Mudanças entre as edições de "(Re) apropriando a centralidade na metrópole"

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(Criou página com '{{Produção acadêmica |Autores=MARX, Janaína |Título=(Re) apropriando a centralidade na metrópole |Ano=2014 |Link=http://wiki.indisciplinar.com/webdav/publicacoes/Dissert...')
 
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“O trabalho, iniciado sob a efervescente atmosfera das jornadas de junho de 2013, parte de uma aposta política que se confirma a cada novo embate travado nas metrópoles brasileiras: a centralidade do comum nas lutas em tempos de capitalismo financeiro globalizado. Se de um lado o comum está ameaçado pela disseminação das parcerias público-privadas no contexto do urbanismo neoliberal, por outro se abre como possibilidade para a produção de resistências positivas e novas subjetividades no seio da metrópole biopolítica. O comum é tomado tanto como trincheira privilegiada de enfrentamento ao Estado-capital, ou seja, a defesa dos bens comuns no contexto da cidade-empresa subjugada ao urbanismo neoliberal, quanto como expressão das novas formas organizativas dos movimentos multitudinários na atualidade, cada vez mais conectados em redes colaborativas e marcados pelo desejo de democracia real, horizontalidade, autonomia, pela produção de afetos, novas subjetividades e modos de vida não capitalistas. O debate teórico que subjaz as apostas em torno do comum passa pela crise do fordismo, pela ascensão do neoliberalismo com a ofensiva público-privada sobre os bens comuns, pelas mutações no mundo do trabalho e do chamado capitalismo cognitivo e imaterial, até a emergência da multidão como novo sujeito político da contemporaneidade que tem na metrópole biopolítica o locus privilegiado de ação biopotente, cenário ainda subjugado ao paradigma hegemônico da cidade-empresa e do planejamento estratégico. Nesse contexto, é razoável apostar que a construção de espaços comuns seja um importante horizonte de convergência possível das forças vivas que enfrentam o Estado-capital. Ao longo desse percurso, o texto é atravessado por alguns excursos, ou “rolezinhos”, escritos de modo imanente e processual a partir das resistências positivas experienciadas em copesquisa cartográfica, método adotado, cujas ferramentas investigativas se mostram adequadas às pesquisadoras e aos pesquisadores ativistas que, mais do que analisar as cidades, almejam transformá-las.”  
 
“O trabalho, iniciado sob a efervescente atmosfera das jornadas de junho de 2013, parte de uma aposta política que se confirma a cada novo embate travado nas metrópoles brasileiras: a centralidade do comum nas lutas em tempos de capitalismo financeiro globalizado. Se de um lado o comum está ameaçado pela disseminação das parcerias público-privadas no contexto do urbanismo neoliberal, por outro se abre como possibilidade para a produção de resistências positivas e novas subjetividades no seio da metrópole biopolítica. O comum é tomado tanto como trincheira privilegiada de enfrentamento ao Estado-capital, ou seja, a defesa dos bens comuns no contexto da cidade-empresa subjugada ao urbanismo neoliberal, quanto como expressão das novas formas organizativas dos movimentos multitudinários na atualidade, cada vez mais conectados em redes colaborativas e marcados pelo desejo de democracia real, horizontalidade, autonomia, pela produção de afetos, novas subjetividades e modos de vida não capitalistas. O debate teórico que subjaz as apostas em torno do comum passa pela crise do fordismo, pela ascensão do neoliberalismo com a ofensiva público-privada sobre os bens comuns, pelas mutações no mundo do trabalho e do chamado capitalismo cognitivo e imaterial, até a emergência da multidão como novo sujeito político da contemporaneidade que tem na metrópole biopolítica o locus privilegiado de ação biopotente, cenário ainda subjugado ao paradigma hegemônico da cidade-empresa e do planejamento estratégico. Nesse contexto, é razoável apostar que a construção de espaços comuns seja um importante horizonte de convergência possível das forças vivas que enfrentam o Estado-capital. Ao longo desse percurso, o texto é atravessado por alguns excursos, ou “rolezinhos”, escritos de modo imanente e processual a partir das resistências positivas experienciadas em copesquisa cartográfica, método adotado, cujas ferramentas investigativas se mostram adequadas às pesquisadoras e aos pesquisadores ativistas que, mais do que analisar as cidades, almejam transformá-las.”  
  
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[[Categoria:MARX, Janaína]]
 
[[Categoria:MARX, Janaína]]

Edição das 06h02min de 26 de julho de 2019

Autor(es) MARX, Janaína
Título (Re) apropriando a centralidade na metrópole
Ano de publicação 2014
Tipo de publicação
Frente de ação
Disponível em http://wiki.indisciplinar.com/webdav/publicacoes/Dissertacao_Janaina_Marx.pdf
Como citar

“O trabalho, iniciado sob a efervescente atmosfera das jornadas de junho de 2013, parte de uma aposta política que se confirma a cada novo embate travado nas metrópoles brasileiras: a centralidade do comum nas lutas em tempos de capitalismo financeiro globalizado. Se de um lado o comum está ameaçado pela disseminação das parcerias público-privadas no contexto do urbanismo neoliberal, por outro se abre como possibilidade para a produção de resistências positivas e novas subjetividades no seio da metrópole biopolítica. O comum é tomado tanto como trincheira privilegiada de enfrentamento ao Estado-capital, ou seja, a defesa dos bens comuns no contexto da cidade-empresa subjugada ao urbanismo neoliberal, quanto como expressão das novas formas organizativas dos movimentos multitudinários na atualidade, cada vez mais conectados em redes colaborativas e marcados pelo desejo de democracia real, horizontalidade, autonomia, pela produção de afetos, novas subjetividades e modos de vida não capitalistas. O debate teórico que subjaz as apostas em torno do comum passa pela crise do fordismo, pela ascensão do neoliberalismo com a ofensiva público-privada sobre os bens comuns, pelas mutações no mundo do trabalho e do chamado capitalismo cognitivo e imaterial, até a emergência da multidão como novo sujeito político da contemporaneidade que tem na metrópole biopolítica o locus privilegiado de ação biopotente, cenário ainda subjugado ao paradigma hegemônico da cidade-empresa e do planejamento estratégico. Nesse contexto, é razoável apostar que a construção de espaços comuns seja um importante horizonte de convergência possível das forças vivas que enfrentam o Estado-capital. Ao longo desse percurso, o texto é atravessado por alguns excursos, ou “rolezinhos”, escritos de modo imanente e processual a partir das resistências positivas experienciadas em copesquisa cartográfica, método adotado, cujas ferramentas investigativas se mostram adequadas às pesquisadoras e aos pesquisadores ativistas que, mais do que analisar as cidades, almejam transformá-las.”