Mudanças entre as edições de "Cartografias Emergentes"

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Este projeto de extensão vinculado ao '''Programa Ind.Lab – Laboratório Nômade do Comum''' é parte também das ações do Grupo de Pesquisa '''Indisciplinar''' e busca investigar atuando em rede com diversos movimentos sociais que disputam territórios com o Estado-capital. Utiliza-se o método cartográfico que envolve uma série de dispositivos tecnopolíticos ampliando a investigação urbana em diversas direções incorporando investigadores de diversas áreas para atuar em processos que envolvem fortemente o direito e a comunicação. Para além da atuação de mobilização social-política-técnica-jurídica envolvendo o urbanismo neoliberal, diversos modos de fazer extensão e pesquisa com intenção de produzir tecnologia social vêm sendo fundamentais para a atuação da universidade em defesa dos bens comuns. As frentes de ação do grupo de pesquisa e no programa de extensão, aos quais este projeto se vincula, são desenvolvidas através de: pesquisas teóricas e conceituais; participação em reuniões e atos junto aos movimentos sociais, culturais e ambientais; participação em atividades políticas como audiências públicas e reuniões de conselhos municipais e estaduais; organização tecnopolítica dos movimentos parceiros realizando colaborativamente e em rede fanpages, blogs, cartilhas, flyers, documentários, infográficos, revistas, livros jornais; produção e participação em eventos artísticos, políticos e culturais como o [https://2019.veraoarte.com.br/ VAC], [https://www.eletronika.com.br/#!cidade/c1wjc Festival Eletronika ], dentre outros; representações em Ministério Público; representação em Conselho Municipal; produção de cartografias e mapas colaborativos; formação de rede entre grupos de pesquisa e também entre movimentos sociais; aulas públicas; seminários, workshops e outros eventos acadêmicos abertos; pesquisas de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado); artigos científicos em revistas indexadas e também edita uma revista Indexada denominada Indisciplinar. Atualmente o grupo desenvolve parcerias com diversos grupos e instituições de pesquisa, dentre eles: o '''LabCidade da USP''', o '''Ettern – UFRJ''', o '''Labic – UFES''', o '''MediaLab UFRJ''', o '''CSIC – Consejo Superior de Investigación Cientifica de Madrid''' e o '''FabLab Sevila – Universidad de Sevilla'''.
 
Este projeto de extensão vinculado ao '''Programa Ind.Lab – Laboratório Nômade do Comum''' é parte também das ações do Grupo de Pesquisa '''Indisciplinar''' e busca investigar atuando em rede com diversos movimentos sociais que disputam territórios com o Estado-capital. Utiliza-se o método cartográfico que envolve uma série de dispositivos tecnopolíticos ampliando a investigação urbana em diversas direções incorporando investigadores de diversas áreas para atuar em processos que envolvem fortemente o direito e a comunicação. Para além da atuação de mobilização social-política-técnica-jurídica envolvendo o urbanismo neoliberal, diversos modos de fazer extensão e pesquisa com intenção de produzir tecnologia social vêm sendo fundamentais para a atuação da universidade em defesa dos bens comuns. As frentes de ação do grupo de pesquisa e no programa de extensão, aos quais este projeto se vincula, são desenvolvidas através de: pesquisas teóricas e conceituais; participação em reuniões e atos junto aos movimentos sociais, culturais e ambientais; participação em atividades políticas como audiências públicas e reuniões de conselhos municipais e estaduais; organização tecnopolítica dos movimentos parceiros realizando colaborativamente e em rede fanpages, blogs, cartilhas, flyers, documentários, infográficos, revistas, livros jornais; produção e participação em eventos artísticos, políticos e culturais como o [https://2019.veraoarte.com.br/ VAC], [https://www.eletronika.com.br/#!cidade/c1wjc Festival Eletronika ], dentre outros; representações em Ministério Público; representação em Conselho Municipal; produção de cartografias e mapas colaborativos; formação de rede entre grupos de pesquisa e também entre movimentos sociais; aulas públicas; seminários, workshops e outros eventos acadêmicos abertos; pesquisas de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado); artigos científicos em revistas indexadas e também edita uma revista Indexada denominada Indisciplinar. Atualmente o grupo desenvolve parcerias com diversos grupos e instituições de pesquisa, dentre eles: o '''LabCidade da USP''', o '''Ettern – UFRJ''', o '''Labic – UFES''', o '''MediaLab UFRJ''', o '''CSIC – Consejo Superior de Investigación Cientifica de Madrid''' e o '''FabLab Sevila – Universidad de Sevilla'''.
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Neste projeto, iremos ainda desenvolver parceria com o IPPUR – UFRJ. Já foram, e muitos ainda são, as disputas territoriais envolvidas nas cartografias deste projeto envolvendo lutas territoriais em Belo Horizonte como: Fica Ficus, Parque Jardim América, Resiste Izidora, Corredor Cultural/ Zona Cultural, Operação Urbana Nova BH/ ACLO, Vila Dias, dentre outras. Muitas destas frentes de ação são definidas pelo envolvimento de alunos e professores na rede destas lutas multitudinárias e se desdobram (agora em 2016) em novos projetos vinculados ao Programa IndLab como os dois projetos: BH S/A e Natureza Urbana. Ao mesmo tempo, serão incorporados no projeto Cartografias Emergentes (que é uma espécie de incubadora dos projetos do programa Ind.Lab): Cartografia do Feminismo Negro Periférico e também Cartografia do Rio Doce entre Minas e Espírito Santo. Também continuam vinculadas ao Projeto cartografias Emergentes o trabalho envolvendo a Zona Cultural, já que participamos do Conselho Consultivo da Zona Cultural como conselheiros e atuamos junto aos movimentos sociais trabalhando uma ponte entre as ruas e o Estado, elaborando ações de caráter tecnopolítico ao incorporar ao processo um conhecimento técnico urbanístico.
 
Neste projeto, iremos ainda desenvolver parceria com o IPPUR – UFRJ. Já foram, e muitos ainda são, as disputas territoriais envolvidas nas cartografias deste projeto envolvendo lutas territoriais em Belo Horizonte como: Fica Ficus, Parque Jardim América, Resiste Izidora, Corredor Cultural/ Zona Cultural, Operação Urbana Nova BH/ ACLO, Vila Dias, dentre outras. Muitas destas frentes de ação são definidas pelo envolvimento de alunos e professores na rede destas lutas multitudinárias e se desdobram (agora em 2016) em novos projetos vinculados ao Programa IndLab como os dois projetos: BH S/A e Natureza Urbana. Ao mesmo tempo, serão incorporados no projeto Cartografias Emergentes (que é uma espécie de incubadora dos projetos do programa Ind.Lab): Cartografia do Feminismo Negro Periférico e também Cartografia do Rio Doce entre Minas e Espírito Santo. Também continuam vinculadas ao Projeto cartografias Emergentes o trabalho envolvendo a Zona Cultural, já que participamos do Conselho Consultivo da Zona Cultural como conselheiros e atuamos junto aos movimentos sociais trabalhando uma ponte entre as ruas e o Estado, elaborando ações de caráter tecnopolítico ao incorporar ao processo um conhecimento técnico urbanístico.
  

Edição atual tal como às 15h04min de 10 de junho de 2019

Apresentação

Este projeto de extensão vinculado ao Programa Ind.Lab – Laboratório Nômade do Comum é parte também das ações do Grupo de Pesquisa Indisciplinar e busca investigar atuando em rede com diversos movimentos sociais que disputam territórios com o Estado-capital. Utiliza-se o método cartográfico que envolve uma série de dispositivos tecnopolíticos ampliando a investigação urbana em diversas direções incorporando investigadores de diversas áreas para atuar em processos que envolvem fortemente o direito e a comunicação. Para além da atuação de mobilização social-política-técnica-jurídica envolvendo o urbanismo neoliberal, diversos modos de fazer extensão e pesquisa com intenção de produzir tecnologia social vêm sendo fundamentais para a atuação da universidade em defesa dos bens comuns. As frentes de ação do grupo de pesquisa e no programa de extensão, aos quais este projeto se vincula, são desenvolvidas através de: pesquisas teóricas e conceituais; participação em reuniões e atos junto aos movimentos sociais, culturais e ambientais; participação em atividades políticas como audiências públicas e reuniões de conselhos municipais e estaduais; organização tecnopolítica dos movimentos parceiros realizando colaborativamente e em rede fanpages, blogs, cartilhas, flyers, documentários, infográficos, revistas, livros jornais; produção e participação em eventos artísticos, políticos e culturais como o VAC, Festival Eletronika , dentre outros; representações em Ministério Público; representação em Conselho Municipal; produção de cartografias e mapas colaborativos; formação de rede entre grupos de pesquisa e também entre movimentos sociais; aulas públicas; seminários, workshops e outros eventos acadêmicos abertos; pesquisas de graduação, pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado); artigos científicos em revistas indexadas e também edita uma revista Indexada denominada Indisciplinar. Atualmente o grupo desenvolve parcerias com diversos grupos e instituições de pesquisa, dentre eles: o LabCidade da USP, o Ettern – UFRJ, o Labic – UFES, o MediaLab UFRJ, o CSIC – Consejo Superior de Investigación Cientifica de Madrid e o FabLab Sevila – Universidad de Sevilla.

Neste projeto, iremos ainda desenvolver parceria com o IPPUR – UFRJ. Já foram, e muitos ainda são, as disputas territoriais envolvidas nas cartografias deste projeto envolvendo lutas territoriais em Belo Horizonte como: Fica Ficus, Parque Jardim América, Resiste Izidora, Corredor Cultural/ Zona Cultural, Operação Urbana Nova BH/ ACLO, Vila Dias, dentre outras. Muitas destas frentes de ação são definidas pelo envolvimento de alunos e professores na rede destas lutas multitudinárias e se desdobram (agora em 2016) em novos projetos vinculados ao Programa IndLab como os dois projetos: BH S/A e Natureza Urbana. Ao mesmo tempo, serão incorporados no projeto Cartografias Emergentes (que é uma espécie de incubadora dos projetos do programa Ind.Lab): Cartografia do Feminismo Negro Periférico e também Cartografia do Rio Doce entre Minas e Espírito Santo. Também continuam vinculadas ao Projeto cartografias Emergentes o trabalho envolvendo a Zona Cultural, já que participamos do Conselho Consultivo da Zona Cultural como conselheiros e atuamos junto aos movimentos sociais trabalhando uma ponte entre as ruas e o Estado, elaborando ações de caráter tecnopolítico ao incorporar ao processo um conhecimento técnico urbanístico.

Objetivos Gerais

Pensar e atuar na cidade a partir do método cartográfico é o objetivo. Pressupõem-se agir ao investigar, construir mundos. Os principais territórios cartografados neste projeto são os espaços urbanos em vulnerabilidade social e segregação espacial desenvolvendo processos de trabalho que cruzam teoria e prática, assim como constituem processos de investigação ativa e participativa constituindo redes de resistências junto aos movimentos sociais nos campos das disputa pelo território urbano.

Objetivos Específicos

A metodologia participativa engendrada pelo método cartográfico gera um aprendizado que potencializa a percepção espacial associada à experiência militante. Quando se tem presente no mapa um conjunto de fatores, os envolvidos na produção estão aprendendo e multiplicando novas formas de pensar para fazer pensando o/com o espaço.

Metodologia

O Projeto de Extensão Cartografias Emergentes foi elaborado à partir de uma série de demandas ao Grupo de Pesquisa Indisciplinar para que seus pesquisadores apoiassem o desenvolvimento de estratégias de comunicação que dessem visibilidade às lutas por direitos urbanos. Em geral são demandas que tratam de produção de informação sobre legislação urbana, relações espaciais envolvendo o público e o privado, o direito à habitação, o direito à cidade, ao uso do espaço público e à função social da propriedade. Acredita-se ser possível utilizar o método cartográfico através da produção de cartografias emergentes enquanto ação de investigação engajada, ou seja, enquanto copesquisa militante que não separa teoria da prática e agencia atravessamentos de múltiplas ordens possuindo uma tendência política na qual a produção de conhecimento e o ativismo se sobrepõem. Observa-se que a origem da proposta de utilização da cartografia enquanto método de copesquisa, passa pelo conceito de cartografia em Deleuze e Guattari (1995) que é um dos princípios do conceito de rizoma, em oposição à decalcomania. Nos processos cartográficos predominam insurgências em planos de imanência, potências em fluxo que se encontram, conectando mundos e modos de vida. Entende-se aqui a cartografia não somente como método da geografia clássica territorial, mas como tática micropolítica cotidiana composta pela ação política; um fazer insurgente, dinâmico, sempre processual e criativo. Acredita-se, portanto, que o método cartográfico possa contribuir para a configuração de processos constituintes, nos quais possamos vislumbrar maneiras de mapear, de registrar e de criar novas realidades, de forma colaborativa. Unindo o método da copesquisa com o método cartográfico, acredita-se na realização de uma copesquisa cartográfica fazendo aflorar as diferenças, os antagonismos, as singularidades, os híbridos, as complexidades e o que escapa ao modo capitalista de subjetivação e de produção espacial. É possível imaginar também a cartografia para além de ser um método de investigação que envolve uma experiência cotidiana, dissolvendo as relações entre micro e macropolítica e existindo como um dispositivo que compõe as metodologias e as estratégias como maquinação e agenciamento de ações de copesquisa cartográfica. Artigos, textos, manifestos e declarações, conceitos e teorias surgem ao longo do trabalho e não possuem um tempo exato dentro da copesquisa. O método de ação do projeto em conjunto com os movimentos parte sempre da participação do nosso grupo nas dinâmicas políticas, sociais e espaciais vigentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte e de como as forças se articulam. Ao longo dos últimos 4 anos muitas ações extensionistas foram realizadas junto a movimentos ambientais e sociais em Belo Horizonte e envolviam apoio tecnopolítico como a construção de fanpages, mapas georreferenciados. O foco de toda metodologia é a produção de plataformas tecnopolíticas que conectem as redes e as ruas.

Equipe

Coordenação: Natacha Silva Araújo Rena
Co-coordenação: Marcela Silviano Brandão / Natália Alves da Silva / Bernardo Neves? Paula Guimarães / Júlia Ávila Franzoni