A Produção de novas periferias metropolitanas: migração e expulsão dos pobres da RMBH na primeira sécada do século XXI

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Autor(es) CANETTIERI, Thiago
Título A Produção de novas periferias metropolitanas: migração e expulsão dos pobres da RMBH na primeira sécada do século XXI
Ano de publicação 2014
Tipo de publicação
Frente de ação
Disponível em http://wiki.indisciplinar.com/webdav/publicacoes/Dissertacao_Thiago_Canettieri.pdf
Como citar CANETTIERI, T. A produção das novas periferias metropolitanas: Migração e expulsão dos pobres na rmbh na primeira década do século XXI. Mestrado em Geografia–Tratamento da Informação Espacial). Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2014.

“As cidades revelam em sua cartografia socioespacial o funcionamento de diversos mecanismos que atuam, de forma sinérgica, a reproduzir a desigualdade entre as classes. A divisão de classes em âmbito social é expressa, espacialmente e materialmente, na cidade. A atual estrutura interna das grandes cidades brasileiras e, portanto o seu perfil segmentado e segregado do ponto de vista da distribuição espacial dos equipamentos, serviços e nível sóciodemográfico dos seus residentes é, em grande medida, tributária dos processos sociais de acesso ao solo urbano. Esta pesquisa está inserida no contexto da discussão referente ao processo de exclusão social que determina a organização espacial da população em condição de pobreza devido a uma série de mecanismos que estruturam a metrópole contemporânea e objetiva compreender como, frente aos processos de exclusão e gentrificação do espaço, é produzida as novas periferias metropolitanas. Utilizando da metodologia de delimitação da pobreza da linha absoluta foi realizado o mapeamento da organização espacial da pobreza na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e dos fluxos migratórios. A pobreza passa a ter uma forma mais dispersa no território, mais fragmentada e desconexa como a forma da urbanização. Forma-se uma nova periferia metropolitana a partir de uma alteração na distribuição dos fluxos entre os anos de 2000 e 2010 que podem estar relacionadas a dinâmica urbana da região metropolitana. A distribuição da população no espaço acontece de acordo com determinadas lógicas e o modo de produção dominante é o principal fator em determinar a estrutura socioespacial. Dessa forma a população realiza (ou é obrigada) movimentos no espaço para atender alguns elementos estruturantes. A metrópole do século XXI que Belo Horizonte se tornou é composta de espaços fragmentados mas conectadas por realidades diferentes e contrastes sociais brutais.”