Mudanças entre as edições de "Artesanias Construtivas e Urbanas: Por uma tessitura de saberes"

De Indisciplinar
Ir para: navegação, pesquisa
(Criou página com '{{Produção acadêmica |Autores=BRANDÃO, Marcela |Título=Artesanias Construtivas e Urbanas: Por uma tessitura de saberes |Ano=2015 |Link=http://wiki.indisciplinar.com/webda...')
 
Linha 7: Linha 7:
 
“Diante da percepção de que há na prática arquitetônica uma distância preocupante entre projeto, construção e uso do espaço, buscamos formas de aproximação entre essas etapas a partir da cartografia das controvérsias sobre essa problemática, tendo encontrado duas formações de grupo que abordam a questão a partir de pressupostos distintos. A primeira se articula a partir dos ideais da ciência, do mercado e da indústria, ou seja, dos valores hegemônicos. A segunda se afirma em uma perspectiva sociológica, tendo nos processos participativos sua via de aproximação. Apesar das diferenças, pudemos localizar tangências entre as duas formações de grupo cartografadas, que nos conduziram a um embaraço em relação à questão: ambas se encontram atreladas, de alguma maneira, às determinações do Estado, hoje Estado-Mercado, e em ambas há um certo enrijecimento de pressupostos. Encontramos uma possibilidade de saída dessa encruzilhada nas ações autônomas e subversivas que surgem apesar e para além das intenções designadas na representação do espaço, à revelia do planejamento. Inspirados em Boaventura de Souza Santos, denominamos essas ações de Artesanias Construtivas e Urbanas, e apostamos na possibilidade transformadora do mapeamento dessas artesanias. Imbuídos dessa percepção, experimentamos na academia práticas arquitetônicas que se desenvolvessem a partir de artesanias cartografadas. Percebemos, então, serem necessários alguns deslocamentos conceituais importantes para a tessitura de uma rede aberta e sempre conectável, na qual os saberes construtivos e arquitetônicos, científicos e cotidianos possam ser atravessados constantemente por questões e decisões políticas e poéticas, simultaneamente.”  
 
“Diante da percepção de que há na prática arquitetônica uma distância preocupante entre projeto, construção e uso do espaço, buscamos formas de aproximação entre essas etapas a partir da cartografia das controvérsias sobre essa problemática, tendo encontrado duas formações de grupo que abordam a questão a partir de pressupostos distintos. A primeira se articula a partir dos ideais da ciência, do mercado e da indústria, ou seja, dos valores hegemônicos. A segunda se afirma em uma perspectiva sociológica, tendo nos processos participativos sua via de aproximação. Apesar das diferenças, pudemos localizar tangências entre as duas formações de grupo cartografadas, que nos conduziram a um embaraço em relação à questão: ambas se encontram atreladas, de alguma maneira, às determinações do Estado, hoje Estado-Mercado, e em ambas há um certo enrijecimento de pressupostos. Encontramos uma possibilidade de saída dessa encruzilhada nas ações autônomas e subversivas que surgem apesar e para além das intenções designadas na representação do espaço, à revelia do planejamento. Inspirados em Boaventura de Souza Santos, denominamos essas ações de Artesanias Construtivas e Urbanas, e apostamos na possibilidade transformadora do mapeamento dessas artesanias. Imbuídos dessa percepção, experimentamos na academia práticas arquitetônicas que se desenvolvessem a partir de artesanias cartografadas. Percebemos, então, serem necessários alguns deslocamentos conceituais importantes para a tessitura de uma rede aberta e sempre conectável, na qual os saberes construtivos e arquitetônicos, científicos e cotidianos possam ser atravessados constantemente por questões e decisões políticas e poéticas, simultaneamente.”  
  
[[Categoria:Dissertação]]
+
[[Categoria:Tese]]
 
[[Categoria:BRANDÃO, Marcela]]
 
[[Categoria:BRANDÃO, Marcela]]

Edição das 06h10min de 26 de julho de 2019

Autor(es) BRANDÃO, Marcela
Título Artesanias Construtivas e Urbanas: Por uma tessitura de saberes
Ano de publicação 2015
Tipo de publicação
Frente de ação
Disponível em http://wiki.indisciplinar.com/webdav/publicacoes/Tese_Marcela_Silviano_Brand%c3%a3o_Lopes.pdf
Como citar

“Diante da percepção de que há na prática arquitetônica uma distância preocupante entre projeto, construção e uso do espaço, buscamos formas de aproximação entre essas etapas a partir da cartografia das controvérsias sobre essa problemática, tendo encontrado duas formações de grupo que abordam a questão a partir de pressupostos distintos. A primeira se articula a partir dos ideais da ciência, do mercado e da indústria, ou seja, dos valores hegemônicos. A segunda se afirma em uma perspectiva sociológica, tendo nos processos participativos sua via de aproximação. Apesar das diferenças, pudemos localizar tangências entre as duas formações de grupo cartografadas, que nos conduziram a um embaraço em relação à questão: ambas se encontram atreladas, de alguma maneira, às determinações do Estado, hoje Estado-Mercado, e em ambas há um certo enrijecimento de pressupostos. Encontramos uma possibilidade de saída dessa encruzilhada nas ações autônomas e subversivas que surgem apesar e para além das intenções designadas na representação do espaço, à revelia do planejamento. Inspirados em Boaventura de Souza Santos, denominamos essas ações de Artesanias Construtivas e Urbanas, e apostamos na possibilidade transformadora do mapeamento dessas artesanias. Imbuídos dessa percepção, experimentamos na academia práticas arquitetônicas que se desenvolvessem a partir de artesanias cartografadas. Percebemos, então, serem necessários alguns deslocamentos conceituais importantes para a tessitura de uma rede aberta e sempre conectável, na qual os saberes construtivos e arquitetônicos, científicos e cotidianos possam ser atravessados constantemente por questões e decisões políticas e poéticas, simultaneamente.”