. Destacam-se os projetos ‘Formação da Rede de Apoio à Criança e Adolescência da ocupação Guarani Kaiowa’, aprovado pela Fundação Luterana Diaconal e o Resiste Isidoro, junto às ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória desenvolvido pelo integrantes dos movimentos sociais que fazem parte desse projeto, além do próprio grupo de pesquisa Indisciplinar que protagonizará essa execução Algumas das pessoas envolvidas nesse trabalho acompanham as ocupações há alguns anos, desenvolvendo forte relação política e lações de confiança junto às famílias e principalmente junto às mulheres que se destacam como coordenadoras comunitárias. Assim estimulamos a solidariedade, a sororidade, atividades sustentáveis, enfim, os laços comunitários. Destaca-se que esse projeto é desenvolvido junto à famílias em comunidades que encontram, diuturnamente, seus direitos humanos fundamentais ameaçados e violados. Além de conviverem com a ameaça do despejo e abusos de autoridade por parte da Polícia Militar, as famílias das ocupações urbanas tem acesso precário desde à rede de esgoto e até para conseguir um emprego formal. Isso sem falar nas violações ao acesso à educação e saúde, deparando-se com a negativa de atendimento médico e matrícula escolar na região, tendo, assim, precarizado à acesso à direitos fundamentais para o consecução da dignidade da pessoa humana. Por desenvolvemos o projeto em conjunto com esse público em uma perspectiva de empoderamento, responsabilização e trabalho-cooperado, potencializa não só o desenvolvimento de autonomia e consciência crítica mas é exercício impressindível à formação acadêmica integral. E o mais importante, não iremos importar uma cultura em uma realidade que desconhecemos mas daremos as ferramentas e os meios necessários para a manifestação legítima dessas ocupações urbanas. A necessidade do acesso à informação e do desenvolvimento dos mecanismos de cultura e mídia livre popular foi que deram inicio a esse projeto totalmente inovador que busca semear um solo fértil para que a juventude da comunidade tenha instrumentos para florescer seu potencial e expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades; expor seu posicionamento e fazer valer seus direitos. No caso do projeto Mapeando o comum, já tivemos experiências similares em diversas ações de workshops envolvendo diversos militantes de causas pelo comum urbano como ciclativistas, artistas, movimento negro, feministas, produtores de agricultura urbana, e ativistas urbanos de toda espécie. Portanto, a proposta da cartografia cultural vai envolver estes grupos que fazem parte de um tipo de produção de arte e cultura que não pertencem ao leque de interesse do mercado ou das políticas culturais do Estado divulga-los e coloca-los nos mapas culturais já que não se encaixam nos padrões turísticos dentro da lógica da economia criativa, já que são ativistas e contrários a qualquer forma de mercantilização da produção cultural. No caso do projeto Compartilhamento e distribuição do comum, dá-se o mesmo, teremos como público alvo pessoas que defendem os bens comuns urbanos e fazem parte de movimentos sociais, culturais e ambientais à margem da lógica produtiva oficial da cidade que é governada pelo Estado-capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Número Estimado de Público:=== &lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Número Estimado de Público: 8092&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Discriminar Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;A&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;B&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;C&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;D&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;E&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Total&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Público Interno da Universidade/Instituto||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Federais||2||11||8||0||1||22&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Estaduais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Municipais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações de Iniciativa Privada||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Movimentos Sociais||0||0||0||0||80||80&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Não Governamentais (ONGs/OSCIPs)||0||0||0||0||10||10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Sindicais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Grupos Comunitários||0||0||0||0||20||20&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Outros||0||0||0||0||8.000||8.000&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Total||2||11||8||0||8.071||8.092&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Legenda:&lt;br /&gt;
(A) Docente&lt;br /&gt;
(B) Discentes de Graduação&lt;br /&gt;
(C) Discentes de Pós-Graduação&lt;br /&gt;
(D) Técnico Administrativo&lt;br /&gt;
(E) Outro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parcerias==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Nome&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Sigla&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Parceria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Tipo de Instituição/IPES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Espaço Comum Luiz Estrela||ECLE||Externa à IES||Outros||Artistas e produtores culturais engajados com as causas das manifestações políticas e luta por direitos, fornecendo apoio estratégico e técnico. Além disso, o espaço físico será utilizado e...&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Centro de Cooperação Comunitária e Popular - ...||Casa Palmares||Interna à IES||Associação||x&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Brigadas Populares||BPs||Externa à IES||Movimento Social||Articulação e mobilização Comunitária, elaboração de tecnologias sociais visando o desenvolvimento humano junto à famílias em áreas de extrema marginalização social, &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Caracterização da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Área de Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquitetura e Urbanismo; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Linha Temática: Linha 17: Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Subtema 1: 4.17.5 Tecnologias Sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Descrição da Ação==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Resumo da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é associado ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR cujas ações são focadas na produção do espaço urbano. Ele desenvolve cartografias colaborativas envolvendo comunidades em estado de vulnerabilidade social como Vilas e Favelas, Ocupações e regiões alvos de processos gentrificatórios, assim como atua junto a movimentos sociais, culturais e ambientais. A dimensão do Comum é a ideia norteadora de suas práticas, bem como elemento articulador de sua composição e atuação. Atualmente, integra a rede Tecnopolíticas: territórios Urbanos e Redes Digitais, que conecta pesquisadores de todo o mundo e investiga a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano, produzindo conhecimento e explorando tecnologias sociais que promovem a interseção entre esses dois universos. As atividades do IND. LAB compreendem, indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão e experiências diversas, em uma abordagem transversal e indisciplinar, buscando uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na copesquisa cartográfica como método de investigação engajado e militante, suas estratégias de ação propõem a geração de tecnologia social como publicações, cartografias críticas e ativismo urbano, participando de vários movimentos da sociedade civil organizada e de Conselhos, Fóruns, Comissões junto ao poder público, reuniões em comunidades, movimentos de resistência, produção cultural, representações em Ministério Público, qualificação para debate em audiências públicas e formação de redes colaborativas de pesquisas. Os projetos que compõem este programa são: MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES; COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM; ARTESANIAS DO COMUM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Palavras-Chave:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
*comum &lt;br /&gt;
*cartografia&lt;br /&gt;
*tecnologia&lt;br /&gt;
*inclusão social&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Informações Relevantes para Avaliação da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. Sendo assim, este Programa Ind.Lab_ Laboratório nômade do Comum propõe o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina. Grupos de pesquisadores que pertencem a esta rede vêm investindo fortemente na produção de tecnologia social afim de ampliar a democracia real nas metrópoles e promover a inclusão social e uma maior autonomia da sociedade, são eles: P2P Foundation (coordenado por Michael Bawens), IN3 (Coordenado por Castells e ligado ao 15M); Urbano Humano (coordenado pelo arquiteto Domenico de Siena, pesquisador do urbanismo tático); Labic da Ufes, especialistas em topologia de rede; MediaLab da UFRJ, que trabalham com cartografias das controversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Justificativa===&lt;br /&gt;
Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte, e notadamente nos territórios em que vamos desenvolver as atividades, surgem problemas que passam pela ineficiência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança e educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o capitalismo, até a década de 1970, teria um caráter industrial, no qual a exploração da vida se dava na fábrica, a partir deste momento, com a expansão capitalista em sua formação global, ele avança sobre todo o globo num ciclo contínuo. Enquanto a fábrica era o território primordial para a exploração da mais-valia, atualmente este lugar é toda a metrópole. &#039;A metrópole é para a multidão o que a indústria era para a classe trabalhadora.&#039;(Hardt &amp;amp; Negri, 2009, p. 250). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da lógica do capitalismo contemporâneo, próprio das metrópoles, detém-se biopoliticamente cada vez mais o poder sobre a vida. Contudo, a esta visão da biopolítica, pode-se contrapor a noção da biopolítica como um contra-poder. Hardt e Negri (2005) o denominam multidão: um poder contra o Império, o qual Pelbart identifica como biopolítica da multidão, ou biopotência (Pelbart, 2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível enxergar no poder político da multidão (corpo biopolítico coletivo, heterogêneo e multidirecional) uma biopotência que produz e é produzida pelas fontes de energia e de valor capitalizadas pelos modos de produção globalizados. Diante do poder virtual inerente à multidão, vislumbram-se novas possibilidades de se subverter o Império e superá-lo, tirando partido do caldo biopolítico que ele próprio incentiva, através de processos de produção e de trabalho realizados por subjetividades coletivas, como as tecnologias propostas a por meio deste projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
O crescimento vertiginoso dos territórios urbanos – que devem abrigar mais de dois terços da população mundial até 2050 (ONU, 2014) – coloca a vida nas metrópoles no centro das questões pertinentes às sociedades contemporâneas.Paralelamente, vivencia-se a crescente expansão das tecnologias digitais de comunicação e sua consequente integração ao cotidiano das cidades, como elementos codependentes e indissociáveis da dimensão físico-territorial. A incorporação de recursos computacionais ao ambiente urbano acontece de maneira ampla, abrangendo desde softwares voltados prioritariamente ao objeto arquitetônico e urbanístico, às chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), que exploram a informática em busca de maior eficiência energética, de sustentabilidade e de concorrência no mercado global. Sua infiltração gradativa transforma as maneiras pelas quais o espaço é experimentado, modificado e representado, fazendo com que, nas grandes cidades, o universo físico e o informacional se associem tão profundamente que não faça mais sentido analisá-los isoladamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se por um lado a associação entre desenvolvimento tecnológico, produção cultural e dinâmica territorial resulta, muitas vezes, na perpetuação de processos orientados pelo consumo e pelo espetáculo, pode se observar, em contrapartida, oportunidades para a aplicação desses recursos em iniciativas de mobilização cidadã, de cooperação intelectual e de livre disseminação do conhecimento, que revelam seu potencial democratizante quando articulados de novas maneiras. Enquanto os mecanismos biopolíticos permitem que o trabalho em rede invada todos os momentos da vida – borrando os limites com o tempo de lazer e se infiltrando ao cotidiano de maneira difusa –, por outro lado, segundo Pelbart, são esses mesmos instrumentos que possibilitam “novas modalidades de insubmissão, de rede, de contágio, de inteligência coletiva”: a Biopotência (PELBART, 2011, p. 84). O autor sugere que a força desterritorializante que subsume a sociedade ao capital, ao invés de tudo dominar, cria, paradoxalmente, um meio não domesticável de pluralidade e de singularização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os inúmeros exemplos de ferramentas desenvolvidas como iniciativas de urbanismo entre pares, ou open source, são de particular interesse para essa pesquisa aquelas que possam ser agrupadas na categoria de cartografias colaborativas. Ou seja, propostas que têm como base a produção coletiva de mapas compartilhados em rede, a partir do uso das tecnologias de georreferenciamento. A consolidação desses instrumentos resultou na criação de uma série de plataformas que permitem aos habitantes das cidades mapear acontecimentos, recursos e localidades urbanas das mais variadas naturezas: bicicletários e ciclovias; banheiros públicos; casas sob ameaça de despejo; festas; equipamentos culturais; locais de assaltos; manifestações políticas, ou qualquer outro tipo de situação imaginável. Esses mapas fornecem informações úteis e constantemente atualizadas sobre o contexto urbano. Muitas vezes, as interfaces possuem mecanismos interativos que conectam usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, como será demonstrado em exemplos a seguir. Conforme defendido por Sassen (2013), ao se abrirem para a colaboração, sistemas de gerenciamento das cidades, usualmente centralizados e hierárquicos, passam a ser afetados por novas camadas de informação às quais costumam ser impermeáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, compreende-se a potência dessas iniciativas para muito além de suas propriedades funcionais, uma vez que se parte do pressuposto de que a cartografia é dispositivo fundamental para a representação das relações de conhecimento e de poder, usada historicamente para legitimar políticas e ações de grupos dominantes e para influenciar a apropriação e a percepção territorial. Trata-se de ferramenta capaz de agenciar grandes quantidades de informação gráfica a partir da espacialização dos dados advindos da observação ou da ação na realidade, e de sua concretização em diversos níveis. A abertura dessa produção aos múltiplos atores que compõem o cotidiano das metrópoles configura um processo democrático de construção colaborativa das narrativas espaciais, tornando-se dispositivos que “vazam” sabedoria local e cotidiana, desestabilizando estruturas verticalizadas e originando relações novas e surpreendentes, pautadas por instituições mais porosas à colaboração cidadã (Sassen: op. cit.). Recupera-se a noção de Certeau sobre mapas que se assemelham mais a “livros de história” do que a “sistemas de lugares geográficos” (1994, p. 17). A cartografia não é vista apenas como meio de representação, mas como método constituinte de territórios, tática que dá forma ao desejo coletivo em relação à cidade e insere no espaço novas camadas da sua experiência. Portanto, mapear os comuns urbanos envolvendo movimentos sociais e culturais, vem sendo uma importante metodologia de organização das lutas contra os avanços do neoliberalismo. Participa-se do projeto do espanhol Pablo de Soto denominado Mapping the common e tem-se desenvolvido diversas ações que derivaram do workshop organizado em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem sido de grande importância a Cartografia da Cultura multitudinária que faz surgir no mapa, movimentos sociais e culturais que normalmente estão invisívels nos mapas turísticos e tradicionais. Dar visibildade a projetos que possuem caráter político e transformador da sociedade promovendo inclusão social e uma sociedade mais justa, tem sido objetivo desta pesquisa extensionista que o Indisciplinar desenvolve. Justifica-se também que é preciso ocupar os mapas! Para maior informação sobre este projeto que será desdobrado neste Programa: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Compreendendo que a tecnologia conforma atualmente parte indissociavel da experiencia e organização das metrópoles e partindo da observação de que não existe uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades que fortaleça o diálogo entre os os habitantes da cidade e o poder público, faz-se necessário a investigação e produção de tecnologia social aplicada à políticas públicas de modo que haja uma aproximação dessas duas instancias em diversos níveis como mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia,etc.,desenvolvendo colaborativamente teconologia social aberta e reaplicável, disseminando a informação produzida por todo o teritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Fundamentação Teórica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Neoliberalismo e a Metrópole====&lt;br /&gt;
As políticas públicas neoliberais, impostas pelo Estado-capital sobre o território urbano, configuram evidências claras de como a cidade vem se tornando um palco de disputa territorial. Se a fábrica configurava o campo de exploração do trabalho até os anos 70, atualmente o Estado-capital extrai a mais-valia em todo o espaço. Em tempos de capitalismo cognitivo, no qual a tendência da produção cotidiana no mercado vem construindo redes de trabalho voltadas para setores criativos e sociais, as biopolíticas implementadas vão consolidando uma dinâmica de produção do espaço complexa, realizando processos de exclusão social em diversos níveis. Compreender estas as novas estratégias de políticas territoriais é fundamental para mapearmos os campos de luta mais importantes nas nossas cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Hardt e Negri, num texto intitulado Metrópoles, a metrópole é para a multidão o que a fábrica era para a classe operária industrial, o que poderia nos induzir a pensar nas metrópoles como territórios conectados nos quais as ações biopolíticas e de controle dos corpos e das espécies se dão com maior intensidade. Ao mesmo tempo, poderíamos pensá-las como o lugar no qual a biopolítica das resistências primeiras são também potentes, possibilitando encontros que, apesar de todas as estratégias para evitá-los, se dão com maior ênfase em processos constantes de contaminação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. O tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial que referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas atualmente ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação, tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt e Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O comum como projeto constituinte da multidão====&lt;br /&gt;
A multidão seria então, um ator social ativo, uma multiplicidade que age; seria também o conceito de uma potência que desconfia da representação e em contraste com de povo, porque é uma multiplicidade singular, um universal concreto. O povo constituía um corpo social; a multidão, não, porque ela é a carne da vida e, ao contrário da pura espontaneidade, é como algo organizado num corpo sem órgãos, fora da organização do Aparelho de Estado, ou seja, é um ator ativo de auto-organização, nos introduzindo num mundo completamente novo, dentro de uma revolução que já está acontecendo. A multidão é para o autor, ao mesmo tempo, sujeito e produto da praxis coletiva, assim, como também, cada corpo é multitudinário, ou pode tornar-se uma multidão, formando redes e potencializando contaminações que desejam liberdade na coletividade. A multidão é um monstro híbrido, uma legião, e um projeto que se faz cruzando-se multidão com multidão, misturando corpos operando a mestiçagem e a hibridação, já que o próprio corpo é trabalho vivo e recusa, maquinicamente, a organização constante operada pelo sistema capitalista, portanto, expressão e cooperação, enfim, o poder constituinte da multidão é algo diferente, não é apenas uma exceção política, mas uma exceção histórica, é um produto de uma descontinuidade temporal, radical, metamorfose ontológica, ou seja, a multidão é um nome ontológico de produção de resistências ativas contra sobrevivência parasitárias que constituem a engrenagem da máquina capitalista contemporânea (NEGRI, 2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma construção em tempos táticos e estratégicos de resistências mundiais contra o urbanismo neoliberal, que se configura performaticamente nas ruas e nas redes, utilizando ao mesmo tempo processos destituintes (via ação direta, manifestações, ações judiciais) e constituintes (via ocupas e acampadas, produção de cultura, arte, textos, vídeos, imagens e novos modos de vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante observar que desde 2011, os movimentos multitudinários (em todo o mundo) ocupam praças e ruas, reforçando a luta contra projetos neoliberalizantes de privatização do espaço público e, nestes processos de ocupas, apesar dos curtos espaços de tempo, surgem múltiplos processos constituintes de uma outra sociedade que pode se organizar independente da lógica Estado-capital da democracia representativa, formando novas redes afetivas e novas formas democráticas, novas modos de vida baseados na produção do comum (em defesa dos bens comuns e em processos constituintes de modos de organização em-comum). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses movimentos multitudinários globais, a política é uma ontologia plural: o pluralismo das lutas, que emergem das tradições divergentes e expressam objetivos diferentes, combina-se com a lógica cooperativa e federativa da assembleia para criar um modelo de democracia constituinte, em que essas diferenças são capazes de interagir e se conectar umas com as outras, formando uma composição compartilhada. Esta pluralidade de movimentos contra o capital global, contra a ditadura das finanças, contra os biopoderes que destroem o planeta, surgem em busca do acesso livre e compartilhado do comum e de sua autogestão; discutir, aprender, ensinar, estudar, comunicar-se e participar das ações: essas são algumas das formas de ativismo, constituindo o eixo central da produção de subjetividade numa ontologia plural da política que é colocada em prática por meio do encontro e da composição de subjetividades militantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É no território metropolitano que estas lutas multitudinárias geram um contorno plural, singular e coletivo de forma espacial, ganhando visibilidade e forçando o Estado a repensar as formas burocráticas e pouco participativas que vêm imperando na construção dos planos via parcerias público-privadas. Ou seja, a produção do comum é o que já acontece no trabalho biopolítico imaterial do cotidiano, a metrópole é onde esta biopotência ativa da multidão ganha intensidade e dimensão, e portanto, a constituição do comum nos processos insurgentes contra o Estado-capital fazem crescer novas formas de vida que vão tornando-se desejo de uma ampla gama de jovens e minorias até então excluídas dos processos democráticos, tanto no Brasil quanto no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a este caldo biopolítico da multidão, vemos também o cruzamento de grupos e sujeitos antes isolados e marginais ao processo das lutas urbanas organizadas, como: pixadores, funkeiros, rapeiros, prostitutas, pop de rua, skatistas, vendedores ambulantes, estudantes. Esta mistura maluca, híbrida, biopolítica, também vem assumindo formas inusitadas, que fogem ao simples ato de marchar enfileirados nas ruas guiados pelos carros de sons dos sindicatos e partidos, mas se envolvem cada vez mais numa estratégia tática afetiva gerando heterotopias através de festas, carnavais, atos artísticos, intervenções nas redes de forma ubíqua, fazendo cruzar o espaço topológico das redes com o espaço físico das ruas. Também surgem novas formas de construção de novas subjetividades políticas que passam pelas assembleias populares em praças e parques, ou ocupas que vão ocupar tanto o espaço público (do Estado) quanto o espaço privado (do Mercado) através de ações diretas de diversas ordens, gerando situações territoriais autônomas (temporárias ou não). Mas não é somente através de atos curtos e de instantes de lutas que se vê crescer as resistências positivas, diversas ações que envolvem o aparato jurídico e político oficial estão sendo construídas cotidianamente e surgem das conexões multitudinárias redes-ruas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atitudes antidemocráticas envolvendo a expropriação do comum, que até 2013 eram decisões políticas tomadas somente pelo poder público, agora vêm sendo sistematicamente denunciadas ao Ministério Público. Mecanismos de participação popular, até então abandonados pela sociedade de maneira geral como os espaços das Câmaras do Legislativo, têm sido diariamente ocupadas por movimentos sociais que trazem debates fundamentais para a construção da cidade, envolvendo principalmente o tema do transporte público via movimento Tarifa Zero, ou a Reforma Urbana e a luta pela moradia via movimentos organizados e em expansão como MLB, Brigadas Populares, grupos de pesquisa das universidades e ativistas de diversos setores. Este conjunto destituinte dos poderes tradicionais se soma ao conjunto de ações constituintes que vêm tomando forma e dimensão como é o caso do Espaço Comum Luiz Estrela , espaço colaborativo e autogestionado de criação e compartilhamento de ideias e ações artísticas, políticas e culturais que tem sido referência para diversos grupos minoritários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A democracia representativa já não mais representa o cidadão comum e vem deixando de lado os interesses de todos para garantir o interesse do mercado que financia o Estado e suas campanhas políticas que garantem a permanência de grupos no poder. Contudo, a sociedade se rebela. O espírito de multidão que encara o Império de frente e exige democracia real e, em muitos casos, o direito de ter os seus bens comuns administrados autonomamente, faz parte destas novas organizações ativistas que trazem a frescura da coleção subjetiva das diferenças e a pauta ampliada das lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria também interessante notar que estes movimentos são horizontais, sem lideranças definidas, e possuem uma dinâmica de articulação, que, por ser rizomática, é impossível de cooptar. Vemos o Estado-capital na tentativa desesperada de se aproximar destes movimentos para capturar a sua dinâmica que se recusa a pertencer à lógica do Aparelho de Estado, pois são máquinas de guerra configuradas por maltas híbridos. A autonomia e a autogestão é tudo o que o Estado-capital não pode suportar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora da lógica dos movimentos viciados da esquerda clássica, que acredita na ideia unitária de povo, e fora da lógica do mercado, que só pensa nos cidadãos como massa, a multidão é plural e atua no trabalho vivo e imaterial produzido em rede coletivamente e criativamente. Portanto, estancar a força motriz que move estes movimentos não vai ser tarefa fácil para o Estado-capital, já que o que os movem é o amor e o afeto e o próprio sentido ativo da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Sistema urbano, cibernética e tecnopolítica====&lt;br /&gt;
O compartilhamento de espaços, objetos e práticas cotidianas, entendido como recursos urbanos, tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa para a operacionalização do sistema urbano no século XXI que tem como desafio, retroceder na emancipação da natureza para tornar-se viável globalmente. Podemos enumerar uma série de experiências práticas e soluções já implementadas e em funcionamento (MAIA, 2013)  que sugerem uma nova prática de planejamento e gestão urbanos unindo tecnologias de informação e comunicação (TICs), urbanismo e arquitetura num objeto híbrido que é comercializado frequentemente com o rótulo:&amp;quot;soluções&amp;quot;. Esta nova prática sugere uma tendência para entender a cidade como uma espécie de arquitetura da arquitetura, uma solução a nível de metadesign (VASSÃO, 2010) que agencia indivíduos e coisas: edifícios, infraestrutura pública, sistemas de transporte, informação, conhecimento, cultura, saberes populares, consumo, etc. Esse design a nível meta, conectando indivíduos entre si, indivíduos a coisas e coisas com coisas, numa relação sistêmica e dinâmica própria do ambiente urbano vivo é um design sistêmico. Gordon Pask (PASK, 1969) foi quem precisamente identificou e descreveu este processo ao aproximar a arquitetura da cibernética. A cibernética presupõe autonomia e abertura total nos processos que se retroagem e se retroalimentam sob demanda e necessidades específicas de um determinado instante. Compartilhar é uma ação generosa que abre o recurso e o torna disponível a outro. A distribuição é feita por uma infraestrutura que potencializa o que é compartilhado. A ação generosa de compartilhar é dada por uma cultura cotidiana, a infraestrutura, a distribuição do recurso é uma política - neste caso espeçifico uma tecnopolítica. Esta infraestrutura, para ser livre e democrática precisa ser neutra. O Marco Civil da internet brasileira é um exemplo de tecnopolítica que garante a neutralidade da rede na distribuição da informação. Por outro lado, sem infraestrutura e política de distribuição de recursos, não há otimização ou até mesmo uso do que é ou pode ser compartilhado. Logo distribuição e compartilhamento interagem de modo sistêmico e interdependente. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Yona Friedman, influenciado pela aproximação da prática profissional com a cibernética, discute o lugar do arquiteto e urbanista e elabora uma proposta inserido-o num processo que ele desenha e entende como democratizante (FRIEDMAN, 1975). Friedman analisa a metodologia predominante e prática de intermediação profissional no que ele chama de relação usuário e hardware. Para Friedman, arquitetura consiste numa série de operações simples que se inicia com o futuro usuário (ou cliente) do produto arquitetônico. Este cliente possui necessidades específicas que precisam ser traduzidas sensivelmente num hardware que supostamente atenderá todas as suas necessidades. O arquiteto e urbanista é uma interface essencial de comunicação enquanto não houver um idioma comum entre usuário, construtor, gestor público, empreiteiro, etc. Na prática, o desenvolvimento de um projeto para atender um cliente pode levar um longo tempo, meses, para que todas as necessidades possam ser compreendidas e incorporadas ao hardware projetado. Mas se há uma demanda grande de clientes, algo como 10.000 (dez mil), como é possível atender em menos de 5.000 anos? Logo, a profissão arrumou uma solução: a generalização da demanda. Ou seja, a redução, ou quase que a eliminação da coleta de informação do cliente no processo de construção do hardware. Arquitetos e urbanistas assumem desde então que é impossível encontrar soluções para cada usuário específico, logo, buscaram encontrar uma solução média para os futuros usuários. Friedman reconhece o empenho de arquitetos, urbanista e cientistas sociais que criaram técnicas para reconhecer e calcular necessidades médias individuais em um determinado lugar e/ou contexto social. Em outras palavras, necessidades específicas para um futuro usuário padrão. É fato que este processo que reduz o diálogo entre o usuário e o hadware causa ruídos na comunicação, que até então era o principal papel do arquiteto e urbanista. Deste modo, a insatisfação do usuário com o hardware é inevitável. Essa insatisfação é compreendida quando percebemos que o cliente médio (padrão) não existe. Logo, ao invés de satifazer um cliente que existe, satifazemos um que não existe.&lt;br /&gt;
Partindo desta hipótese, Friedman elabora o que ele chama de &amp;quot;processamento da informação: circuitos entre usuário e planejador&amp;quot; (FRIEDMAN, 1975, pg.34). Neste cenário ele insere o arquiteto e urbanista num sistema de comunicação que permite a aproximação usuário-hardware e o que ele vem a considerar como democratização do processo de planejamento. Este sistema tem como premissas: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
#autonomia do usuário;&lt;br /&gt;
#co-responsabilização do usuário no processo;&lt;br /&gt;
#formas de retroação do processo a qualquer momento;&lt;br /&gt;
#o arquiteto e urbanista deixa de ser o centro na relação usuário-hardware. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na proposta de Friedman, o futuro usuário encontra um repertório de arranjos (soluções possíveis) que seu modo de vida requer. O repertório, que é necessariamente limitado, deve ser apresentado de modo que ele possa entender. Para cada item do repertório temos um &amp;quot;alerta&amp;quot; que comunica de forma clara e compreensiva ao futuro usuário as vantagens e desvantagens da alternativa escolhida. Este sistema em loop e não em funil, que trabalha com retroação (feedback), num primeiro momento informa ao próprio indivíduo, mas num segundo momento, o loop pode se complexificar e informar a um grupo de indivíduos. Assim o feedback das alternativas escolhidas leva em consideração o todo de usuários e as vantagens e desvantagens são percebidas pelo todo.&lt;br /&gt;
Friedman destaca que neste processo o intérprete já não se faz mais necessário. Os usuários já tem autonomia o suficiente para dialogar diretamente com o processo construtivo do hardware. O arquiteto e urbanista que a séculos sempre teve este papel foi eliminado do processo. O canal de comunicação passa a ser o próprio repertório, ou mais precisamente, o MAPEAMENTO utilizado no repertório. &#039;&#039;&#039;Este MAPEAMENTO precisa ser compreendido por todos os usuários, assim como o artesão que contrói o edifício. Friedman alerta que o arquiteto urbanista não foi excluído do processo, mas sim, o seu papel tradicional. Seu papel, seu novo lugar neste novo sistema é como construtor do repertório, um cartógrafo de repertórios informacionais.&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os principais mecanismos de planejamento urbano vigentes no Brasil atual advogam em defesa da “participação popular” na elaboração de políticas públicas urbanas– prevista no Estatuto da Cidade como diretriz obrigatória à gestão democrática. Vários autores, no entanto, apontam para um desgaste da participação existente, demonstrando como ela raramente resulta em instâncias decisórias efetivas, atuando, ao contrário, de maneira heterônoma. ￼Perpetua-se um modelo que valoriza excessivamente leis e normas em detrimento dos processos em colaboração com a sociedade (SOUZA: 2013). Silke Kapp denuncia a natureza consultiva dos dispositivos participativos em vigor, que configurariam mais uma etapa a ser cumprida no percurso burocrático de um plano do que um objetivo real. Segundo a autora, o termo participação “sugere outra instância, não composta pelos próprios ‘participantes’, que determina e coordena o processo” (KAPP: 2013, 467-468). &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vários projetos vêm sendo desenvolvidos, atualmente, visando promover a interação in situ, intensificar o intercâmbio com o contexto urbano e ativar processos colaborativos. Especialmente com a consolidação da web 2.0 e das ferramentas de georreferenciamento – que permitem sobrepor, em tempo real, o universo digital ao físico, criando o que se identifica por realidade aumentada –, a internet vem fazendo emergir um laboratório de práticas colaborativas de experiência da cidade e da vida pública: &amp;quot;Hoje, a plataforma com maior influência para a criação de encontros ao vivo e para o aperfeiçoamento dos espaços públicos talvez seja, de maneira interessante e paradoxal, a web: um sistema horizontal com forte potencial para a rápida disseminação de ideias e de informações ao qual todos têm acesso e no qual podem atuar como indivíduos&amp;quot; (BATTISTELA: 2013). Se por um lado a formação de redes sociais é há muito utilizada como estratégia eficaz para promover transformações no espaço urbano e para viabilizar iniciativas de mobilização cidadã – antecedendo a comunição digital –, por outro, a ampliação sem precedentes das condições de conectividade da internet lança a um novo patamar as possibilidades de articular processos colaborativos de produção do espaço. &lt;br /&gt;
Um aspecto fundamental dessas ferramentas é sua capacidade de reunir atores de diferentes origens, escalas e naturezas: cidadãos isolados, poder público, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil organizada e empresas privadas, dentre outros. Em geral, quanto maior a complexidade e a diversidade das redes formadas, maior seu alcance, sua capacidade de atuação e sua resiliência, como propõe o conceito de redes multiescalares de Rainier Hehl (in ROSA: 2011). A possibilidade de apropriação e de adaptação a múltiplos contextos é também relevante, consolidando iniciativas que possam ser adequadas e reproduzidas em novas localidades. O uso crescente de telefones celulares conectados à internet proporciona às redes de comunicação um potencial de mobilidade até então inédito, expandindo suas oportunidades de aplicação na esfera territorial:“a internet móvel e o georreferenciamento, juntos, permitem algo antes impensável: a associação, em tempo real, da identidade digital com um espaço físico particular. Isso significa dar a essa identidade que era, até o momento, ubíqua, uma dimensão espacial” (DI SIENA: 2012). O Brasil vem demonstrando interesse em estar na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, a partir de ações como a aprovação do Marco Civil da internet e a criação do portal Participa.Br (http://www.participa.br/). &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Grandes empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs) como a CISCO, Siemens, IBM, etc. juntamente com a governança pública tem desenvolvido e implementado soluções que se auto elegem eficientes ou inteligentes. São soluções aplicadas à arquitetura e ao urbanismo que sugerem ambientes inteligentes, condicionados pelas TICs, reativos instantaneamente à uma demanda do ambiente, agenciando recursos e equilibrando o sistema urbano. Em uma breve síntese, o que estas empresas fazem, é abrir uma canal de comunicação onde a informação compartilhada pelos atores envolvidos no processo é distribuída numa interface cibernética que retroalimenta o canal de comunicação criando matrizes de agenciamento bastante complexas. A informação agenciada afeta diretamente o meio ambiente podendo-se se concluir, também, no compartilhamento e distribuição de recursos materiais do ambiente urbano. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O Smart+Connected Personalized Spaces é um exemplo de objeto híbrido, comercializado sob o rótulo &amp;quot;solução&amp;quot; pela CISCO. A flexibilização do espaço e do tempo do trabalho nos últimos anos condicionou escritórios em casa (home office), como conseqüência, surge a demanda por um espaço de suporte para encontros: reuniões, workshops, palestras, etc. A solução da CISCO consiste no agenciamento de espaços de escritórios (arquitetura) que podem ser compartilhados entre diversas empresas e profissionais autônomos. Deste modo, consegue-se uma otimização na localização e disponibilidade de escritórios (urbanismo) resultando numa economia de recursos materiais e energéticos. Estes escritórios compartilhados estão distribuídos em lugares e momentos diversos. Com um aplicativo que pode ser utilizado de um computador ou celular, é possível agendar uma sala, especificando todas as características necessárias: mobiliário, equipamentos, tamanho/número de pessoas, etc. em qualquer bairro, região, cidade ou país. A CISCO ainda fornece uma conexão direta do espaço físico com os servidores da empresa. Desta forma, os projetos que estão sendo desenvolvidos (aplicativos, arquivos, dados, etc.), estarão todos disponíveis para o funcionário na sala agendada, não importando a localização desta sala. Deste modo, a CISCO trabalha uma conexão direta indivíduo/funcionário - material de trabalho - espaço físico, que pode ser ajustado instantaneamente a qualquer lugar, a qualquer momento.&lt;br /&gt;
Posto as “soluções inteligentes”, arriscamos a sugerir que uma cidade pode ser tanto o cliente quanto o produto destas soluções. Esta hibridização produto+cliente cria uma relação complexa que anula sutilmente o processo de democratização da arquitetura e do urbanismo tal como posto por Friedman (1975), já que tudo tende a ser um produto ou um bem (não comum) do proprietário do sistema agenciador. Do ponto de vista polítco, percebe-se que as iniciativas empresariais, identificadas, mesmo quando vinculadas ao poder público, visam à reprodução de bens privados e a otimização de recursos em prol do aumento de lucros. Ainda que com motivações ecosustentáveis em pano de fundo, a privatização de bens comuns tal como apontado por Hardt &amp;amp; Negri (2009) é intensificada pelas TICs e revestidas de euforia tecnológica apresentadas como única saída sustentável para o futuro do planeta nas “smart cities&amp;quot;.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebe-se claramente que a expropriação do comum é potencializada neste processo francamente reconhecido como inovador que aliena o cidadão. Um exemplo cotidiano do que estamos falando é o Facebook que vende dados e estatísticas de monitoramento constante da vida, dos hábitos, dos costumes, dos lugares visitados e dos desejos de cada um dos seus usuário. Isso é devolvido para os próprios usuários em forma de produtos convenientemente elaborados num processo persuasivo de captura das subjetividades individuais, e elaboração de produtos cada vez mais vitais. Logo os usuários, ao compartilhar suas vidas, tornam-se produtos a serem distribuídos para retroalimentar um ciclo produtivo cada vez mais sofisticado e sedutor.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebemos, num processo semelhante em escala urbana, que os bens comuns compartilhados pela multidão são capturados e convertidos em propriedades privadas e distribuídos em forma de soluções-produto inteligentes para cidades. Ao identificar esta tendência de atuação prática de grandes empresas que convergem seu conhecimento e se dispõe à apresentar “soluções para as cidades”, nos inserimos criticamente e ativamente nesta prática propondo soluções abertas, livres e democráticas suficientemente para que não se confunda a cidade com um produto-solução a ser comercializado. Deste modo, nos instrumentalizamos ativamente do potencial das TIC para discutir numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento de práticas comunitárias, coletivas e cidadãs que livremente enriquecem o bem comum contrapondo os recorrentes processos de alienação cidadã. Nesta linha construímos tecnopolíticas, em ações alinhadas com o Marco Civil da Internet, valorizando processos de democratização no meta design do sistema urbano.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
====Utilização dos mapas georreferenciados e plataformas digitais para conectar redes e produzir tecnopolítica====&lt;br /&gt;
Esse eixo volta-se a investigar a aplicação das tecnologias digitais de mapeamento aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. &lt;br /&gt;
Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O desenvolvimento cartográfico aliado a instrumentos colaborativos constitui uma importante metodologia a se explorar. A consolidação das técnicas de georreferenciamento, dentro do que ￼é identificado como Geodesign, amplia as condições de compreensão da realidade territorial e pode se vincular a interfaces interativas para expandir as possibilidades de participação cidadã. Mapas produzidos coletivamente fornecem informações úteis, constantemente atualizadas, sobre o contexto urbano podendo ter mecanismos que conectam os usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, promovendo o estreitamento das pontes entre instituições e cidadãos e permitindo maior transparência. Exemplos: Whatif?Cities &amp;lt;http:// whatif.es/&amp;gt;; Fix My Street &amp;lt;https://www.fixmystreet.com/&amp;gt;; Mappe &amp;lt;http://mapeo.la-mesa.org/ iniciativas/&amp;gt;; Mapa da Cultura de Fortaleza &amp;lt;http://mapeamentofortaleza.org.br/&amp;gt;; Green Map &amp;lt;http://www.greenmap.org/&amp;gt;; Mapeando o Comum &amp;lt;http://mappingthecommons.net/&amp;gt;; dentre outros. A busca por melhores condições de entendimento da realidade territorial pode ser expandida para a exploração em rede das ferramentas de desenho computadorizado (CAD - computer aided design) criando modelos digitais de lugares ou de situações urbanas específicas que possam ser submetidos a teste e modificados por seus usuários, a partir de parâmetros preestabelecidos. Interfaces intuitivas fazem com que ferramentas de projeto – cujo domínio costuma se restringir a profissionais especializados – tornem-se mais abertas ao público em geral, ampliando suas possibilidades de atuação no exercício da produção do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Compreende-se que a representação arquitetônica tradicional, sobretudo o desenho técnico configura, geralmente, uma linguagem inacessível à maior parte da população. A superação desse limite torna-se fundamental para constituir mecanismos de decisão coletiva voltados à transformação da cidade. Possibilita-se a visualização de múltiplos cenários, a comparação dos impactos de diferentes propostas em ambientes específicos e a construção conjunta de novas soluções, auxiliando as práticas de colaboração cidadã a ultrapassarem o modelo de participação eletiva que atualmente predomina. Referências: streetmix &amp;lt;http://streetmix.net/&amp;gt;; city kit &amp;lt;http://www.world-architects.com/en/pages/hybrid-space-lab&amp;gt;; etc. &lt;br /&gt;
Propõe-se criar ferramentas que viabilizem o compartilhamento de bens e de recursos urbanos, o qual acontece quando se criam estruturas em rede que possibilitem o uso conjunto de serviços ou de objetos diversos. Trata-se de infraestruturas e equipamentos, mantidos pela administração pública ou pelo setor privado, disponibilizados ao público para o uso compartilhado, como carros (car sharing), bicicletas (bikesharing) e até mesmo espaço de trabalho (co-working). A tendência ao compartilhamento sinaliza uma transformação dos padrões tradicionais de consumo, apontando para uma lógica a partir da qual ter acesso a serviços e a equipamentos específicos se torna mais importante do que possuí-los. As práticas desenvolvidas nessa categoria se conectam ao incentivo da economia solidária e à busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável. Exemplos: car2go &amp;lt;https://www.car2go.com&amp;gt;; bikebh &amp;lt;http://goo.gl/dwS9Gj&amp;gt;; fluid meeting spaces &amp;lt;http://www.fluidmeetingspaces.com/&amp;gt;; couchsurfing &amp;lt;https://www.couchsurfing.org/&amp;gt;; gnammo &amp;lt;http://gnammo.com/&amp;gt;; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Fazer artesanal enquanto resistência e produção de processos constituintes====&lt;br /&gt;
Abre-se aqui uma defesa tanto das ações de extensão, quanto do processo de criação e produção artesanal enquanto formas de resistência à produção mecanizada, alienada e em série industrial. Defende-se o aprender fazendo, aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente. Defende-se uma arte, um design, uma arquitetura que se elabore sem assinatura, sem a forma em evidência, sem o jogo do poder que envolve a sua autoria. Incentiva-se o processo como foco do trabalho, conhecimento na troca desierarquizada, fazer arte, design e arquitetura como se faz política, fazer política e criar espaços livres.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando se trata de desenvolvimento de tecnologias sociais que potencializem a relação desierarquizada entre as ongs e universidades e as pessoas envolvidas nos projetos, que moram no território presente nas práticas extensionistas, surge uma grande questão que envolve a criação de objetos, metodologias e ações cotidianas que precisam surgir no encontro entre o fazer-pensar erudito da academia e o fazer-pensar cotidiano experimental das localidades. E é aí que, para a arte, a arquitetura e o design, adquirem potência para ativar formas de fazer que não sejam apenas estratégicas e planejadas, mas que incorporem o fazer tático, próprio de quem não possuí condições financeiras para consumir no mercado. Portanto, não somente os processos de criação colaborativas precisam ser a mola propulsora das ações, destituindo do artista, do arquiteto e do designer a sua tão demandada e necessária produção autoral.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Richard Sennet, “fazer é pensar (...) o artífice representa uma condição humana especial: a do engajamento.” (SENNET, 2008: 30) Entende-se que, na Universidade, o lugar mais apropriado para “pensar fazendo” é na extensão. Fazer pensando e vice-versa elege ao primeiro plano das ações de transformação e invenção a tática, ao invés da estratégia. Se, para CERTEAU (2003), a estratégia postula um lugar como próprio e constrói uma base para gestão de suas relações com a exterioridade, a tática só tem por lugar o do outro. Ela insinua, fragmentariamente, sem apreendê-lo por inteiro, sem poder retê-lo à distância. Não dispõe de base para capitalizar os seus proveitos. Pelo fato de seu não-lugar, a tática depende do tempo, vigília à espera da oportunidade. Na tática, a arte de dar o golpe é o senso da ocasião. A tática é a arte do fraco e este pode tirar partido de forças que lhe são estranhas. Espera de momentos oportunos onde combina elementos heterogêneos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seguindo a trilha deixada por Michel Foucault, CERTEAU vê nos dispositivos inventados uma vampirização das instituições que reorganizam clandestinamente o funcionamento do poder, ou seja, uma atuação microfísica do poder. O autor detecta, já nos anos 60, a importância de pesquisas destes outros modos de utilizar produtos consumidos de forma subversiva e curto-circuitam as encenações institucionais.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
A uma produção racionalizada, expansionista além de centralizada, barulhenta e espetacular, corresponde outra produção qualificada de ‘consumo’: esta é austuciosa, é dispersa, mas ao mesmo tempo ela se insinua ubiquamente, silenciosa e quase invisível, pois não se faz notar com produtos impostos por uma ordem econômica dominante. (CERTEAU, 2003: 39)&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acreditamos que qualquer alternativa à concepção de desenvolvimento dominante só pode acontecer a partir da ação do cidadão, da mudança de seu habitus, no espaço da vida cotidiana. É necessário entender que o trabalho envolvendo realidades sociais díspares deve estabelecer um ambiente de troca de experiências de vida e de conhecimento. A questão principal é a transformação dos saberes e de todos os indivíduos envolvidos no processo em direção a sociedades mais justa, menos desigual via uma atuação mais política e engajada por parte da universidade (professores e estudantes) e dos profissionais tão seduzidos pelos projetos autorais (arquitetos, artistas e designers). Aprender com o outro numa troca desierarquizada e desenvolver tecnologia social que possa ser reaplicada como construção de uma máquina de guerra contra o Império é nosso principal objetivo. Construir uma pequena multidão em cada projeto e programa que nos envolvemos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, reafirma-se aqui que a extensão universitária possibilita a realização de ações que alimentam o pensamento e assim num ciclo contínuo, surgem teorias que aprimoram e reinventam as práticas. A extensão não deve ser pensada como simplesmente transferência de conhecimento, ela deve construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante, incluindo o ensino e a pesquisa. Entende-se que a pesquisa acadêmica precisa funcionar, servir pra alguma coisa que realmente transforme a vida das pessoas ou melhore as condições de habitabilidade no mundo, e, portanto sua relação com a extensão é fundamental: “É isso, uma teoria é exatamente como uma caixa de ferramentas. Nada tem a ver com o significante. É preciso que sirva, é preciso que funcione.” (DELEUZE, 2006: 267)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Objetivos===&lt;br /&gt;
====A. MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto “Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária cartografias Emergentes” surgiu a partir da pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC e desenvolvida em 2014. Como produto, o projeto apresentou a plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com). Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo como objetivo localizar, no território da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana de Belo Horizonte, as atividades culturais existentes e as suas características (categorias, financiamento, organização, etc), o projeto procura gerar um panorama territorial complexo que constitua uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após essa primeira etapa do projeto, com a criação da plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com) e a elaboração de sua metodologia, a segunda etapa do projeto pretende expandir a cartografia proposta para outras áreas da Cultura e, além disso, cartografar as ações que estão presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando as potencias aqui encontradas, notadamente aquelas pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social, as quais, não raro tem as mais genuínas manifestações culturais expressas, razão pela qual, busca-se com a implementação desse projeto o aprofundamento do olhar da Univerisdade para as manifestações culturais multitudinárias presentes ao nosso redor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Produzir conhecimento de forma desierarquizada e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano, expropriando o comum;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Confeccionar mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumentos de pressão política e de denúncia; d) ter um caráter educativo, gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos específicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapear municípios, dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que possuam ações e iniciativas culturais com as características propostas no projeto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Produzir oficinas nos municípios mapeados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para expandir a cartografia proposta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mapear setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. Alguns setores já foram identificadas: audiovisual, publicações independentes, saberes populares, saúde mental, superficies urbanas, performances e coletivos de artes cênicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Realizar oficinas e propor parcerias a fim de cartografar setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Promover a capacitação tecnológica dos envolvidos nas oficinas, difundindo conhecimento sobre a produção de mapas digitais colaborativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Auxiliar no empoderamento desses atores a partir da formacão de redes e de parcerias com outros grupos envolvidos em atividades similares, e oferecer condições para que dêem maior visibilidade à sua produção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A quantidade de oficinas e locais será mensurada a partir do mapeamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções para compartilhamento e distribuição de informações do sistema urbano utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a tecnologia móvel, tendo a dimensão fundamental o Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2012). Deste modo, temos como objetvo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
implementar juntamente com os parceiros, processos formativos que possam politizar a informação fomentando questões e procesos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difundir práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É objetivo específico da ação de extensão priorizar temáticas de planejamento metropolitano estratégicos para a promoção do Comum, são elas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- agricultura urbana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- moradia/habitação de interesse social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- cultura e lazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, buscamos de modo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. observar e analisar criticamente com que grau de engajamento é possível compartilhar e distribuir o Comum considerando limitações políticas, técnicas, econômicas e culturais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
identificar e mapear uma riqueza Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2009) essencial à vida do sistema urbano no que tange a agricultura urbana, a moradia e a cultura e lazer; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. territorializar/espacializar idéias e ações coletivas na RMBH fomentando processos de discussão e elaboração de políticas urbanas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
promover processos educativos junto à população, comunidades organizadas e movimentos sociais para capacitação no uso e domínio das tecnologias de conexão garantindo a autonomia dos indivíduos no desenvolvimento e gestão das ferramentas digitais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. fomentar e discutir tecnopolíticas no meta design das cidades sugerindo um Marco Civil da Cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando as 3 ações de desenvolvimento do projeto, apresentamos objetivos específicos para cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar movimentos sociais e associações comunitárias locais em torno da defesa das áreas verdes na RMBH e o compartilhamento público destas áreas com a população;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar em parceria com a Rede Verde e o Movimento Fica Ficus de Belo Horizonte na elaboração, publicação e distribuição de jornal informativo da Rede Verde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gerenciar e alimentar mapa colaborativo da Natureza Urbana na RMBH cartografando ações comunitárias entorno da defesa das áreas vérdes, das práticas de agricultura urbana e dos áreas de interesse paisagístico/ambiental;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomentar com informações, projetos e planos urbanísticos, políticas de preservação e ampliação de áreas verdes, agricultura urbana e parques aberto ao público na RMBH. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutas Territoriais Urbanas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar uma topologia das lutas a partir das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear as lutas na plataforma Crowdmap identificando e caracterizando o território das lutas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar os movimentos de lutas da America Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#EmBreveAqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear na plataforma Crowdmap áreas não edificadas, áreas edificadas, patrimônio histórico, áreas residuals e superfícies vazias, que estejam vagas/sem uso, da RMBH e propor interveções/ocupações destinadas ao lazer, cultura, agricultura urbana e moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coletar propostas de projetos desenvolvidos nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo e divulgá-los/publicá-los no mapeamento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas e workshops com associações de bairros, comunidades e movimentos sociais que possam tanto denunciar áreas e superfícies de interesse coletivo quanto discutir propostas de ocupações para essas áreas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas, concursos e workshops que poderão propor ocupações para as áreas mapeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo desse projeto é fomentar a cultura e seus mecanismos de expressão bem como estimular o acesso e o intercâmbio de informação entre Ocupações Comunitárias e UFMG. Por meio do desenvolvimento de diversas oficinas (estamparia, tecelagem, mobiliários) e através da Unidade Nômade do Comum - dispositivo móvel que circulará pelas ocupações promovendo a criação de uma mídia comunitária independente capacitando, artística e profissionalmente voltada aos jovens das ocupações - pretende-se construir um espaço autogestionado de referência no desenvolvimento e difusão da cultura popular, estimulando a construção democrática e a experiência profissional colaborativa, apresentando outras perspectivas à jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social enquanto potencializa o potencial da universidade de receber e dialogar com agentes historicamente excluídos do ensino superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos específicos desse projeto abrangem: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.A realização de um cartografia cultural nas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.A compra dos equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades, planejamento, projeção e construção da Unidade Nômade do Comum, um veículo móvel de mídia e cultura popular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.A articulação e formação de uma rede, inclusive virtual, de comunicação entre os jovens de diferentes comunidades periféricas e entre as principais redes de cultura da cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.A ampliação das oportunidades de trabalho e renda para os beneficiários associados em situação de risco pessoal e social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.A Melhoria da auto-­estima e da qualidade de vida dos beneficiários e de seus familiares; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.A capacitação dos beneficiários na produção de objetos de design, buscando com eles aprimorar as técnicas produtivas e a didática das oficinas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Tornar os beneficiários multiplicadores do conhecimento, buscando garantir a sustentabilidade dos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Promover a cultura da colaboração e cooperação estimulando a criação e fortalecimento de associações e cooperativas, além da criação de outras redes produtivas integradas na própria comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Promover inclusão mercadológica da rede produtiva; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver coletivamente uma tecnologia social para ser aplicada nos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Desenvolver produtos que sejam baseados no equilíbrio da tríade social-­‐ambiental-‐econômico; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Capacitar os beneficiários em processos de autogestão e planejamentos integrados, coletivos e colaborativos de redes produtivas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fomentar discussões sobre cidadania e protagonismo comunitário, buscando o empoderamento real da comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13.Dar visibilidade à população local, seu cotidiano, sua experiência estética e sua produção cultural à partir de estratégias de divulgação do programa; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14.Intervir, através de produtos produzidos pelas oficinas, nos espaços coletivos das comunidades de maneira a melhorar a infraestrutura e qualidade ambiental local .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15.Contribuir para a interdisciplinaridade, articulando arquitetura e urbanismo com outras áreas do conhecimento, principalmente comunicação, design, geografia, economia, psicologia e engenharia; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17.Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal e de design; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.Desenvolver uma cartilha para propagação do conhecimento artesanal técnico, que seja compreensível para pessoas de qualquer nível de instrução, baseada no processo de aprendizagem durante as oficinas, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19.Disponibilizar informações sobre a utilização e reutilização racional dos recursos naturais, buscando processos produtivos mais sustentáveis; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20.Realizar eventos de encerramento nas ocupações e um festival de Cultura Popular na UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21.Elaborar livro indexado compilando relatos das experiências e artigos, inclusive com moradores das próprias ocupações como em co-autoria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Metodologia e Avaliação===&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A copesquisa cartográfica pretende uma positividade que é ação coletiva e potência em ato, fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, as microrrevoluções, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. A ideia central deste processo é envolver a investigação teórica e a conceitual de forma indissociada das necessidades do mundo real. Os conceitos e as teorias são importantes em tempo real. A pesquisa vai sendo aprofundada conforme a necessidade, e o tempo do trabalho é o tempo do aqui/agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente, a prática participativa e de ação junto à sociedade acontece também no movimento da construção de novos conceitos e de novas formas de abordagem e de pensamento sobre o real. Artigos, textos, manifestos, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. O cronograma das atividades se dá de maneira rizomática entrelaçando o pensamento com a prática, acompanhando os acontecimentos cotidianos da cidade e o momento em que se vê necessária uma intervenção. Em cada ação de produção de mapas territorializados coletivamente ou em laboratórios, diversas teorias, autores de referência, projetos similares, serão levantados, discutidos, debatidos e transformados em informação para fundamentar a ação. A prática e a experimentação via cartografias críticas realizadas coletivamente, em grupos parceiros e em comunidades em estado de vulnerabilidade social, integram-se ao processo como mecanismos fundamentais para que se atinjam os objetivos desejados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entende-se que é possível considerar o mapa como uma interpretação do território atravessado por distintas dimensões de análises e que, portanto, pode ser aplicado de diversas maneiras. A riqueza de um mapa cartográfico criativo estará dada na medida em que permitir uma construção social marcada pela singularidade, que contribua para a formação de resistências às formas tradicionais de mapeamentos das cartografias hegemônicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborar um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama. Um mapa, decalque, quando atravessado pelo processo de copesquisa cartográfico, pode também ser dinâmico e flexível para conseguir abarcar a complexidade socioespacial com toda sua potência de multiplicidade, heterogeneidade, interconexão e mobilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo-se que a subjetividade é intrínseca à construção de um mapa e declarando-se tal advertência, o leitor consciente estará apto a usar os mapas como uma entre outras tantas ferramentas disponíveis para analisar a realidade a partir, inclusive, da experiência coletiva que se engendra em um lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A. METODOLOGIA MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
As cartografias que se propõe desenvolver nesse projeto constituem a continuidade do projeto de pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC, desenvolvido no ano de 2014, no qual se investigou o papel e a distribuição da cultura nos processos de transformação do espaço urbano, na cidade de Belo Horizonte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal produto da pesquisa em questão foi o mapaculturabh, disponível no endereço , uma plataforma de mapeamento colaborativo online voltada a cartografar equipamentos e eventos culturais no território da cidade. Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa antecedente lançou as bases teóricas, produziu e disponibilizou um banco de dados inicial, e aprofundou as ferramentas metodológicas para o desenvolvimento de mapeamentos coletivos com comunidades e grupos sociais diversos. No entanto, compreende-se a produção cultural como um objeto demasiado extenso e dinâmico para que seja possível constituir um panorama satisfatório em um período de trabalho tão curto. Ademais, o próprio exercício desenvolvido ao longo deste último ano apontou setores junto aos quais a atuação mais específica traria uma grande contribuição para a cartografia já iniciada, principalmente por terem se apresentado como categorias-chave para a emergência do que definimos como “cultura multtudinária”, ou por termos identificado que uma compreensão mais abrangente das suas manifestaçoes requer uma aproximação maior dos atores diretamente envolvidos na sua produção. É justamente nesses recortes que se pretende concentrar os esforços nessa nova etapa do projeto, ou, como já apontado nos objetivos, voltando-se aos temas/grupos ligados à performance, às publicações e mídias impressas, à apropriação de superfícies urbanas e à saúde mental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se, sobretudo, que muito mais do que desenvolver uma representação da distribuição espacial de tais manifestações, a prática cartográfica colaborativa ajude a promover o empoderamento dos atores sociais relacionados à cultura multitudinária que se propõe cartografar, consolidando redes, proporcionando capacitação tecnológica e produzindo conjuntamente ferramentas e táticas para uma inserção mais potente de tais práticas no território da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da pesquisa antecedente desenvolveu-se uma metodologia de mapeamento colaborativo testada em diversas oficinas no ano de 2014, que se utilizou sobretudo de mapas físicos informados coletivamente. Tomou-se como uma das principais referências o trabalho do coletivo argentino Iconoclasistas, com vasta experiência em cartografias críticas coletivas. A metodologia se mostrou extremamente relevante não somente para a coleta de dados, mas, sobretudo, para a discussão das categorias e dos parâmetros de análise a serem adotados, que receberam uma grande contribuição desses encontros. As oficinas realizadas previamente, no entanto, não contavam ainda com a plataforma digital, que estava também em processo de desenvolvimento. Nesse momento, pretende-se adaptar a metodologia utilizada para combinar os mapeamentos físicos à utilização da plataforma digital, expandindo as possibilidades da cartografia e explorando mais profundamente o seu potencial de treinamento e de capacitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretende-se também concentrar esforços na elaboração de vídeo-tutoriais online, nos moldes do que foi desenvolvido para ensinar como utilizar a plataforma produzida (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X2f5GTd_oos), para produzir também um material que ensine aos envolvidos não somente como usar, mas também como criar mapas digitais colaborativos, ampliando o aprendizado adquirido com o envolvimento no projeto para além de seus limites imediatos, e oferecendo maiores incentivos para a particpação e o engajamento dos diversos grupos que pretendemos atingir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Partindo de experiências já consolidadas do grupo de pesquisa Indisciplinar em mapeamentos digitais colaborativos feitos em diversos momentos e contextos, utilizaremos como material as plataformas de mapeamento colaborativo do CrowdMap, plataforma de código livre, desenvolvido pelo USHAHIDI e o Mapa de Vista desenvolvido pelo HackLab. Os mapeamentos colaborativos são utilizados para criar uma interface intuitiva e sensível de uma base de dados sobre o Comum a ser compartilhado e distribuído na RMBH. É muito importante entender a metodologia de sensibilização de dados como uma maneira de inserir o indivíduo na informação. Quando isso ocorre, provoca-se imediatamente uma reação e consequente diálogo. Deste modo, é necessário também que junto dos mapeamentos sejam elaboradas bases que sensibilizem a informação. Estas bases podem ser por exemplo; vídeos, animações, infográficos, ensaios fotográficos, diagramas e mapas interativos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aplicação prática das tecnologias de conexão desenvolvidas, são promovidos pequenos cursos de capacitação com comunidades e movimentos sociais para que possam utilizar da melhor forma possível os recursos de mapeamento colaborativo e de conexão digital em aplicações web e aplicações móveis. Deste modo, pretende-se que as comunidades sejam autônomas tanto no processo de uso quanto na gestão das ferramentas. Em um segundo momento, como desdobramento do projeto, deslumbra-se formação em comunidades e movimentos sociais tendo como foco a juventude, que poderá se capacitar em programação e design de ferramentas digitais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o projeto terá como material de trabalho e produção processual:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos em plataforma web; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos integrados a plataforma web por meio de aplicações móveis para Android e IOS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*vídeos e animações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*infográficos e diagramas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*ensaios fotográficos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este material será utilizado nos seguintes processos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conexão de indivíduos, grupos, comunidades e movimentos sociais em oficinas de capacitação em conexão digital; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*sensibilização dos cidadãos nas questões políticas abordado nas 3 bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*intensificação e potencialização das trocas de experiências entre diversos atores interessados em discutir e construir propostas que emergem nas conexões feitas pelas bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conectar cidadãos afim de potencializar ações que levem à autônomia e solidariedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Relação Ensino, Pesquisa e Extensão===&lt;br /&gt;
As atividades do IND. LAB compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa), ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na COPESQUISA e na CARTOGRAFIA como métodos de pesquisa engajado e militante, possuímos diversas estratégias de ação envolvendo a GERAÇÃO DE TECNOLOGIA SOCIAL (compartilhar e re-aplicar o conhecimento produzido coletivamente e produção de metodologias que possam ser multiplicadas). Tem como pressuposto central a ideia de que o conhecimentoque se difunde e se produz nas ações extensionistas se constrói no encontro entre o universo acadêmico e do saber popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EM BUSCA DA INDISCIPLINA====&lt;br /&gt;
Trazendo a discussão da disciplina, dispositivo do bipoder e do controle da vida e do conhecimento nas sociedades disciplinares a partir do século XVII, que legitimou e organizou as instituições acadêmicas ampliando radicalmente o número de escolas e universidades ao longo do século XIX, para o questionamento do ambiente acadêmico atual no Brasil e em quase todos os países do mundo, podemos perceber que este enquadramento do saber em disciplinas, que, diferente do português, em espanhol significa assignatura, gera um leque de problemas de conduta cotidiana na vida de professores e educadores, que impedem o agenciamento de novas formas pedagógicas e educativas. Há uma exigência nacional que controla as formas de trocar o conhecimento. Necessita-se um enquadramento do conhecimento em disciplinas para que se gerem as grades e matrizes curriculares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contraditoriamente, nossas agências de fomento à produção acadêmica que financiamento de pesquisa e extensão no Brasil, via de regra incluem em seus indicadores de avaliação dos Projetos e Programas em editais o indicador da interdisciplinaridade gerando uma esquizofrenia entre os sistemas que compõem o sistema geral do ensino nas universidades brasileiras: relação indissociada entre ensino, pesquisa e extensão. Como os currículos dos cursos, em sua maioria nas universidades brasileiras é organizado em disciplinas estanques, inventa-se formas de relacionar pesquisa e extensão furando o sistema tradicional que é pensado disciplinarmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí surgem algumas questões de ordem conceitual e política que envolvem projetos de ensino em todas as áreas de conhecimento: Como e para que é importante um saber isolado, íntegro e total? A quem interessa esta divisão do conhecimento em setor, grades, matrizes e categorias? A quem interessa a produção de um conhecimento estanque dentro das escolas e das universidades? A quem interessa um conhecimento taxonômico do mundo e das coisas? A quem interessa a separação entre as disciplinas? E poder-se-ia divagar um pouco mais: Entre natureza e artifício? Entre sujeito e objeto? Entre centro e periferia? Entre espaço mental e espaço vivido? Entre global e local? Entre arte e design? Entre arquitetura e urbanismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que estas dicotomias nos levam a um grande equívoco próprio do conhecimento acadêmico atual e que é incompatível com a idéia tão difundida da interdisciplinaridade. Pensando nesta situação, sugerimos aqui a Extensão Universitária como o lugar da liberdade e da desierarquização do conhecimento envolvendo o ensino e a pesquisa. Trata-se de pensar estas disciplinas de forma indisciplinar que age simultaneamente dentro e fora dos centros produtores de conhecimento, e que pode adotar um pensamento-ação crítico e de resistência. Isto tudo tem a ver com conhecimento, com potência criativa, com invenção, com política cultural, com política acadêmica, com política pública, com urbanismo, com o direito à cidade. Tudo isto tem relação direta com indignação, com possibilidade do uso livre do mundo. Tudo isto deveria interessar aos artistas, designers, arquitetos e urbanistas. Mais do que difundir a técnica, seria preciso incitar os alunos, técnicos e professores os envolvidos um posicionamento crítico frente ao mundo. Acredita-se que realizar uma atuação militante dentro da universidade exige que se faça um movimento de cruzamento: entre os saberes populares e eruditos, entre os modos de vida da periferia e dos seus técnicos, alunos e professores. Cruzar as fronteiras, territoriais e espaciais, mas também, e principalmente, sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repensando o ensino que envolve a cultura, a arte, o design, a arquitetura e o urbanismo, teríamos que compreender que são disciplinas indisciplinares que envolvem a vida como um todo e produzem espaços e que estes são políticos e nunca neutros. Entende-se que atualmente tudo é urbano. Entende-se que a produção do espaço urbano é cultural, social, política, econômica, e portanto, indisciplinar por sua natureza híbrida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TECNOLOGIA SOCIAL====&lt;br /&gt;
Acredita-se que dentro das universidades brasileiras e latino-americanas, a extensão é o ponto de resistência! Segundo o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nós, educadores, pensando no ensino e na produção da arte, do design e da arquitetura, é necessária uma introdução de outras formas para lidar com os processos de criação, que possibilitem novos parâmetros produtivos, que promovam a consolidação de um campo expandido para estas disciplinas, para além do tecnicismo e do mercado de produção em massa (tanto da arquitetura quanto do design industrial), para além da geração de obras (de arte autorais para serem legitimadas por instituições via bienais, etc e, consequentemente, comercializadas em galerias de luxo). É muito importante incentivar um desenvolvimento cultural contaminado pelo cotidiano, e que possa existir de uma maneira mais social e política, criando um ambiente para a existência de ações mais engajadas e militantes. Projetos e ações menos estéticas e mais éticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do conhecimento, via extensão, se faria na troca de saberes sistematizados entre o acadêmico e o popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade. Neste sentido nos deparamos com a idéia de geração de tecnologia social, que surgiria através deste confronto desierarquizado de saberes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que a extensão não deve transferir conhecimento da universidade para uma comunidade, mas sim, construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante. O objetivo essencial do trabalho extensionista é, ou deveria ser, o de estabelecer uma rede de trocas desierarquizada e compreender que todos aprendem e ampliam os seus horizontes ao longo destas experiências. Nestes projetos de extensão que irei apresentar em seguida, a consciência da atuação política é evocada a todo momento para que a construção das tecnologias sociais não aconteça de forma consciente apenas no nível técnico e burocrático, o que é um risco evidente dentro das estruturas acadêmicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo que a pesquisa seja o movimento acadêmico mais valorizado por todos os órgãos de fomento no Brasil e no mundo, a extensão é o lugar da geração de tecnologia social, conceito que surge claramente no sentido de equilibrar, ou iniciar um equilíbrio, entre os incentivos de financiamento de pesquisas científicas (que interessam ao mercado, às indústrias e, portanto, explicitamente, ao capital) e projetos de extensão, que estão interessados em fomentar a produção do conhecimento entre universidade e comunidades em estado de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Lassance e Pedreira (2004: 66), tecnologias sociais reaplicáveis podem ser definidas como um “conjunto de técnicas e procedimentos, associados às formas de organização coletiva, que representam soluções para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.” No mesmo sentido, Boaventura de Souza Santos defende a extensão como fundamental:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje ditas de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino.&#039;(SANTOS apud SOBRINHO, 2000: 50)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos devem ganhar neste processo de troca universidade-comunidade-parceiros, que engloba a generosidade e a solidariedade humana, dentro de um movimento de tradução, invenção e formulação de tecnologia social. Desenvolvendo projetos de extensão, aliados à pesquisas que desloquem e aprimorem constantemente o fazer, é possível gerar, através do encontro de instituições, profissionais e pessoas de realidades sociais e culturais diversas, atos que se dão como biopotência, que resistem aos mecanismos do biopoder estabelecidos pelas relações perversas do capital contemporâneo. Propõem-se aqui ações de extensão como catalizadoras do poder da Multidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é importante resssaltar que as pesquisas e os projetos de extensão do Ind.Lab são trabalhados dentro de algumas disciplinas, mas principalmente na UNI 009 Cartografias Emergentes da Cultura que é aberta para toda universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
====Pelo Público====&lt;br /&gt;
Este projeto prevê indicadores de avaliação que serão articulados com os objetivos específicos e com as ações que garantam o cumprimento das metas. Está previsto que durante todo o desenvolvimento dos projetos, inclusive anterior e posteriormente, por meio do alinhamento de expectativas e da retomada das questões enfrentadas quando da síntese do projeto e das ações paralelas (como eventos e publicações), será realizado trimestralmente um relatório contendo o Plano de Ação que contém os indicadores de avaliação, sempre a partir do marco zero, para que se possa compreender como as ações garantem o cumprimento dos objetivos e se estes encontram-­‐se dentro dos prazos previstos pelo cronograma. Para a avaliação contínua das ações do Programa, elencam-­se alguns indicadores que serão verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas e documentação audiovisual a serem efetuadas pela equipe, parceiros e professores convidados: _Em relação aos beneficiários diretos, deverá ser considerado seu empoderamento, incremento de renda, melhoria da qualidade de vida, a qual envolve trabalho, saúde e educação, capacidade de gerir e empreender próprios negócios, aprimoramento das suas habilidades profissionais, apropriação de novas práticas, tecnologias e métodos de comercialização, como meios de distribuição e comunicação, melhoria na infra estrutura para a produção e a melhoria na produtividade, observando a ampliação efetiva do seu repertório cultural; _A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas; Em relação à comunidade local, deverá ser considerado o fortalecimento de uma identidade cultural,a apropriação das práticas e tecnologias por parte da comunidade, a mudança de hábitos, que implicam no consumo de produtos fruto das atividades do projeto, a ampliação da consciência socioambiental e melhorias ambientais no bairro; _Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; _A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas; _Avaliação qualitativa e quantitativa. Número de público frequentando os eventos (acadêmicos e culturais) e também entrevistas com os participantes diretos como palestrantes, artistas, etc;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Pela Equipe====&lt;br /&gt;
Em relação à comunidade acadêmica, deverá ser verificado o grau de comprometimento da universidade com o projeto, sua contribuição para o aprimoramento da pesquisa e ensino, a influência do projeto afim de envolver a comunidade acadêmica em outros projetos e iniciativas sociais, a construção da identidade profissional e a formação do universitário, a ampliação de parceiros e a possibilidade de continuidade e ampliação do projeto. _Em relação aos bolsistas participantes do programa, para a verificação e avaliação da influencia do projeto na sua formação profissional será considerado o comprometimento e participação do estudante em todas as atividades, a avaliação da produção e sistematização de conhecimentos, o que envolve publicações, produções de artigos e portfólio e o envolvimento dos bolsistas com um grupo multidisciplinar. Deve-­‐se ressaltar que à atividade de extensão, serão atribuídos créditos para integralização curricular. Para isso, a participação neste projeto deverá ser registrada nos Colegiados de origem dos estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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*ZAERA/POLO, Alejandro. Theory and Practice: A Scientific Autobiography (II). (Architectural Theory and Education in the Millennium. Part 6/II), A+U, no.379,abril de 2002.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=892</id>
		<title>ProEXT 2016 - IND.lab</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=ProEXT_2016_-_IND.lab&amp;diff=892"/>
		<updated>2015-04-26T23:42:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Tipo/Descrição do Público-Alvo: */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=Introdução=&lt;br /&gt;
==Identificação da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Título: IndLab_Laboratório Nômade do Comum &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Coordenador: Natacha Rena / Outro &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tipo da Ação: Programa &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ações Vinculadas: não existem ações vinculadas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Edital: Edital PROEXT 2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Instituição: UFMG - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Início Previsto: 01/01/2016 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Término Previsto: 31/12/2017 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Recurso Financeiro: R$ 295.830,00 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Órgão Financeiro: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Gestor:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Detalhes da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carga Horária Total da Ação: 10191 horas &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Justificativa da Carga Horária:&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Periodicidade: Anual &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
A Ação é Curricular?: Sim&amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
Abrangência: Municipal &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem Limite de Vagas?: Não &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Local de Realização: Escola de Arquitetura da UFMG, ocupações urbanas e comunidades de BH e RMBH. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Período de Realização: 01/01/2016 a 01/01/2018 &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Tem inscrição?: Não&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Público-Alvo==&lt;br /&gt;
===Tipo/Descrição do Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
Das nossas maiores motivações é a oportunidade de trabalhar com o público alvo desse projeto, que são os moradores das favelas, aglomerados e ocupações comunitárias  dentro do projeto Artesanias do Comum, assim como grupos de artistas alternativos, performances, desenhistas, artistas que produzem de forma alternativa seus trabalhos dentro do projeto Mapeando o comum, assim como trabalhar junto a movimentos sociais, culturais e ambientalistas novos que surgem nos últimos anos para resistir aos processos neoliberalizantes da gestão pública que junto do mercado imobiliário avança sobre territórios comuns da cidade como praças e parques. Todo este público alvo é muito abrangente e podem atingir grupos, movimentos e comunidades de toda região metropolitana de Belo Horizonte. No caso do projeto Artesanias do Comum, conforme já constatado nos trabalhos realizados nessas comunidades elas são integradas, majoritariamente por jovens, negros, grande presença de mulheres e idosos, além de pessoas com deficiência motora ou psíquica e que encontram uma série de obstacúlos para a concessão de seus direitos fundamentais, devido à sua condição de moradia precária e a opressão encarada cotidianamente. Destacamos que nesse projeto contamos com a participação dos beneficiários em todas suas etapas, seja na articulação, organização e execução, de forma que o projeto será construído de forma ativa e participativa pela comunidade. Contaremos com mobilizadores sociais que residam nesses espaços para desenvolvermos um trabalho em consonância com a realidade das comunidades e de forma a propiciar seu maior envolvimento, por meio de visitas-convite, diálogos e intervenções prévias. A construção dessas comunidades foram frutos da luta das famílias pelo acesso à direitos fundamentais, notadamente o da moradia, de forma que a luta social e o envolvimento político em conjunto com os movimentos sociais de Belo Horizonte já faz parte do histórico de vivências dessas comunidades. Ao reinvindicar o direito à moradia e exigir o respeito a uma vida digna, por meio de sua mobilização e do apoio de movimentos sociais, ONGS, Universidades, artistas e autônomos tem conseguido o avanço de uma mesa de negociação junto ao judiciário visando a solução pacífica do conflito. Assim, essas comunidades já se encontram envolvidas com a dinâmica dos apoios que recebem de diferentes setores, existe, inclusive a Av. dos Estudantes em diversas ocupações, homenagem ao apoio oferecido por muitos discentes, especialmente da UFMG. Destacam-se os projetos ‘Formação da Rede de Apoio à Criança e Adolescência da ocupação Guarani Kaiowa’, aprovado pela Fundação Luterana Diaconal e o Resiste Isidoro, junto às ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória desenvolvido pelo integrantes dos movimentos sociais que fazem parte desse projeto, além do próprio grupo de pesquisa Indisciplinar que protagonizará essa execução Algumas das pessoas envolvidas nesse trabalho acompanham as ocupações há alguns anos, desenvolvendo forte relação política e lações de confiança junto às famílias e principalmente junto às mulheres que se destacam como coordenadoras comunitárias. Assim estimulamos a solidariedade, a sororidade, atividades sustentáveis, enfim, os laços comunitários. Destaca-se que esse projeto é desenvolvido junto à famílias em comunidades que encontram, diuturnamente, seus direitos humanos fundamentais ameaçados e violados. Além de conviverem com a ameaça do despejo e abusos de autoridade por parte da Polícia Militar, as famílias das ocupações urbanas tem acesso precário desde à rede de esgoto e até para conseguir um emprego formal. Isso sem falar nas violações ao acesso à educação e saúde, deparando-se com a negativa de atendimento médico e matrícula escolar na região, tendo, assim, precarizado à acesso à direitos fundamentais para o consecução da dignidade da pessoa humana. Por desenvolvemos o projeto em conjunto com esse público em uma perspectiva de empoderamento, responsabilização e trabalho-cooperado, potencializa não só o desenvolvimento de autonomia e consciência crítica mas é exercício impressindível à formação acadêmica integral. E o mais importante, não iremos importar uma cultura em uma realidade que desconhecemos mas daremos as ferramentas e os meios necessários para a manifestação legítima dessas ocupações urbanas. A necessidade do acesso à informação e do desenvolvimento dos mecanismos de cultura e mídia livre popular foi que deram inicio a esse projeto totalmente inovador que busca semear um solo fértil para que a juventude da comunidade tenha instrumentos para florescer seu potencial e expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades; expor seu posicionamento e fazer valer seus direitos. No caso do projeto Mapeando o comum, já tivemos experiências similares em diversas ações de workshops envolvendo diversos militantes de causas pelo comum urbano como ciclativistas, artistas, movimento negro, feministas, produtores de agricultura urbana, e ativistas urbanos de toda espécie. Portanto, a proposta da cartografia cultural vai envolver estes grupos que fazem parte de um tipo de produção de arte e cultura que não pertencem ao leque de interesse do mercado ou das políticas culturais do Estado divulga-los e coloca-los nos mapas culturais já que não se encaixam nos padrões turísticos dentro da lógica da economia criativa, já que são ativistas e contrários a qualquer forma de mercantilização da produção cultural. No caso do projeto Compartilhamento e distribuição do comum, dá-se o mesmo, teremos como público alvo pessoas que defendem os bens comuns urbanos e fazem parte de movimentos sociais, culturais e ambientais à margem da lógica produtiva oficial da cidade que é governada pelo Estado-capital.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Número Estimado de Público:=== &lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Número Estimado de Público: 8092&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Discriminar Público-Alvo:===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;A&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;B&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;C&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;D&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;E&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot; width=&amp;quot;35px&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Total&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Público Interno da Universidade/Instituto||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Federais||2||11||8||0||1||22&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Estaduais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Instituições Governamentais Municipais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações de Iniciativa Privada||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Movimentos Sociais||0||0||0||0||40||40&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Não Governamentais (ONGs/OSCIPs)||0||0||0||0||10||10&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Organizações Sindicais||0||0||0||0||0||0&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Grupos Comunitários||0||0||0||0||20||20&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Outros||0||0||0||0||8.000||8.000&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Total||2||11||8||0||8.071||8.092&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Legenda:&lt;br /&gt;
(A) Docente&lt;br /&gt;
(B) Discentes de Graduação&lt;br /&gt;
(C) Discentes de Pós-Graduação&lt;br /&gt;
(D) Técnico Administrativo&lt;br /&gt;
(E) Outro&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Parcerias==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; {{table}}&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Nome&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Sigla&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Parceria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Tipo de Instituição/IPES&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| align=&amp;quot;center&amp;quot; style=&amp;quot;background:#f0f0f0;&amp;quot;|&#039;&#039;&#039;Participação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Espaço Comum Luiz Estrela||ECLE||Externa à IES||Outros||Artistas e produtores culturais engajados com as causas das manifestações políticas e luta por direitos, fornecendo apoio estratégico e técnico. Além disso, o espaço físico será utilizado e...&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Centro de Cooperação Comunitária e Popular - ...||Casa Palmares||Interna à IES||Associação||x&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| Brigadas Populares||BPs||Externa à IES||Movimento Social||Articulação e mobilização Comunitária, elaboração de tecnologias sociais visando o desenvolvimento humano junto à famílias em áreas de extrema marginalização social, &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Caracterização da Ação==&lt;br /&gt;
Atenção: alterar esta informação diretamente no formulário eletrônico: http://sisproext.mec.gov.br/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Área de Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Arquitetura e Urbanismo; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Linha Temática: Linha 17: Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Subtema 1: 4.17.5 Tecnologias Sociais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Descrição da Ação==&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Resumo da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é associado ao Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR cujas ações são focadas na produção do espaço urbano. Ele desenvolve cartografias colaborativas envolvendo comunidades em estado de vulnerabilidade social como Vilas e Favelas, Ocupações e regiões alvos de processos gentrificatórios, assim como atua junto a movimentos sociais, culturais e ambientais. A dimensão do Comum é a ideia norteadora de suas práticas, bem como elemento articulador de sua composição e atuação. Atualmente, integra a rede Tecnopolíticas: territórios Urbanos e Redes Digitais, que conecta pesquisadores de todo o mundo e investiga a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano, produzindo conhecimento e explorando tecnologias sociais que promovem a interseção entre esses dois universos. As atividades do IND. LAB compreendem, indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão e experiências diversas, em uma abordagem transversal e indisciplinar, buscando uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na copesquisa cartográfica como método de investigação engajado e militante, suas estratégias de ação propõem a geração de tecnologia social como publicações, cartografias críticas e ativismo urbano, participando de vários movimentos da sociedade civil organizada e de Conselhos, Fóruns, Comissões junto ao poder público, reuniões em comunidades, movimentos de resistência, produção cultural, representações em Ministério Público, qualificação para debate em audiências públicas e formação de redes colaborativas de pesquisas. Os projetos que compõem este programa são: MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES; COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM; ARTESANIAS DO COMUM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Palavras-Chave:&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
*comum &lt;br /&gt;
*cartografia&lt;br /&gt;
*tecnologia&lt;br /&gt;
*inclusão social&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Informações Relevantes para Avaliação da Proposta:&#039;&#039;&#039; &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
TECNOPOLÍTICAS: Territórios Urbanos e Redes Digitais é uma rede de pesquisa de alto impacto científico e social voltada a investigar a aplicação das tecnologias digitais de comunicação aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. Sendo assim, este Programa Ind.Lab_ Laboratório nômade do Comum propõe o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. Destaca-se a atuação conjunta dos membros desta proposta em iniciativas de pesquisa, de extensão, da participação em eventos científicos, e da organização de workshops em território nacional e internacional, além da compreensão de que é necessário fortalecer uma rede ibero- americana com ênfase na América Latina. Grupos de pesquisadores que pertencem a esta rede vêm investindo fortemente na produção de tecnologia social afim de ampliar a democracia real nas metrópoles e promover a inclusão social e uma maior autonomia da sociedade, são eles: P2P Foundation (coordenado por Michael Bawens), IN3 (Coordenado por Castells e ligado ao 15M); Urbano Humano (coordenado pelo arquiteto Domenico de Siena, pesquisador do urbanismo tático); Labic da Ufes, especialistas em topologia de rede; MediaLab da UFRJ, que trabalham com cartografias das controversas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Justificativa===&lt;br /&gt;
Os problemas trazidos pelo crescimento exponencial das metrópoles e pela concentração de renda nas mãos de poucos são evidências de um sistema capitalista que promove a exclusão econômica e social. Por toda parte, e notadamente nos territórios em que vamos desenvolver as atividades, surgem problemas que passam pela ineficiência no abastecimento de água, de energia, de infraestrutura mínima de mobilidade, saúde, segurança e educação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o capitalismo, até a década de 1970, teria um caráter industrial, no qual a exploração da vida se dava na fábrica, a partir deste momento, com a expansão capitalista em sua formação global, ele avança sobre todo o globo num ciclo contínuo. Enquanto a fábrica era o território primordial para a exploração da mais-valia, atualmente este lugar é toda a metrópole. &#039;A metrópole é para a multidão o que a indústria era para a classe trabalhadora.&#039;(Hardt &amp;amp; Negri, 2009, p. 250). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da lógica do capitalismo contemporâneo, próprio das metrópoles, detém-se biopoliticamente cada vez mais o poder sobre a vida. Contudo, a esta visão da biopolítica, pode-se contrapor a noção da biopolítica como um contra-poder. Hardt e Negri (2005) o denominam multidão: um poder contra o Império, o qual Pelbart identifica como biopolítica da multidão, ou biopotência (Pelbart, 2003).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível enxergar no poder político da multidão (corpo biopolítico coletivo, heterogêneo e multidirecional) uma biopotência que produz e é produzida pelas fontes de energia e de valor capitalizadas pelos modos de produção globalizados. Diante do poder virtual inerente à multidão, vislumbram-se novas possibilidades de se subverter o Império e superá-lo, tirando partido do caldo biopolítico que ele próprio incentiva, através de processos de produção e de trabalho realizados por subjetividades coletivas, como as tecnologias propostas a por meio deste projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
O crescimento vertiginoso dos territórios urbanos – que devem abrigar mais de dois terços da população mundial até 2050 (ONU, 2014) – coloca a vida nas metrópoles no centro das questões pertinentes às sociedades contemporâneas.Paralelamente, vivencia-se a crescente expansão das tecnologias digitais de comunicação e sua consequente integração ao cotidiano das cidades, como elementos codependentes e indissociáveis da dimensão físico-territorial. A incorporação de recursos computacionais ao ambiente urbano acontece de maneira ampla, abrangendo desde softwares voltados prioritariamente ao objeto arquitetônico e urbanístico, às chamadas “cidades inteligentes” (smart cities), que exploram a informática em busca de maior eficiência energética, de sustentabilidade e de concorrência no mercado global. Sua infiltração gradativa transforma as maneiras pelas quais o espaço é experimentado, modificado e representado, fazendo com que, nas grandes cidades, o universo físico e o informacional se associem tão profundamente que não faça mais sentido analisá-los isoladamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se por um lado a associação entre desenvolvimento tecnológico, produção cultural e dinâmica territorial resulta, muitas vezes, na perpetuação de processos orientados pelo consumo e pelo espetáculo, pode se observar, em contrapartida, oportunidades para a aplicação desses recursos em iniciativas de mobilização cidadã, de cooperação intelectual e de livre disseminação do conhecimento, que revelam seu potencial democratizante quando articulados de novas maneiras. Enquanto os mecanismos biopolíticos permitem que o trabalho em rede invada todos os momentos da vida – borrando os limites com o tempo de lazer e se infiltrando ao cotidiano de maneira difusa –, por outro lado, segundo Pelbart, são esses mesmos instrumentos que possibilitam “novas modalidades de insubmissão, de rede, de contágio, de inteligência coletiva”: a Biopotência (PELBART, 2011, p. 84). O autor sugere que a força desterritorializante que subsume a sociedade ao capital, ao invés de tudo dominar, cria, paradoxalmente, um meio não domesticável de pluralidade e de singularização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentre os inúmeros exemplos de ferramentas desenvolvidas como iniciativas de urbanismo entre pares, ou open source, são de particular interesse para essa pesquisa aquelas que possam ser agrupadas na categoria de cartografias colaborativas. Ou seja, propostas que têm como base a produção coletiva de mapas compartilhados em rede, a partir do uso das tecnologias de georreferenciamento. A consolidação desses instrumentos resultou na criação de uma série de plataformas que permitem aos habitantes das cidades mapear acontecimentos, recursos e localidades urbanas das mais variadas naturezas: bicicletários e ciclovias; banheiros públicos; casas sob ameaça de despejo; festas; equipamentos culturais; locais de assaltos; manifestações políticas, ou qualquer outro tipo de situação imaginável. Esses mapas fornecem informações úteis e constantemente atualizadas sobre o contexto urbano. Muitas vezes, as interfaces possuem mecanismos interativos que conectam usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, como será demonstrado em exemplos a seguir. Conforme defendido por Sassen (2013), ao se abrirem para a colaboração, sistemas de gerenciamento das cidades, usualmente centralizados e hierárquicos, passam a ser afetados por novas camadas de informação às quais costumam ser impermeáveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, compreende-se a potência dessas iniciativas para muito além de suas propriedades funcionais, uma vez que se parte do pressuposto de que a cartografia é dispositivo fundamental para a representação das relações de conhecimento e de poder, usada historicamente para legitimar políticas e ações de grupos dominantes e para influenciar a apropriação e a percepção territorial. Trata-se de ferramenta capaz de agenciar grandes quantidades de informação gráfica a partir da espacialização dos dados advindos da observação ou da ação na realidade, e de sua concretização em diversos níveis. A abertura dessa produção aos múltiplos atores que compõem o cotidiano das metrópoles configura um processo democrático de construção colaborativa das narrativas espaciais, tornando-se dispositivos que “vazam” sabedoria local e cotidiana, desestabilizando estruturas verticalizadas e originando relações novas e surpreendentes, pautadas por instituições mais porosas à colaboração cidadã (Sassen: op. cit.). Recupera-se a noção de Certeau sobre mapas que se assemelham mais a “livros de história” do que a “sistemas de lugares geográficos” (1994, p. 17). A cartografia não é vista apenas como meio de representação, mas como método constituinte de territórios, tática que dá forma ao desejo coletivo em relação à cidade e insere no espaço novas camadas da sua experiência. Portanto, mapear os comuns urbanos envolvendo movimentos sociais e culturais, vem sendo uma importante metodologia de organização das lutas contra os avanços do neoliberalismo. Participa-se do projeto do espanhol Pablo de Soto denominado Mapping the common e tem-se desenvolvido diversas ações que derivaram do workshop organizado em Belo Horizonte: http://mappingthecommons.net/pt/mondo/&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também tem sido de grande importância a Cartografia da Cultura multitudinária que faz surgir no mapa, movimentos sociais e culturais que normalmente estão invisívels nos mapas turísticos e tradicionais. Dar visibildade a projetos que possuem caráter político e transformador da sociedade promovendo inclusão social e uma sociedade mais justa, tem sido objetivo desta pesquisa extensionista que o Indisciplinar desenvolve. Justifica-se também que é preciso ocupar os mapas! Para maior informação sobre este projeto que será desdobrado neste Programa: https://www.facebook.com/mapaculturabh?fref=ts&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Compreendendo que a tecnologia conforma atualmente parte indissociavel da experiencia e organização das metrópoles e partindo da observação de que não existe uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades que fortaleça o diálogo entre os os habitantes da cidade e o poder público, faz-se necessário a investigação e produção de tecnologia social aplicada à políticas públicas de modo que haja uma aproximação dessas duas instancias em diversos níveis como mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia,etc.,desenvolvendo colaborativamente teconologia social aberta e reaplicável, disseminando a informação produzida por todo o teritório.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
Segundo relatório das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a América Latina apresenta índices que apontam a diminuição da pobreza, mas o Brasil, contraditoriamente, se torna a sexta maior economia do mundo e o quarto país mais desigual do continente, atrás da Colômbia, que é o terceiro país mais desigual. Este mesmo relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050 e que o índice de urbanização brasileira, além de ser o maior em toda a América Latina entre 1970 e 2010, revela 86,53% da população vivendo nas cidades. Belo Horizonte está entre cinco outras cidades brasileiras que possuem a pior distribuição de renda em toda a América Latina. No país, 28% da população mora em comunidades com infraestrutura precária e a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é de 26%, ou seja, mais alto do que a média latino-americana. O relatório da ONU-Habitat ressalta também que apesar dos desafios para desenvolver as cidades, a América Latina está prestes a viver um novo ciclo de transformação urbana, com objetivo de garantir a melhoria da qualidade de vida nas cidades, mas o grande desafio é a criação de instrumentos para combater as desigualdades nas regiões metropolitanas, sobretudo instrumentos que sejam construídos de maneira colaborativa e diversificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As ocupações urbanas surgiram num contexto de reivindicação de direitos fundamentais. Nesse sentido, umas das principais demandas da comunidade foi colocada como a questão da democratização da comunicação e da cultura. Percebeu-se que um dos principais problemas para a efetivação dos direitos diz respeito ao acesso e à difusão de informações e de conhecimentos qualificados pelos moradores, que apontaram como maiores obstáculos que enfrentam a violação de direitos humanos pela violência estatal e a polícia, e a questão da comunicação e da cultura. Por essa razão se faz tao importante o desenvolvimento de um meio de comunicação livre, auto gestionado e emancipador de mecanismos hegemônicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A situação de deficit habitacional, precariedade de acesso à serviços públicos e alto índice de criminalidade na região metropolitana de Belo Horizonte, segunda pesquisas da Fundação João Pinheiro e IBGE estão entre as maiores do Brasil. Nesse diapasão, no decorrer do trabalho desenvolvido nas ocupações pelos movimentos sociais com os quais desenvolvemos o projeto em conjunto, (como é o caso do Resiste Isidoro https://www.facebook.com/profile.php?id=515450615267587&amp;amp;fref=ts) se percebeu um problema estrutural referente à cultura e comunicação que possui dupla dimensão: a primeira se refere ao precário acesso dos moradores a informação qualificada e a conhecimentos em diversas áreas (política, social, jurídica, educacional), considerando o cenário de marginalização que enfrentamos; a segunda diz respeito à difusão das iniciativas culturais e experiêncas das próprias comunidades e ocupações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, o projeto é uma forma de empreender a Universidade em uma iniciativa única na qual vai-se de frente a uma demanda apresentada pelas comunidades em áreas com alto grau de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que A Universidade desenvolve um trabalho com tecnologia de ponta, portanto, além de capacitar o corpo discente para atuação em uma perspectiva inédita na Univeridade, empodera os moradores das ocupações visando a melhoria da vida comunitária e a construção do acesso e difusão a uma cultura comum. Reconhecendo a indissossiabilidade do sistema de ensino integral, valorizando a pesquisa, o ensino e a extensão, esse projeto se apresenta como oportunidade ímpar de valorar e aplicar esses pilares da Universidade transformando vidas e gerando mudanças tanto fora quanto dentro da Universidade abrindo suas portas para um novo criar cultural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Fundamentação Teórica===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Neoliberalismo e a Metrópole====&lt;br /&gt;
As políticas públicas neoliberais, impostas pelo Estado-capital sobre o território urbano, configuram evidências claras de como a cidade vem se tornando um palco de disputa territorial. Se a fábrica configurava o campo de exploração do trabalho até os anos 70, atualmente o Estado-capital extrai a mais-valia em todo o espaço. Em tempos de capitalismo cognitivo, no qual a tendência da produção cotidiana no mercado vem construindo redes de trabalho voltadas para setores criativos e sociais, as biopolíticas implementadas vão consolidando uma dinâmica de produção do espaço complexa, realizando processos de exclusão social em diversos níveis. Compreender estas as novas estratégias de políticas territoriais é fundamental para mapearmos os campos de luta mais importantes nas nossas cidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Hardt e Negri, num texto intitulado Metrópoles, a metrópole é para a multidão o que a fábrica era para a classe operária industrial, o que poderia nos induzir a pensar nas metrópoles como territórios conectados nos quais as ações biopolíticas e de controle dos corpos e das espécies se dão com maior intensidade. Ao mesmo tempo, poderíamos pensá-las como o lugar no qual a biopolítica das resistências primeiras são também potentes, possibilitando encontros que, apesar de todas as estratégias para evitá-los, se dão com maior ênfase em processos constantes de contaminação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. O tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial que referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas atualmente ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação, tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt e Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O comum como projeto constituinte da multidão====&lt;br /&gt;
A multidão seria então, um ator social ativo, uma multiplicidade que age; seria também o conceito de uma potência que desconfia da representação e em contraste com de povo, porque é uma multiplicidade singular, um universal concreto. O povo constituía um corpo social; a multidão, não, porque ela é a carne da vida e, ao contrário da pura espontaneidade, é como algo organizado num corpo sem órgãos, fora da organização do Aparelho de Estado, ou seja, é um ator ativo de auto-organização, nos introduzindo num mundo completamente novo, dentro de uma revolução que já está acontecendo. A multidão é para o autor, ao mesmo tempo, sujeito e produto da praxis coletiva, assim, como também, cada corpo é multitudinário, ou pode tornar-se uma multidão, formando redes e potencializando contaminações que desejam liberdade na coletividade. A multidão é um monstro híbrido, uma legião, e um projeto que se faz cruzando-se multidão com multidão, misturando corpos operando a mestiçagem e a hibridação, já que o próprio corpo é trabalho vivo e recusa, maquinicamente, a organização constante operada pelo sistema capitalista, portanto, expressão e cooperação, enfim, o poder constituinte da multidão é algo diferente, não é apenas uma exceção política, mas uma exceção histórica, é um produto de uma descontinuidade temporal, radical, metamorfose ontológica, ou seja, a multidão é um nome ontológico de produção de resistências ativas contra sobrevivência parasitárias que constituem a engrenagem da máquina capitalista contemporânea (NEGRI, 2010).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma construção em tempos táticos e estratégicos de resistências mundiais contra o urbanismo neoliberal, que se configura performaticamente nas ruas e nas redes, utilizando ao mesmo tempo processos destituintes (via ação direta, manifestações, ações judiciais) e constituintes (via ocupas e acampadas, produção de cultura, arte, textos, vídeos, imagens e novos modos de vida).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É interessante observar que desde 2011, os movimentos multitudinários (em todo o mundo) ocupam praças e ruas, reforçando a luta contra projetos neoliberalizantes de privatização do espaço público e, nestes processos de ocupas, apesar dos curtos espaços de tempo, surgem múltiplos processos constituintes de uma outra sociedade que pode se organizar independente da lógica Estado-capital da democracia representativa, formando novas redes afetivas e novas formas democráticas, novas modos de vida baseados na produção do comum (em defesa dos bens comuns e em processos constituintes de modos de organização em-comum). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesses movimentos multitudinários globais, a política é uma ontologia plural: o pluralismo das lutas, que emergem das tradições divergentes e expressam objetivos diferentes, combina-se com a lógica cooperativa e federativa da assembleia para criar um modelo de democracia constituinte, em que essas diferenças são capazes de interagir e se conectar umas com as outras, formando uma composição compartilhada. Esta pluralidade de movimentos contra o capital global, contra a ditadura das finanças, contra os biopoderes que destroem o planeta, surgem em busca do acesso livre e compartilhado do comum e de sua autogestão; discutir, aprender, ensinar, estudar, comunicar-se e participar das ações: essas são algumas das formas de ativismo, constituindo o eixo central da produção de subjetividade numa ontologia plural da política que é colocada em prática por meio do encontro e da composição de subjetividades militantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É no território metropolitano que estas lutas multitudinárias geram um contorno plural, singular e coletivo de forma espacial, ganhando visibilidade e forçando o Estado a repensar as formas burocráticas e pouco participativas que vêm imperando na construção dos planos via parcerias público-privadas. Ou seja, a produção do comum é o que já acontece no trabalho biopolítico imaterial do cotidiano, a metrópole é onde esta biopotência ativa da multidão ganha intensidade e dimensão, e portanto, a constituição do comum nos processos insurgentes contra o Estado-capital fazem crescer novas formas de vida que vão tornando-se desejo de uma ampla gama de jovens e minorias até então excluídas dos processos democráticos, tanto no Brasil quanto no mundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em meio a este caldo biopolítico da multidão, vemos também o cruzamento de grupos e sujeitos antes isolados e marginais ao processo das lutas urbanas organizadas, como: pixadores, funkeiros, rapeiros, prostitutas, pop de rua, skatistas, vendedores ambulantes, estudantes. Esta mistura maluca, híbrida, biopolítica, também vem assumindo formas inusitadas, que fogem ao simples ato de marchar enfileirados nas ruas guiados pelos carros de sons dos sindicatos e partidos, mas se envolvem cada vez mais numa estratégia tática afetiva gerando heterotopias através de festas, carnavais, atos artísticos, intervenções nas redes de forma ubíqua, fazendo cruzar o espaço topológico das redes com o espaço físico das ruas. Também surgem novas formas de construção de novas subjetividades políticas que passam pelas assembleias populares em praças e parques, ou ocupas que vão ocupar tanto o espaço público (do Estado) quanto o espaço privado (do Mercado) através de ações diretas de diversas ordens, gerando situações territoriais autônomas (temporárias ou não). Mas não é somente através de atos curtos e de instantes de lutas que se vê crescer as resistências positivas, diversas ações que envolvem o aparato jurídico e político oficial estão sendo construídas cotidianamente e surgem das conexões multitudinárias redes-ruas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atitudes antidemocráticas envolvendo a expropriação do comum, que até 2013 eram decisões políticas tomadas somente pelo poder público, agora vêm sendo sistematicamente denunciadas ao Ministério Público. Mecanismos de participação popular, até então abandonados pela sociedade de maneira geral como os espaços das Câmaras do Legislativo, têm sido diariamente ocupadas por movimentos sociais que trazem debates fundamentais para a construção da cidade, envolvendo principalmente o tema do transporte público via movimento Tarifa Zero, ou a Reforma Urbana e a luta pela moradia via movimentos organizados e em expansão como MLB, Brigadas Populares, grupos de pesquisa das universidades e ativistas de diversos setores. Este conjunto destituinte dos poderes tradicionais se soma ao conjunto de ações constituintes que vêm tomando forma e dimensão como é o caso do Espaço Comum Luiz Estrela , espaço colaborativo e autogestionado de criação e compartilhamento de ideias e ações artísticas, políticas e culturais que tem sido referência para diversos grupos minoritários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A democracia representativa já não mais representa o cidadão comum e vem deixando de lado os interesses de todos para garantir o interesse do mercado que financia o Estado e suas campanhas políticas que garantem a permanência de grupos no poder. Contudo, a sociedade se rebela. O espírito de multidão que encara o Império de frente e exige democracia real e, em muitos casos, o direito de ter os seus bens comuns administrados autonomamente, faz parte destas novas organizações ativistas que trazem a frescura da coleção subjetiva das diferenças e a pauta ampliada das lutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria também interessante notar que estes movimentos são horizontais, sem lideranças definidas, e possuem uma dinâmica de articulação, que, por ser rizomática, é impossível de cooptar. Vemos o Estado-capital na tentativa desesperada de se aproximar destes movimentos para capturar a sua dinâmica que se recusa a pertencer à lógica do Aparelho de Estado, pois são máquinas de guerra configuradas por maltas híbridos. A autonomia e a autogestão é tudo o que o Estado-capital não pode suportar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora da lógica dos movimentos viciados da esquerda clássica, que acredita na ideia unitária de povo, e fora da lógica do mercado, que só pensa nos cidadãos como massa, a multidão é plural e atua no trabalho vivo e imaterial produzido em rede coletivamente e criativamente. Portanto, estancar a força motriz que move estes movimentos não vai ser tarefa fácil para o Estado-capital, já que o que os movem é o amor e o afeto e o próprio sentido ativo da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Sistema urbano, cibernética e tecnopolítica====&lt;br /&gt;
O compartilhamento de espaços, objetos e práticas cotidianas, entendido como recursos urbanos, tem se mostrado uma alternativa bastante atrativa para a operacionalização do sistema urbano no século XXI que tem como desafio, retroceder na emancipação da natureza para tornar-se viável globalmente. Podemos enumerar uma série de experiências práticas e soluções já implementadas e em funcionamento (MAIA, 2013)  que sugerem uma nova prática de planejamento e gestão urbanos unindo tecnologias de informação e comunicação (TICs), urbanismo e arquitetura num objeto híbrido que é comercializado frequentemente com o rótulo:&amp;quot;soluções&amp;quot;. Esta nova prática sugere uma tendência para entender a cidade como uma espécie de arquitetura da arquitetura, uma solução a nível de metadesign (VASSÃO, 2010) que agencia indivíduos e coisas: edifícios, infraestrutura pública, sistemas de transporte, informação, conhecimento, cultura, saberes populares, consumo, etc. Esse design a nível meta, conectando indivíduos entre si, indivíduos a coisas e coisas com coisas, numa relação sistêmica e dinâmica própria do ambiente urbano vivo é um design sistêmico. Gordon Pask (PASK, 1969) foi quem precisamente identificou e descreveu este processo ao aproximar a arquitetura da cibernética. A cibernética presupõe autonomia e abertura total nos processos que se retroagem e se retroalimentam sob demanda e necessidades específicas de um determinado instante. Compartilhar é uma ação generosa que abre o recurso e o torna disponível a outro. A distribuição é feita por uma infraestrutura que potencializa o que é compartilhado. A ação generosa de compartilhar é dada por uma cultura cotidiana, a infraestrutura, a distribuição do recurso é uma política - neste caso espeçifico uma tecnopolítica. Esta infraestrutura, para ser livre e democrática precisa ser neutra. O Marco Civil da internet brasileira é um exemplo de tecnopolítica que garante a neutralidade da rede na distribuição da informação. Por outro lado, sem infraestrutura e política de distribuição de recursos, não há otimização ou até mesmo uso do que é ou pode ser compartilhado. Logo distribuição e compartilhamento interagem de modo sistêmico e interdependente. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Yona Friedman, influenciado pela aproximação da prática profissional com a cibernética, discute o lugar do arquiteto e urbanista e elabora uma proposta inserido-o num processo que ele desenha e entende como democratizante (FRIEDMAN, 1975). Friedman analisa a metodologia predominante e prática de intermediação profissional no que ele chama de relação usuário e hardware. Para Friedman, arquitetura consiste numa série de operações simples que se inicia com o futuro usuário (ou cliente) do produto arquitetônico. Este cliente possui necessidades específicas que precisam ser traduzidas sensivelmente num hardware que supostamente atenderá todas as suas necessidades. O arquiteto e urbanista é uma interface essencial de comunicação enquanto não houver um idioma comum entre usuário, construtor, gestor público, empreiteiro, etc. Na prática, o desenvolvimento de um projeto para atender um cliente pode levar um longo tempo, meses, para que todas as necessidades possam ser compreendidas e incorporadas ao hardware projetado. Mas se há uma demanda grande de clientes, algo como 10.000 (dez mil), como é possível atender em menos de 5.000 anos? Logo, a profissão arrumou uma solução: a generalização da demanda. Ou seja, a redução, ou quase que a eliminação da coleta de informação do cliente no processo de construção do hardware. Arquitetos e urbanistas assumem desde então que é impossível encontrar soluções para cada usuário específico, logo, buscaram encontrar uma solução média para os futuros usuários. Friedman reconhece o empenho de arquitetos, urbanista e cientistas sociais que criaram técnicas para reconhecer e calcular necessidades médias individuais em um determinado lugar e/ou contexto social. Em outras palavras, necessidades específicas para um futuro usuário padrão. É fato que este processo que reduz o diálogo entre o usuário e o hadware causa ruídos na comunicação, que até então era o principal papel do arquiteto e urbanista. Deste modo, a insatisfação do usuário com o hardware é inevitável. Essa insatisfação é compreendida quando percebemos que o cliente médio (padrão) não existe. Logo, ao invés de satifazer um cliente que existe, satifazemos um que não existe.&lt;br /&gt;
Partindo desta hipótese, Friedman elabora o que ele chama de &amp;quot;processamento da informação: circuitos entre usuário e planejador&amp;quot; (FRIEDMAN, 1975, pg.34). Neste cenário ele insere o arquiteto e urbanista num sistema de comunicação que permite a aproximação usuário-hardware e o que ele vem a considerar como democratização do processo de planejamento. Este sistema tem como premissas: &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
#autonomia do usuário;&lt;br /&gt;
#co-responsabilização do usuário no processo;&lt;br /&gt;
#formas de retroação do processo a qualquer momento;&lt;br /&gt;
#o arquiteto e urbanista deixa de ser o centro na relação usuário-hardware. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na proposta de Friedman, o futuro usuário encontra um repertório de arranjos (soluções possíveis) que seu modo de vida requer. O repertório, que é necessariamente limitado, deve ser apresentado de modo que ele possa entender. Para cada item do repertório temos um &amp;quot;alerta&amp;quot; que comunica de forma clara e compreensiva ao futuro usuário as vantagens e desvantagens da alternativa escolhida. Este sistema em loop e não em funil, que trabalha com retroação (feedback), num primeiro momento informa ao próprio indivíduo, mas num segundo momento, o loop pode se complexificar e informar a um grupo de indivíduos. Assim o feedback das alternativas escolhidas leva em consideração o todo de usuários e as vantagens e desvantagens são percebidas pelo todo.&lt;br /&gt;
Friedman destaca que neste processo o intérprete já não se faz mais necessário. Os usuários já tem autonomia o suficiente para dialogar diretamente com o processo construtivo do hardware. O arquiteto e urbanista que a séculos sempre teve este papel foi eliminado do processo. O canal de comunicação passa a ser o próprio repertório, ou mais precisamente, o MAPEAMENTO utilizado no repertório. &#039;&#039;&#039;Este MAPEAMENTO precisa ser compreendido por todos os usuários, assim como o artesão que contrói o edifício. Friedman alerta que o arquiteto urbanista não foi excluído do processo, mas sim, o seu papel tradicional. Seu papel, seu novo lugar neste novo sistema é como construtor do repertório, um cartógrafo de repertórios informacionais.&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os principais mecanismos de planejamento urbano vigentes no Brasil atual advogam em defesa da “participação popular” na elaboração de políticas públicas urbanas– prevista no Estatuto da Cidade como diretriz obrigatória à gestão democrática. Vários autores, no entanto, apontam para um desgaste da participação existente, demonstrando como ela raramente resulta em instâncias decisórias efetivas, atuando, ao contrário, de maneira heterônoma. ￼Perpetua-se um modelo que valoriza excessivamente leis e normas em detrimento dos processos em colaboração com a sociedade (SOUZA: 2013). Silke Kapp denuncia a natureza consultiva dos dispositivos participativos em vigor, que configurariam mais uma etapa a ser cumprida no percurso burocrático de um plano do que um objetivo real. Segundo a autora, o termo participação “sugere outra instância, não composta pelos próprios ‘participantes’, que determina e coordena o processo” (KAPP: 2013, 467-468). &lt;br /&gt;
Nesse sentido, identifica-se grande potencial nas iniciativas identificadas como urbanismo entre pares, arquitetura open source, cidade copyleft, ou wikitetura, dentre outros. Baseadas na cultura de software aberto e do conhecimento livre, essas propostas tomam emprestado o vocabulário próprio ao universo informacional para aplicá-lo à produção colaborativa do espaço urbano. Marta Battistella (2013) reflete sobre o contraste entre o potencial globalizante e aparentemente desterritorializante da revolução informacional, e o caráter predominantemente local dessas plataformas digitais sociais, que almejam incentivar encontros e intervenções urbanas. A autora argumenta que, apesar desse avanço tecnológico apontar uma aparente tendência ao distanciamento do universo físico e da convivência face a face, torna-se possível presenciar o surgimento de uma série de iniciativas conectadas em rede que propõem, justamente, o resgate da experiência local do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Vários projetos vêm sendo desenvolvidos, atualmente, visando promover a interação in situ, intensificar o intercâmbio com o contexto urbano e ativar processos colaborativos. Especialmente com a consolidação da web 2.0 e das ferramentas de georreferenciamento – que permitem sobrepor, em tempo real, o universo digital ao físico, criando o que se identifica por realidade aumentada –, a internet vem fazendo emergir um laboratório de práticas colaborativas de experiência da cidade e da vida pública: &amp;quot;Hoje, a plataforma com maior influência para a criação de encontros ao vivo e para o aperfeiçoamento dos espaços públicos talvez seja, de maneira interessante e paradoxal, a web: um sistema horizontal com forte potencial para a rápida disseminação de ideias e de informações ao qual todos têm acesso e no qual podem atuar como indivíduos&amp;quot; (BATTISTELA: 2013). Se por um lado a formação de redes sociais é há muito utilizada como estratégia eficaz para promover transformações no espaço urbano e para viabilizar iniciativas de mobilização cidadã – antecedendo a comunição digital –, por outro, a ampliação sem precedentes das condições de conectividade da internet lança a um novo patamar as possibilidades de articular processos colaborativos de produção do espaço. &lt;br /&gt;
Um aspecto fundamental dessas ferramentas é sua capacidade de reunir atores de diferentes origens, escalas e naturezas: cidadãos isolados, poder público, organizações não governamentais, grupos da sociedade civil organizada e empresas privadas, dentre outros. Em geral, quanto maior a complexidade e a diversidade das redes formadas, maior seu alcance, sua capacidade de atuação e sua resiliência, como propõe o conceito de redes multiescalares de Rainier Hehl (in ROSA: 2011). A possibilidade de apropriação e de adaptação a múltiplos contextos é também relevante, consolidando iniciativas que possam ser adequadas e reproduzidas em novas localidades. O uso crescente de telefones celulares conectados à internet proporciona às redes de comunicação um potencial de mobilidade até então inédito, expandindo suas oportunidades de aplicação na esfera territorial:“a internet móvel e o georreferenciamento, juntos, permitem algo antes impensável: a associação, em tempo real, da identidade digital com um espaço físico particular. Isso significa dar a essa identidade que era, até o momento, ubíqua, uma dimensão espacial” (DI SIENA: 2012). O Brasil vem demonstrando interesse em estar na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, a partir de ações como a aprovação do Marco Civil da internet e a criação do portal Participa.Br (http://www.participa.br/). &amp;lt;br/&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Grandes empresas de tecnologias de informação e comunicação (TICs) como a CISCO, Siemens, IBM, etc. juntamente com a governança pública tem desenvolvido e implementado soluções que se auto elegem eficientes ou inteligentes. São soluções aplicadas à arquitetura e ao urbanismo que sugerem ambientes inteligentes, condicionados pelas TICs, reativos instantaneamente à uma demanda do ambiente, agenciando recursos e equilibrando o sistema urbano. Em uma breve síntese, o que estas empresas fazem, é abrir uma canal de comunicação onde a informação compartilhada pelos atores envolvidos no processo é distribuída numa interface cibernética que retroalimenta o canal de comunicação criando matrizes de agenciamento bastante complexas. A informação agenciada afeta diretamente o meio ambiente podendo-se se concluir, também, no compartilhamento e distribuição de recursos materiais do ambiente urbano. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O Smart+Connected Personalized Spaces é um exemplo de objeto híbrido, comercializado sob o rótulo &amp;quot;solução&amp;quot; pela CISCO. A flexibilização do espaço e do tempo do trabalho nos últimos anos condicionou escritórios em casa (home office), como conseqüência, surge a demanda por um espaço de suporte para encontros: reuniões, workshops, palestras, etc. A solução da CISCO consiste no agenciamento de espaços de escritórios (arquitetura) que podem ser compartilhados entre diversas empresas e profissionais autônomos. Deste modo, consegue-se uma otimização na localização e disponibilidade de escritórios (urbanismo) resultando numa economia de recursos materiais e energéticos. Estes escritórios compartilhados estão distribuídos em lugares e momentos diversos. Com um aplicativo que pode ser utilizado de um computador ou celular, é possível agendar uma sala, especificando todas as características necessárias: mobiliário, equipamentos, tamanho/número de pessoas, etc. em qualquer bairro, região, cidade ou país. A CISCO ainda fornece uma conexão direta do espaço físico com os servidores da empresa. Desta forma, os projetos que estão sendo desenvolvidos (aplicativos, arquivos, dados, etc.), estarão todos disponíveis para o funcionário na sala agendada, não importando a localização desta sala. Deste modo, a CISCO trabalha uma conexão direta indivíduo/funcionário - material de trabalho - espaço físico, que pode ser ajustado instantaneamente a qualquer lugar, a qualquer momento.&lt;br /&gt;
Posto as “soluções inteligentes”, arriscamos a sugerir que uma cidade pode ser tanto o cliente quanto o produto destas soluções. Esta hibridização produto+cliente cria uma relação complexa que anula sutilmente o processo de democratização da arquitetura e do urbanismo tal como posto por Friedman (1975), já que tudo tende a ser um produto ou um bem (não comum) do proprietário do sistema agenciador. Do ponto de vista polítco, percebe-se que as iniciativas empresariais, identificadas, mesmo quando vinculadas ao poder público, visam à reprodução de bens privados e a otimização de recursos em prol do aumento de lucros. Ainda que com motivações ecosustentáveis em pano de fundo, a privatização de bens comuns tal como apontado por Hardt &amp;amp; Negri (2009) é intensificada pelas TICs e revestidas de euforia tecnológica apresentadas como única saída sustentável para o futuro do planeta nas “smart cities&amp;quot;.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebe-se claramente que a expropriação do comum é potencializada neste processo francamente reconhecido como inovador que aliena o cidadão. Um exemplo cotidiano do que estamos falando é o Facebook que vende dados e estatísticas de monitoramento constante da vida, dos hábitos, dos costumes, dos lugares visitados e dos desejos de cada um dos seus usuário. Isso é devolvido para os próprios usuários em forma de produtos convenientemente elaborados num processo persuasivo de captura das subjetividades individuais, e elaboração de produtos cada vez mais vitais. Logo os usuários, ao compartilhar suas vidas, tornam-se produtos a serem distribuídos para retroalimentar um ciclo produtivo cada vez mais sofisticado e sedutor.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Percebemos, num processo semelhante em escala urbana, que os bens comuns compartilhados pela multidão são capturados e convertidos em propriedades privadas e distribuídos em forma de soluções-produto inteligentes para cidades. Ao identificar esta tendência de atuação prática de grandes empresas que convergem seu conhecimento e se dispõe à apresentar “soluções para as cidades”, nos inserimos criticamente e ativamente nesta prática propondo soluções abertas, livres e democráticas suficientemente para que não se confunda a cidade com um produto-solução a ser comercializado. Deste modo, nos instrumentalizamos ativamente do potencial das TIC para discutir numa abordagem prática e cotidiana, técnicas, metodologias e políticas de empoderamento de práticas comunitárias, coletivas e cidadãs que livremente enriquecem o bem comum contrapondo os recorrentes processos de alienação cidadã. Nesta linha construímos tecnopolíticas, em ações alinhadas com o Marco Civil da Internet, valorizando processos de democratização no meta design do sistema urbano.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
====Utilização dos mapas georreferenciados e plataformas digitais para conectar redes e produzir tecnopolítica====&lt;br /&gt;
Esse eixo volta-se a investigar a aplicação das tecnologias digitais de mapeamento aos processos de produção do espaço urbano. Pretende-se produzir conhecimento e explorar tecnologias que promovam a interseção entre as redes digitais e as dinâmicas espaciais urbanas. Compreende-se que estas tecnologias conformam, atualmente, parte indissociável da experiência e da organização das metrópoles contemporâneas, promovendo a fusão da sua dimensão físico-territorial com a das redes digitais. Partindo de um contexto de urbanização crescente, que alcança até mesmo os recônditos rurais e selvagens, a expansão da tecnologia informacional e das condições de conectividade vem transformando a vivência destes territórios e se integrando às suas infraestruturas com intensidade sem precedentes. No entanto, não se observa uma incorporação correspondente desses mesmos recursos nos instrumentos de planejamento das cidades, sobretudo no que concerne ao fortalecimento do diálogo entre os seus habitantes e o poder público. Portanto, pretende-se investigar/produzir tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis: mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Propomos o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares) que promovem o livre compartilhamento de conhecimento a partir de novos modelos de licenciamento de conteúdo. &lt;br /&gt;
Acredita-se que a ampla disseminação da informação produzida pelo é premissa fundamental para sua contribuição efetiva às práticas de desenvolvimento urbano sustentável no país. Os movimentos de insurgência popular que ganharam visibilidade a partir de junho de 2013, no Brasil, articularam-se prioritariamente em torno de pautas urbanas sinalizando grande insatisfação com os mecanismos de participação e de representação disponíveis para abordar tais questões. A partir daí, começa a estruturação de uma rede de pesquisadores jovens, já imbuídos de pensar propostas para uma sociedade mais plural e democrática, que associa núcleos de pesquisa e extensão das universidades a coletivos artísticos ou midialivristas e a movimentos sociais diversos. Acredita-se que é urgente aliar o que há de mais avançado na investigação em tecnologia da informação à pesquisa urbana em sua dimensão multidisciplinar – reunindo arquitetos, urbanistas, geógrafos, economistas, sociólogos, designers, biólogos etc. – em busca da criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas metrópoles. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pretende-se, a partir dessa produção, auxiliar não somente as comunidades e os grupos organizados da sociedade civil, mas também o Estado, na constituição de plataformas colaborativas que dêem suporte a processos de participação mais eficazes. Iniciativas como o Marco Civil da internet demonstram que o Brasil está na vanguarda das políticas públicas para as redes digitais, revelando uma necessidade de se formar grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e de ampliar seu alcance para a esfera do planejamento urbano envolvendo universidades, Estado e sociedade. Além dos núcleos de pesquisa e dos programas de pós-graduação integrantes, pretende-se fortalecer essa rede através de parcerias com grupos internacionais, consolidando e ampliando uma rede já existente que vem produzindo conhecimento no âmbito das tecnopolíticas urbanas de maneira sistemática e transversal. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
O desenvolvimento cartográfico aliado a instrumentos colaborativos constitui uma importante metodologia a se explorar. A consolidação das técnicas de georreferenciamento, dentro do que ￼é identificado como Geodesign, amplia as condições de compreensão da realidade territorial e pode se vincular a interfaces interativas para expandir as possibilidades de participação cidadã. Mapas produzidos coletivamente fornecem informações úteis, constantemente atualizadas, sobre o contexto urbano podendo ter mecanismos que conectam os usuários entre si, ou que os conectam à administração pública, promovendo o estreitamento das pontes entre instituições e cidadãos e permitindo maior transparência. Exemplos: Whatif?Cities &amp;lt;http:// whatif.es/&amp;gt;; Fix My Street &amp;lt;https://www.fixmystreet.com/&amp;gt;; Mappe &amp;lt;http://mapeo.la-mesa.org/ iniciativas/&amp;gt;; Mapa da Cultura de Fortaleza &amp;lt;http://mapeamentofortaleza.org.br/&amp;gt;; Green Map &amp;lt;http://www.greenmap.org/&amp;gt;; Mapeando o Comum &amp;lt;http://mappingthecommons.net/&amp;gt;; dentre outros. A busca por melhores condições de entendimento da realidade territorial pode ser expandida para a exploração em rede das ferramentas de desenho computadorizado (CAD - computer aided design) criando modelos digitais de lugares ou de situações urbanas específicas que possam ser submetidos a teste e modificados por seus usuários, a partir de parâmetros preestabelecidos. Interfaces intuitivas fazem com que ferramentas de projeto – cujo domínio costuma se restringir a profissionais especializados – tornem-se mais abertas ao público em geral, ampliando suas possibilidades de atuação no exercício da produção do espaço. &amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Compreende-se que a representação arquitetônica tradicional, sobretudo o desenho técnico configura, geralmente, uma linguagem inacessível à maior parte da população. A superação desse limite torna-se fundamental para constituir mecanismos de decisão coletiva voltados à transformação da cidade. Possibilita-se a visualização de múltiplos cenários, a comparação dos impactos de diferentes propostas em ambientes específicos e a construção conjunta de novas soluções, auxiliando as práticas de colaboração cidadã a ultrapassarem o modelo de participação eletiva que atualmente predomina. Referências: streetmix &amp;lt;http://streetmix.net/&amp;gt;; city kit &amp;lt;http://www.world-architects.com/en/pages/hybrid-space-lab&amp;gt;; etc. &lt;br /&gt;
Propõe-se criar ferramentas que viabilizem o compartilhamento de bens e de recursos urbanos, o qual acontece quando se criam estruturas em rede que possibilitem o uso conjunto de serviços ou de objetos diversos. Trata-se de infraestruturas e equipamentos, mantidos pela administração pública ou pelo setor privado, disponibilizados ao público para o uso compartilhado, como carros (car sharing), bicicletas (bikesharing) e até mesmo espaço de trabalho (co-working). A tendência ao compartilhamento sinaliza uma transformação dos padrões tradicionais de consumo, apontando para uma lógica a partir da qual ter acesso a serviços e a equipamentos específicos se torna mais importante do que possuí-los. As práticas desenvolvidas nessa categoria se conectam ao incentivo da economia solidária e à busca por um desenvolvimento urbano mais sustentável. Exemplos: car2go &amp;lt;https://www.car2go.com&amp;gt;; bikebh &amp;lt;http://goo.gl/dwS9Gj&amp;gt;; fluid meeting spaces &amp;lt;http://www.fluidmeetingspaces.com/&amp;gt;; couchsurfing &amp;lt;https://www.couchsurfing.org/&amp;gt;; gnammo &amp;lt;http://gnammo.com/&amp;gt;; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Fazer artesanal enquanto resistência e produção de processos constituintes====&lt;br /&gt;
Abre-se aqui uma defesa tanto das ações de extensão, quanto do processo de criação e produção artesanal enquanto formas de resistência à produção mecanizada, alienada e em série industrial. Defende-se o aprender fazendo, aprender fazendo com o outro, coletivamente e colaborativamente. Defende-se uma arte, um design, uma arquitetura que se elabore sem assinatura, sem a forma em evidência, sem o jogo do poder que envolve a sua autoria. Incentiva-se o processo como foco do trabalho, conhecimento na troca desierarquizada, fazer arte, design e arquitetura como se faz política, fazer política e criar espaços livres.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando se trata de desenvolvimento de tecnologias sociais que potencializem a relação desierarquizada entre as ongs e universidades e as pessoas envolvidas nos projetos, que moram no território presente nas práticas extensionistas, surge uma grande questão que envolve a criação de objetos, metodologias e ações cotidianas que precisam surgir no encontro entre o fazer-pensar erudito da academia e o fazer-pensar cotidiano experimental das localidades. E é aí que, para a arte, a arquitetura e o design, adquirem potência para ativar formas de fazer que não sejam apenas estratégicas e planejadas, mas que incorporem o fazer tático, próprio de quem não possuí condições financeiras para consumir no mercado. Portanto, não somente os processos de criação colaborativas precisam ser a mola propulsora das ações, destituindo do artista, do arquiteto e do designer a sua tão demandada e necessária produção autoral.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo Richard Sennet, “fazer é pensar (...) o artífice representa uma condição humana especial: a do engajamento.” (SENNET, 2008: 30) Entende-se que, na Universidade, o lugar mais apropriado para “pensar fazendo” é na extensão. Fazer pensando e vice-versa elege ao primeiro plano das ações de transformação e invenção a tática, ao invés da estratégia. Se, para CERTEAU (2003), a estratégia postula um lugar como próprio e constrói uma base para gestão de suas relações com a exterioridade, a tática só tem por lugar o do outro. Ela insinua, fragmentariamente, sem apreendê-lo por inteiro, sem poder retê-lo à distância. Não dispõe de base para capitalizar os seus proveitos. Pelo fato de seu não-lugar, a tática depende do tempo, vigília à espera da oportunidade. Na tática, a arte de dar o golpe é o senso da ocasião. A tática é a arte do fraco e este pode tirar partido de forças que lhe são estranhas. Espera de momentos oportunos onde combina elementos heterogêneos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Seguindo a trilha deixada por Michel Foucault, CERTEAU vê nos dispositivos inventados uma vampirização das instituições que reorganizam clandestinamente o funcionamento do poder, ou seja, uma atuação microfísica do poder. O autor detecta, já nos anos 60, a importância de pesquisas destes outros modos de utilizar produtos consumidos de forma subversiva e curto-circuitam as encenações institucionais.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
A uma produção racionalizada, expansionista além de centralizada, barulhenta e espetacular, corresponde outra produção qualificada de ‘consumo’: esta é austuciosa, é dispersa, mas ao mesmo tempo ela se insinua ubiquamente, silenciosa e quase invisível, pois não se faz notar com produtos impostos por uma ordem econômica dominante. (CERTEAU, 2003: 39)&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acreditamos que qualquer alternativa à concepção de desenvolvimento dominante só pode acontecer a partir da ação do cidadão, da mudança de seu habitus, no espaço da vida cotidiana. É necessário entender que o trabalho envolvendo realidades sociais díspares deve estabelecer um ambiente de troca de experiências de vida e de conhecimento. A questão principal é a transformação dos saberes e de todos os indivíduos envolvidos no processo em direção a sociedades mais justa, menos desigual via uma atuação mais política e engajada por parte da universidade (professores e estudantes) e dos profissionais tão seduzidos pelos projetos autorais (arquitetos, artistas e designers). Aprender com o outro numa troca desierarquizada e desenvolver tecnologia social que possa ser reaplicada como construção de uma máquina de guerra contra o Império é nosso principal objetivo. Construir uma pequena multidão em cada projeto e programa que nos envolvemos.&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, reafirma-se aqui que a extensão universitária possibilita a realização de ações que alimentam o pensamento e assim num ciclo contínuo, surgem teorias que aprimoram e reinventam as práticas. A extensão não deve ser pensada como simplesmente transferência de conhecimento, ela deve construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante, incluindo o ensino e a pesquisa. Entende-se que a pesquisa acadêmica precisa funcionar, servir pra alguma coisa que realmente transforme a vida das pessoas ou melhore as condições de habitabilidade no mundo, e, portanto sua relação com a extensão é fundamental: “É isso, uma teoria é exatamente como uma caixa de ferramentas. Nada tem a ver com o significante. É preciso que sirva, é preciso que funcione.” (DELEUZE, 2006: 267)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Objetivos===&lt;br /&gt;
====A. MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto “Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária cartografias Emergentes” surgiu a partir da pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC e desenvolvida em 2014. Como produto, o projeto apresentou a plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com). Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo como objetivo localizar, no território da cidade de Belo Horizonte e Região Metropolitana de Belo Horizonte, as atividades culturais existentes e as suas características (categorias, financiamento, organização, etc), o projeto procura gerar um panorama territorial complexo que constitua uma base de dados para análises sobre a relação entre a distribuição das iniciativas culturais no espaço urbano, os mecanismos utilizados para o seu fomento e as implicações deste quadro no cenário sócio-territorial da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após essa primeira etapa do projeto, com a criação da plataforma &#039;Mapa Cultura BH&#039; (https://culturabh.crowdmap.com) e a elaboração de sua metodologia, a segunda etapa do projeto pretende expandir a cartografia proposta para outras áreas da Cultura e, além disso, cartografar as ações que estão presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estimulando as potencias aqui encontradas, notadamente aquelas pessoas que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade social, as quais, não raro tem as mais genuínas manifestações culturais expressas, razão pela qual, busca-se com a implementação desse projeto o aprofundamento do olhar da Univerisdade para as manifestações culturais multitudinárias presentes ao nosso redor&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos gerais&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Produzir conhecimento de forma desierarquizada e de instrumentos e dispositivos para ações de resistência ao capitalismo neoliberal que se estende sobre todo o espaço urbano, expropriando o comum;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Confeccionar mapas que envolvem objetivos políticos estratégicos: a) dar visibilidade aos conflitos socioambientais; b) ser instrumentos de pressão política e de denúncia; d) ter um caráter educativo, gerando conhecimento e tecnologias sociais através da organização e mobilização; f) contribuir no planejamento das ações que envolvem os movimentos sociais, indicando caminhos estratégicos e parcerias;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Objetivos específicos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Mapear municípios, dentro da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que possuam ações e iniciativas culturais com as características propostas no projeto; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Produzir oficinas nos municípios mapeados na Região Metropolitana de Belo Horizonte para expandir a cartografia proposta; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Mapear setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. Alguns setores já foram identificadas: audiovisual, publicações independentes, saberes populares, saúde mental, superficies urbanas, performances e coletivos de artes cênicas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Realizar oficinas e propor parcerias a fim de cartografar setores que identificamos como chave para a produção da cultura multitudinária. Dessa forma, gostaríamos de aprofundar a cartografia com ações voltadas especificamente a eles. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5. Promover a capacitação tecnológica dos envolvidos nas oficinas, difundindo conhecimento sobre a produção de mapas digitais colaborativos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. Auxiliar no empoderamento desses atores a partir da formacão de redes e de parcerias com outros grupos envolvidos em atividades similares, e oferecer condições para que dêem maior visibilidade à sua produção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A quantidade de oficinas e locais será mensurada a partir do mapeamento. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Soluções para compartilhamento e distribuição de informações do sistema urbano utilizando tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente a tecnologia móvel, tendo a dimensão fundamental o Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2012). Deste modo, temos como objetvo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
implementar juntamente com os parceiros, processos formativos que possam politizar a informação fomentando questões e procesos de agenciamento autônomos que emergem em práticas cotidianas, nos movimentos sociais e nas lutas pelo direito à cidade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Difundir práticas culturais de tecnopolíticas e urbanismo entre pares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar, experimentar e aplicar processos que democratizem e sensibilizem a informação. Em processo constante de retroalimentação (feedback), a informação é coletada, distribuída e após um processo de politização coletiva retorna alimentando novos processos de idéias e ações coletivas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É objetivo específico da ação de extensão priorizar temáticas de planejamento metropolitano estratégicos para a promoção do Comum, são elas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- agricultura urbana; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- moradia/habitação de interesse social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- cultura e lazer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deste modo, buscamos de modo geral:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. observar e analisar criticamente com que grau de engajamento é possível compartilhar e distribuir o Comum considerando limitações políticas, técnicas, econômicas e culturais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
identificar e mapear uma riqueza Comum (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2009) essencial à vida do sistema urbano no que tange a agricultura urbana, a moradia e a cultura e lazer; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. territorializar/espacializar idéias e ações coletivas na RMBH fomentando processos de discussão e elaboração de políticas urbanas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
promover processos educativos junto à população, comunidades organizadas e movimentos sociais para capacitação no uso e domínio das tecnologias de conexão garantindo a autonomia dos indivíduos no desenvolvimento e gestão das ferramentas digitais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. fomentar e discutir tecnopolíticas no meta design das cidades sugerindo um Marco Civil da Cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando as 3 ações de desenvolvimento do projeto, apresentamos objetivos específicos para cada uma delas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Natureza Urbana:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar movimentos sociais e associações comunitárias locais em torno da defesa das áreas verdes na RMBH e o compartilhamento público destas áreas com a população;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trabalhar em parceria com a Rede Verde e o Movimento Fica Ficus de Belo Horizonte na elaboração, publicação e distribuição de jornal informativo da Rede Verde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gerenciar e alimentar mapa colaborativo da Natureza Urbana na RMBH cartografando ações comunitárias entorno da defesa das áreas vérdes, das práticas de agricultura urbana e dos áreas de interesse paisagístico/ambiental;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fomentar com informações, projetos e planos urbanísticos, políticas de preservação e ampliação de áreas verdes, agricultura urbana e parques aberto ao público na RMBH. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lutas Territoriais Urbanas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar uma topologia das lutas a partir das redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear as lutas na plataforma Crowdmap identificando e caracterizando o território das lutas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conectar os movimentos de lutas da America Latina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#EmBreveAqui&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapear na plataforma Crowdmap áreas não edificadas, áreas edificadas, patrimônio histórico, áreas residuals e superfícies vazias, que estejam vagas/sem uso, da RMBH e propor interveções/ocupações destinadas ao lazer, cultura, agricultura urbana e moradia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Coletar propostas de projetos desenvolvidos nas Escolas de Arquitetura e Urbanismo e divulgá-los/publicá-los no mapeamento;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas e workshops com associações de bairros, comunidades e movimentos sociais que possam tanto denunciar áreas e superfícies de interesse coletivo quanto discutir propostas de ocupações para essas áreas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Criar oficinas, concursos e workshops que poderão propor ocupações para as áreas mapeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objetivo desse projeto é fomentar a cultura e seus mecanismos de expressão bem como estimular o acesso e o intercâmbio de informação entre Ocupações Comunitárias e UFMG. Por meio do desenvolvimento de diversas oficinas (estamparia, tecelagem, mobiliários) e através da Unidade Nômade do Comum - dispositivo móvel que circulará pelas ocupações promovendo a criação de uma mídia comunitária independente capacitando, artística e profissionalmente voltada aos jovens das ocupações - pretende-se construir um espaço autogestionado de referência no desenvolvimento e difusão da cultura popular, estimulando a construção democrática e a experiência profissional colaborativa, apresentando outras perspectivas à jovens que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social enquanto potencializa o potencial da universidade de receber e dialogar com agentes historicamente excluídos do ensino superior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os objetivos específicos desse projeto abrangem: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1.A realização de um cartografia cultural nas ocupações urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2.A compra dos equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades, planejamento, projeção e construção da Unidade Nômade do Comum, um veículo móvel de mídia e cultura popular. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.A articulação e formação de uma rede, inclusive virtual, de comunicação entre os jovens de diferentes comunidades periféricas e entre as principais redes de cultura da cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.A ampliação das oportunidades de trabalho e renda para os beneficiários associados em situação de risco pessoal e social; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5.A Melhoria da auto-­estima e da qualidade de vida dos beneficiários e de seus familiares; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6.A capacitação dos beneficiários na produção de objetos de design, buscando com eles aprimorar as técnicas produtivas e a didática das oficinas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7.Tornar os beneficiários multiplicadores do conhecimento, buscando garantir a sustentabilidade dos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.Promover a cultura da colaboração e cooperação estimulando a criação e fortalecimento de associações e cooperativas, além da criação de outras redes produtivas integradas na própria comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9.Promover inclusão mercadológica da rede produtiva; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desenvolver coletivamente uma tecnologia social para ser aplicada nos projetos; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10.Desenvolver produtos que sejam baseados no equilíbrio da tríade social-­‐ambiental-‐econômico; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.Capacitar os beneficiários em processos de autogestão e planejamentos integrados, coletivos e colaborativos de redes produtivas; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12.Fomentar discussões sobre cidadania e protagonismo comunitário, buscando o empoderamento real da comunidade; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
13.Dar visibilidade à população local, seu cotidiano, sua experiência estética e sua produção cultural à partir de estratégias de divulgação do programa; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14.Intervir, através de produtos produzidos pelas oficinas, nos espaços coletivos das comunidades de maneira a melhorar a infraestrutura e qualidade ambiental local .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15.Contribuir para a interdisciplinaridade, articulando arquitetura e urbanismo com outras áreas do conhecimento, principalmente comunicação, design, geografia, economia, psicologia e engenharia; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.Articular parcerias para aumentar a participação do artesanato na produção nacional e para o conseqüente fortalecimento do setor; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17.Socializar o acesso às informações e ao conhecimento no âmbito do setor artesanal e de design; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.Desenvolver uma cartilha para propagação do conhecimento artesanal técnico, que seja compreensível para pessoas de qualquer nível de instrução, baseada no processo de aprendizagem durante as oficinas, &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19.Disponibilizar informações sobre a utilização e reutilização racional dos recursos naturais, buscando processos produtivos mais sustentáveis; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20.Realizar eventos de encerramento nas ocupações e um festival de Cultura Popular na UFMG&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21.Elaborar livro indexado compilando relatos das experiências e artigos, inclusive com moradores das próprias ocupações como em co-autoria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Metodologia e Avaliação===&lt;br /&gt;
Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante. Segundo Bruno Cava (2012), copesquisa não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens. Não dissocia sujeito de objeto e se faz de maneira aberta a mudanças de perspectiva, possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Pretende-se, com este método (ou anti-método), investigar a composição política dos sujeitos e seus modos de auto-organização, analisando, assim, tanto a produção do espaço quanto a libertação do tempo, incorporando o que se movimenta e o que se expande pelas novas formas de vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A copesquisa cartográfica pretende uma positividade que é ação coletiva e potência em ato, fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, as microrrevoluções, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. A ideia central deste processo é envolver a investigação teórica e a conceitual de forma indissociada das necessidades do mundo real. Os conceitos e as teorias são importantes em tempo real. A pesquisa vai sendo aprofundada conforme a necessidade, e o tempo do trabalho é o tempo do aqui/agora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Simultaneamente, a prática participativa e de ação junto à sociedade acontece também no movimento da construção de novos conceitos e de novas formas de abordagem e de pensamento sobre o real. Artigos, textos, manifestos, conceitos e teorias irão surgir ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da pesquisa. O cronograma das atividades se dá de maneira rizomática entrelaçando o pensamento com a prática, acompanhando os acontecimentos cotidianos da cidade e o momento em que se vê necessária uma intervenção. Em cada ação de produção de mapas territorializados coletivamente ou em laboratórios, diversas teorias, autores de referência, projetos similares, serão levantados, discutidos, debatidos e transformados em informação para fundamentar a ação. A prática e a experimentação via cartografias críticas realizadas coletivamente, em grupos parceiros e em comunidades em estado de vulnerabilidade social, integram-se ao processo como mecanismos fundamentais para que se atinjam os objetivos desejados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entende-se que é possível considerar o mapa como uma interpretação do território atravessado por distintas dimensões de análises e que, portanto, pode ser aplicado de diversas maneiras. A riqueza de um mapa cartográfico criativo estará dada na medida em que permitir uma construção social marcada pela singularidade, que contribua para a formação de resistências às formas tradicionais de mapeamentos das cartografias hegemônicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Elaborar um mapa implica sintetizar e confinar situações complexas, em constante movimento, em uma espécie de diagrama. Um mapa, decalque, quando atravessado pelo processo de copesquisa cartográfico, pode também ser dinâmico e flexível para conseguir abarcar a complexidade socioespacial com toda sua potência de multiplicidade, heterogeneidade, interconexão e mobilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assumindo-se que a subjetividade é intrínseca à construção de um mapa e declarando-se tal advertência, o leitor consciente estará apto a usar os mapas como uma entre outras tantas ferramentas disponíveis para analisar a realidade a partir, inclusive, da experiência coletiva que se engendra em um lugar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A. METODOLOGIA MAPEANDO O COMUM: CARTOGRAFANDO A CULTURA MULTITUDINÁRIA CARTOGRAFIAS EMERGENTES====&lt;br /&gt;
As cartografias que se propõe desenvolver nesse projeto constituem a continuidade do projeto de pesquisa &#039;Cartografias Emergentes: a distribuição territorial da produção cultural em Belo Horizonte&#039;, viabilizada pela Chamada N.º 80/2013 CNPq/SEC/MinC, desenvolvido no ano de 2014, no qual se investigou o papel e a distribuição da cultura nos processos de transformação do espaço urbano, na cidade de Belo Horizonte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principal produto da pesquisa em questão foi o mapaculturabh, disponível no endereço , uma plataforma de mapeamento colaborativo online voltada a cartografar equipamentos e eventos culturais no território da cidade. Lançada em outubro de 2014, a plataforma abriga os dados coletados ao longo de todas essas experiências e segue recebendo informações enviadas por usuários em rede. Conforma-se, portanto, um banco de dados abrangente, dinâmico e aberto a respeito da cultura em Belo Horizonte, cujo conteúdo é integralmente disponibilizado para todos que o acessam, podendo constituir uma ferramenta útil de suporte a setores ligados à promoção cultural, à produção de políticas públicas e à investigação ligada à cultura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa antecedente lançou as bases teóricas, produziu e disponibilizou um banco de dados inicial, e aprofundou as ferramentas metodológicas para o desenvolvimento de mapeamentos coletivos com comunidades e grupos sociais diversos. No entanto, compreende-se a produção cultural como um objeto demasiado extenso e dinâmico para que seja possível constituir um panorama satisfatório em um período de trabalho tão curto. Ademais, o próprio exercício desenvolvido ao longo deste último ano apontou setores junto aos quais a atuação mais específica traria uma grande contribuição para a cartografia já iniciada, principalmente por terem se apresentado como categorias-chave para a emergência do que definimos como “cultura multtudinária”, ou por termos identificado que uma compreensão mais abrangente das suas manifestaçoes requer uma aproximação maior dos atores diretamente envolvidos na sua produção. É justamente nesses recortes que se pretende concentrar os esforços nessa nova etapa do projeto, ou, como já apontado nos objetivos, voltando-se aos temas/grupos ligados à performance, às publicações e mídias impressas, à apropriação de superfícies urbanas e à saúde mental. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se, sobretudo, que muito mais do que desenvolver uma representação da distribuição espacial de tais manifestações, a prática cartográfica colaborativa ajude a promover o empoderamento dos atores sociais relacionados à cultura multitudinária que se propõe cartografar, consolidando redes, proporcionando capacitação tecnológica e produzindo conjuntamente ferramentas e táticas para uma inserção mais potente de tais práticas no território da cidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo da pesquisa antecedente desenvolveu-se uma metodologia de mapeamento colaborativo testada em diversas oficinas no ano de 2014, que se utilizou sobretudo de mapas físicos informados coletivamente. Tomou-se como uma das principais referências o trabalho do coletivo argentino Iconoclasistas, com vasta experiência em cartografias críticas coletivas. A metodologia se mostrou extremamente relevante não somente para a coleta de dados, mas, sobretudo, para a discussão das categorias e dos parâmetros de análise a serem adotados, que receberam uma grande contribuição desses encontros. As oficinas realizadas previamente, no entanto, não contavam ainda com a plataforma digital, que estava também em processo de desenvolvimento. Nesse momento, pretende-se adaptar a metodologia utilizada para combinar os mapeamentos físicos à utilização da plataforma digital, expandindo as possibilidades da cartografia e explorando mais profundamente o seu potencial de treinamento e de capacitação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pretende-se também concentrar esforços na elaboração de vídeo-tutoriais online, nos moldes do que foi desenvolvido para ensinar como utilizar a plataforma produzida (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=X2f5GTd_oos), para produzir também um material que ensine aos envolvidos não somente como usar, mas também como criar mapas digitais colaborativos, ampliando o aprendizado adquirido com o envolvimento no projeto para além de seus limites imediatos, e oferecendo maiores incentivos para a particpação e o engajamento dos diversos grupos que pretendemos atingir. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====B. COMPARTILHAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DO COMUM====&lt;br /&gt;
Partindo de experiências já consolidadas do grupo de pesquisa Indisciplinar em mapeamentos digitais colaborativos feitos em diversos momentos e contextos, utilizaremos como material as plataformas de mapeamento colaborativo do CrowdMap, plataforma de código livre, desenvolvido pelo USHAHIDI e o Mapa de Vista desenvolvido pelo HackLab. Os mapeamentos colaborativos são utilizados para criar uma interface intuitiva e sensível de uma base de dados sobre o Comum a ser compartilhado e distribuído na RMBH. É muito importante entender a metodologia de sensibilização de dados como uma maneira de inserir o indivíduo na informação. Quando isso ocorre, provoca-se imediatamente uma reação e consequente diálogo. Deste modo, é necessário também que junto dos mapeamentos sejam elaboradas bases que sensibilizem a informação. Estas bases podem ser por exemplo; vídeos, animações, infográficos, ensaios fotográficos, diagramas e mapas interativos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na aplicação prática das tecnologias de conexão desenvolvidas, são promovidos pequenos cursos de capacitação com comunidades e movimentos sociais para que possam utilizar da melhor forma possível os recursos de mapeamento colaborativo e de conexão digital em aplicações web e aplicações móveis. Deste modo, pretende-se que as comunidades sejam autônomas tanto no processo de uso quanto na gestão das ferramentas. Em um segundo momento, como desdobramento do projeto, deslumbra-se formação em comunidades e movimentos sociais tendo como foco a juventude, que poderá se capacitar em programação e design de ferramentas digitais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em resumo, o projeto terá como material de trabalho e produção processual:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos em plataforma web; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*mapas colaborativos integrados a plataforma web por meio de aplicações móveis para Android e IOS;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*vídeos e animações;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*infográficos e diagramas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*ensaios fotográficos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este material será utilizado nos seguintes processos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conexão de indivíduos, grupos, comunidades e movimentos sociais em oficinas de capacitação em conexão digital; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*sensibilização dos cidadãos nas questões políticas abordado nas 3 bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*intensificação e potencialização das trocas de experiências entre diversos atores interessados em discutir e construir propostas que emergem nas conexões feitas pelas bases operacionais;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*conectar cidadãos afim de potencializar ações que levem à autônomia e solidariedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====C. ARTESANIAS DO COMUM====&lt;br /&gt;
A metodologia de trabalho tem como diretrizes a construção coletiva e colaborativa em todo o processo de desenvolvimento, execução e avaliação do projeto. Toda a produção deste programa deve ativar processos de empoderamento e autonomia de grupos sociais ao mesmo tempo em que encoraja uma postura de pesquisa-ação pelo corpo universitário. Destacam-se, ademais, os seguintes eixos:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1) Cartografia Cultural das Ocupações Urbanas - Metodologia de pesquisa-ação para elaboração sistematizada de cartografias críticas, georreferenciadas e colaborativas que, por meio de processos acadêmicos e participativos, localizem, no território das ocupações, as atividades culturais existentes. https://culturabh.crowdmap.com/. Pretende-se gerar análises sócio-territoriais complexas, capazes de apontar possíveis caminhos para o desenvolvimento comunitário nos quais a dinâmica de produção de cultura seja inclusiva e descentralizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2) Laboratório Itinerante - utilização de um veículo como base móvel para produção e desenvolvimento comunitário dos mecanismos de Cultura Comum - em cada uma das Ocupações Urbanas - Este eixo compreende, desde o desenvolvimento de um laboratório cultural itinerante móvel que percorrerá as ocupações urbanas com a realização de oficinas e atividades para projetar e organizar a construção cultural comunitária, bem como capacitações técnicas e fornecimento dos equipamentos básicos para a realização das atividades do projeto. Compreende também a realização de eventos produzidos de maneira colaborativa em cada uma das ocupações, com o intuito de estimular, compartilhar e articular iniciativas artísticas e culturais genuínas, silenciadas pela marginalização de tais comunidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3) Autogestão - Desenvolvimento de uma metodologia de autogestão do laboratorio móvel entre moradores; Eaboração de plano de manutenção do programa; articulação com rede ampla da cultura da RMBH. Oficinas dinâmicas sobre autogestão do espaço, desenvolvimento de projetos socio-culturais, comunicação e inclusão digital e capacitação para utilização dos equipamentos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4) Interconexão e produção em rede: Fortalecer a potência produtiva das ocupações por meio do desenvolvimento dessa rede pautados nas diretrizes da economia popular solidária e estimulando os recursos e destaques já presentes nas comunidade, difundindo assim cultura e informação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
5) Publicação acadêmica; publicações online; cartilhas comunitárias de utilização do laboratório cultural móvel e dos equipamentos com intuito de replicar o conhecimento desenvolvido no projeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, é imprescindível destacar o caráter colaborativo da construção metodológica, uma vez que toda a construção do método de atuação junto às comunidades e movimentos sociais foi desenvolvida em consonância com eles, fruto da experiência e da valorização dos diferentes saberes, percebendo, nesse formato, uma potencialização do processo de desenvolvimento e aprendizado mútuo. Salienta-se, sobretudo, que a construção metodológica, apesar de sua significativa carga de experiência, não se encontra rígida ou estanque, adaptando-se sempre às diferentes realidades e demandas por nós enfrentadas, dessa forma a avaliação do processo é realizada de forma constante, desde o início por meio do alinhamento de expectativas e planejamento, durante o processo por meio de dinâmicas, discussões pessoais e em grupo e no momento da conclusão no qual as experiências são sintetizadas e compatilhadas, de forma a registrar os avanços e desafios encarando diferentes perspectivas numa postura de constante troca e desenvolvimento&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Portanto, a avaliação será realizada por meio de relatórios semestrais a partir de entrevistas orais e depoimentos audiovisuais (fontes: formulário de avaliação realizado pelos alunos bolsistas com os agentes envolvidos + vídeo coletando depoimentos dos beneficiários), a serem comparados com as metas descritas no Plano de Ação, e com a situação identificada no marco zero do programa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Relação Ensino, Pesquisa e Extensão===&lt;br /&gt;
As atividades do IND. LAB compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa), ativismo urbano e experiências diversas em uma abordagem transversal e indisciplinar na construção de uma experiência criativa e desierarquizada do espaço urbano. Acreditando na COPESQUISA e na CARTOGRAFIA como métodos de pesquisa engajado e militante, possuímos diversas estratégias de ação envolvendo a GERAÇÃO DE TECNOLOGIA SOCIAL (compartilhar e re-aplicar o conhecimento produzido coletivamente e produção de metodologias que possam ser multiplicadas). Tem como pressuposto central a ideia de que o conhecimentoque se difunde e se produz nas ações extensionistas se constrói no encontro entre o universo acadêmico e do saber popular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EM BUSCA DA INDISCIPLINA====&lt;br /&gt;
Trazendo a discussão da disciplina, dispositivo do bipoder e do controle da vida e do conhecimento nas sociedades disciplinares a partir do século XVII, que legitimou e organizou as instituições acadêmicas ampliando radicalmente o número de escolas e universidades ao longo do século XIX, para o questionamento do ambiente acadêmico atual no Brasil e em quase todos os países do mundo, podemos perceber que este enquadramento do saber em disciplinas, que, diferente do português, em espanhol significa assignatura, gera um leque de problemas de conduta cotidiana na vida de professores e educadores, que impedem o agenciamento de novas formas pedagógicas e educativas. Há uma exigência nacional que controla as formas de trocar o conhecimento. Necessita-se um enquadramento do conhecimento em disciplinas para que se gerem as grades e matrizes curriculares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contraditoriamente, nossas agências de fomento à produção acadêmica que financiamento de pesquisa e extensão no Brasil, via de regra incluem em seus indicadores de avaliação dos Projetos e Programas em editais o indicador da interdisciplinaridade gerando uma esquizofrenia entre os sistemas que compõem o sistema geral do ensino nas universidades brasileiras: relação indissociada entre ensino, pesquisa e extensão. Como os currículos dos cursos, em sua maioria nas universidades brasileiras é organizado em disciplinas estanques, inventa-se formas de relacionar pesquisa e extensão furando o sistema tradicional que é pensado disciplinarmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí surgem algumas questões de ordem conceitual e política que envolvem projetos de ensino em todas as áreas de conhecimento: Como e para que é importante um saber isolado, íntegro e total? A quem interessa esta divisão do conhecimento em setor, grades, matrizes e categorias? A quem interessa a produção de um conhecimento estanque dentro das escolas e das universidades? A quem interessa um conhecimento taxonômico do mundo e das coisas? A quem interessa a separação entre as disciplinas? E poder-se-ia divagar um pouco mais: Entre natureza e artifício? Entre sujeito e objeto? Entre centro e periferia? Entre espaço mental e espaço vivido? Entre global e local? Entre arte e design? Entre arquitetura e urbanismo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que estas dicotomias nos levam a um grande equívoco próprio do conhecimento acadêmico atual e que é incompatível com a idéia tão difundida da interdisciplinaridade. Pensando nesta situação, sugerimos aqui a Extensão Universitária como o lugar da liberdade e da desierarquização do conhecimento envolvendo o ensino e a pesquisa. Trata-se de pensar estas disciplinas de forma indisciplinar que age simultaneamente dentro e fora dos centros produtores de conhecimento, e que pode adotar um pensamento-ação crítico e de resistência. Isto tudo tem a ver com conhecimento, com potência criativa, com invenção, com política cultural, com política acadêmica, com política pública, com urbanismo, com o direito à cidade. Tudo isto tem relação direta com indignação, com possibilidade do uso livre do mundo. Tudo isto deveria interessar aos artistas, designers, arquitetos e urbanistas. Mais do que difundir a técnica, seria preciso incitar os alunos, técnicos e professores os envolvidos um posicionamento crítico frente ao mundo. Acredita-se que realizar uma atuação militante dentro da universidade exige que se faça um movimento de cruzamento: entre os saberes populares e eruditos, entre os modos de vida da periferia e dos seus técnicos, alunos e professores. Cruzar as fronteiras, territoriais e espaciais, mas também, e principalmente, sociais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Repensando o ensino que envolve a cultura, a arte, o design, a arquitetura e o urbanismo, teríamos que compreender que são disciplinas indisciplinares que envolvem a vida como um todo e produzem espaços e que estes são políticos e nunca neutros. Entende-se que atualmente tudo é urbano. Entende-se que a produção do espaço urbano é cultural, social, política, econômica, e portanto, indisciplinar por sua natureza híbrida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E TECNOLOGIA SOCIAL====&lt;br /&gt;
Acredita-se que dentro das universidades brasileiras e latino-americanas, a extensão é o ponto de resistência! Segundo o Fórum de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, a Extensão Universitária, sob o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre universidade e outros setores da sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para nós, educadores, pensando no ensino e na produção da arte, do design e da arquitetura, é necessária uma introdução de outras formas para lidar com os processos de criação, que possibilitem novos parâmetros produtivos, que promovam a consolidação de um campo expandido para estas disciplinas, para além do tecnicismo e do mercado de produção em massa (tanto da arquitetura quanto do design industrial), para além da geração de obras (de arte autorais para serem legitimadas por instituições via bienais, etc e, consequentemente, comercializadas em galerias de luxo). É muito importante incentivar um desenvolvimento cultural contaminado pelo cotidiano, e que possa existir de uma maneira mais social e política, criando um ambiente para a existência de ações mais engajadas e militantes. Projetos e ações menos estéticas e mais éticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A produção do conhecimento, via extensão, se faria na troca de saberes sistematizados entre o acadêmico e o popular, tendo como conseqüência a democratização do conhecimento, a participação efetiva da comunidade na atuação da universidade e uma produção resultante do confronto com a realidade. Neste sentido nos deparamos com a idéia de geração de tecnologia social, que surgiria através deste confronto desierarquizado de saberes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acredita-se que a extensão não deve transferir conhecimento da universidade para uma comunidade, mas sim, construir conhecimento coletivamente num ambiente de troca constante. O objetivo essencial do trabalho extensionista é, ou deveria ser, o de estabelecer uma rede de trocas desierarquizada e compreender que todos aprendem e ampliam os seus horizontes ao longo destas experiências. Nestes projetos de extensão que irei apresentar em seguida, a consciência da atuação política é evocada a todo momento para que a construção das tecnologias sociais não aconteça de forma consciente apenas no nível técnico e burocrático, o que é um risco evidente dentro das estruturas acadêmicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mesmo que a pesquisa seja o movimento acadêmico mais valorizado por todos os órgãos de fomento no Brasil e no mundo, a extensão é o lugar da geração de tecnologia social, conceito que surge claramente no sentido de equilibrar, ou iniciar um equilíbrio, entre os incentivos de financiamento de pesquisas científicas (que interessam ao mercado, às indústrias e, portanto, explicitamente, ao capital) e projetos de extensão, que estão interessados em fomentar a produção do conhecimento entre universidade e comunidades em estado de vulnerabilidade social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Lassance e Pedreira (2004: 66), tecnologias sociais reaplicáveis podem ser definidas como um “conjunto de técnicas e procedimentos, associados às formas de organização coletiva, que representam soluções para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.” No mesmo sentido, Boaventura de Souza Santos defende a extensão como fundamental:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;numa sociedade cuja quantidade e qualidade de vida assenta em configurações cada vez mais complexas de saberes, a legitimidade da universidade só será cumprida quando as atividades, hoje ditas de extensão, se aprofundarem tanto que desapareçam enquanto tais e passem a ser parte integrante das atividades de investigação e de ensino.&#039;(SANTOS apud SOBRINHO, 2000: 50)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos devem ganhar neste processo de troca universidade-comunidade-parceiros, que engloba a generosidade e a solidariedade humana, dentro de um movimento de tradução, invenção e formulação de tecnologia social. Desenvolvendo projetos de extensão, aliados à pesquisas que desloquem e aprimorem constantemente o fazer, é possível gerar, através do encontro de instituições, profissionais e pessoas de realidades sociais e culturais diversas, atos que se dão como biopotência, que resistem aos mecanismos do biopoder estabelecidos pelas relações perversas do capital contemporâneo. Propõem-se aqui ações de extensão como catalizadoras do poder da Multidão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também é importante resssaltar que as pesquisas e os projetos de extensão do Ind.Lab são trabalhados dentro de algumas disciplinas, mas principalmente na UNI 009 Cartografias Emergentes da Cultura que é aberta para toda universidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Avaliação===&lt;br /&gt;
====Pelo Público====&lt;br /&gt;
Este projeto prevê indicadores de avaliação que serão articulados com os objetivos específicos e com as ações que garantam o cumprimento das metas. Está previsto que durante todo o desenvolvimento dos projetos, inclusive anterior e posteriormente, por meio do alinhamento de expectativas e da retomada das questões enfrentadas quando da síntese do projeto e das ações paralelas (como eventos e publicações), será realizado trimestralmente um relatório contendo o Plano de Ação que contém os indicadores de avaliação, sempre a partir do marco zero, para que se possa compreender como as ações garantem o cumprimento dos objetivos e se estes encontram-­‐se dentro dos prazos previstos pelo cronograma. Para a avaliação contínua das ações do Programa, elencam-­se alguns indicadores que serão verificados por meio de observação, formulação de questionários, entrevistas e documentação audiovisual a serem efetuadas pela equipe, parceiros e professores convidados: _Em relação aos beneficiários diretos, deverá ser considerado seu empoderamento, incremento de renda, melhoria da qualidade de vida, a qual envolve trabalho, saúde e educação, capacidade de gerir e empreender próprios negócios, aprimoramento das suas habilidades profissionais, apropriação de novas práticas, tecnologias e métodos de comercialização, como meios de distribuição e comunicação, melhoria na infra estrutura para a produção e a melhoria na produtividade, observando a ampliação efetiva do seu repertório cultural; _A capacitação politica, social e de protagonismo dos participantes das atividades desenvolvidas na produção das cartografias criticas; Em relação à comunidade local, deverá ser considerado o fortalecimento de uma identidade cultural,a apropriação das práticas e tecnologias por parte da comunidade, a mudança de hábitos, que implicam no consumo de produtos fruto das atividades do projeto, a ampliação da consciência socioambiental e melhorias ambientais no bairro; _Analise dos desdobramentos que se deram a partir da realização das oficinas, como exemplo, formação de novos coletivos, associações de bairro, cooperativas e outros; _A reutilização da metodologia da produção destas cartografias por outros grupos e pessoas; _Avaliação qualitativa e quantitativa. Número de público frequentando os eventos (acadêmicos e culturais) e também entrevistas com os participantes diretos como palestrantes, artistas, etc;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Pela Equipe====&lt;br /&gt;
Em relação à comunidade acadêmica, deverá ser verificado o grau de comprometimento da universidade com o projeto, sua contribuição para o aprimoramento da pesquisa e ensino, a influência do projeto afim de envolver a comunidade acadêmica em outros projetos e iniciativas sociais, a construção da identidade profissional e a formação do universitário, a ampliação de parceiros e a possibilidade de continuidade e ampliação do projeto. _Em relação aos bolsistas participantes do programa, para a verificação e avaliação da influencia do projeto na sua formação profissional será considerado o comprometimento e participação do estudante em todas as atividades, a avaliação da produção e sistematização de conhecimentos, o que envolve publicações, produções de artigos e portfólio e o envolvimento dos bolsistas com um grupo multidisciplinar. Deve-­‐se ressaltar que à atividade de extensão, serão atribuídos créditos para integralização curricular. Para isso, a participação neste projeto deverá ser registrada nos Colegiados de origem dos estudantes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Comum&amp;diff=884</id>
		<title>Comum</title>
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		<updated>2015-04-26T22:45:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Category:Comum]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se dá a interpretação/ leitura que as pessoas fazem do comum enquanto conceito que permeia os modos de vida no cotidiano das metrópoles contemporâneas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum em Marx, em Nancy, em Negri se aproxima do senso comum que as pessoas comuns têm da palavra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os equívocos mais comuns quando via senso comum tenta-se pensar e discutir o comum na sociedade contemporânea?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma idealização do comum como algo puro? Utópico? Puro? Perfeito? Ele está associado à possibilidade de um mundo ideal onde todos vivem felizes e em sintonia sempre? Este senso comum leva a ideia de comunidade perfeita enquanto território onde tudo se dá no consenso? Esta utopia do comum é prejudicial a um avanço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que era o comum para Marx? O que podemos manter do pensamento marxista ou marxiano que nos ajude a pensar o comum hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível o comum sem comunismo? É possível pensar o comum para além do comunismo clássico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os autores tratam sobre este conceito na contemporaneidade? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é o comum para os principais deles?&lt;br /&gt;
Para Nancy?&lt;br /&gt;
Para Hardt e Negri?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um conceito de comum próprio de uma ontologia política relacionada ao ser, ao fazer-junto próprio dos modos de vida na contemporaneidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um outro conceito de comum, diferente do anterior, que delimita o comum enquanto desejo coletivo da multidão, aqui enquanto sujeito político?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum poderia nos abrir uma outra via para pensar a produção do espaço? Para fora da lógica dicotômica entre o público e o privado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum seria um pouco de cada um e ao mesmo tempo uma outra coisa? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais seriam as principais características do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria próprio do comum um conjunto de singularidades? A hibridação? A contaminação entre elas? Sempre um movimento de se transformar em outra coisa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença é uma característica do comum? Da multidão? A potência de ser sempre diferente do outro e, também, ter sempre uma diferença ontológica, diferir de si mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A horizontalidade é um horizonte da produção do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imanência? Detectamos modos de ser próprios do comum no cotidiano? Então eles não é algo a ser idealizado. Não é uma utopia. Ele é real? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fazer-junto, estar conectado, ativado via redes digitais e via os espaços presenciais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum produz e é produzido por afeto? Por desejo de estar e fazer junto?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é anti-hierarquia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é uma recusa à representação?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum pode ser conflito? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum é próprio da vida, fala da biopot6encia, da vida…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual é  o problema em entender o conceito do comum? É porque ele está sendo capturado e associado a alguns grupos então&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe muita coisa entre o público e o privado?&lt;br /&gt;
Seria o comum a única coisa entre um e outro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não, quais são as outras coisas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual a relação do comum com a alegria? Com as paixões alegres? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os principais inimigos da produção do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estado? O mercado? O capital? A vaidade? O ego? A autoria? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontos de interseção entre movimentos identitários é possível?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como construir um campo político a partir da ideia de comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falar de lutas biopolíticas é falar de biopotência. Pra falar de democracia real. Potência do constituinte contra o constituído, contra o poder amalgamado, enrijecido e fechado a estes processos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pensadores do comum hoje trazem a carga da efemeridade, do acontecimento, dos processos que se dão no imediatismo das lutas, processos como instantes, e não como momentos contínuos…então o grande desafio é como construir instituintes do comum? Processos que consigam reverberar em processos mais permanentes? Que possam sair do campo micro também? No tempo e no espaço? Do ponto de vista das espacialidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensar isto na prática! Por exemplo: desafios do ponto de vista do Estatuto do Comum pra estes espaços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comum enquanto modo de viver. E comum como um bem comum. Para Hardt e Negri existem estas duas dimensões do comum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comum enquanto forma de entender o mundo. Entender a diversidade do mundo e das coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Discurso impositivo? Seria preciso assumir este conceito pra dar conta das novas formas com as quais as coisas estão tentando se organizando… seria contraditório com o que ele trás?&lt;br /&gt;
A ideia da multiplicidade é compatível do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é dado? Ele precisa ser construído? Ele precisa ser organizado? Ele só é percebido em pequena escala? É possível pensar o comum como uma tendência política? É a partir da prática que se constitui o comum? Ou algumas coisas são dadas e outras são construídas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as características que alguns pensadores conseguem detectar nas práticas plurais no mundo contemporâneo? Nas metrópolis? Não seria importante conversar com as pessoas sobre este comum através de suas características principais sem falar esta palavra? Perguntar sobre a prática cotidiana destes grupos, coletivos, ocupações, sem falar dos conceitos teóricos de multidão e comum? Já ir buscar nas falas e declarações características e exemplos cotidianos já citadas por autores que investigam o tema? E também características que nós pesquisadores já detectamos quando estamos muito familiarizados com o debate teórico (que é baseado no real)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No congado por exemplo a ideia de horizontalidade não é uma questão. É um dado. E eles conseguem lidar com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maxakali por exemplo, entre Caladinho e Caixoeirinha. Este conceito de propriedade privada não cabe, assim como não cabe o conceito de público. Apesar da terra ser indígena. Mas para o raciocínio deles não há esta dimensão. A lógica deles é cresceu demais então reparte. Vai repartindo. É uma outra inteligência. Mas é de um entendimento vamos separar pra dar conta de funcionar. Não vamos tentar resolver comumente estes conflitos. Daí separa e cada um vive na sua aldeia. Este é um problema porque os índios no Brasil são nômades e violentos, em trânsito e se dividindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, esta discussão do comum que adotamos deve ser delimitada pra nossa condição de pessoas específicas que vivemos dentro de países capitalistas, ocidentalizados. Então seria bom delimitar esta discussão para nós que vivemos dentro de regimes de Democracia Representativa e vivemos em um país federativos. etc.&lt;br /&gt;
E deixar claro que estamos pensando em outras soluções primeiro para vivermos uma democracia real em substituição da democracia representativa. E também, que como somos latinoamericanos, temos que diferenciar as questões que são próprias da Europa, de onde é extraída esta discussão do comum hoje via Hardt e Negri de nós, latinoamericanos que temos outras complexidades culturais imbricadas em nosso cotidiano. Temos de indígenas, a quilombolas, a escravagistas, a sistemas estruturais capitalistas fordistas materiais, produtivos, passando por outros modos de viver, trabalhar, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais são os limites do comum quando cria-se um espaço onde se encontram singularidades? Ao construir um processo vão acontecer intrigas e contradições. Contradições entre singularidades? Controvérsias ou contradições? Multiplicidades ou controvérsias? Teríamos que entender as diferenças de classe, as diferentes de cor, e que as classes conformam subjetividades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim poderíamos pensar para todas as religiões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Morte do Bahia na ocupação, lutava contra a especulação contra a propriedade, ele lutava pelo lote. O que provocou a morte dele foi o modelo de ocupação? O projeto político de superar a lógica da propriedade privada. E o processo de insurgência de luta contra algo maior, pra alguém que é da periferia. Seria interessante colocar que estas questões mais gerais do comum ainda estavam muito voltadas pra uma sociedade que tinha atingido o welfare state e está perdendo e está lutando contra esta perda. NO exemplo da Espanha é muito claro, enquanto o país estava bem, no auge da produção do privado, da economia criativa, da produção de trabalho que garantisse o consumo, estavam todos felizes (nem todos). Mas quando surge a crise, aí sim a discussão do comum renasce. Então, é contra a ideia de propriedade privada sim.  De outro ponto de vista, temos também o caso do Podemos e de Pablo Iglesias. Que fez seu doutorado sobre a Bolívia e Evo Morales. Não seria o caso de pensarmos de forma híbrida tudo isto? Que é possível complexificar o pensamento sobre o comum mesclando, em um mundo globalizado, um  raciocínio de um pensador e político espanhol mesclado com raciocínios de gestão e governança de um Estado boliviano, latinoamericano, de traços indígenas, que introduz em sua constituição  a ideia de que a natureza é sujeito?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensar o comum nestes termos, de introduzir um novo debate num mundo complexo e de tentar assimilar todas estas complexidades e mutiplicidades dentro de um pensamento,. de uma escrita e de uma aposta, não seria algo próprio do comum? Abrir pra rodas de conversa e colocar em xeque o que se está pensando. Incluir as questões dos outros atores envolvidos nas lutas como questionamento que ajuda a construir? Pensar em coisa não acabadas, em processos contínuos de aprimoramento não seria um modo próprio de investigação multitudinária? A cartografia enquanto método, junto das lutas, que seria também próprio do método da copesquisa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pra avançar neste sentido, não seria importante traçarmos algumas apostas que perpassam então outros métodos e lógicas de pensar a sociedade dividida em classe, entre homem e mulher, entre negors e brancos e índios e mulçumanos e católicos e judeus… o próprio conceito de sociedade como algo que engloba tudo e todos poderia e deveria ser questionado...&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Comum</title>
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		<updated>2015-04-26T22:36:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Category:Comum]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se dá a interpretação/ leitura que as pessoas fazem do comum enquanto conceito que permeia os modos de vida no cotidiano das metrópoles contemporâneas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum em Marx, em Nancy, em Negri se aproxima do senso comum que as pessoas comuns têm da palavra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os equívocos mais comuns quando via senso comum tenta-se pensar e discutir o comum na sociedade contemporânea?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma idealização do comum como algo puro? Utópico? Puro? Perfeito? Ele está associado à possibilidade de um mundo ideal onde todos vivem felizes e em sintonia sempre? Este senso comum leva a ideia de comunidade perfeita enquanto território onde tudo se dá no consenso? Esta utopia do comum é prejudicial a um avanço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que era o comum para Marx? O que podemos manter do pensamento marxista ou marxiano que nos ajude a pensar o comum hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível o comum sem comunismo? É possível pensar o comum para além do comunismo clássico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os autores tratam sobre este conceito na contemporaneidade? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é o comum para os principais deles?&lt;br /&gt;
Para Nancy?&lt;br /&gt;
Para Hardt e Negri?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um conceito de comum próprio de uma ontologia política relacionada ao ser, ao fazer-junto próprio dos modos de vida na contemporaneidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um outro conceito de comum, diferente do anterior, que delimita o comum enquanto desejo coletivo da multidão, aqui enquanto sujeito político?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum poderia nos abrir uma outra via para pensar a produção do espaço? Para fora da lógica dicotômica entre o público e o privado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum seria um pouco de cada um e ao mesmo tempo uma outra coisa? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais seriam as principais características do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria próprio do comum um conjunto de singularidades? A hibridação? A contaminação entre elas? Sempre um movimento de se transformar em outra coisa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença é uma característica do comum? Da multidão? A potência de ser sempre diferente do outro e, também, ter sempre uma diferença ontológica, diferir de si mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A horizontalidade é um horizonte da produção do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imanência? Detectamos modos de ser próprios do comum no cotidiano? Então eles não é algo a ser idealizado. Não é uma utopia. Ele é real? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fazer-junto, estar conectado, ativado via redes digitais e via os espaços presenciais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum produz e é produzido por afeto? Por desejo de estar e fazer junto?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é anti-hierarquia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é uma recusa à representação?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum pode ser conflito? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum é próprio da vida, fala da biopot6encia, da vida…&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual é  o problema em entender o conceito do comum? É porque ele está sendo capturado e associado a alguns grupos então&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe muita coisa entre o público e o privado?&lt;br /&gt;
Seria o comum a única coisa entre um e outro?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se não, quais são as outras coisas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual a relação do comum com a alegria? Com as paixões alegres? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os principais inimigos da produção do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Estado? O mercado? O capital? A vaidade? O ego? A autoria? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontos de interseção entre movimentos identitários é possível?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como construir um campo político a partir da ideia de comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Falar de lutas biopolíticas é falar de biopotência. Pra falar de democracia real. Potência do constituinte contra o constituído, contra o poder amalgamado, enrijecido e fechado a estes processos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os pensadores do comum hoje trazem a carga da efemeridade, do acontecimento, dos processos que se dão no imediatismo das lutas, processos como instantes, e não como momentos contínuos…então o grande desafio é como construir instituintes do comum? Processos que consigam reverberar em processos mais permanentes? Que possam sair do campo micro também? No tempo e no espaço? Do ponto de vista das espacialidades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pensar isto na prática! Por exemplo: desafios do ponto de vista do Estatuto do Comum pra estes espaços.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comum enquanto modo de viver. E comum como um bem comum. Para Hardt e Negri existem estas duas dimensões do comum. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comum enquanto forma de entender o mundo. Entender a diversidade do mundo e das coisas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Discurso impositivo? Seria preciso assumir este conceito pra dar conta das novas formas com as quais as coisas estão tentando se organizando… seria contraditório com o que ele trás?&lt;br /&gt;
A ideia da multiplicidade é compatível do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é dado? Ele precisa ser construído? Ele precisa ser organizado? Ele só é percebido em pequena escala? É possível pensar o comum como uma tendência política? É a partir da prática que se constitui o comum? Ou algumas coisas são dadas e outras são construídas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as características que alguns pensadores conseguem detectar nas práticas plurais no mundo contemporâneo? Nas metrópolis? Não seria importante conversar com as pessoas sobre este comum através de suas características principais sem falar esta palavra? Perguntar sobre a prática cotidiana destes grupos, coletivos, ocupações, sem falar dos conceitos teóricos de multidão e comum? Já ir buscar nas falas e declarações características e exemplos cotidianos já citadas por autores que investigam o tema? E também características que nós pesquisadores já detectamos quando estamos muito familiarizados com o debate teórico (que é baseado no real)?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No congado por exemplo a ideia de horizontalidade não é uma questão. É um dado. E eles conseguem lidar com ela.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maxakali por exemplo, entre Caladinho e Caixoeirinha. Este conceito de propriedade privada não cabe, assim como não cabe o conceito de público. Apesar da terra ser indígena. Mas para o raciocínio deles não há esta dimensão. A lógica deles é cresceu demais então reparte. Vai repartindo. É uma outra inteligência. Mas é de um entendimento vamos separar pra dar conta de funcionar. Não vamos tentar resolver comumente estes conflitos. Daí separa e cada um vive na sua aldeia. Este é um problema porque os índios no Brasil são nômades e violentos, em trânsito e se dividindo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, esta discussão do comum que adotamos deve ser delimitada pra nossa condição de pessoas específicas que vivemos dentro de países capitalistas, ocidentalizados. Então seria bom delimitar esta discussão para nós que vivemos dentro de regimes de Democracia Representativa e vivemos em um país federativos. etc.&lt;br /&gt;
E deixar claro que estamos pensando em outras soluções primeiro para vivermos uma democracia real em substituição da democracia representativa. E também, que como somos latinoamericanos, temos que diferenciar as questões que são próprias da Europa, de onde é extraída esta discussão do comum hoje via Hardt e Negri de nós, latinoamericanos que temos outras complexidades culturais imbricadas em nosso cotidiano. Temos de indígenas, a quilombolas, a escravagistas, a sistemas estruturais capitalistas fordistas materiais, produtivos, passando por outros modos de viver, trabalhar, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais são os limites do comum quando cria-se um espaço onde se encontram singularidades? Ao construir um processo vão acontecer intrigas e contradições. Contradições entre singularidades? Controvérsias ou contradições? Multiplicidades ou controvérsias? Teríamos que entender as diferenças de classe, as diferentes de cor, e que as classes conformam subjetividades. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim poderíamos pensar para todas as religiões.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Comum&amp;diff=880</id>
		<title>Comum</title>
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		<updated>2015-04-26T22:13:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Category:Comum]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se dá a interpretação/ leitura que as pessoas fazem do comum enquanto conceito que permeia os modos de vida no cotidiano das metrópoles contemporâneas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum em Marx, em Nancy, em Negri se aproxima do senso comum que as pessoas comuns têm da palavra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os equívocos mais comuns quando via senso comum tenta-se pensar e discutir o comum na sociedade contemporânea?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma idealização do comum como algo puro? Utópico? Puro? Perfeito? Ele está associado à possibilidade de um mundo ideal onde todos vivem felizes e em sintonia sempre? Este senso comum leva a ideia de comunidade perfeita enquanto território onde tudo se dá no consenso? Esta utopia do comum é prejudicial a um avanço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que era o comum para Marx? O que podemos manter do pensamento marxista ou marxiano que nos ajude a pensar o comum hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível o comum sem comunismo? É possível pensar o comum para além do comunismo clássico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os autores tratam sobre este conceito na contemporaneidade? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é o comum para os principais deles?&lt;br /&gt;
Para Nancy?&lt;br /&gt;
Para Hardt e Negri?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um conceito de comum próprio de uma ontologia política relacionada ao ser, ao fazer-junto próprio dos modos de vida na contemporaneidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um outro conceito de comum, diferente do anterior, que delimita o comum enquanto desejo coletivo da multidão, aqui enquanto sujeito político?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum poderia nos abrir uma outra via para pensar a produção do espaço? Para fora da lógica dicotômica entre o público e o privado?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum seria um pouco de cada um e ao mesmo tempo uma outra coisa? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais seriam as principais características do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seria próprio do comum um conjunto de singularidades? A hibridação? A contaminação entre elas? Sempre um movimento de se transformar em outra coisa?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A diferença é uma característica do comum? Da multidão? A potência de ser sempre diferente do outro e, também, ter sempre uma diferença ontológica, diferir de si mesmo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A horizontalidade é um horizonte da produção do comum?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A imanência? Detectamos modos de ser próprios do comum no cotidiano? Então eles não é algo a ser idealizado. Não é uma utopia. Ele é real? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O fazer-junto, estar conectado, ativado via redes digitais e via os espaços presenciais?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum produz e é produzido por afeto? Por desejo de estar e fazer junto?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é anti-hierarquia?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ele é uma recusa à representação?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Qual a relação do comum com a alegria? Com as paixões alegres? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os principais inimigos da produção do comum?&lt;br /&gt;
O Estado? O mercado? O capital? A vaidade? O ego? A autoria? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é dado? Ele precisa ser construído? Ele precisa ser organizado? Ele só é percebido em pequena escala? É possível pensar o comum como uma tendência política? É a partir da prática que se constitui o comum? Ou algumas coisas são dadas e outras são construídas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as características que alguns pensadores conseguem detectar nas práticas plurais no mundo contemporâneo? Nas metrópolis? Não seria importante conversar com as pessoas sobre este comum através de suas características principais sem falar esta palavra? Perguntar sobre a prática cotidiana destes grupos, coletivos, ocupações, sem falar dos conceitos teóricos de multidão e comum? Já ir buscar nas falas e declarações características e exemplos cotidianos já citadas por autores que investigam o tema? E também características que nós pesquisadores já detectamos quando estamos muito familiarizados com o debate teórico (que é baseado no real)?&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<updated>2015-04-26T22:00:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Category:Comum]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se dá a interpretação/ leitura que as pessoas fazem do comum enquanto conceito que permeia os modos de vida no cotidiano das metrópoles contemporâneas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum em Marx, em Nancy, em Negri se aproxima do senso comum que as pessoas comuns têm da palavra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os equívocos mais comuns quando via senso comum tenta-se pensar e discutir o comum na sociedade contemporânea?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma idealização do comum como algo puro? Utópico? Puro? Perfeito? Ele está associado à possibilidade de um mundo ideal onde todos vivem felizes e em sintonia sempre? Este senso comum leva a ideia de comunidade perfeita enquanto território onde tudo se dá no consenso? Esta utopia do comum é prejudicial a um avanço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que era o comum para Marx? O que podemos manter do pensamento marxista ou marxiano que nos ajude a pensar o comum hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível o comum sem comunismo? É possível pensar o comum para além do comunismo clássico?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os autores tratam sobre este conceito na contemporaneidade? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que é o comum para os principais deles?&lt;br /&gt;
Para Nancy?&lt;br /&gt;
Para Hardt e Negri?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um conceito de comum próprio de uma ontologia política relacionada ao ser, ao fazer-junto próprio dos modos de vida na contemporaneidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Haveria um outro conceito de comum, diferente do anterior, que delimita o comum enquanto desejo coletivo da multidão, aqui enquanto sujeito político?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O comum é dado? Ele precisa ser construído? Ele precisa ser organizado? Ele só é percebido em pequena escala? É possível pensar o comum como uma tendência política? É a partir da prática que se constitui o comum? Ou algumas coisas são dadas e outras são construídas? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais as características que alguns pensadores conseguem detectar nas práticas plurais no mundo contemporâneo? Nas metrópolis? Não seria importante conversar com as pessoas sobre este comum através de suas características principais sem falar esta palavra? Perguntar sobre a prática cotidiana destes grupos, coletivos, ocupações, sem falar dos conceitos teóricos de multidão e comum? Já ir buscar nas falas e declarações características e exemplos cotidianos já citadas por autores que investigam o tema? E também características que nós pesquisadores já detectamos quando estamos muito familiarizados com o debate teórico (que é baseado no real)?&lt;/div&gt;</summary>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se dá a interpretação/ leitura que as pessoas fazem do comum enquanto conceito que permeia os modos de vida no cotidiano das metrópoles contemporâneas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conceito de comum em Marx, em Nancy, em Negri se aproxima do senso comum que as pessoas comuns têm da palavra?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quais os equívocos mais comuns quando via senso comum tenta-se pensar e discutir o comum na sociedade contemporânea?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há uma idealização do comum como algo puro? Utópico? Puro? Perfeito? Ele está associado à possibilidade de um mundo ideal onde todos vivem felizes e em sintonia sempre? Este senso comum leva a ideia de comunidade perfeita enquanto território onde tudo se dá no consenso? Esta utopia do comum é prejudicial a um avanço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que era o comum para Marx? O que podemos manter do pensamento marxista ou marxiano que nos ajude a pensar o comum hoje?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É possível o comum sem comunismo? É possível pensar o comum para além do comunismo clássico?&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Haveria um conceito de comum próprio de uma ontologia política relacionada ao ser, ao fazer-junto próprio dos modos de vida na contemporaneidade?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Gentrificação</title>
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		<updated>2015-04-24T17:00:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O que é gentrificação?&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&amp;quot;O termo gentrificação provém da palavra inglesa gentry, originalmente usada para designar a pequena nobreza ou os proprietários de terra. Otermo refere-se ao fenômeno de deslocamento da população original de uma área urbana em prol da sua posterior ocupação por outro setor populacional, de classe econômica geralmente muito mais alta, cuja visão, apreensão e vivência da cidade mostram-se normalmente diversas daquelas apresentadas pelos habitantes originários. O termo pode também ser entendido como “aburguesamento” ou “enobrecimento” das áreas populares de uma cidade, que têm assim, suas características originais totalmente transformadas.  Na sociedade capitalista, a acumulação de capital é a força que motiva todas as ações e sendo assim, na sociedade contemporânea, o desenvolvimento urbano e a urbanização são manifestações espaciais diretas do processo de acumulação de capital. Nesse contexto, a cidade deixou de ser apenas uma das partes no processo de acumulação e tornou-se um espaço organizado para o investimento capitalista e acontece de forma desigual. Estes processos de gentrificação são em geral desenvolvidos por parcerias entre governos e investidores e são viabilizadas principalmente pelas parcerias público-privadas, seguindo preceitos do planejamento estratégico. No Brasil, as parcerias público-privadas voltadas para a realização de planos urbanos gentrificadores são viabilizadas pelo instrumento urbanístico das Operações Urbanas Consorciadas (OUCs), instituído pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
é a valorização acelerada de alguma área da cidade cujos residentes não têm poder aquisitivo elevado o suficiente para se manter nessa área. este processo tende a prejudicar os inquilinos e os proprietários de imóveis que não desejam sair da região e vender suas casas ou apartamentos, mas ao mesmo tempo não conseguem arcar com aumentos muito fortes do IPTU, que passa a acompanhar os novos valores praticados na área. é um processo comum nas vizinhanças de grandes projetos urbanos, que aumentam preços de imóveis em suas redondezas devido à maior procura por estes imóveis. tende a afetar bairros mais tradicionais e já consolidados.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Enquanto determinada área passa por uma fase de investimentos e desenvolvimento, outras sofrem desinvestimento e subdesenvolvimento. A desigualdade cria as condições para que futuros investimento sejam feitos nas áreas subdesenvolvidas, dando origem a ciclos de investimento-desinvestimento (SMITH, 1982). Este desinvestimento ocorre frequentemente em áreas centrais, antigas zonas industriais, zonas portuárias e áreas ocupadas por população de baixa renda em geral. Essas áreas sofrem um processo de desvalorização e depreciação (no qual muitas vezes a mídia tem papel fundamental) tão intenso que se torna lógico para os proprietários reduzir os investimentos e aguardar a valorização do imóvel, ou seja, intensifica-se a especulação imobiliária. Quando o preço dos imóveis diminui consideravelmente e a possibilidade de lucro mostra-se vantajosa (rent gap), tem início o novo ciclo de investimento. Uma das principais características dessa nova fase da gentrificação que vivemos agora é que ela não acontece como um fenômeno local e promovido por agentes isolados, mas sim como um processo global, sistematizado, institucional, ligado ao Estado e com a intenção explícita de gentrificar a cidade por meio de uma renovação urbana de dimensão classista (SMITH, 2006). De maneira geral o planejamento urbano, até o fim dos anos 1960 nos países do welfare state, tinha caráter autoritário, tecnocrático e centralizador. O Estado era o grande responsável pelos planos urbanísticos e pela construção de equipamentos para a cidade. Já a partir da década de 1970, com a crise dos Estados do Bem-Estar Social e a internacionalização da economia, a produção das cidades deixou de ser função exclusiva dos Estados e passou a ser compartilhada também com a iniciativa privada. Essas parcerias entre governos e investidores foram viabilizadas principalmente pelas parcerias público-privadas, seguindo preceitos do planejamento estratégico.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Como podemos evitar a gentrificação?&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Gentrificação]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Zona_cultural&amp;diff=796</id>
		<title>Zona cultural</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Zona_cultural&amp;diff=796"/>
		<updated>2015-04-22T04:32:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: Criou página com &amp;#039;  Sobre gentrificação:  http://www.archdaily.com.br/br/758003/gentrificacao-os-perigos-da-economia-urbana-hipster?fb_action_ids=10152919729834380&amp;amp;fb_action_types=og.likes&amp;amp;fb...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre gentrificação:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.archdaily.com.br/br/758003/gentrificacao-os-perigos-da-economia-urbana-hipster?fb_action_ids=10152919729834380&amp;amp;fb_action_types=og.likes&amp;amp;fb_source=feed_opengraph&amp;amp;action_object_map=%7B%2210152919729834380%22%3A990807347613081%7D&amp;amp;action_type_map=%7B%2210152919729834380%22%3A%22og.likes%22%7D&amp;amp;action_ref_map=%5B%5D&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografia&amp;diff=625</id>
		<title>Cartografia</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografia&amp;diff=625"/>
		<updated>2015-04-03T01:14:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* ver também */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
==ver também==&lt;br /&gt;
[[Cartografar]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Cartografia]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A cartografia e a relação pesquisa e vida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
Roberta Carvalho Romagnoli&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil&lt;br /&gt;
[Psicol. Soc. vol.21 no.2 Florianópolis maio/ago. 2009&lt;br /&gt;
doi: 10.1590/S0102-71822009000200003&lt;br /&gt;
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822009000200003&amp;amp;script=sci_arttext]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Paradigma Moderno e a Psicologia&lt;br /&gt;
As ciências surgem no Ocidente, favorecendo a migração do polo religião, central nas sociedades tradicionais, para o polo razão, sustentáculo da chamada Modernidade. Nesse deslocamento, a ciência, criada pelo homem, determinista, matematizada e fundamentada em leis, apropria-se do lugar central da sociedade, ocupado por Deus, uma vez que os fenômenos naturais e sociais eram apreendidos, até então, por explicações divinas. Baseada em esquemas de eficácia e rendimento, conquista um espaço absoluto, impondo-se como força hegemônica na cultura ocidental moderna, relegando ao descrédito e ao esquecimento todos os outros saberes que não estão em consonância com seus pressupostos básicos, a saber: objetividade, causalidade, sistematização e produtividade. Permite, assim, um avanço progressivo da ação do homem sobre a natureza, proporcionado pela primazia da razão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale lembrar que, conforme Veiga-Neto (2002), o paradigma da ciência moderna encontra-se calcado na razão, na consciência, no sujeito soberano, no progresso e na totalidade do mundo 1. Nesse sentido, notamos inicialmente uma grande ascensão das ciências exatas e naturais, que estavam de acordo com os pressupostos desse momento histórico, pois é nelas que se encontra a possibilidade de fundamentação das evidências mate máticas, base sobre a qual se desenvolverá o pensamento tecnológico e manipulativo. Nessa proposta iluminista, o formalismo metodológico sustenta-se na neutralidade/objetividade, com forte mitificação da racionalidade. E o homem torna-se um ser basicamente racional, que usa sua capacidade unida a uma cuidadosa observação do mundo exterior, para a produção de conhecimento científico e o consequente domínio da natureza, tendo como meta abordar a natureza essencial das &amp;quot;coisas&amp;quot;, a partir da noção de verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu surgimento, as Ciências Humanas se inserem no contexto da época, altamente positivista. Sua ascensão foi marcada pela abordagem empírica, traduzida por meio de experimentos, com o intuito de compreender a realidade. A Psicologia se torna ciência aliada às Ciências Naturais, no final do século XIX, produzindo conhecimento através do método experimental, que tem na objetividade, na quantificação e na generalização os sustentáculos da pesquisa. Para esse método, as leis da natureza são o reino da simplicidade e da regularidade, onde é possível observar e medir com rigor, na crença de que as Ciências Humanas têm que imitar as Ciências Naturais. Ou seja, essa perspectiva defende que é preciso estudar os fenômenos sociais como se fossem naturais. Nesse sentido, é científico o quantitativo que permite o manejo pragmático dos fatos, inserido em um mundo objetivo e determinista. torna-se necessário, então, basear-se na utilização dos termos matemáticos para a compreensão da realidade e apropriação da linguagem de variáveis para especificar atributos e qualidades do objeto de investigação, em busca da generalidade e da regularidade dos fatos (Chizzotti, 1998). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até a 2ª metade do séc. XX, a pesquisa experimental e seu método constituíam o padrão de produção de conhecimento científico, inclusive para a própria Psicologia. A partir dessa época, no entanto, paralela à vertente positivista, base desse tipo de pesquisa, surge um movimento filosófico, que sustenta a visão de mundo existencial, em que a vivência e a percepção que o ser humano tem de suas experiências torna-se essencial. O conhecimento científico se alia, dessa maneira, ao método fenomenológico como recurso para se investigar a vivência do sujeito através da consciência, em associação com o Existencialismo, que propaga a subjetividade e a atribuição de significados como a verdadeira essência da existência. Essa leitura inaugura uma mudança radical da investigação científica e insiste no homem que tem consciência de sua própria vida e da dos seres com quem se relaciona, como peça fundamental do trabalho investigativo, enfatizando não o que existe na realidade em si, mas a realidade a partir da sua existência para a consciência (Forghieri, 1993).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugura-se a era das pesquisas qualitativas, e não somente quantitativas, que visam ao aprofundamento no mundo dos significados das ações e das relações humanas. Surge nesse momento histórico a distinção entre pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa (Smith, 1994). Guardadas as devidas diferenças entre métodos distintos, a pesquisa qualitativa persegue o mundo social através das interpretações dos fenômenos, buscando as vivências, as experiências e a cotidianidade. Sendo assim, a análise social deve ser realizada através da compreensão da dinâmica das relações sociais que são depositárias de crenças, valores, atitudes e hábitos, como propaga a Fenomenologia, ou da luta de classes, como defende a Dialética, que veremos adiante. É necessário ressaltar que não existe apenas uma forma de pesquisar. Tanto a pesquisa quantitativa quanto a pesquisa qualitativa podem oferecer importantes recursos para as Ciências Humanas, dependendo da temática a ser estudada e do objetivo proposto. Todas as duas correntes possuem suas aplicações, suas utilidades e suas limitações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retornando à pesquisa em Psicologia, observamos ainda forte influência da Dialética, que tenta fazer um desempate entre os métodos citados anteriormente, propondo-se a abarcar o conhecimento como fruto das relações sociais, visando encontrar na parte a relação com o todo, indo ao encalço da interioridade e da exterioridade como constitutivas dos fenômenos. Desses princípios deriva que, para se conhecer realmente uma realidade, é necessário estudá-la em todos os seus aspectos, relações e conexões, pois tudo está em constante transformação e correlação, partindo-se da premissa de que, no objeto de estudo, está sempre presente algo que nasce, se desenvolve, se contradiz. Com forte crítica à neutralidade científica, surge a pesquisa-ação, também chamada de pesquisa participante, enfatizando o envolvimento do pesquisador com seu objeto de estudo, pois a pesquisa passa a ser também um fator de transformação social 2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abordagem dialética se propõe a abarcar, ao mesmo tempo, o sistema de relações do mundo que nos rodeia, como modo de conhecimento exterior ao sujeito, pois acredita que é a matéria que origina a consciência; e também as representações sociais que traduzem o significado deste mundo. Nesse sentido, coloca-se como uma terceira alternativa frente ao método experimental e ao método fenomenológico, acreditando que o quantitativo e o qualitativo caminham lado a lado, pensando a relação da quantidade como uma das qualidades dos fatos e fenômenos. todo fenômeno ou processo social deve ser entendido nas suas determinações e transformações dadas pelos sujeitos, mediante uma relação intrínseca de oposição e complementaridade entre mundo natural e social, entre pensamento e base material. Dessa maneira, a cientificidade está associada à complexidade da natureza e das culturas, e o conhecimento sempre vem associado à práxis, pois a lógica do pensamento está vinculada aos processos históricos das mudanças, dos conflitos sociais e suas contradições. De acordo com Haguette (1987), esse tipo de pesquisa faz uma proposta de união entre o saber acadêmico - conquista do conhecimento - e a práxis - transformação através da ação -, visando à mobilização e à tomada de consciência. Valoriza ainda a contradição dinâmica do fato observado e a atividade criadora do sujeito que observa, as oposições contraditórias entre o todo e a parte e os vínculos do saber e do agir com a vida social dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora revolucionárias em relação às pesquisas quantitativas e experimentais, a pesquisa fenomenológica e a pesquisa-ação, fundamentadas na fenomenologia e na dialética, respectivamente, se amparam ainda no paradigma moderno que concebe o método científico como um instrumento, por excelência, de explicitação das verdades do mundo, guardadas as devidas diferenças epistemológicas. Para alcançar esse patamar, é necessário transitar por um campo teórico estabelecido e legitimado e realizar estudos coerentes com o estatuto de cientificidade. Nessa articulação, produção de conhecimento versus realidade, a teoria é aplicada ao objeto de estudo de forma interpretativa, sustentando um conhecimento que é, em si, reducionista e homogeneizante, com a pretensão de compreensão plena dessa relação. Ou seja, o paradigma moderno parte do pressuposto de que a teoria é separada do objeto e de que não são, de fato, indissociáveis. Além disso, presume que a realidade deva estar em consonância com a teoria, sendo passível de ser interpretada pela perspectiva teórica escolhida pelo pesquisador. Além da teoria, no paradigma moderno, a pesquisa se funda em procedimentos metodológicos que permitem certo domínio do objeto de estudo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Psicologia, lidamos com uma variedade de metodologias e técnicas que se mesclam conforme a necessidade e a viabilidade do trabalho proposto. Cabe ao pesquisador a sua seleção, para executar seu estudo e elucidar os princípios que regem a compreensão das questões levantadas por ele. Tudo isso conduzindo a uma sistematização do material, trilhando caminhos para a viabilização do trabalho acadêmico e outorgando cientificidade ao processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário pontuar que cada método possui sua explicação do que ocorre entre sujeito e objeto. O método experimental parte do pressuposto de que essa articulação é mediada por relações ordenadas entre fatos observados empiricamente. O objeto é exterior ao sujeito - nessa interação são as consequências do comportamento sobre o ambiente e como essas incidem no organismo que possibilitam uma análise funcional das contingências, passíveis de serem mensuradas quantitativamente. A partir de critérios de objetividade científica, pode-se estudar o comportamento que é observável publicamente (Vicentini, 2001). O método fenomenológico, por sua vez, busca nessa relação a consciência que daí emerge, através dos significados que o sujeito atribui ao objeto. Essa relação não tem a ver somente com a objetividade, mas, sobretudo com a inscrição do objeto na consciência e sua experienciação (Amatuzzi, 2006). Por outro lado, o método dialético tem como objetivo abranger a articulação entre o diaa-dia de determinado grupo social, de certo objeto de estudo, com o sistema de ideias e representações que o constitui e que deriva na alienação, no desconhecimento do sujeito dos processos que ele está vivendo em seu cotidiano, da desigualdade do sistema social. Ou seja, na relação dinâmica entre sujeito e objeto, deve-se observar a prática social intrínseca e sempre contraditória e conflitiva, portadora de dimensões históricas e ideológicas (Paulon, 2005). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessas abordagens, o método científico é um instrumento para a explicitação da verdade, embasado, como vimos, na conexão assídua entre teoria e procedimentos metodológicos. E a racionalidade, mesmo que seja objeto de grande questionamento nas Ciências Humanas, a garantia de seu alcance.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Paradigma Emergente e a Cartografia&lt;br /&gt;
Durante muito tempo, essas perspectivas epistemológicas sustentaram o conhecimento em Psicologia no Brasil (Kahhale, 2002). todavia, hoje, a própria ciência está em crise. De acordo com Santos (2002), &amp;quot;Estamos no fim de um ciclo de hegemonia de certa ordem científica. As condições epistêmicas das nossas perguntas estão inscritas no avesso dos conceitos que utilizamos para lhes dar resposta&amp;quot; (p. 9). Ou seja, passase a considerar que a teoria não transcende a realidade e nem está dissociada da prática, também fazendo parte do processo de construção histórica da realidade. Com o grande avanço científico moderno e sua enorme e importante produção, tornou-se evidente a fragilidade de suas ferramentas para abranger o que ocorre, de fato, na vida. Dessa maneira, nos deparamos com a complexidade da realidade, e também da subjetividade, opondo-se frontalmente a um conhecimento que se impõe como verdade, generalizante e simplificado, e que tem como objetivo alcançar a previsibilidade a partir de um espaço inteligível de certezas (Morin, 1996). De acordo com Veiga-Neto (2002), vivemos hoje a emergência de um pensamento pós-moderno que visa a um questionamento contínuo das ações com análise crítica. Esse pensamento possui como características: a humildade epistemológica, ao não perseguir a verdade; a busca de ferramentas úteis para o entendimento do mundo e o abandono da ideia de um lugar privilegiado a partir do qual podemos compreender definitivamente as relações que nos circundam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, Morin (1983) faz uma crítica ao paradigma moderno, chamando-o de paradigma da simplificação. Nesse viés hegemônico da ciência, há, de fato, um primado da disjunção e da redução, para embasar uma visão da realidade ordenada e simplificada, operando através de reducionismos que visam eliminar o problema da complexidade. Para tal, há uma insistência no estudo dos fenômenos isolados e dissociados.adisjunção separa o objeto do meio, o físico, do biológico, o biológico, do humano, divide o que vai ser estudado em categorias e disciplinas, operando pelo estabelecimento de elementos não-ligados. Ocorrem, por outro lado, a redução do humano ao biológico, do biológico ao físico-químico, do complexo ao simples, com o que se chega a uma unificação abstrata que anula a diversidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contrapartida, vem à tona um conhecimento não dualista, que não faz a separação entre natureza/ cultura, objetivo/subjetivo, quantitativo/qualitativo. Além disso, insiste na produção de um conhecimento local e transitório que reconhece a necessidade de uma plurali dade metodológica, pois &amp;quot;Cada método é uma linguagem, e a realidade responde na língua em que foi perguntada&amp;quot; (Santos, 2002, p. 48), destacando-se a operação reducio nista que daí deriva. Pretende-se, nessa fase de transição da ciência, driblar as certezas e os reducionismos, em uma tentativa de apreender a complexidade que, de fato, faz parte de todo e qualquer objeto de estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da ênfase na complexidade, vivemos hoje vários impasses no campo da Psicologia, a saber: a ampliação dos campos de trabalho, o convite à promoção de saúde, o questionamento dos efeitos de nossas práticas na gerência cada vez maior da vida, dentre outros. tudo isso, no nosso entender, nos impele a produzir dispositivos singulares que não estejam a serviço da serialização instituída, seja no campo da produção de conhecimento, seja no campo da intervenção. E aponta para uma lacuna entre nossa formação, ainda efetuada nos moldes iluministas, calcada na premissa de que a razão tem como atividade principal iluminar o homem, e a realidade que os psicólogos irão enfrentar ao sair da academia. No nosso entender, a formação dominante favorece um despreparo para enfrentar as profundas mudanças culturais, sociais e subjetivas em que nos encontramos. Observamos que, cada vez mais, o psicólogo é convocado a intervir na complexidade, em campos de atuação em que os &amp;quot;especialismos&amp;quot; de nossas áreas e sua tradicional divisão, em área da saúde, da educação, do trabalho e da comunidade, não se sustentam no cotidiano. Como exemplo desses novos campos de atuação, temos as ONGs, o PSF, o CRAS, dentre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A crise da ciência, aliada ao momento atual da nossa profissão, nos leva a defender a não separação da Psicologia em áreas e nem em polarizações antagônicas, com o intuito de driblar as dicotomias e insistir na transdisciplinaridade. Passos e Benevides de Barros (2000) discutem o desafio de se pensar a clínica nessa perspectiva, rastreando o que ela tem de potência de criação. Não se restringindo a esse campo, acreditamos que esse processo possa e deva estar presente em toda a Psicologia, que ainda mantém as dicotomias sujeito-objeto, teoria-prática e insiste em fronteiras rígidas na definição das disciplinas, de seus métodos e objetos de pesquisa. Segundo os referidos autores, a transdisciplinaridade busca exatamente a perda da identidade de cada teoria, de cada prática, para ocorrer algo no &amp;quot;entre&amp;quot;, a partir da desestabilização das &amp;quot;certezas&amp;quot; de cada disciplina, apostando ainda na criação de uma relação de intercessão com outros saberes/poderes/disciplinas, pois é nesse &amp;quot;entre&amp;quot; que a invenção acontece, como nos chama a atenção Benevides de Barros (2005). E toda essa processualidade exige da academia uma produção de conhecimento que fundamente a fase de transição em que nossa profissão se encontra, pois, como vimos, estamos no fim de certa ordem científica. Nesse sentido, acreditamos que as pesquisas baseadas no paradigma moderno, que se fundamentam em cisões e dicotomias, não contribuem efetivamente para os desafios que precisamos enfrentar. Sem dúvida, houve uma época em que a produção de conhecimento deveria se atrelar ao paradigma moderno. Entretanto, a contemporaneidade e a Psicologia atual nos instigam a buscar outros modos de conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para tentar apreender, mesmo que transitoriamente, a processualidade que a transdisciplinaridade propaga, pode-se trabalhar com a cartografia, método proposto por Deleuze e Guattari, utilizado em pesquisas de campo voltadas para o estudo da subjetividade (Kastrup, 2007; Kirst, Giacomel, Ribeiro, Costa, &amp;amp; andreoli, 2003). A cartografia se apresenta como valiosa ferramenta de investigação, exatamente para abarcar a complexidade, zona de indeterminação que a acompanha, colocando problemas, investigando o coletivo de forças em cada situação, esforçando-se para não se curvar aos dogmas reducionistas. Contudo, mais do que procedimentos metodológicos delimitados, a cartografia é um modo de conceber a pesquisa e o encontro do pesquisador com seu campo. Entendemos que a cartografia pode ser compreendida como método, como outra possibilidade de conhecer, não como sinônimo de disciplina intelectual, de defesa da racionalidade ou de rigor sistemático para se dizer o que é ou não ciência, como propaga o paradigma moderno. Cabe salientar que, não raro, a ideia de método é atrelada à de metodologia que, por sua vez, trata do formalismo e das prescrições para se alcançar a cientificidade, explicitando os procedimentos que já estariam consolidados dentro da ciência. Dessa maneira, a metodologia corresponde aos instrumentos para se fazer ciência, centrando-se no &amp;quot;como&amp;quot; fazer ciência, traduzindo o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade. também não é essa a proposta. Retornando ao conceito de método, aqui o utilizamos no sentido atribuído por Drawin (2001), em que método corresponderia a um caminho levado a um fim, associado a uma &amp;quot;reivindicação de um trabalho, de um renovado esforço, o que não seria necessário se já se possuísse uma fórmula prefixada, e se o caminho para o conhecimento já houvesse sido conquistado&amp;quot; (p.10). Nessa perspectiva, o método é uma nova proposta para reencontrar o saber que se encontra em crise. Nesse sentido, a cartografia é um método, pois não parte de um modelo pré-estabelecido, mas indaga o objeto de estudo a partir de uma fundamentação própria, afirmando uma diferença, em uma tentativa de reencontrar o conhecimento diante da complexidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cartografia, como portadora de certa concepção de mundo e de subjetividade, a serem apresentados abaixo, traz um novo patamar de problematização, contribuindo para a articulação de um conjunto de saberes, inclusive outros que não apenas o científico, e favorecen do a revisão de concepções hegemônicas e dicotômicas. Nessa proposta, o papel do pesquisador é central, uma vez que a produção de conhecimento se dá a partir das percepções, sensações e afetos vividos no encontro com seu campo, seu estudo, que não é neutro, nem isento de interferências e, tampouco, é centrado nos significados atribuídos por ele. É isso o que leva Mairesse (2003) a dizer que a cartografia acontece como um dispositivo, pois, no encontro do pesquisador com seu &amp;quot;objeto&amp;quot;, diversas forças estão presentes, fazendo com que ambos não sejam mais aquilo que eram. Nesse sentido, o método cartográfico &amp;quot;desencadeia um processo de desterritorialização no campo da ciência, para inaugurar uma nova forma de produzir o conhecimento, um modo que envolve a criação, a arte, a implicação do autor, artista, pesquisador, cartógrafo&amp;quot; (Mairesse, 2003, p. 259). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cartografia parte ainda de outra leitura da realidade, pois não quer só buscar o qualitativo, mas também romper com a separação sujeito e objeto 3. Em contraposição a uma forma de pensar dicotômica, essa vertente convoca a imanência, a exterioridade das forças que atuam na realidade, buscando conexões, abrindo-se para o que afeta a subjetividade. Esta última deve ser pensada como um sistema complexo e heterogêneo, constituído não só pelo sujeito, mas também pelas relações que ele estabelece. Essas relações denunciam a exterioridade de forças que incidem tanto sobre o pesquisador quanto sobre o objeto de estudo, e atuam rizomaticamente, de uma maneira transversal, ligando processualmente a subjetividade a situações, ao coletivo, ao heterogêneo. a subjetividade é constituída por múltiplas linhas e planos de forças que atuam ao mesmo tempo: linhas duras, que detêm a divisão binária de sexo, profissão, camada social, e que sempre classificam, sobrecodificam os sujeitos; e linhas flexíveis, que possibilitam o afetamento da subjetividade e criam zonas de indeterminação, permitindo-lhe agenciar. Esse afetamento da subjetividade pelo que não é ela, pelas relações efetuadas, pela intersecção com o &amp;quot;fora&amp;quot;, forma um agenciamento. Quando isso ocorre, linhas de fuga são construídas, convergindo em processos que trazem o novo. Esses processos são sempre coletivos, conectando-se ao que está aquém e além do sujeito e construindo novos territórios existenciais (Deleuze &amp;amp; Parnet, 1998). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na leitura esquizoanalítica, essa é a dinâmica dos processos de subjetivação 4. Os deslocamentos da subjetividade se dão a partir do &amp;quot;fora&amp;quot;, portador de forças estranhas que pedem uma decifração ao desestabilizar o território existencial conhecido. Essas forças, quando entram em contato com a subjetividade, aumentam a impressão de estranheza do mundo e conduzem a rupturas de sentido. De acordo com Rolnik (1999), as rupturas de sentido ocorrem quando a subjetividade é lançada na processualidade da vida e se vê forçada a trilhar novos caminhos via agenciamentos maquínicos, produtivos, a habitar novas formas de viver. Esse é o movimento próprio da vida, da criação. As linhas da subjetividade compõem o território existencial, o modo de existência de cada um de nós, e também possibilitam que se exerça a invenção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse raciocínio aborda a realidade através de superfícies, de planos simultâneos que coexistem sem hierarquia nem determinação. O plano de organização corresponde ao que está instituído socialmente de forma molar, ordenando o mundo e a subjetividade em segmentos, estratos, de maneira dicotômica e dissociativa, codificando-a, registrando-a em processos classificatórios, via operações de transcendência, que formam estratos, segmentos que homogeneizam os fluxos da vida. Nessa superfície, os fluxos são presos a códigos, e cada termo ganha sentido opondo-se a outro. Por outro lado, o plano de consistência é o plano invisível de expansão da vida, composto pelas forças moleculares e invisíveis que atravessam o campo social. É nesse plano que se dão os encontros e os agenciamentos que vão gerar novos sentidos, novas formas de expressão e promover a resistência ao que tende a se reproduzir no plano de organização. Nessa superfície não há oposição, mas os fluxos se encontram em uma variação contínua de intensidades. Esses dois planos se apoiam no plano de imanência, que dá suporte às relações entre as forças componentes da realidade, molares e moleculares, compondo o &amp;quot;meio&amp;quot; em que tudo se dá - dimensão de fluxos, segmentos, rupturas e conexões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário ressaltar que a distinção entre molar e molecular nos planos não se dá pelo tamanho - grande e pequeno -, mas pelo sistema de referência considerado, sendo a diferença qualitativa. O molecular indica a relação com o fluxo intensivo que o atravessa, e o molar, por sua vez, se define por sua relação com a linha de segmento que tenta capturar a heterogeneidade, a energia intensiva da vida, que sempre escapa. Essa relação entre molecular e molar não se dá por antagonismo, mas por coexistência e justaposição. Embora com funcionamentos distintos, &amp;quot;Nem por isso deixa de haver uma correlação dos dois aspectos, pois é com a linearização e a segmentarização que um fluxo se esgota, e é delas também que parte uma nova criação (Deleuze &amp;amp; Guattari, 1996, p. 96). Dessa maneira, os fluxos, em estado de imanência, estão presentes em todos os planos, e o que se altera é sua composição: segmentar, estratificada, no plano de organização, e fluida, conectiva, no plano de consistência. Segundo Deleuze e Guattari (1996), a forma segmentar estanca a circulação da vida e opera cortes e recortes que produzem o modo estabelecido de nos colocarmos no mundo, tendo como objetivo estabelecer métodos de hierarquização e de organização. Por outro lado, a forma fluida é mutante e criadora e corresponde à possibilidade de agenciar, de construir uma linha de fuga, outro território existencial. O plano de organização sustenta as linhas duras da subjetividade, enquanto o plano de consistência sustenta suas linhas flexíveis, que podem se transformar em linhas de fuga que se dirigem para a invenção, para a estranheza da vida. Um território existencial é formado quando os elementos heterogêneos que compõem a subjetividade ganham alguma homogeneidade, determinada composição. Esse território localiza-se na interface entre o que se repete e é conhecido e o que pode afetar, desterritorializar, produzir outra composição, via agenciamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A realidade, apreendida pelo viés da imanência e da exterioridade, é, sobretudo, uma reunião de linhas subjetivas e sociais, de natureza e de cultura. Essa não separação é possível porque, nessa perspectiva, tudo é atravessado por segmentaridades molares e desterritorializações moleculares, por planos, superfícies sobrepostas, que deslizam o tempo todo, processualmente. Os fluxos da vida são ora mutantes e conectivos, ora codificados e reterritorializados, não pertencendo a um indivíduo ou a determinado grupo social. Eles são detentores de funcionamentos diferentes de acordo com o plano em que se inserem, conforme as relações que são desenvolvidas. Nesse contexto, cada pesquisador e cada objeto de estudo habitam um &amp;quot;meio&amp;quot;, circulam em formas de se relacionar, constituindo um território que envolve marcas, estratos, conexões, relações. São as circunstâncias, os elementos que se estabelecem entre os encontros que podem ou não trazer outras marcas, romper com sentidos conhecidos e fundar outros impensáveis. Logo, são essas relações que devem ser mapeadas no método cartográfico, para se conhecer a realidade em sua complexidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que a cartografia persegue, a partir do território existencial do pesquisador, é o rastreamento das linhas duras, do plano de organização, dos territórios vigentes, ao mesmo tempo em que também vai atrás das linhas de fuga, das desterritorializações, da eclosão do novo. Cartografar é mergulharmos nos afetos que permeiam os contextos e as relações que pretendemos conhecer, permitindo ao pesquisador também se inserir na pesquisa e comprometer-se com o objeto pesquisado, para fazer um traçado singular do que se propõe a estudar. Nesse sentido, a cartografia tem como eixo de sustentação do trabalho metodológico a invenção e a implicação do pesquisador, uma vez que ela baseia-se no pressuposto de que o conhecimento é processual e inseparável do próprio movimento da vida e dos afetos que a acompanham (Rolnik, 1989). Na invenção, é preciso estar atento aos encontros, às virtualidades que estalam nos agenciamentos e que são oriundos das desestabilizações que, no processo de trabalho, acometem tanto o pesquisador quanto seu objeto de estudo, seu campo. Na implicação do pesquisador é que se encontra um dos mais valiosos dispositivos de trabalho no campo. É a partir de sua subjetividade que afetos e sensações irrompem, sentidos são dados, e algo é produzido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conhecimento, por sua vez, emerge do plano de forças que compõe a realidade, ora operando em prol daquilo já estabelecido, ora operando a favor de agenciamentos produtivos, de acontecimentos que trazem o novo, processual e singularmente. Mas sempre tentando desarticular as práticas e os discursos instituídos, elucidar os processos complexos, as relações despotencializadoras que impedem a invenção - é nesse jogo que se dá a construção do conhecimento. Vale lembrar que, nessa perspectiva, o rigor e a precisão localizam se exatamente na sustentação da pressão exercida pelas forças desses planos, que, como vimos acima, possuem funcionamentos distintos, ora tendendo à estabilização, ora à caotização. Dessa maneira, a cartografia se contrapõe às pesquisas cientificistas tradicionais, objetivando romper com as dicotomias teoria-prática, sujeito-objeto, articulando pesquisador e campo de pesquisa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Considerações Finais&lt;br /&gt;
Tendo em vista que a realidade não é dada, mas sim construída também através de produções de conhecimento que se constituem como práticas discursivas, sociais e históricas, precisamos nos indagar acerca de qual psicologia estamos produzindo. Nesse sentido, podemos pensar, retornando à complexidade e aos impasses atuais da psicologia, pontuados no início desse texto, quais os efeitos da produção de conhecimento que geramos e sua efetiva contribuição para o que ocorre no mundo ao nosso redor. Sabemos que as respostas a essas questões são transitórias e locais, encontrando-se nos impasses que enfrentamos em nosso cotidiano de trabalho. Com certeza, os paradigmas emergentes e a cartografia ainda constituem desafios para nós, pesquisadores formados dentro de uma tradição moderna, acostumados a fragmentar, a racionalizar e a perseguir a verdade. Esse é um campo em construção, que combate uma lógica da racionalidade hegemônica na pesquisa, e se fundamenta, como salientam Barros e lucero (2005), em uma perspectiva ético-política que &amp;quot;afirma a vida na sua potência de diferenciação, nas suas modulações, na sua polaridade, lutando contra diferentes formas de captura colocadas em funcionamento por modelos padronizados de ser e estar no mundo&amp;quot; (p.7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa perspectiva, supomos que a cartografia aponta para a construção de saídas e inspirações para quem se propõe a estudar a realidade, promovendo uma flexibilização metodológica, que tem como intuito escapar da reprodução e do acomodamento intelectual, características necessárias para acompanhar as mudan ças em curso na Psicologia. Entretanto, no nosso entender, também a cartografia contém riscos. O primeiro deles, e o mais usual, é ser utilizada como um modelo, um padrão a ser seguido, usado em obediência à nossa formação dentro do paradigma moderno, fórmula que se afasta sinistramente do que esta propõe: a ousadia de rastrear a heterogeneidade, a complexidade. Nesse sentido, operaria para a reprodução e não para a criação, estancando a circulação da vida, operando cortes e recortes no processo de pesquisa, organizando de forma fascista o objeto de estudo e desqualificando de maneira transcendente outras formas de pesquisar. &lt;br /&gt;
Outro risco que percebemos no uso desse método é o da produção de trabalhos sem fundamentação, que constituem um aglomerado de saberes desconectados. Embora seja preciso escapar à postura defensiva de correntes da Psicologia, sejam as adeptas do paradigma moderno, sejam as seguidoras dos paradigmas emergentes, não é desejável, nesse processo, encobrir confusões conceituais, apresentando-se superficial e leviano com a produção de conhecimento. Essa também não é a proposta desse método. A cartografia exige rigor e, no caso, não se trata somente da sustentação da singularidade e da invenção, mas também o uso dos conceitos incorporados à processualidade da pesquisa, sustentando a pressão exercida pelo plano de forças no território acadêmico. Por outro lado, seu uso não deve ser dogmático, hermético. A força dos conceitos localiza-se fora deles, em sua potência de criar, em sua capacidade de associar ideias, incitar pensamentos, leituras, de entrecruzar linhas e pontos temporariamente arranjados, para mais adiante serem desconectados ou reconectados em outra composição. Os conceitos sempre possuem um compromisso com o campo problemático que lhes dá sentido, gerando uma consistência que unifica traços intensivos, promovendo formas de expressão, e não devem ser desconsiderados, pois &amp;quot;os conceitos são exatamente como sons, cores ou imagens, são intensidades, que lhes convêm ou não, que passam ou não passam&amp;quot; (Deleuze &amp;amp; Parnet, 1998, p. 12), vigorosos dispositivos para a presença da realidade, potentes intercessores para a invenção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acreditamos na necessidade de apostar em produção, transmissão e aplicação do conhecimento em Psicologia, não de maneira reprodutiva e sedimentada, mas de forma que valorize a singularidade e a invenção, arriscando novas maneiras de pensar e também de viver. Somente sustentando a heterogeneidade da vida e da realidade podemos contribuir para uma expansão da Psicologia que nos conduza a outras práticas sociais, como estamos sendo convocados a fazer. De acordo com Zourabichvili (2004), a vida, a partir de um raciocínio deleuziano, pode ser entendida como uma potência, uma positividade indeterminada e informe, que é em si criação, ao mesmo tempo em que coexistem fechamentos e reproduções. A vida é rizoma, e pode ser percorrida em diversas direções, sendo reinventada em cada viagem e por cada um que a percorre. É feita de direções flutuantes, que transbordam, sem remeterem a uma unidade. Isso não seria o próprio ato de conhecer/pesquisar? Observamos que a produção de conhecimento calcada na cartografia implica um exercício de desapego às formas acadêmicas dominantes e instituídas, ainda que elas estejam imanentemente presentes. Nesse sentido, é preciso aventurar-se na criação de um circuito de conhecimento que atue como um dispositivo para formar planos de expansão da vida, para expressar e encarnar as sensações que as relações, a exterioridade, os meios estão produzindo nas subjeti vidades, religando a pesquisa com a vida.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Notas &lt;br /&gt;
* Este texto faz parte da pesquisa intervenção cartográfica &amp;quot;As relações equipe-família no Centro Psicopedagógico Renato De Avelar Azeredo&amp;quot;, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais - FAPEMIG, abordando os estudos teórico-metodológicos do projeto.&lt;br /&gt;
1 A palavra &amp;quot;paradigma&amp;quot; foi introduzida por Kuhn (1975) para descrever uma troca do modelo dominante em uma ciência, possuindo dois significados: um, ligado à constelação de crenças, valores e técnicas que afetam toda comunidade científica, e o outro, ligado ao modelo que embasa as transformações científicas. Nesse texto é usada no segundo sentido. &lt;br /&gt;
2 Os termos pesquisa-ação e pesquisa participante têm a mesma origem, a Psicologia Social de Kurt Lewin, e alguns pontos em comum, tais como a crítica à pesquisa tradicional, ao distanciamento entre sujeito e objeto de estudo, à participação da população pesquisada e à necessidade de transformação social. Haguette (1987) coloca que, apesar desses vários pontos unificadores, há uma diferenciação de terminologia relacionada aos países em que elas ocorrem. Na Europa, principalmente na França, este tipo de pesquisa recebe o nome de pesquisa-ação, associada à corrente psicossociológica, e direciona-se para as instituições sociais e para os movimentos sociais. Na América Latina, esse tipo de pesquisa recebe o nome de pesquisa participante e caracteriza-se por um distanciamento da corrente psicossociológica, fundamentando-se nos princípios humanistas, marxistas e religiosos. Preocupada com as desigualdades sociais, teve forte influência de Paulo Freire.&lt;br /&gt;
3 Ainda com esse mesmo objetivo, embora com metodologias distintas, percebemos a genealogia de Michel Foucault e as propostas construtivistas baseadas nos Novos Paradigmas, fundamentando pesquisas na Psicologia. A genealogia é um método com forte preocupação com a produção de modos de subjetivação que atravessam e atualizam os saberes e as relações de poder. Busca apreender a relação entre os sujeitos e a sociedade, atravessados pelas práticas discursivas e pelo momento histórico. Em Foucault (2004), a genealogia parte da realidade como campo de forças, como luta de intensidades e trabalha com uma noção de história &amp;quot;efetiva&amp;quot; que se contrapõe à história tradicional, que lida com a temporalidade linear, a homogeneidade, a busca da origem e da verdade. A história &amp;quot;efetiva&amp;quot; é genealógica e se produz a partir de uma fragmentação da linearidade, destacando a singularidade do acontecimento. Os Novos Paradigmas correspondem a mudanças no pensamento científico contemporâneo, ocorridas em diversos campos: na Física e na Química com Ilya Prigogine; na Biologia com Humberto Maturana e Francisco Varela; na Cibernética de segunda ordem com Henry Von Foerster. Essas ideias são orientadas para a complexidade e embasadas na premência de se trabalhar com o acaso, com o indeterminismo, com a incerteza. Os Novos Paradigmas fundamentam as propostas construtivistas no campo da pesquisa e insistem que a realidade é sempre construída e atravessada a todo instante pela autorreferência e pela reflexividade (Schnitman, 1996). &lt;br /&gt;
4 As ideias de Gilles Deleuze e Félix Guattari recebem vários nomes, dentre eles, Filosofia da Diferença, Pragmática Universal, Paradigma Estético, Paradigma Ético Estético, não somente Esquizoanálise, uma vez que os autores não tinham preocupação com a reprodução dos nomes e conceitos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;
Amatuzzi, M. M. (2006). A subjetividade e sua pesquisa. Memorandum, 10, 93-97.acesso em 25 de agosto, 2006, em http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a10/amatuzzi03.htm         [ Links ] &lt;br /&gt;
Barros, M. E. B. &amp;amp; Lucero, N.A. (2005). A pesquisa em psicologia: construindo outros planos de análise. Psicologia e Sociedade, 17(2), 07-13. Acesso em 12 de fevereiro, 2008, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-71822005000200002&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso         [ Links ] &lt;br /&gt;
Benevides de Barros, R. (2005). A psicologia e o sistema único de saúde: quais interfaces? Psicologia e Sociedade, 17(2), 21-25. Acesso em 12 de agosto, 2006, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-71822005000200004&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso         [ Links ] &lt;br /&gt;
Chizzotti, A. (1998). Da pesquisa experimental. In A. Chizzotti, Pesquisa em ciências humanas e sociais (2ª ed.,&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Cartografia&amp;diff=624</id>
		<title>Cartografia</title>
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		<updated>2015-04-03T01:13:30Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* ver também */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
==ver também==&lt;br /&gt;
[[Cartografar]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Category:Cartografia]]&lt;br /&gt;
[[Category:Glossário]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cartografia e a relação pesquisa e vida &lt;br /&gt;
Roberta Carvalho Romagnoli&lt;br /&gt;
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil&lt;br /&gt;
[Psicol. Soc. vol.21 no.2 Florianópolis maio/ago. 2009&lt;br /&gt;
doi: 10.1590/S0102-71822009000200003&lt;br /&gt;
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822009000200003&amp;amp;script=sci_arttext]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Paradigma Moderno e a Psicologia&lt;br /&gt;
As ciências surgem no Ocidente, favorecendo a migração do polo religião, central nas sociedades tradicionais, para o polo razão, sustentáculo da chamada Modernidade. Nesse deslocamento, a ciência, criada pelo homem, determinista, matematizada e fundamentada em leis, apropria-se do lugar central da sociedade, ocupado por Deus, uma vez que os fenômenos naturais e sociais eram apreendidos, até então, por explicações divinas. Baseada em esquemas de eficácia e rendimento, conquista um espaço absoluto, impondo-se como força hegemônica na cultura ocidental moderna, relegando ao descrédito e ao esquecimento todos os outros saberes que não estão em consonância com seus pressupostos básicos, a saber: objetividade, causalidade, sistematização e produtividade. Permite, assim, um avanço progressivo da ação do homem sobre a natureza, proporcionado pela primazia da razão. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vale lembrar que, conforme Veiga-Neto (2002), o paradigma da ciência moderna encontra-se calcado na razão, na consciência, no sujeito soberano, no progresso e na totalidade do mundo 1. Nesse sentido, notamos inicialmente uma grande ascensão das ciências exatas e naturais, que estavam de acordo com os pressupostos desse momento histórico, pois é nelas que se encontra a possibilidade de fundamentação das evidências mate máticas, base sobre a qual se desenvolverá o pensamento tecnológico e manipulativo. Nessa proposta iluminista, o formalismo metodológico sustenta-se na neutralidade/objetividade, com forte mitificação da racionalidade. E o homem torna-se um ser basicamente racional, que usa sua capacidade unida a uma cuidadosa observação do mundo exterior, para a produção de conhecimento científico e o consequente domínio da natureza, tendo como meta abordar a natureza essencial das &amp;quot;coisas&amp;quot;, a partir da noção de verdade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu surgimento, as Ciências Humanas se inserem no contexto da época, altamente positivista. Sua ascensão foi marcada pela abordagem empírica, traduzida por meio de experimentos, com o intuito de compreender a realidade. A Psicologia se torna ciência aliada às Ciências Naturais, no final do século XIX, produzindo conhecimento através do método experimental, que tem na objetividade, na quantificação e na generalização os sustentáculos da pesquisa. Para esse método, as leis da natureza são o reino da simplicidade e da regularidade, onde é possível observar e medir com rigor, na crença de que as Ciências Humanas têm que imitar as Ciências Naturais. Ou seja, essa perspectiva defende que é preciso estudar os fenômenos sociais como se fossem naturais. Nesse sentido, é científico o quantitativo que permite o manejo pragmático dos fatos, inserido em um mundo objetivo e determinista. torna-se necessário, então, basear-se na utilização dos termos matemáticos para a compreensão da realidade e apropriação da linguagem de variáveis para especificar atributos e qualidades do objeto de investigação, em busca da generalidade e da regularidade dos fatos (Chizzotti, 1998). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Até a 2ª metade do séc. XX, a pesquisa experimental e seu método constituíam o padrão de produção de conhecimento científico, inclusive para a própria Psicologia. A partir dessa época, no entanto, paralela à vertente positivista, base desse tipo de pesquisa, surge um movimento filosófico, que sustenta a visão de mundo existencial, em que a vivência e a percepção que o ser humano tem de suas experiências torna-se essencial. O conhecimento científico se alia, dessa maneira, ao método fenomenológico como recurso para se investigar a vivência do sujeito através da consciência, em associação com o Existencialismo, que propaga a subjetividade e a atribuição de significados como a verdadeira essência da existência. Essa leitura inaugura uma mudança radical da investigação científica e insiste no homem que tem consciência de sua própria vida e da dos seres com quem se relaciona, como peça fundamental do trabalho investigativo, enfatizando não o que existe na realidade em si, mas a realidade a partir da sua existência para a consciência (Forghieri, 1993).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inaugura-se a era das pesquisas qualitativas, e não somente quantitativas, que visam ao aprofundamento no mundo dos significados das ações e das relações humanas. Surge nesse momento histórico a distinção entre pesquisa quantitativa e pesquisa qualitativa (Smith, 1994). Guardadas as devidas diferenças entre métodos distintos, a pesquisa qualitativa persegue o mundo social através das interpretações dos fenômenos, buscando as vivências, as experiências e a cotidianidade. Sendo assim, a análise social deve ser realizada através da compreensão da dinâmica das relações sociais que são depositárias de crenças, valores, atitudes e hábitos, como propaga a Fenomenologia, ou da luta de classes, como defende a Dialética, que veremos adiante. É necessário ressaltar que não existe apenas uma forma de pesquisar. Tanto a pesquisa quantitativa quanto a pesquisa qualitativa podem oferecer importantes recursos para as Ciências Humanas, dependendo da temática a ser estudada e do objetivo proposto. Todas as duas correntes possuem suas aplicações, suas utilidades e suas limitações.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retornando à pesquisa em Psicologia, observamos ainda forte influência da Dialética, que tenta fazer um desempate entre os métodos citados anteriormente, propondo-se a abarcar o conhecimento como fruto das relações sociais, visando encontrar na parte a relação com o todo, indo ao encalço da interioridade e da exterioridade como constitutivas dos fenômenos. Desses princípios deriva que, para se conhecer realmente uma realidade, é necessário estudá-la em todos os seus aspectos, relações e conexões, pois tudo está em constante transformação e correlação, partindo-se da premissa de que, no objeto de estudo, está sempre presente algo que nasce, se desenvolve, se contradiz. Com forte crítica à neutralidade científica, surge a pesquisa-ação, também chamada de pesquisa participante, enfatizando o envolvimento do pesquisador com seu objeto de estudo, pois a pesquisa passa a ser também um fator de transformação social 2. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A abordagem dialética se propõe a abarcar, ao mesmo tempo, o sistema de relações do mundo que nos rodeia, como modo de conhecimento exterior ao sujeito, pois acredita que é a matéria que origina a consciência; e também as representações sociais que traduzem o significado deste mundo. Nesse sentido, coloca-se como uma terceira alternativa frente ao método experimental e ao método fenomenológico, acreditando que o quantitativo e o qualitativo caminham lado a lado, pensando a relação da quantidade como uma das qualidades dos fatos e fenômenos. todo fenômeno ou processo social deve ser entendido nas suas determinações e transformações dadas pelos sujeitos, mediante uma relação intrínseca de oposição e complementaridade entre mundo natural e social, entre pensamento e base material. Dessa maneira, a cientificidade está associada à complexidade da natureza e das culturas, e o conhecimento sempre vem associado à práxis, pois a lógica do pensamento está vinculada aos processos históricos das mudanças, dos conflitos sociais e suas contradições. De acordo com Haguette (1987), esse tipo de pesquisa faz uma proposta de união entre o saber acadêmico - conquista do conhecimento - e a práxis - transformação através da ação -, visando à mobilização e à tomada de consciência. Valoriza ainda a contradição dinâmica do fato observado e a atividade criadora do sujeito que observa, as oposições contraditórias entre o todo e a parte e os vínculos do saber e do agir com a vida social dos homens.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora revolucionárias em relação às pesquisas quantitativas e experimentais, a pesquisa fenomenológica e a pesquisa-ação, fundamentadas na fenomenologia e na dialética, respectivamente, se amparam ainda no paradigma moderno que concebe o método científico como um instrumento, por excelência, de explicitação das verdades do mundo, guardadas as devidas diferenças epistemológicas. Para alcançar esse patamar, é necessário transitar por um campo teórico estabelecido e legitimado e realizar estudos coerentes com o estatuto de cientificidade. Nessa articulação, produção de conhecimento versus realidade, a teoria é aplicada ao objeto de estudo de forma interpretativa, sustentando um conhecimento que é, em si, reducionista e homogeneizante, com a pretensão de compreensão plena dessa relação. Ou seja, o paradigma moderno parte do pressuposto de que a teoria é separada do objeto e de que não são, de fato, indissociáveis. Além disso, presume que a realidade deva estar em consonância com a teoria, sendo passível de ser interpretada pela perspectiva teórica escolhida pelo pesquisador. Além da teoria, no paradigma moderno, a pesquisa se funda em procedimentos metodológicos que permitem certo domínio do objeto de estudo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Psicologia, lidamos com uma variedade de metodologias e técnicas que se mesclam conforme a necessidade e a viabilidade do trabalho proposto. Cabe ao pesquisador a sua seleção, para executar seu estudo e elucidar os princípios que regem a compreensão das questões levantadas por ele. Tudo isso conduzindo a uma sistematização do material, trilhando caminhos para a viabilização do trabalho acadêmico e outorgando cientificidade ao processo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário pontuar que cada método possui sua explicação do que ocorre entre sujeito e objeto. O método experimental parte do pressuposto de que essa articulação é mediada por relações ordenadas entre fatos observados empiricamente. O objeto é exterior ao sujeito - nessa interação são as consequências do comportamento sobre o ambiente e como essas incidem no organismo que possibilitam uma análise funcional das contingências, passíveis de serem mensuradas quantitativamente. A partir de critérios de objetividade científica, pode-se estudar o comportamento que é observável publicamente (Vicentini, 2001). O método fenomenológico, por sua vez, busca nessa relação a consciência que daí emerge, através dos significados que o sujeito atribui ao objeto. Essa relação não tem a ver somente com a objetividade, mas, sobretudo com a inscrição do objeto na consciência e sua experienciação (Amatuzzi, 2006). Por outro lado, o método dialético tem como objetivo abranger a articulação entre o diaa-dia de determinado grupo social, de certo objeto de estudo, com o sistema de ideias e representações que o constitui e que deriva na alienação, no desconhecimento do sujeito dos processos que ele está vivendo em seu cotidiano, da desigualdade do sistema social. Ou seja, na relação dinâmica entre sujeito e objeto, deve-se observar a prática social intrínseca e sempre contraditória e conflitiva, portadora de dimensões históricas e ideológicas (Paulon, 2005). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessas abordagens, o método científico é um instrumento para a explicitação da verdade, embasado, como vimos, na conexão assídua entre teoria e procedimentos metodológicos. E a racionalidade, mesmo que seja objeto de grande questionamento nas Ciências Humanas, a garantia de seu alcance.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O Paradigma Emergente e a Cartografia&lt;br /&gt;
Durante muito tempo, essas perspectivas epistemológicas sustentaram o conhecimento em Psicologia no Brasil (Kahhale, 2002). todavia, hoje, a própria ciência está em crise. De acordo com Santos (2002), &amp;quot;Estamos no fim de um ciclo de hegemonia de certa ordem científica. As condições epistêmicas das nossas perguntas estão inscritas no avesso dos conceitos que utilizamos para lhes dar resposta&amp;quot; (p. 9). Ou seja, passase a considerar que a teoria não transcende a realidade e nem está dissociada da prática, também fazendo parte do processo de construção histórica da realidade. Com o grande avanço científico moderno e sua enorme e importante produção, tornou-se evidente a fragilidade de suas ferramentas para abranger o que ocorre, de fato, na vida. Dessa maneira, nos deparamos com a complexidade da realidade, e também da subjetividade, opondo-se frontalmente a um conhecimento que se impõe como verdade, generalizante e simplificado, e que tem como objetivo alcançar a previsibilidade a partir de um espaço inteligível de certezas (Morin, 1996). De acordo com Veiga-Neto (2002), vivemos hoje a emergência de um pensamento pós-moderno que visa a um questionamento contínuo das ações com análise crítica. Esse pensamento possui como características: a humildade epistemológica, ao não perseguir a verdade; a busca de ferramentas úteis para o entendimento do mundo e o abandono da ideia de um lugar privilegiado a partir do qual podemos compreender definitivamente as relações que nos circundam. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, Morin (1983) faz uma crítica ao paradigma moderno, chamando-o de paradigma da simplificação. Nesse viés hegemônico da ciência, há, de fato, um primado da disjunção e da redução, para embasar uma visão da realidade ordenada e simplificada, operando através de reducionismos que visam eliminar o problema da complexidade. Para tal, há uma insistência no estudo dos fenômenos isolados e dissociados.adisjunção separa o objeto do meio, o físico, do biológico, o biológico, do humano, divide o que vai ser estudado em categorias e disciplinas, operando pelo estabelecimento de elementos não-ligados. Ocorrem, por outro lado, a redução do humano ao biológico, do biológico ao físico-químico, do complexo ao simples, com o que se chega a uma unificação abstrata que anula a diversidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em contrapartida, vem à tona um conhecimento não dualista, que não faz a separação entre natureza/ cultura, objetivo/subjetivo, quantitativo/qualitativo. Além disso, insiste na produção de um conhecimento local e transitório que reconhece a necessidade de uma plurali dade metodológica, pois &amp;quot;Cada método é uma linguagem, e a realidade responde na língua em que foi perguntada&amp;quot; (Santos, 2002, p. 48), destacando-se a operação reducio nista que daí deriva. Pretende-se, nessa fase de transição da ciência, driblar as certezas e os reducionismos, em uma tentativa de apreender a complexidade que, de fato, faz parte de todo e qualquer objeto de estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da ênfase na complexidade, vivemos hoje vários impasses no campo da Psicologia, a saber: a ampliação dos campos de trabalho, o convite à promoção de saúde, o questionamento dos efeitos de nossas práticas na gerência cada vez maior da vida, dentre outros. tudo isso, no nosso entender, nos impele a produzir dispositivos singulares que não estejam a serviço da serialização instituída, seja no campo da produção de conhecimento, seja no campo da intervenção. E aponta para uma lacuna entre nossa formação, ainda efetuada nos moldes iluministas, calcada na premissa de que a razão tem como atividade principal iluminar o homem, e a realidade que os psicólogos irão enfrentar ao sair da academia. No nosso entender, a formação dominante favorece um despreparo para enfrentar as profundas mudanças culturais, sociais e subjetivas em que nos encontramos. Observamos que, cada vez mais, o psicólogo é convocado a intervir na complexidade, em campos de atuação em que os &amp;quot;especialismos&amp;quot; de nossas áreas e sua tradicional divisão, em área da saúde, da educação, do trabalho e da comunidade, não se sustentam no cotidiano. Como exemplo desses novos campos de atuação, temos as ONGs, o PSF, o CRAS, dentre outros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A crise da ciência, aliada ao momento atual da nossa profissão, nos leva a defender a não separação da Psicologia em áreas e nem em polarizações antagônicas, com o intuito de driblar as dicotomias e insistir na transdisciplinaridade. Passos e Benevides de Barros (2000) discutem o desafio de se pensar a clínica nessa perspectiva, rastreando o que ela tem de potência de criação. Não se restringindo a esse campo, acreditamos que esse processo possa e deva estar presente em toda a Psicologia, que ainda mantém as dicotomias sujeito-objeto, teoria-prática e insiste em fronteiras rígidas na definição das disciplinas, de seus métodos e objetos de pesquisa. Segundo os referidos autores, a transdisciplinaridade busca exatamente a perda da identidade de cada teoria, de cada prática, para ocorrer algo no &amp;quot;entre&amp;quot;, a partir da desestabilização das &amp;quot;certezas&amp;quot; de cada disciplina, apostando ainda na criação de uma relação de intercessão com outros saberes/poderes/disciplinas, pois é nesse &amp;quot;entre&amp;quot; que a invenção acontece, como nos chama a atenção Benevides de Barros (2005). E toda essa processualidade exige da academia uma produção de conhecimento que fundamente a fase de transição em que nossa profissão se encontra, pois, como vimos, estamos no fim de certa ordem científica. Nesse sentido, acreditamos que as pesquisas baseadas no paradigma moderno, que se fundamentam em cisões e dicotomias, não contribuem efetivamente para os desafios que precisamos enfrentar. Sem dúvida, houve uma época em que a produção de conhecimento deveria se atrelar ao paradigma moderno. Entretanto, a contemporaneidade e a Psicologia atual nos instigam a buscar outros modos de conhecer.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para tentar apreender, mesmo que transitoriamente, a processualidade que a transdisciplinaridade propaga, pode-se trabalhar com a cartografia, método proposto por Deleuze e Guattari, utilizado em pesquisas de campo voltadas para o estudo da subjetividade (Kastrup, 2007; Kirst, Giacomel, Ribeiro, Costa, &amp;amp; andreoli, 2003). A cartografia se apresenta como valiosa ferramenta de investigação, exatamente para abarcar a complexidade, zona de indeterminação que a acompanha, colocando problemas, investigando o coletivo de forças em cada situação, esforçando-se para não se curvar aos dogmas reducionistas. Contudo, mais do que procedimentos metodológicos delimitados, a cartografia é um modo de conceber a pesquisa e o encontro do pesquisador com seu campo. Entendemos que a cartografia pode ser compreendida como método, como outra possibilidade de conhecer, não como sinônimo de disciplina intelectual, de defesa da racionalidade ou de rigor sistemático para se dizer o que é ou não ciência, como propaga o paradigma moderno. Cabe salientar que, não raro, a ideia de método é atrelada à de metodologia que, por sua vez, trata do formalismo e das prescrições para se alcançar a cientificidade, explicitando os procedimentos que já estariam consolidados dentro da ciência. Dessa maneira, a metodologia corresponde aos instrumentos para se fazer ciência, centrando-se no &amp;quot;como&amp;quot; fazer ciência, traduzindo o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade. também não é essa a proposta. Retornando ao conceito de método, aqui o utilizamos no sentido atribuído por Drawin (2001), em que método corresponderia a um caminho levado a um fim, associado a uma &amp;quot;reivindicação de um trabalho, de um renovado esforço, o que não seria necessário se já se possuísse uma fórmula prefixada, e se o caminho para o conhecimento já houvesse sido conquistado&amp;quot; (p.10). Nessa perspectiva, o método é uma nova proposta para reencontrar o saber que se encontra em crise. Nesse sentido, a cartografia é um método, pois não parte de um modelo pré-estabelecido, mas indaga o objeto de estudo a partir de uma fundamentação própria, afirmando uma diferença, em uma tentativa de reencontrar o conhecimento diante da complexidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cartografia, como portadora de certa concepção de mundo e de subjetividade, a serem apresentados abaixo, traz um novo patamar de problematização, contribuindo para a articulação de um conjunto de saberes, inclusive outros que não apenas o científico, e favorecen do a revisão de concepções hegemônicas e dicotômicas. Nessa proposta, o papel do pesquisador é central, uma vez que a produção de conhecimento se dá a partir das percepções, sensações e afetos vividos no encontro com seu campo, seu estudo, que não é neutro, nem isento de interferências e, tampouco, é centrado nos significados atribuídos por ele. É isso o que leva Mairesse (2003) a dizer que a cartografia acontece como um dispositivo, pois, no encontro do pesquisador com seu &amp;quot;objeto&amp;quot;, diversas forças estão presentes, fazendo com que ambos não sejam mais aquilo que eram. Nesse sentido, o método cartográfico &amp;quot;desencadeia um processo de desterritorialização no campo da ciência, para inaugurar uma nova forma de produzir o conhecimento, um modo que envolve a criação, a arte, a implicação do autor, artista, pesquisador, cartógrafo&amp;quot; (Mairesse, 2003, p. 259). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cartografia parte ainda de outra leitura da realidade, pois não quer só buscar o qualitativo, mas também romper com a separação sujeito e objeto 3. Em contraposição a uma forma de pensar dicotômica, essa vertente convoca a imanência, a exterioridade das forças que atuam na realidade, buscando conexões, abrindo-se para o que afeta a subjetividade. Esta última deve ser pensada como um sistema complexo e heterogêneo, constituído não só pelo sujeito, mas também pelas relações que ele estabelece. Essas relações denunciam a exterioridade de forças que incidem tanto sobre o pesquisador quanto sobre o objeto de estudo, e atuam rizomaticamente, de uma maneira transversal, ligando processualmente a subjetividade a situações, ao coletivo, ao heterogêneo. a subjetividade é constituída por múltiplas linhas e planos de forças que atuam ao mesmo tempo: linhas duras, que detêm a divisão binária de sexo, profissão, camada social, e que sempre classificam, sobrecodificam os sujeitos; e linhas flexíveis, que possibilitam o afetamento da subjetividade e criam zonas de indeterminação, permitindo-lhe agenciar. Esse afetamento da subjetividade pelo que não é ela, pelas relações efetuadas, pela intersecção com o &amp;quot;fora&amp;quot;, forma um agenciamento. Quando isso ocorre, linhas de fuga são construídas, convergindo em processos que trazem o novo. Esses processos são sempre coletivos, conectando-se ao que está aquém e além do sujeito e construindo novos territórios existenciais (Deleuze &amp;amp; Parnet, 1998). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na leitura esquizoanalítica, essa é a dinâmica dos processos de subjetivação 4. Os deslocamentos da subjetividade se dão a partir do &amp;quot;fora&amp;quot;, portador de forças estranhas que pedem uma decifração ao desestabilizar o território existencial conhecido. Essas forças, quando entram em contato com a subjetividade, aumentam a impressão de estranheza do mundo e conduzem a rupturas de sentido. De acordo com Rolnik (1999), as rupturas de sentido ocorrem quando a subjetividade é lançada na processualidade da vida e se vê forçada a trilhar novos caminhos via agenciamentos maquínicos, produtivos, a habitar novas formas de viver. Esse é o movimento próprio da vida, da criação. As linhas da subjetividade compõem o território existencial, o modo de existência de cada um de nós, e também possibilitam que se exerça a invenção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse raciocínio aborda a realidade através de superfícies, de planos simultâneos que coexistem sem hierarquia nem determinação. O plano de organização corresponde ao que está instituído socialmente de forma molar, ordenando o mundo e a subjetividade em segmentos, estratos, de maneira dicotômica e dissociativa, codificando-a, registrando-a em processos classificatórios, via operações de transcendência, que formam estratos, segmentos que homogeneizam os fluxos da vida. Nessa superfície, os fluxos são presos a códigos, e cada termo ganha sentido opondo-se a outro. Por outro lado, o plano de consistência é o plano invisível de expansão da vida, composto pelas forças moleculares e invisíveis que atravessam o campo social. É nesse plano que se dão os encontros e os agenciamentos que vão gerar novos sentidos, novas formas de expressão e promover a resistência ao que tende a se reproduzir no plano de organização. Nessa superfície não há oposição, mas os fluxos se encontram em uma variação contínua de intensidades. Esses dois planos se apoiam no plano de imanência, que dá suporte às relações entre as forças componentes da realidade, molares e moleculares, compondo o &amp;quot;meio&amp;quot; em que tudo se dá - dimensão de fluxos, segmentos, rupturas e conexões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É necessário ressaltar que a distinção entre molar e molecular nos planos não se dá pelo tamanho - grande e pequeno -, mas pelo sistema de referência considerado, sendo a diferença qualitativa. O molecular indica a relação com o fluxo intensivo que o atravessa, e o molar, por sua vez, se define por sua relação com a linha de segmento que tenta capturar a heterogeneidade, a energia intensiva da vida, que sempre escapa. Essa relação entre molecular e molar não se dá por antagonismo, mas por coexistência e justaposição. Embora com funcionamentos distintos, &amp;quot;Nem por isso deixa de haver uma correlação dos dois aspectos, pois é com a linearização e a segmentarização que um fluxo se esgota, e é delas também que parte uma nova criação (Deleuze &amp;amp; Guattari, 1996, p. 96). Dessa maneira, os fluxos, em estado de imanência, estão presentes em todos os planos, e o que se altera é sua composição: segmentar, estratificada, no plano de organização, e fluida, conectiva, no plano de consistência. Segundo Deleuze e Guattari (1996), a forma segmentar estanca a circulação da vida e opera cortes e recortes que produzem o modo estabelecido de nos colocarmos no mundo, tendo como objetivo estabelecer métodos de hierarquização e de organização. Por outro lado, a forma fluida é mutante e criadora e corresponde à possibilidade de agenciar, de construir uma linha de fuga, outro território existencial. O plano de organização sustenta as linhas duras da subjetividade, enquanto o plano de consistência sustenta suas linhas flexíveis, que podem se transformar em linhas de fuga que se dirigem para a invenção, para a estranheza da vida. Um território existencial é formado quando os elementos heterogêneos que compõem a subjetividade ganham alguma homogeneidade, determinada composição. Esse território localiza-se na interface entre o que se repete e é conhecido e o que pode afetar, desterritorializar, produzir outra composição, via agenciamentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A realidade, apreendida pelo viés da imanência e da exterioridade, é, sobretudo, uma reunião de linhas subjetivas e sociais, de natureza e de cultura. Essa não separação é possível porque, nessa perspectiva, tudo é atravessado por segmentaridades molares e desterritorializações moleculares, por planos, superfícies sobrepostas, que deslizam o tempo todo, processualmente. Os fluxos da vida são ora mutantes e conectivos, ora codificados e reterritorializados, não pertencendo a um indivíduo ou a determinado grupo social. Eles são detentores de funcionamentos diferentes de acordo com o plano em que se inserem, conforme as relações que são desenvolvidas. Nesse contexto, cada pesquisador e cada objeto de estudo habitam um &amp;quot;meio&amp;quot;, circulam em formas de se relacionar, constituindo um território que envolve marcas, estratos, conexões, relações. São as circunstâncias, os elementos que se estabelecem entre os encontros que podem ou não trazer outras marcas, romper com sentidos conhecidos e fundar outros impensáveis. Logo, são essas relações que devem ser mapeadas no método cartográfico, para se conhecer a realidade em sua complexidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que a cartografia persegue, a partir do território existencial do pesquisador, é o rastreamento das linhas duras, do plano de organização, dos territórios vigentes, ao mesmo tempo em que também vai atrás das linhas de fuga, das desterritorializações, da eclosão do novo. Cartografar é mergulharmos nos afetos que permeiam os contextos e as relações que pretendemos conhecer, permitindo ao pesquisador também se inserir na pesquisa e comprometer-se com o objeto pesquisado, para fazer um traçado singular do que se propõe a estudar. Nesse sentido, a cartografia tem como eixo de sustentação do trabalho metodológico a invenção e a implicação do pesquisador, uma vez que ela baseia-se no pressuposto de que o conhecimento é processual e inseparável do próprio movimento da vida e dos afetos que a acompanham (Rolnik, 1989). Na invenção, é preciso estar atento aos encontros, às virtualidades que estalam nos agenciamentos e que são oriundos das desestabilizações que, no processo de trabalho, acometem tanto o pesquisador quanto seu objeto de estudo, seu campo. Na implicação do pesquisador é que se encontra um dos mais valiosos dispositivos de trabalho no campo. É a partir de sua subjetividade que afetos e sensações irrompem, sentidos são dados, e algo é produzido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conhecimento, por sua vez, emerge do plano de forças que compõe a realidade, ora operando em prol daquilo já estabelecido, ora operando a favor de agenciamentos produtivos, de acontecimentos que trazem o novo, processual e singularmente. Mas sempre tentando desarticular as práticas e os discursos instituídos, elucidar os processos complexos, as relações despotencializadoras que impedem a invenção - é nesse jogo que se dá a construção do conhecimento. Vale lembrar que, nessa perspectiva, o rigor e a precisão localizam se exatamente na sustentação da pressão exercida pelas forças desses planos, que, como vimos acima, possuem funcionamentos distintos, ora tendendo à estabilização, ora à caotização. Dessa maneira, a cartografia se contrapõe às pesquisas cientificistas tradicionais, objetivando romper com as dicotomias teoria-prática, sujeito-objeto, articulando pesquisador e campo de pesquisa.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Considerações Finais&lt;br /&gt;
Tendo em vista que a realidade não é dada, mas sim construída também através de produções de conhecimento que se constituem como práticas discursivas, sociais e históricas, precisamos nos indagar acerca de qual psicologia estamos produzindo. Nesse sentido, podemos pensar, retornando à complexidade e aos impasses atuais da psicologia, pontuados no início desse texto, quais os efeitos da produção de conhecimento que geramos e sua efetiva contribuição para o que ocorre no mundo ao nosso redor. Sabemos que as respostas a essas questões são transitórias e locais, encontrando-se nos impasses que enfrentamos em nosso cotidiano de trabalho. Com certeza, os paradigmas emergentes e a cartografia ainda constituem desafios para nós, pesquisadores formados dentro de uma tradição moderna, acostumados a fragmentar, a racionalizar e a perseguir a verdade. Esse é um campo em construção, que combate uma lógica da racionalidade hegemônica na pesquisa, e se fundamenta, como salientam Barros e lucero (2005), em uma perspectiva ético-política que &amp;quot;afirma a vida na sua potência de diferenciação, nas suas modulações, na sua polaridade, lutando contra diferentes formas de captura colocadas em funcionamento por modelos padronizados de ser e estar no mundo&amp;quot; (p.7). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nessa perspectiva, supomos que a cartografia aponta para a construção de saídas e inspirações para quem se propõe a estudar a realidade, promovendo uma flexibilização metodológica, que tem como intuito escapar da reprodução e do acomodamento intelectual, características necessárias para acompanhar as mudan ças em curso na Psicologia. Entretanto, no nosso entender, também a cartografia contém riscos. O primeiro deles, e o mais usual, é ser utilizada como um modelo, um padrão a ser seguido, usado em obediência à nossa formação dentro do paradigma moderno, fórmula que se afasta sinistramente do que esta propõe: a ousadia de rastrear a heterogeneidade, a complexidade. Nesse sentido, operaria para a reprodução e não para a criação, estancando a circulação da vida, operando cortes e recortes no processo de pesquisa, organizando de forma fascista o objeto de estudo e desqualificando de maneira transcendente outras formas de pesquisar. &lt;br /&gt;
Outro risco que percebemos no uso desse método é o da produção de trabalhos sem fundamentação, que constituem um aglomerado de saberes desconectados. Embora seja preciso escapar à postura defensiva de correntes da Psicologia, sejam as adeptas do paradigma moderno, sejam as seguidoras dos paradigmas emergentes, não é desejável, nesse processo, encobrir confusões conceituais, apresentando-se superficial e leviano com a produção de conhecimento. Essa também não é a proposta desse método. A cartografia exige rigor e, no caso, não se trata somente da sustentação da singularidade e da invenção, mas também o uso dos conceitos incorporados à processualidade da pesquisa, sustentando a pressão exercida pelo plano de forças no território acadêmico. Por outro lado, seu uso não deve ser dogmático, hermético. A força dos conceitos localiza-se fora deles, em sua potência de criar, em sua capacidade de associar ideias, incitar pensamentos, leituras, de entrecruzar linhas e pontos temporariamente arranjados, para mais adiante serem desconectados ou reconectados em outra composição. Os conceitos sempre possuem um compromisso com o campo problemático que lhes dá sentido, gerando uma consistência que unifica traços intensivos, promovendo formas de expressão, e não devem ser desconsiderados, pois &amp;quot;os conceitos são exatamente como sons, cores ou imagens, são intensidades, que lhes convêm ou não, que passam ou não passam&amp;quot; (Deleuze &amp;amp; Parnet, 1998, p. 12), vigorosos dispositivos para a presença da realidade, potentes intercessores para a invenção. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Acreditamos na necessidade de apostar em produção, transmissão e aplicação do conhecimento em Psicologia, não de maneira reprodutiva e sedimentada, mas de forma que valorize a singularidade e a invenção, arriscando novas maneiras de pensar e também de viver. Somente sustentando a heterogeneidade da vida e da realidade podemos contribuir para uma expansão da Psicologia que nos conduza a outras práticas sociais, como estamos sendo convocados a fazer. De acordo com Zourabichvili (2004), a vida, a partir de um raciocínio deleuziano, pode ser entendida como uma potência, uma positividade indeterminada e informe, que é em si criação, ao mesmo tempo em que coexistem fechamentos e reproduções. A vida é rizoma, e pode ser percorrida em diversas direções, sendo reinventada em cada viagem e por cada um que a percorre. É feita de direções flutuantes, que transbordam, sem remeterem a uma unidade. Isso não seria o próprio ato de conhecer/pesquisar? Observamos que a produção de conhecimento calcada na cartografia implica um exercício de desapego às formas acadêmicas dominantes e instituídas, ainda que elas estejam imanentemente presentes. Nesse sentido, é preciso aventurar-se na criação de um circuito de conhecimento que atue como um dispositivo para formar planos de expansão da vida, para expressar e encarnar as sensações que as relações, a exterioridade, os meios estão produzindo nas subjeti vidades, religando a pesquisa com a vida.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Notas &lt;br /&gt;
* Este texto faz parte da pesquisa intervenção cartográfica &amp;quot;As relações equipe-família no Centro Psicopedagógico Renato De Avelar Azeredo&amp;quot;, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais - FAPEMIG, abordando os estudos teórico-metodológicos do projeto.&lt;br /&gt;
1 A palavra &amp;quot;paradigma&amp;quot; foi introduzida por Kuhn (1975) para descrever uma troca do modelo dominante em uma ciência, possuindo dois significados: um, ligado à constelação de crenças, valores e técnicas que afetam toda comunidade científica, e o outro, ligado ao modelo que embasa as transformações científicas. Nesse texto é usada no segundo sentido. &lt;br /&gt;
2 Os termos pesquisa-ação e pesquisa participante têm a mesma origem, a Psicologia Social de Kurt Lewin, e alguns pontos em comum, tais como a crítica à pesquisa tradicional, ao distanciamento entre sujeito e objeto de estudo, à participação da população pesquisada e à necessidade de transformação social. Haguette (1987) coloca que, apesar desses vários pontos unificadores, há uma diferenciação de terminologia relacionada aos países em que elas ocorrem. Na Europa, principalmente na França, este tipo de pesquisa recebe o nome de pesquisa-ação, associada à corrente psicossociológica, e direciona-se para as instituições sociais e para os movimentos sociais. Na América Latina, esse tipo de pesquisa recebe o nome de pesquisa participante e caracteriza-se por um distanciamento da corrente psicossociológica, fundamentando-se nos princípios humanistas, marxistas e religiosos. Preocupada com as desigualdades sociais, teve forte influência de Paulo Freire.&lt;br /&gt;
3 Ainda com esse mesmo objetivo, embora com metodologias distintas, percebemos a genealogia de Michel Foucault e as propostas construtivistas baseadas nos Novos Paradigmas, fundamentando pesquisas na Psicologia. A genealogia é um método com forte preocupação com a produção de modos de subjetivação que atravessam e atualizam os saberes e as relações de poder. Busca apreender a relação entre os sujeitos e a sociedade, atravessados pelas práticas discursivas e pelo momento histórico. Em Foucault (2004), a genealogia parte da realidade como campo de forças, como luta de intensidades e trabalha com uma noção de história &amp;quot;efetiva&amp;quot; que se contrapõe à história tradicional, que lida com a temporalidade linear, a homogeneidade, a busca da origem e da verdade. A história &amp;quot;efetiva&amp;quot; é genealógica e se produz a partir de uma fragmentação da linearidade, destacando a singularidade do acontecimento. Os Novos Paradigmas correspondem a mudanças no pensamento científico contemporâneo, ocorridas em diversos campos: na Física e na Química com Ilya Prigogine; na Biologia com Humberto Maturana e Francisco Varela; na Cibernética de segunda ordem com Henry Von Foerster. Essas ideias são orientadas para a complexidade e embasadas na premência de se trabalhar com o acaso, com o indeterminismo, com a incerteza. Os Novos Paradigmas fundamentam as propostas construtivistas no campo da pesquisa e insistem que a realidade é sempre construída e atravessada a todo instante pela autorreferência e pela reflexividade (Schnitman, 1996). &lt;br /&gt;
4 As ideias de Gilles Deleuze e Félix Guattari recebem vários nomes, dentre eles, Filosofia da Diferença, Pragmática Universal, Paradigma Estético, Paradigma Ético Estético, não somente Esquizoanálise, uma vez que os autores não tinham preocupação com a reprodução dos nomes e conceitos.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;
Amatuzzi, M. M. (2006). A subjetividade e sua pesquisa. Memorandum, 10, 93-97.acesso em 25 de agosto, 2006, em http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/a10/amatuzzi03.htm         [ Links ] &lt;br /&gt;
Barros, M. E. B. &amp;amp; Lucero, N.A. (2005). A pesquisa em psicologia: construindo outros planos de análise. Psicologia e Sociedade, 17(2), 07-13. Acesso em 12 de fevereiro, 2008, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-71822005000200002&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso         [ Links ] &lt;br /&gt;
Benevides de Barros, R. (2005). A psicologia e o sistema único de saúde: quais interfaces? Psicologia e Sociedade, 17(2), 21-25. Acesso em 12 de agosto, 2006, em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-71822005000200004&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso         [ Links ] &lt;br /&gt;
Chizzotti, A. (1998). Da pesquisa experimental. In A. Chizzotti, Pesquisa em ciências humanas e sociais (2ª ed.,&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Categorias de Mapeamento das Lutas Territoriais</title>
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		<updated>2015-03-15T21:10:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;cartografia das lutas territoriais!&lt;br /&gt;
[[http://thenounproject.com pictogramas]]&lt;br /&gt;
#moradia&lt;br /&gt;
##ocupação moradia de edifícios&lt;br /&gt;
##ocupação moradia de terrenos&lt;br /&gt;
###urbano&lt;br /&gt;
###rural&lt;br /&gt;
##vilas e favelas&lt;br /&gt;
##moradores de rua&lt;br /&gt;
#cultura&lt;br /&gt;
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#natureza&lt;br /&gt;
##área de preservação&lt;br /&gt;
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		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>Categorias de Mapeamento das Lutas Territoriais</title>
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		<updated>2015-03-15T21:08:22Z</updated>

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&lt;div&gt;cartografia das lutas territoriais!&lt;br /&gt;
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#território indígena&lt;br /&gt;
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		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>OUCACLO</title>
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		<updated>2015-03-06T14:24:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
O blog www.oucbh.indisciplinar tem como objetivo reunir e publicar o que tem sido investigado e produzido há mais de dois anos sobre Operações Urbanas pelo grupo de Pesquisa Indisciplinar – EA/UFMG, parceiros e alunos. No Brasil, o instrumento das Operações Urbanas Consorciadas (OUC), viabilizadas através de Parcerias Público Privadas (PPPs), foi criado pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01) em 2001. Esse instrumento permite flexibilizações pontuais na legislação urbanística municipal e possibilitam o financiamento de intervenções públicas com capital privado. Na prática, as OUC são reguladas por leis e conselhos municipais, que estão sujeitos ao jogo de forças sociais, políticas e econômicas locais. Apesar de seu potencial redistributivo, observa-se que as Operações têm viabilizado a conquista elitista da cidade, por meio de empreendimentos particulares realizados à custa de investimentos públicos e remoções de favelas. Frente a isso, faz-se necessária uma leitura crítica sobre as OUCs, que considere não somente aspectos técnicos, como também interesses políticos, econômicos, culturais e sociais envolvidos (e excluídos) do processo.&lt;br /&gt;
Atualmente está sendo elaborada em Belo Horizonte a Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste (OUC ACLO), que é na verdade uma nova versão da OUC Nova BH, e interfere em cerca de 25km² ou 7% do território urbano. A mudança ocorreu devido a uma entrada de ação do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio do Indisciplinar, contra a falta de clareza e participação exigida por lei no projeto da Nova BH, que vinha até então sendo feito a portas fechadas. Surge agora com novo nome – OUC ACLO — numa tentativa de um processo mais participativo, mas não menos arriscado para a qualidade de vida urbana em BH.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://oucbh.indisciplinar.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<updated>2015-03-06T14:22:29Z</updated>

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&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O blog www.oucbh.indisciplinar tem como objetivo reunir e publicar o que tem sido investigado e produzido há mais de dois anos sobre Operações Urbanas pelo grupo de Pesquisa Indisciplinar – EA/UFMG, parceiros e alunos. No Brasil, o instrumento das Operações Urbanas Consorciadas (OUC), viabilizadas através de Parcerias Público Privadas (PPPs), foi criado pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01) em 2001. Esse instrumento permite flexibilizações pontuais na legislação urbanística municipal e possibilitam o financiamento de intervenções públicas com capital privado. Na prática, as OUC são reguladas por leis e conselhos municipais, que estão sujeitos ao jogo de forças sociais, políticas e econômicas locais. Apesar de seu potencial redistributivo, observa-se que as Operações têm viabilizado a conquista elitista da cidade, por meio de empreendimentos particulares realizados à custa de investimentos públicos e remoções de favelas. Frente a isso, faz-se necessária uma leitura crítica sobre as OUCs, que considere não somente aspectos técnicos, como também interesses políticos, econômicos, culturais e sociais envolvidos (e excluídos) do processo.&lt;br /&gt;
Atualmente está sendo elaborada em Belo Horizonte a Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste (OUC ACLO), que é na verdade uma nova versão da OUC Nova BH, e interfere em cerca de 25km² ou 7% do território urbano. A mudança ocorreu devido a uma entrada de ação do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio do Indisciplinar, contra a falta de clareza e participação exigida por lei no projeto da Nova BH, que vinha até então sendo feito a portas fechadas. Surge agora com novo nome – OUC ACLO — numa tentativa de um processo mais participativo, mas não menos arriscado para a qualidade de vida urbana em BH.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: Criou página com &amp;#039;O oucbh.indisciplinar tem como objetivo reunir e publicar o que tem sido investigado e produzido há mais de dois anos sobre Operações Urbanas pelo grupo de Pesquisa Indisci...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O oucbh.indisciplinar tem como objetivo reunir e publicar o que tem sido investigado e produzido há mais de dois anos sobre Operações Urbanas pelo grupo de Pesquisa Indisciplinar – EA/UFMG, parceiros e alunos. No Brasil, o instrumento das Operações Urbanas Consorciadas (OUC), viabilizadas através de Parcerias Público Privadas (PPPs), foi criado pelo Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01) em 2001. Esse instrumento permite flexibilizações pontuais na legislação urbanística municipal e possibilitam o financiamento de intervenções públicas com capital privado. Na prática, as OUC são reguladas por leis e conselhos municipais, que estão sujeitos ao jogo de forças sociais, políticas e econômicas locais. Apesar de seu potencial redistributivo, observa-se que as Operações têm viabilizado a conquista elitista da cidade, por meio de empreendimentos particulares realizados à custa de investimentos públicos e remoções de favelas. Frente a isso, faz-se necessária uma leitura crítica sobre as OUCs, que considere não somente aspectos técnicos, como também interesses políticos, econômicos, culturais e sociais envolvidos (e excluídos) do processo.&lt;br /&gt;
Atualmente está sendo elaborada em Belo Horizonte a Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos Leste Oeste (OUC ACLO), que é na verdade uma nova versão da OUC Nova BH, e interfere em cerca de 25km² ou 7% do território urbano. A mudança ocorreu devido a uma entrada de ação do Ministério Público de Minas Gerais, com apoio do Indisciplinar, contra a falta de clareza e participação exigida por lei no projeto da Nova BH, que vinha até então sendo feito a portas fechadas. Surge agora com novo nome – OUC ACLO — numa tentativa de um processo mais participativo, mas não menos arriscado para a qualidade de vida urbana em BH.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://oucbh.indisciplinar.com&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>INDlab</title>
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		<updated>2015-02-28T21:45:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Sobre o INDlab */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:laboratorionomade.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sobre o INDlab==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Programa IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG denominado Indisciplinar (http://blog.indisciplinar.com) e pretende desenvolver projetos de extensão associados à pesquisa gerando tecnologia social através de ações diretas com a sociedade distribuídas em dois eixos metodológicos que se cruzam: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de alta tecnologia pretende desenvolver ações que utilizam a tecnologia digital e as redes na internet com intensidade. Mapas georreferenciados, cartografias críticas colaborativas em rede, aplicativos para celular e outras maneiras de atuar dentro do que compreende como Cidade Instantânea ou Inteligente. Os dispositivos para realização dos projetos com ênfase neste eixo também se encaixam no que denominamos urbanismo performativo. Os projetos de Extensão Projeto de extensão associados a este Programa aqui proposto que ja foram aprovados e estão sendo executados são: Mapeando o comum: Cartografando a Cultura Multitudinária/ Cartografias Emergentes da Cultura; Cartografias Emergentes. Em ambos estão envolvidas também disciplinas de graduação e pós-graduação com vários experimentos sendo desenvolvidos com relação ao uso de plataformas digitais colaborativas para construção de mapas georreferenciados com dados que levantam a cultura, os commons urbanos, enfim, problemas, potencialidades e ações multitudinárias nas metrópoles. As disciplinas são: UNI009_Cartografias Emergentes, que é aberta para toda a universidade, a disciplina ARQ 033 - Projeto Integrado do Design que utilizou de metodologias criadas a partir da extensão para mapear o Bairro de Santa Tereza e leventar seus problemas e potencialidades para que os alunos possam dar soluções coletivas para o bairro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de baixa tecnologia possui projetos que trabalham principalmente artesanias acreditando que a autogestão dos espaços e de diversas ações colaborativas podem ser desenvolvidas dentro de uma lógica tática de confecção dos próprios utilitários, mobiliário, e arquitetura. A ênfase nas artesanias também pressupões o uso de materiais recicláveis e reutilizados e a produção coletiva dos espaços. O projeto Artesanias do Comum pretende montar 3 laboratórios de confecção artesanal no Espaço Comum Luiz Estrela, que é uma ocupação cultural que conseguiu consessão de uso durante 20 anos. Pretende-se construir mobiliário e coleções de produtos artesanais para serem comercializados dentro dos preceitos da economia solidária. Sobre o Grupo INDISCIPLINAR: é um Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, e tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada o espaço social e os processos de globalização e mundialização - os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes - toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas. O grupo é formado por professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós- graduação oriundos de diversos campos do conhecimento (Arquitetura, Economia, Geografia, Letras, Direito, Filosofia, Engenharia, Design, Biologia, Sociologia, Antropologia, dentre outros) e de várias instituições acadêmicas (Universidad Javeriana de Bogotá, UFMG, Universidade de Itaúna, Puc Minas, Centros Universitários UNA e UNIbh), profissionais e cidadãos interessados na temática urbana. O grupo articula-se em rede com outras instituições e grupos de pesquisa tais como Práxis (EAUFMG), Pólos da Cidadania (Direito UFMG), Cidade e Alteridade (Direito UFMG) e coletivos diversos como a ONG Real da Rua, Brigadas Populares, Rede Verde, dentre outros. As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Participa também da rede &amp;quot;Tecnopolíticas: territórios urbanos e redes digitais&amp;quot; em parceria com Praxis_UFMG, Democracia Digital_UFMG, MediaLab_UFRJ, Labic_UFES, UNILA, USP, UFOP, IN3_ 15M, P2PFoundation, Universitat Oberta de Catalunya (UOC), Cultura Libre Universidad de Chile, Colegio de México (Colmex), Pontificia Universidad Católica del Ecuador, Javeriana de Bogotá.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Gestão INDlab==&lt;br /&gt;
[[Gestão INDlab 2015|Gestão INDlab 2015]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Programa SIEX/UFMG==&lt;br /&gt;
===Programa - 500325 - IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Projeto - 401964 - Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária===&lt;br /&gt;
===Projeto - 401860 - Cartografias Emergentes===&lt;br /&gt;
===Projeto - 402050 - Artesanias do Comum===&lt;br /&gt;
===Projeto - 000000 - Compartilhamento e Distribuição do Comum===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:INDlab]] [[category:SIEX]] [[category:extensão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:&amp;lt;span style=&amp;quot;display: none&amp;quot;&amp;gt;{{FULLPAGENAME}}&amp;lt;/span&amp;gt;}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=INDlab&amp;diff=548</id>
		<title>INDlab</title>
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		<updated>2015-02-27T22:52:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Programa - 500325 - IND.LAB - LABORATÓRIO NÔMADE DO COMUM */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[image:laboratorionomade.png | 250px | x]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Sobre o INDlab==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Programa IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG denominado Indisciplinar (http://blog.indisciplinar.com) e pretende desenvolver projetos de extensão associados à pesquisa gerando tecnologia social através de ações diretas com a sociedade distribuídas em dois eixos metodológicos que se cruzam: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de alta tecnologia pretende desenvolver ações que utilizam a tecnologia digital e as redes na internet com intensidade. Mapas georreferenciados, cartografias críticas colaborativas em rede, aplicativos para celular e outras maneiras de atuar dentro do que compreende como Cidade Instantânea ou Inteligente. Os dispositivos para realização dos projetos com ênfase neste eixo também se encaixam no que denominamos urbanismo performativo. Os projetos de Extensão Projeto de extensão associados a este Programa aqui proposto que ja foram aprovados e estão sendo executados são: Mapeando o comum: Cartografando a Cultura Multitudinária/ Cartografias Emergentes da Cultura; Cartografias Emergentes. Em ambos estão envolvidas também disciplinas de graduação e pós-graduação com vários experimentos sendo desenvolvidos com relação ao uso de plataformas digitais colaborativas para construção de mapas georreferenciados com dados que levantam a cultura, os commons urbanos, enfim, problemas, potencialidades e ações multitudinárias nas metrópoles. As disciplinas são: UNI009_Cartografias Emergentes, que é aberta para toda a universidade, a disciplina ARQ 033 - Projeto Integrado do Design que utilizou de metodologias criadas a partir da extensão para mapear o Bairro de Santa Tereza e leventar seus problemas e potencialidades para que os alunos possam dar soluções coletivas para o bairro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de baixa tecnologia possui projetos que trabalham principalmente artesanias acreditando que a autogestão dos espaços e de diversas ações colaborativas podem ser desenvolvidas dentro de uma lógica tática de confecção dos próprios utilitários, mobiliário, e arquitetura. A ênfase nas artesanias também pressupões o uso de materiais recicláveis e reutilizados e a produção coletiva dos espaços. O projeto Artesanias do Comum pretende montar 3 laboratórios de confecção artesanal no Espaço Comum Luiz Estrela, que é uma ocupação cultural que conseguiu consessão de uso durante 20 anos. Pretende-se construir mobiliário e coleções de produtos artesanais para serem comercializados dentro dos preceitos da economia solidária. Sobre o Grupo INDISCIPLINAR: é um Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, e tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada o espaço social e os processos de globalização e mundialização - os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes - toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas. O grupo é formado por professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós- graduação oriundos de diversos campos do conhecimento (Arquitetura, Economia, Geografia, Letras, Direito, Filosofia, Engenharia, Design, Biologia, Sociologia, Antropologia, dentre outros) e de várias instituições acadêmicas (Universidad Javeriana de Bogotá, UFMG, Universidade de Itaúna, Puc Minas, Centros Universitários UNA e UNIbh), profissionais e cidadãos interessados na temática urbana. O grupo articula-se em rede com outras instituições e grupos de pesquisa tais como Práxis (EAUFMG), Pólos da Cidadania (Direito UFMG), Cidade e Alteridade (Direito UFMG); rede Universidade Nômade e coletivos diversos como a ONG Real da Rua, Brigadas Populares, Favela é isso aí, JA.CA, dentre outros. As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Gestão INDlab==&lt;br /&gt;
[[Gestão INDlab 2015|Gestão INDlab 2015]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Programa SIEX/UFMG==&lt;br /&gt;
===Programa - 500325 - IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Projeto - 401964 - Mapeando o Comum: Cartografando a Cultura Multitudinária===&lt;br /&gt;
===Projeto - 401860 - Cartografias Emergentes===&lt;br /&gt;
===Projeto - 402050 - Artesanias do Comum===&lt;br /&gt;
===Projeto - 000000 - Compartilhamento e Distribuição do Comum===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[category:INDlab]] [[category:SIEX]] [[category:extensão]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:&amp;lt;span style=&amp;quot;display: none&amp;quot;&amp;gt;{{FULLPAGENAME}}&amp;lt;/span&amp;gt;}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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		<title>INDlab</title>
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		<updated>2015-02-27T22:51:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: /* Programa - 500325 - IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum*/&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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&lt;br /&gt;
==Sobre o INDlab==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Programa IND.LAB - Laboratório Nômade do Comum é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG denominado Indisciplinar (http://blog.indisciplinar.com) e pretende desenvolver projetos de extensão associados à pesquisa gerando tecnologia social através de ações diretas com a sociedade distribuídas em dois eixos metodológicos que se cruzam: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de alta tecnologia pretende desenvolver ações que utilizam a tecnologia digital e as redes na internet com intensidade. Mapas georreferenciados, cartografias críticas colaborativas em rede, aplicativos para celular e outras maneiras de atuar dentro do que compreende como Cidade Instantânea ou Inteligente. Os dispositivos para realização dos projetos com ênfase neste eixo também se encaixam no que denominamos urbanismo performativo. Os projetos de Extensão Projeto de extensão associados a este Programa aqui proposto que ja foram aprovados e estão sendo executados são: Mapeando o comum: Cartografando a Cultura Multitudinária/ Cartografias Emergentes da Cultura; Cartografias Emergentes. Em ambos estão envolvidas também disciplinas de graduação e pós-graduação com vários experimentos sendo desenvolvidos com relação ao uso de plataformas digitais colaborativas para construção de mapas georreferenciados com dados que levantam a cultura, os commons urbanos, enfim, problemas, potencialidades e ações multitudinárias nas metrópoles. As disciplinas são: UNI009_Cartografias Emergentes, que é aberta para toda a universidade, a disciplina ARQ 033 - Projeto Integrado do Design que utilizou de metodologias criadas a partir da extensão para mapear o Bairro de Santa Tereza e leventar seus problemas e potencialidades para que os alunos possam dar soluções coletivas para o bairro. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
#O Eixo de baixa tecnologia possui projetos que trabalham principalmente artesanias acreditando que a autogestão dos espaços e de diversas ações colaborativas podem ser desenvolvidas dentro de uma lógica tática de confecção dos próprios utilitários, mobiliário, e arquitetura. A ênfase nas artesanias também pressupões o uso de materiais recicláveis e reutilizados e a produção coletiva dos espaços. O projeto Artesanias do Comum pretende montar 3 laboratórios de confecção artesanal no Espaço Comum Luiz Estrela, que é uma ocupação cultural que conseguiu consessão de uso durante 20 anos. Pretende-se construir mobiliário e coleções de produtos artesanais para serem comercializados dentro dos preceitos da economia solidária. Sobre o Grupo INDISCIPLINAR: é um Grupo de Pesquisa do CNPQ sediado na Escola de Arquitetura da UFMG, e tem suas ações focadas na produção contemporânea do espaço urbano. Considerada o espaço social e os processos de globalização e mundialização - os impasses, questões e potencialidades dela decorrentes - toma-se o urbano em sua capacidade de engendrar singularidades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dimensão do comum é a idéia norteadora das práticas do grupo, bem como elemento articulador de sua composição e atuações diversificadas. O grupo é formado por professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós- graduação oriundos de diversos campos do conhecimento (Arquitetura, Economia, Geografia, Letras, Direito, Filosofia, Engenharia, Design, Biologia, Sociologia, Antropologia, dentre outros) e de várias instituições acadêmicas (Universidad Javeriana de Bogotá, UFMG, Universidade de Itaúna, Puc Minas, Centros Universitários UNA e UNIbh), profissionais e cidadãos interessados na temática urbana. O grupo articula-se em rede com outras instituições e grupos de pesquisa tais como Práxis (EAUFMG), Pólos da Cidadania (Direito UFMG), Cidade e Alteridade (Direito UFMG); rede Universidade Nômade e coletivos diversos como a ONG Real da Rua, Brigadas Populares, Favela é isso aí, JA.CA, dentre outros. As atividades do grupo compreendem, imbricando-as indissociadamente, teoria e prática, atividades de ensino, pesquisa e extensão (disciplinas, grupos de estudos, publicações, eventos, assessoria técnica, projetos extensionistas e de pesquisa).&lt;br /&gt;
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==Gestão INDlab==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:&amp;lt;span style=&amp;quot;display: none&amp;quot;&amp;gt;{{FULLPAGENAME}}&amp;lt;/span&amp;gt;}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&amp;diff=427</id>
		<title>Lutas territoriais</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Lutas_territoriais&amp;diff=427"/>
		<updated>2015-02-19T20:58:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Aqui está mais um projeto do Indisciplinar​ que se inicia em parceria com o Labic Ufes​ da UFES coordenado pelos professores Fábio Malini e Fábio Gouveia e também em parceria com o Medialab Ufrj​ coordenado pela Professora Fernanda Bruno e com participação de Pablo De Soto​. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos mapear as lutas territoriais no Brasil e em toda América Latina para criarmos as topologias de rede ao mesmo tempo que georreferenciamos num crowdmap a sua localização. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Daí vamos ter uma ideia de como as lutas se comunicam, curtem umas às outras, para, em processo de cartografia copesquisante, podermos agir auxiliando na criação de redes de lutas! &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[https://www.facebook.com/pages/Lutas-Territoriais/1565948407010284 Lutas Territoriais]&lt;br /&gt;
[https://crowdmap.com/map/lutasterritoriais/ Crowdmap das Lutas Territoriais]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[image:Lutasterritoriais.jpg]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Neoliberalismo&amp;diff=160</id>
		<title>Neoliberalismo</title>
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		<updated>2015-01-26T18:11:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indisciplinar (fonte para artigo completo de Natacha Rena: http://blog.indisciplinar.com/arte-espaco-e-biopolitica/)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. Além disto, o tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas. Atualmente, o tempo de expropriação do capitalismo pós-fordista, imperial, neoliberal, ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente. Segundo David Harvey,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“o neoliberalismo é em primeiro lugar uma teoria das práticas político-econômicas que propõe que o bem-estar humano pode ser mais bem promovido liberando-se as liberdades e capacidades empreendedoras individuais no âmbito de uma estrutura institucional caracterizada por sólidos direitos à propriedade privada, livres mercados e livre comércio. O papel do estado é criar e preservar uma estrutura institucional apropriada a essas práticas; o Estado tem de garantir, por exemplo, a qualidade e a integridade do dinheiro (…) o neoliberalismo se tornou hegemônico como modalidade de discurso e passou a afetar tão amplamente os modos de pensamento que se incorporou às maneiras cotidianas de muitas pessoas interpretarem, viverem e compreenderem o mundo. O processo de neoliberalização, no entanto, envolveu muita destruição criativa, não somente dos antigos poderes e estruturas institucionais (chegando mesmo a abalar as formas tradicionais de soberania do Estado), mas também das divisões do trabalho, das relações sociais, da promoção do bem-estar social, das combinações de tecnologias, dos modos de vida e de pensamento, das atividades reprodutivas, das formas de ligação à terra e dos hábitos do coração.&amp;quot; &amp;lt;ref&amp;gt;HARVEY, D. O neoliberalismo. História e implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2012. p:12-13&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Hardt &amp;amp; Negri (2001), este sistema neoliberal que atua na lógica imperial em contraste com o imperialismo, não estabelece um centro territorial de poder, nem se baseia em fronteiras ou barreiras fixas pois é um aparelho de descentralização e desterritorialização global “que incorpora gradualmente o mundo inteiro dentro de suas fronteiras abertas e em expansão, já que o Império administra entidades híbridas, hierarquias flexíveis e permutas plurais por meio de estruturas de comando reguladoras.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001:12-15)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas este sistema global enredado pelo Estado-capital, baseado na democracia representativa, no qual nos deparamos com o Império, não deveria, de modo algum, segundo os autores, nos deixar saudosos das antigas formas de dominação, porque esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação. Estas singularidades globais que vão surgindo como resistência ao neoliberalismo vêm tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15) Os autores afirmam que é na metrópole que as novas configurações de resistência se configuram com maior intensidade, e em tempos de produção biopolítica nas quais as forças produtivas que movem o capitalismo pós-fordista, trabalhando principalmente com ideias, afetos e comunicação, não estão mais simplesmente concentradas nas fábricas, mas sim espalhadas por terreno social urbano, ou seja, por toda a metrópole, lugar privilegiado onde as múltiplas forças residem e interagem (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2014).&lt;br /&gt;
De qualquer forma, para pensar o urbanismo e a produção do espaço no sistema neoliberal imperial, é preciso estarmos atentos à tomada do Estado pelo capital, que agora atua de dentro dos processos políticos institucionais e por meio de mecanismos de gestão pública, gerando políticas e instrumentos urbanísticos que fazem parte, muitas vezes, do próprio Estatuto da Cidade[2]. Atualmente, um dos exemplos mais claros disto, é o instrumento denominado Operação Urbana Consorciada[3], uma espécie de Parceria Público Privada que determina as regras do jogo para o uso e a construção do espaço, gerando territórios determinados por manifestações de interesse do próprio mercado, conformando territórios pré-definidos para investimentos e projetos que gerem mais-valia para o Estado através de títulos[4]. Visivelmente uma passagem das formas de exploração da mais-valia que se dava na fábrica em tempos de capitalismo fordista, e agora se dá no território urbano gerando lucro via renda, dentro da lógica do capitalismo financeiro pós-fordista ou rentista[5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista urbanístico, estas políticas públicas se dão em diversos níveis e, mesmo quando não há o uso explícito destes instrumentos neoliberalizantes, a lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Pelbart (2011), o biopoder está ligado com a mudança fundamental na relação entre poder e vida[6]. Na concepção de Foucault, o biopoder se interessa pela vida, pela produção, reprodução, controle e ordenamento de forças. A ele competem duas estratégias principais: a disciplina (que adestra o corpo e dociliza o indivíduo para otimizar suas forças) e a biopolítica[7] (que entende o homem enquanto espécie e tenta gerir sua vida coletivamente). Nesse sentido, a vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Segundo o autor: “Nunca o poder chegou tão longe e tão fundo no cerne da subjetividade e da própria vida, como nessa modalidade contemporânea do biopoder” (PELBART, 2003, p:58), que podemos chamar de biopolítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse contexto se deve ao fato do poder Imperial abarcar tudo aquilo que representaria o comum numa estratégia biopolítica, ou seja, expropriando as linguagens, símbolos, imagens, enfim, todos os meios compartilhados pelos indivíduos, através dos quais estes tornam-se capazes de se comunicar e de, assim, produzir algo em sociedade. Em tempos de capitalismo cognitivo, criativo e imaterial, a produção do comum baseia-se na colaboração e nos processos criativos e afetivos que incorporam todos os níveis da vida. Todo o tempo é produtivo e o comum que compartilhamos serve de base para a produção futura, numa relação expansiva. Para Hardt e Negri, isto talvez possa ser mais facilmente entendido em termos da comunicação como produção, inclusive de afetos, pois só podemos comunicar criativa e colaborativamente utilizando linguagens, símbolos, idéias que constituem novas imagens, símbolos, idéias e relações comuns. Para os autores, hoje essa relação entre a produção, a comunicação e o comum é a chave para entender toda atividade social e econômica própria do capitalismo pós-fordista. (HARDT; NEGRI, 2005, p:256-257)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ampliação desta acepção de biopolítica adotada por Hardt e Negri situam o conceito como algo que acontece plenamente na sociedade de controle, na qual o poder subsume toda a sociedade, suas relações sociais e penetra nas consciências e corpos. Sendo assim, as subjetividades da sociedade são absorvidas no Estado. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt y Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M. e NEGRI, A. Império. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M., NEGRI, T; Commonwealth. El projecto de una revolución del común. Madrid: Akai, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Declaração. Isto não é um manifesto. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Signos, máquinas, subjetividades. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Por una política menor. Acontecimiento y política en las sociedades de control. Madrid: Traficantes de sueños. 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NEGRI, Antonio. “Para uma definição ontológica da multidão” in: DIAS, B. e NEVES, J. (org.). A política dos muitos. Povo, Classes e Multidão. Lisboa, Tinta da China, 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PELBART, P. P. Vida capital. Ensaios de biopolítica. Ed. Iluminuras: São Paulo. 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros links importantes:&lt;br /&gt;
Neoliberalismo no Brasil:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=UGqGdWTZy3w&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neoliberalismo na Rússia, Grécia e EU:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=Qam7h1jMIwI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Neoliberalismo&amp;diff=159</id>
		<title>Neoliberalismo</title>
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		<updated>2015-01-26T18:10:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indisciplinar (fonte para artigo completo de Natacha Rena: http://blog.indisciplinar.com/arte-espaco-e-biopolitica/)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. Além disto, o tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas. Atualmente, o tempo de expropriação do capitalismo pós-fordista, imperial, neoliberal, ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente. Segundo David Harvey,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“o neoliberalismo é em primeiro lugar uma teoria das práticas político-econômicas que propõe que o bem-estar humano pode ser mais bem promovido liberando-se as liberdades e capacidades empreendedoras individuais no âmbito de uma estrutura institucional caracterizada por sólidos direitos à propriedade privada, livres mercados e livre comércio. O papel do estado é criar e preservar uma estrutura institucional apropriada a essas práticas; o Estado tem de garantir, por exemplo, a qualidade e a integridade do dinheiro (…) o neoliberalismo se tornou hegemônico como modalidade de discurso e passou a afetar tão amplamente os modos de pensamento que se incorporou às maneiras cotidianas de muitas pessoas interpretarem, viverem e compreenderem o mundo. O processo de neoliberalização, no entanto, envolveu muita destruição criativa, não somente dos antigos poderes e estruturas institucionais (chegando mesmo a abalar as formas tradicionais de soberania do Estado), mas também das divisões do trabalho, das relações sociais, da promoção do bem-estar social, das combinações de tecnologias, dos modos de vida e de pensamento, das atividades reprodutivas, das formas de ligação à terra e dos hábitos do coração.”&amp;lt;ref&amp;gt;HARVEY, D. O neoliberalismo. História e implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2012. p:12-13&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Hardt &amp;amp; Negri (2001), este sistema neoliberal que atua na lógica imperial em contraste com o imperialismo, não estabelece um centro territorial de poder, nem se baseia em fronteiras ou barreiras fixas pois é um aparelho de descentralização e desterritorialização global “que incorpora gradualmente o mundo inteiro dentro de suas fronteiras abertas e em expansão, já que o Império administra entidades híbridas, hierarquias flexíveis e permutas plurais por meio de estruturas de comando reguladoras.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001:12-15)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas este sistema global enredado pelo Estado-capital, baseado na democracia representativa, no qual nos deparamos com o Império, não deveria, de modo algum, segundo os autores, nos deixar saudosos das antigas formas de dominação, porque esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação. Estas singularidades globais que vão surgindo como resistência ao neoliberalismo vêm tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15) Os autores afirmam que é na metrópole que as novas configurações de resistência se configuram com maior intensidade, e em tempos de produção biopolítica nas quais as forças produtivas que movem o capitalismo pós-fordista, trabalhando principalmente com ideias, afetos e comunicação, não estão mais simplesmente concentradas nas fábricas, mas sim espalhadas por terreno social urbano, ou seja, por toda a metrópole, lugar privilegiado onde as múltiplas forças residem e interagem (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2014).&lt;br /&gt;
De qualquer forma, para pensar o urbanismo e a produção do espaço no sistema neoliberal imperial, é preciso estarmos atentos à tomada do Estado pelo capital, que agora atua de dentro dos processos políticos institucionais e por meio de mecanismos de gestão pública, gerando políticas e instrumentos urbanísticos que fazem parte, muitas vezes, do próprio Estatuto da Cidade[2]. Atualmente, um dos exemplos mais claros disto, é o instrumento denominado Operação Urbana Consorciada[3], uma espécie de Parceria Público Privada que determina as regras do jogo para o uso e a construção do espaço, gerando territórios determinados por manifestações de interesse do próprio mercado, conformando territórios pré-definidos para investimentos e projetos que gerem mais-valia para o Estado através de títulos[4]. Visivelmente uma passagem das formas de exploração da mais-valia que se dava na fábrica em tempos de capitalismo fordista, e agora se dá no território urbano gerando lucro via renda, dentro da lógica do capitalismo financeiro pós-fordista ou rentista[5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista urbanístico, estas políticas públicas se dão em diversos níveis e, mesmo quando não há o uso explícito destes instrumentos neoliberalizantes, a lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Pelbart (2011), o biopoder está ligado com a mudança fundamental na relação entre poder e vida[6]. Na concepção de Foucault, o biopoder se interessa pela vida, pela produção, reprodução, controle e ordenamento de forças. A ele competem duas estratégias principais: a disciplina (que adestra o corpo e dociliza o indivíduo para otimizar suas forças) e a biopolítica[7] (que entende o homem enquanto espécie e tenta gerir sua vida coletivamente). Nesse sentido, a vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Segundo o autor: “Nunca o poder chegou tão longe e tão fundo no cerne da subjetividade e da própria vida, como nessa modalidade contemporânea do biopoder” (PELBART, 2003, p:58), que podemos chamar de biopolítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse contexto se deve ao fato do poder Imperial abarcar tudo aquilo que representaria o comum numa estratégia biopolítica, ou seja, expropriando as linguagens, símbolos, imagens, enfim, todos os meios compartilhados pelos indivíduos, através dos quais estes tornam-se capazes de se comunicar e de, assim, produzir algo em sociedade. Em tempos de capitalismo cognitivo, criativo e imaterial, a produção do comum baseia-se na colaboração e nos processos criativos e afetivos que incorporam todos os níveis da vida. Todo o tempo é produtivo e o comum que compartilhamos serve de base para a produção futura, numa relação expansiva. Para Hardt e Negri, isto talvez possa ser mais facilmente entendido em termos da comunicação como produção, inclusive de afetos, pois só podemos comunicar criativa e colaborativamente utilizando linguagens, símbolos, idéias que constituem novas imagens, símbolos, idéias e relações comuns. Para os autores, hoje essa relação entre a produção, a comunicação e o comum é a chave para entender toda atividade social e econômica própria do capitalismo pós-fordista. (HARDT; NEGRI, 2005, p:256-257)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ampliação desta acepção de biopolítica adotada por Hardt e Negri situam o conceito como algo que acontece plenamente na sociedade de controle, na qual o poder subsume toda a sociedade, suas relações sociais e penetra nas consciências e corpos. Sendo assim, as subjetividades da sociedade são absorvidas no Estado. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt y Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M. e NEGRI, A. Império. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M., NEGRI, T; Commonwealth. El projecto de una revolución del común. Madrid: Akai, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Declaração. Isto não é um manifesto. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Signos, máquinas, subjetividades. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Por una política menor. Acontecimiento y política en las sociedades de control. Madrid: Traficantes de sueños. 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NEGRI, Antonio. “Para uma definição ontológica da multidão” in: DIAS, B. e NEVES, J. (org.). A política dos muitos. Povo, Classes e Multidão. Lisboa, Tinta da China, 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PELBART, P. P. Vida capital. Ensaios de biopolítica. Ed. Iluminuras: São Paulo. 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros links importantes:&lt;br /&gt;
Neoliberalismo no Brasil:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=UGqGdWTZy3w&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neoliberalismo na Rússia, Grécia e EU:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=Qam7h1jMIwI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&amp;lt;references&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=Neoliberalismo&amp;diff=158</id>
		<title>Neoliberalismo</title>
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		<updated>2015-01-26T18:09:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoliberalismo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Indisciplinar (fonte para artigo completo de Natacha Rena: http://blog.indisciplinar.com/arte-espaco-e-biopolitica/)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;O sistema capitalista global contemporâneo, que conecta indissociadamente Estados e empresas, pode ser também denominado de Império ou neoliberalismo. Diferente do capitalismo fordista, no qual a mais-valia era prioritariamente explorada via a força de trabalho nas fábricas, atualmente se dá via capital em expansão dirigindo a exploração para todo o território metropolitano, dentro e fora das fábricas. Além disto, o tempo do trabalho envolvido na produção do capitalismo industrial referia-se ao tempo da jornada oficial das leis trabalhistas. Atualmente, o tempo de expropriação do capitalismo pós-fordista, imperial, neoliberal, ocupa todo o tempo de nossas vidas. A exploração capitalista atual passa pela captura dos desejos e neste sentido todo um sistema simbólico abduz a subjetividade e nos torna trabalhadores e consumidores obedientes, dentro de um sistema capitalista financeiro, assistimos ao surgimento de um novo homem: o homem endividado. Além de vermos configurar (via Estado-capital) a construção de sujeitos dóceis (próprios da sociedade disciplinar em que o controle incidia – e ainda incide – diretamente sobre os corpos), estamos imersos em práticas de controle mais sutis e flexíveis, uma tomada da subjetividade que nos torna controlados biopoliticamente. Segundo David Harvey,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“o neoliberalismo é em primeiro lugar uma teoria das práticas político-econômicas que propõe que o bem-estar humano pode ser mais bem promovido liberando-se as liberdades e capacidades empreendedoras individuais no âmbito de uma estrutura institucional caracterizada por sólidos direitos à propriedade privada, livres mercados e livre comércio. O papel do estado é criar e preservar uma estrutura institucional apropriada a essas práticas; o Estado tem de garantir, por exemplo, a qualidade e a integridade do dinheiro (…) o neoliberalismo se tornou hegemônico como modalidade de discurso e passou a afetar tão amplamente os modos de pensamento que se incorporou às maneiras cotidianas de muitas pessoas interpretarem, viverem e compreenderem o mundo. O processo de neoliberalização, no entanto, envolveu muita destruição criativa, não somente dos antigos poderes e estruturas institucionais (chegando mesmo a abalar as formas tradicionais de soberania do Estado), mas também das divisões do trabalho, das relações sociais, da promoção do bem-estar social, das combinações de tecnologias, dos modos de vida e de pensamento, das atividades reprodutivas, das formas de ligação à terra e dos hábitos do coração.”&amp;lt;ref&amp;gt;HARVEY, D. O neoliberalismo. História e implicações. São Paulo: Edições Loyola, 2012. p:12-13&amp;lt;/ref&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para Hardt &amp;amp; Negri (2001), este sistema neoliberal que atua na lógica imperial em contraste com o imperialismo, não estabelece um centro territorial de poder, nem se baseia em fronteiras ou barreiras fixas pois é um aparelho de descentralização e desterritorialização global “que incorpora gradualmente o mundo inteiro dentro de suas fronteiras abertas e em expansão, já que o Império administra entidades híbridas, hierarquias flexíveis e permutas plurais por meio de estruturas de comando reguladoras.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001:12-15)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas este sistema global enredado pelo Estado-capital, baseado na democracia representativa, no qual nos deparamos com o Império, não deveria, de modo algum, segundo os autores, nos deixar saudosos das antigas formas de dominação, porque esta transição para o Império e seus processos de globalização e mundialização conexionista, nos oferece novas possibilidades de redes insurgentes que possibilitam a ampliação das lutas pela libertação. Estas singularidades globais que vão surgindo como resistência ao neoliberalismo vêm tecendo uma nova forma de luta que envolve o que chamam de multidão. Para os pensadores estas forças criadoras da multidão que sustentam o Império são capazes também de constituir “um Contra-império, uma organização política alternativa de fluxos e intercâmbios globais. Os esforços para contestar e subverter o Império, e para construir uma alternativa real, terão lugar no próprio terreno imperial.” (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:12-15) Os autores afirmam que é na metrópole que as novas configurações de resistência se configuram com maior intensidade, e em tempos de produção biopolítica nas quais as forças produtivas que movem o capitalismo pós-fordista, trabalhando principalmente com ideias, afetos e comunicação, não estão mais simplesmente concentradas nas fábricas, mas sim espalhadas por terreno social urbano, ou seja, por toda a metrópole, lugar privilegiado onde as múltiplas forças residem e interagem (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2014).&lt;br /&gt;
De qualquer forma, para pensar o urbanismo e a produção do espaço no sistema neoliberal imperial, é preciso estarmos atentos à tomada do Estado pelo capital, que agora atua de dentro dos processos políticos institucionais e por meio de mecanismos de gestão pública, gerando políticas e instrumentos urbanísticos que fazem parte, muitas vezes, do próprio Estatuto da Cidade[2]. Atualmente, um dos exemplos mais claros disto, é o instrumento denominado Operação Urbana Consorciada[3], uma espécie de Parceria Público Privada que determina as regras do jogo para o uso e a construção do espaço, gerando territórios determinados por manifestações de interesse do próprio mercado, conformando territórios pré-definidos para investimentos e projetos que gerem mais-valia para o Estado através de títulos[4]. Visivelmente uma passagem das formas de exploração da mais-valia que se dava na fábrica em tempos de capitalismo fordista, e agora se dá no território urbano gerando lucro via renda, dentro da lógica do capitalismo financeiro pós-fordista ou rentista[5].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do ponto de vista urbanístico, estas políticas públicas se dão em diversos níveis e, mesmo quando não há o uso explícito destes instrumentos neoliberalizantes, a lógica das gestões das cidades contemporâneas, tanto no mundo quanto no Brasil, seja nos governos de esquerda, seja nos governos de direita, é a lógica da cidade-empresa, da especulação imobiliária, da gentrificação (enobrecimento e expulsão dos pobres que não conseguem viver mais nas áreas valorizadas), das políticas de revitalização (substituindo vidas pobres por vidas ricas e turismo), das intervenções utilizando equipamentos culturais (museus, bibliotecas, salas de música e afins), do planejamento estratégico que faz surgir novas centralidades urbanas para que o capital se expanda para novos territórios e possa fazer circular recursos dentro do sistema empreiteiras-bancos. Estas lógicas encabeçam o eixo da gentrificação de grandes regiões, principalmente nos centros das cidades que já detêm meios de transporte e serviços abundantes. E, perversamente, em muitos momentos, é utilizando o discurso da arte e da cultura, da melhoria do espaço, do embelezamento e da segurança que o Estado-capital com seu biopoder (poder sobre a vida) avança por toda a cidade expropriando os bens comuns já existentes ou em processo de formação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Pelbart (2011), o biopoder está ligado com a mudança fundamental na relação entre poder e vida[6]. Na concepção de Foucault, o biopoder se interessa pela vida, pela produção, reprodução, controle e ordenamento de forças. A ele competem duas estratégias principais: a disciplina (que adestra o corpo e dociliza o indivíduo para otimizar suas forças) e a biopolítica[7] (que entende o homem enquanto espécie e tenta gerir sua vida coletivamente). Nesse sentido, a vida passa a ser controlada de maneira integral, a partir da captura pelo poder, do próprio desejo do que dela se quer e se espera, e assim o conceito de biopoder se expande para o conceito de biopolítica. Há uma diluição dos limites entre o que somos e o que nos é imposto, à medida que o poder atinge níveis subjetivos passando a atuar na própria máquina cognitiva que define o que pensamos e queremos. Segundo o autor: “Nunca o poder chegou tão longe e tão fundo no cerne da subjetividade e da própria vida, como nessa modalidade contemporânea do biopoder” (PELBART, 2003, p:58), que podemos chamar de biopolítica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse contexto se deve ao fato do poder Imperial abarcar tudo aquilo que representaria o comum numa estratégia biopolítica, ou seja, expropriando as linguagens, símbolos, imagens, enfim, todos os meios compartilhados pelos indivíduos, através dos quais estes tornam-se capazes de se comunicar e de, assim, produzir algo em sociedade. Em tempos de capitalismo cognitivo, criativo e imaterial, a produção do comum baseia-se na colaboração e nos processos criativos e afetivos que incorporam todos os níveis da vida. Todo o tempo é produtivo e o comum que compartilhamos serve de base para a produção futura, numa relação expansiva. Para Hardt e Negri, isto talvez possa ser mais facilmente entendido em termos da comunicação como produção, inclusive de afetos, pois só podemos comunicar criativa e colaborativamente utilizando linguagens, símbolos, idéias que constituem novas imagens, símbolos, idéias e relações comuns. Para os autores, hoje essa relação entre a produção, a comunicação e o comum é a chave para entender toda atividade social e econômica própria do capitalismo pós-fordista. (HARDT; NEGRI, 2005, p:256-257)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A ampliação desta acepção de biopolítica adotada por Hardt e Negri situam o conceito como algo que acontece plenamente na sociedade de controle, na qual o poder subsume toda a sociedade, suas relações sociais e penetra nas consciências e corpos. Sendo assim, as subjetividades da sociedade são absorvidas no Estado. Mas a consequência disso é a explosão dos elementos previamente coordenados e mediados na qual as resistências deixam de ser marginais e tornam-se ativas no centro de uma sociedade que se abre em redes (HARDT &amp;amp; NEGRI, 2001, p:44). Isso significa que o poder desterritorializante que subsume toda sociedade ao capital, ao invés de unificar tudo, cria paradoxalmente um meio de pluralidade e singularização não domesticáveis, incontroláveis e incapturáveis. Assistimos a esta situação no Brasil, efetivamente e em grande escala, a partir de junho de 2013. A multidão que se formou, contaminando e hibridando diversas pautas libertárias e progressistas, vem crescendo e tomando novas formas a cada dia. Para Pelbart (2003) ou para Hardt y Negri (2001, 2005, 2009, 2014), esta inversão de sentido do termo foucaultiano “biopolítica”, pode deixar de ser o “poder sobre a vida”, para tornar-se o “poder da vida”, o que poderíamos chamar também de biopolítica da multidão ou, segundo Pelbart (2003), biopotência.&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M. e NEGRI, A. Império. Rio de Janeiro: Record, 2001.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2005.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M., NEGRI, T; Commonwealth. El projecto de una revolución del común. Madrid: Akai, 2009.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
HARDT, M.; NEGRI, A. Declaração. Isto não é um manifesto. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Signos, máquinas, subjetividades. São Paulo, Editora n-1, 2014.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LAZZARATO, M. Por una política menor. Acontecimiento y política en las sociedades de control. Madrid: Traficantes de sueños. 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
NEGRI, Antonio. “Para uma definição ontológica da multidão” in: DIAS, B. e NEVES, J. (org.). A política dos muitos. Povo, Classes e Multidão. Lisboa, Tinta da China, 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PELBART, P. P. Vida capital. Ensaios de biopolítica. Ed. Iluminuras: São Paulo. 2003.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outros links importantes:&lt;br /&gt;
Neoliberalismo no Brasil:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=UGqGdWTZy3w&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neoliberalismo na Rússia, Grécia e EU:&lt;br /&gt;
https://www.youtube.com/watch?v=Qam7h1jMIwI&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Natacha Rena</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wiki.indisciplinar.com/index.php?title=MediaWiki:Sidebar&amp;diff=157</id>
		<title>MediaWiki:Sidebar</title>
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		<updated>2015-01-26T18:01:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Natacha Rena: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;** indisciplinar | indisciplinar&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Tecnopolíticas, Democracia e Urbanismo Tático&lt;br /&gt;
** VAC 2015 | VAC 2015&lt;br /&gt;
** Seminário | Seminário&lt;br /&gt;
** Workshop | Workshop&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* neoliberalismo&lt;br /&gt;
** OUC | OUC&lt;br /&gt;
** água | água&lt;br /&gt;
** energia | energia&lt;br /&gt;
** Parque Jardim América | Parque Jardim América&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* metrópole biopolítica&lt;br /&gt;
** ENANPUR2015&lt;br /&gt;
** Urbanismo tático e a produção do comum na metrópole biopolítica | Urbanismo tático e a produção do comum na metrópole biopolítica&lt;br /&gt;
** Cartografias da cultura em BH | Cartografias da cultura em BH&lt;br /&gt;
** Mapeando o comum: uma cartografia tática configurando redes ativistas em defesa dos comum urbano | Mapeando o comum: uma cartografia tática configurando redes ativistas em defesa dos comum urbano&lt;br /&gt;
** Mapeando o comum na Grande Vitória: cartografias, teorias e o comum | Mapeando o comum na Grande Vitória: cartografias, teorias e o comum&lt;br /&gt;
** Táticas de infiltração, outros modos e meios de pensar e agir na cidade | Táticas de infiltração, outros modos e meios de pensar e agir na cidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* disciplinas&lt;br /&gt;
** Uni009 | Uni009&lt;br /&gt;
** Urb048 | Urb048&lt;br /&gt;
** Urb053 | Ubr053&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* cidade instantânea&lt;br /&gt;
** cidade instantânea | cidade instantânea&lt;br /&gt;
** momentos e instantes | teoria dos momentos&lt;br /&gt;
** velocidade e intensificações: percepções de um urbano instantâneo | velocidade e intensificações&lt;br /&gt;
** computação ubíqua | computação ubíqua&lt;br /&gt;
** proximidade lógica das coisas | proximidade lógica&lt;br /&gt;
** IC App | IC App&lt;br /&gt;
** TE (tecnologia do encontro) | TE&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* glossário indisciplinar&lt;br /&gt;
** absolutismo | absolutismo&lt;br /&gt;
** água | água&lt;br /&gt;
** atlas ecléticos | atlas ecléticos&lt;br /&gt;
** biopoder | biopoder&lt;br /&gt;
** biopolítica | biopolítica&lt;br /&gt;
** biopotência | biopotência&lt;br /&gt;
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		<author><name>Natacha Rena</name></author>
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